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sábado, 24 de setembro de 2011

Rock In Rio 1985 - Queen



IT'S A HARD LIFE - Freddie Mercury

 

O Dia da Criação - Vinicius de Moraes


Porque hoje é Sábado
- Clicar na imagem para ouvir O Dia da Criação dito por Vinicius de Moraes –
« Macho e fêmea os criou.Gênese, 1, 27
I
Hoje é sábado, amanhã é domingo
A vida vem em ondas, como o mar
Os bondes andam em cima dos trilhos
E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na cruz para nos salvar.

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Não há nada como o tempo para passar
Foi muita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo
Mas por via das dúvidas livrai-nos meu Deus de todo mal.

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Amanhã não gosta de ver ninguém bem
Hoje é que é o dia do presente
O dia é sábado.

Impossível fugir a essa dura realidade
Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios
Todos os namorados estão de mãos entrelaçadas
Todos os maridos estão funcionando regularmente
Todas as mulheres estão atentas
Porque hoje é sábado.

II
Neste momento há um casamento
Porque hoje é sábado
Hoje há um divórcio e um violamento
Porque hoje é sábado
Há um rico que se mata
Porque hoje é sábado
Há um incesto e uma regata
Porque hoje é sábado
Há um espetáculo de gala
Porque hoje é sábado
Há uma mulher que apanha e cala
Porque hoje é sábado
Há um renovar-se de esperanças
Porque hoje é sábado
Há uma profunda discordância
Porque hoje é sábado
Há um sedutor que tomba morto
Porque hoje é sábado
Há um grande espírito-de-porco
Porque hoje é sábado
Há uma mulher que vira homem
Porque hoje é sábado
Há criançinhas que não comem
Porque hoje é sábado
Há um piquenique de políticos
Porque hoje é sábado
Há um grande acréscimo de sífilis
Porque hoje é sábado
Há um ariano e uma mulata
Porque hoje é sábado
Há uma tensão inusitada
Porque hoje é sábado
Há adolescências seminuas
Porque hoje é sábado
Há um vampiro pelas ruas
Porque hoje é sábado
Há um grande aumento no consumo
Porque hoje é sábado
Há um noivo louco de ciúmes
Porque hoje é sábado
Há um garden-party na cadeia
Porque hoje é sábado
Há uma impassível lua cheia
Porque hoje é sábado
Há damas de todas as classes
Porque hoje é sábado
Umas difíceis, outras fáceis
Porque hoje é sábado
Há um beber e um dar sem conta
Porque hoje é sábado
Há uma infeliz que vai de tonta
Porque hoje é sábado
Há um padre passeando à paisana
Porque hoje é sábado
Há um frenesi de dar banana
Porque hoje é sábado
Há a sensação angustiante
Porque hoje é sábado
De uma mulher dentro de um homem
Porque hoje é sábado
Há uma comemoração fantástica
Porque hoje é sábado
Da primeira cirurgia plástica
Porque hoje é sábado
E dando os trâmites por findos
Porque hoje é sábado
Há a perspectiva do domingo
Porque hoje é sábado

III
Por todas essas razões deverias ter sido riscado do Livro das Origens,
ó Sexto Dia da Criação.
De fato, depois da Ouverture do Fiat e da divisão de luzes e trevas
E depois, da separação das águas, e depois, da fecundação da terra
E depois, da gênese dos peixes e das aves e dos animais da terra
Melhor fora que o Senhor das Esferas tivesse descansado.
Na verdade, o homem não era necessário
Nem tu, mulher, ser vegetal, dona do abismo, que queres como
as plantas, imovelmente e nunca saciada
Tu que carregas no meio de ti o vórtice supremo da paixão.
Mal procedeu o Senhor em não descansar durante os dois últimos dias
Trinta séculos lutou a humanidade pela semana inglesa
Descansasse o Senhor e simplesmente não existiríamos
Seríamos talvez pólos infinitamente pequenos de partículas cósmicas
em queda invisível na
terra.
Não viveríamos da degola dos animais e da asfixia dos peixes
Não seríamos paridos em dor nem suaríamos o pão nosso de cada dia
Não sofreríamos males de amor nem desejaríamos a mulher do próximo
Não teríamos escola, serviço militar, casamento civil, imposto sobre a renda
e missa de
sétimo dia.
Seria a indizível beleza e harmonia do plano verde das terras e das
águas em núpcias
A paz e o poder maior das plantas e dos astros em colóquio
A pureza maior do instinto dos peixes, das aves e dos animais em [cópula.
Ao revés, precisamos ser lógicos, freqüentemente dogmáticos
Precisamos encarar o problema das colocações morais e estéticas
Ser sociais, cultivar hábitos, rir sem vontade e até praticar amor sem vontade
Tudo isso porque o Senhor cismou em não descansar no Sexto Dia e [sim no Sétimo
E para não ficar com as vastas mãos abanando
Resolveu fazer o homem à sua imagem e semelhança
Possivelmente, isto é, muito provavelmente
Porque era sábado.
»
O Dia da Criação, de Vinícius de Moraes


Demorô - Joyce



GENTILEZA

(publicado em 10/8/2000 por JOYCE)

Lyonette deve andar pelos seus 70 anos, ou quase. Trabalha no café da livraria Barnes and Noble (filial Chelsea, 6ª Avenida, em Nova York), usa um uniforme preto com aventalzinho branco de garçonete e prende os cabelos com uma rede que me faz lembrar alguma coisa boa da minha infância, nas profundezas dos anos 50. Terá sido por isso que gostei tanto dela? O cabelo preso com rede terá talvez me levado de volta ao quarto da Nercília, que trabalhava em nossa casa, comprava “A Modinha Popular” e sumiu com um namorado num dia de carnaval.
Talvez Nercília tenha envelhecido com a cara de Lyonette. Talvez Lyonette seja uma Nercília americana, já cansada de muitos carnavais, hoje atendendo num balcão de cafeteria. Ela deve ter filhos e netos, uma família, uma igreja, uma comunidade a que pertence. Trabalha na Barnes and Noble de segunda a sábado, horário integral, servindo cappucinos e croissants para novaiorquinos estressados. E no entanto, Lyonette é uma pessoa gentil. Coisa rara, raríssima em Nova York, onde cada vez mais é cada um por si e salve-se quem puder.
Tomar café da manhã dentro de uma grande livraria, que tem praticamente qualquer livro que se queira, é um prazer que pode ser facilmente estragado por um mau atendimento. Novaiorquinos são assim mesmo: não estão nem aí para você ou seus problemas. Se você pergunta “tudo bem?”, arrisca ouvir de volta um “não é da sua conta”, para dizer o mínimo. Nas lojas, os vendedores são arrogantes, vai comprar ou não? Azar o seu. Próximo! Coisas de país rico demais, onde um cliente a mais ou a menos não faz a menor diferença.
Por isso fiquei fã de Lyonette, que me pergunta como eu vou, se quero hoje o mesmo de ontem, como foi meu dia _ essas coisas simples que a gente ainda faz aqui no Brasil. Por gentileza, e nada mais.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

"Boa Noite, Amor" - Elis Regina

Pensamentos - Caio Fernando Abreu



"Te desejo uma fé enorme.
Em qualquer coisa, não importa o quê.
Desejo esperanças novinhas em folha, todos os dias.
Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo.
Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso.
Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes.
Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito.
Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.
Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.
As coisas vão dar certo.
Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa.
Te quero ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma.
Certo, muitas ilusões dançaram.
Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas.
Que 2011 seja doce. Repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante.
Que seja bom o que vier, pra você."


Caio Fernando Abreu

Caio Fernando Loureiro de Abreu (1948 - 1996) foi um jornalista e escritor brasileiro. [Biografia]


Baianidade – Aninha Franco 9/28/2004


Baianidade: Baiano é todo aquele que nasceu na Bahia, ou um mau cavaleiro, segundo Houaiss. Em São Paulo, baiano é qualquer nordestino, eleitor de Maluff, ignorante, incompetente e capaz de baianadas, coisas sem jeito, descumprimento de acordos. Aliás, em São Paulo baiano é palavrão.
Gregório de Mattos (1636/1695), primeiro poeta brasileiro, baiano, dizia que “de dois ff se compõe / esta cidade a meu ver / um furtar, outro foder”, versos sempre muito citados pelos baianos eruditos que discutem a “baianidade” atualmente. Luiz Vilhena, português que morou na Bahia muitos anos, autor de A Bahia do Século XVIII, obra essencial para o entendimento da Bahia do século XXI, culpou os portugueses pelos propalados defeitos da baianidade: “(...) Quem não vê que a inação dos brancos é a causa da preguiça dos negros? Por que não há de cavar no Brasil aquele que em Portugal só vivia da sua enxada? (...) Por que há de andar de corpo direito quem o trouxe sempre vergado pelo trabalho? (...) Por que há de ostentar de nobre quem sempre foi plebeu?”
Eu acho que o Adão da “baianidade” foi Caramuru. Naufragou no Rio Vermelho, o bairro mais charmosamente baiano da cidade da Baía, Salvador. Ninguém sabe, até hoje, sua nacionalidade ou “naturalidade” anterior. Nas brigas entre tupinambás e portugueses, ficou do lado dos tupinambás, sempre. Era extremamente sedutor e político, vide as histórias de duas de suas mulheres: Catarina Paraguaçu e Moema. E, segundo as más linguas históricas, era antropófago como qualquer baiano que se respeite.

Miss Perfumado - Cesaria Evora

Cesaria Evora se despide de la música por problemas de salud
La cantante de Cabo Verde Cesaria Evora, conocida como la reina de la morna -una sugerente mezcla del fado portugués, la modinha brasileña, el tango argentino y el lamento angoleño-, ha anunciado en París su retirada de los escenarios y la cancelación de los conciertos que tenía programados las próximas semanas por motivos de salud.
Su casa de discos, Lusafrica, ha confirmado la decisión de la cantante en un comunicado en el que señala que ésta "no podrá cumplir con los conciertos que iba a dar en las próximas semanas".
Evora, que cumplió 70 años el pasado 27 de agosto, llegó a París hace unos días "en un estado de gran debilidad", precisa Lusafrica.
"Sus nuevos problemas de salud siguen a varias intervenciones quirúrgicas que sufrió durante los últimos años, entre ellas una operación a corazón abierto, en mayo de 2010", agrega.
Los médicos de la cantante le "ordenaron" anular su próxima gira de conciertos y ella, de acuerdo con su productor y manager, José da Silva, decidió poner fin a su carrera, se afirma en el comunicado.
De ese modo, Cesaria Evora "renuncia a esta vida itinerante que la lleva por las cuatro esquinas del mundo, desde sus grandes comienzos en 1991 en la escena internacional".
'Fue en 1988 cuando se publicó su primer álbum, 'La diva de los pies desnudos', pero no fue hasta 1992 cuando con 'Miss Perfumado' esta mujer, nacida en la ciudad de Mindelo en la isla de San Vicente del archipiélago de Cabo Verde el 27 de agosto de 1941, asombró al mundo.
La voz de Cesaria era muy popular entre los clientes de las tabernas y bares del puerto de su ciudad, pero no fue hasta 1993 cuando comenzó a viajar con su morna por el mundo.

You stole my heart - Nils Landgren



1969 - Caê, Gil e os Stones

ESPECIAL 1969 - MÚSICA

A desilusão londrina de Caetano Veloso e Gilberto Gil e a energia apocalíptica dos Rolling Stones no Festival de Altamont

por Felipe Arra
11 de Junho de 2009 | por Revista Wave



DEPOIS DE “ALEGRIA, ALEGRIA” VEIO O EXÍLIO, EXÍLIO

Caetano Veloso e Gilberto Gil foram presos e exilados em seu ápice criativo

O movimento Tropicalista, que sacudiu a cultura brasileira entre 1967 e 1968, teve seu fim imposto quando da prisão de Caetano Veloso e Gilberto Gil. Aconteceu na manhã de 27 de dezembro desse ano, sob a alegação de quebra da ordem institucional e de mensagens à população para subverter o “Estado Democrático estabelecido pela Revolução”.

Caê e Gil romperam o ano de 68 presos, e foram soltos na quarta-feira de cinzas de 1969. Seguiram para Salvador, onde ficaram confinados até partirem para o exílio, em julho.

À época, os dois eram as maiores estrelas ascendentes da música nacional. Mas no exílio, Caetano desabou. E anunciou que ele e Gil “estavam mortos” em artigo publicado em novembro de 1969 para “O Pasquim”, com o qual contribuiu por mais de um ano.

Ele escreve: “Talvez alguns caras no Brasil tenham querido me aniquilar; talvez tudo tenha acontecido por acaso. Mas eu agora quero dizer aquele abraço a quem quer que tenha querido me aniquilar porque o conseguiu. Gilberto Gil e eu enviamos de Londres aquele abraço para esses caras. (…) Nós estamos mortos. Ele está mais vivo do que nós”.

O “Ele” em questão é Carlos Marighella, dirigente da Ação Libertadora Nacional (ALN), que havia sido assassinado pela polícia dias antes. Sua imagem, morto, aparecia contracenando em uma capa de revista com a foto de Caetano e Gil, exilados.

O ostracismo melancólico dos dois durou até 1972. Se serve de consolo, esse período rendeu algumas de suas melhores canções, dos chamados “discos ingleses”: Caetano veio com “A Litlle more Blue” (Um pouco mais triste) e “London London”, por exemplo; Gil trouxe “Can’t Find My Way Home” (Não encontro o caminho de casa), talvez a gravação mais representativa do período.

SOBREVIVENDO NO INFERNO
Os Rolling Stones pedem abrigo no Festival de Altamont e dão a palavra final no apocalipse dos ideais

Já em 1968, o idealismo e as promessas do Flower Power começaram a desaparecer. Guerra, assassinatos, luta por direitos civis, agitação nas ruas. As drogas ficaram mais pesadas, assim como a música, que refletia a paranóia no ar.

Mick Jagger e Keith Richards tinham um instinto apurado para capturar tendências e o espírito de sua época. A dupla filtrou e propagou uma tendência em obscurecer o conteúdo do Rock, das letras aos arranjos. A música devia ficar mais obscura em resposta à incerteza dos tempos.

Os Stones foram a banda se encaixou aos elementos das drogas pesadas que vieram e destruíram o resto da cena. Brian Wilson (Beach Boys) e Syd Barrett (Pink Floyd) viraram vegetais alucinados de ácido; Brian Jones (membro fundador dos Stones), Jimi Hendrix e Janis Joplin tiveram mortes (todos aos 27 anos, entre 1969 e 1970) associadas a drogas. Os sobreviventes Jagger e Richards clamaram por proteção em “Gimme Shelter” (Dê-me abrigo), lançada em 1969 no disco Let it Bleed (Deixe sangrar) - trocadilho com o compacto “Let it Be”, lançado pelos Beatles naquele ano.

No final do ano, os Rolling Stones planejavam um grande festival gratuito na Califórnia. Desorganização e local confirmado em cima da hora impossibilitaram a montagem de infra-estrutura decente para o evento. Informadas pelo rádio, mais de 300 mil pessoas peregrinaram para o autódromo de Altamont, perto de São Francisco, no dia 6 de dezembro.

Porém, além dos nomes da música escalados (Grateful Dead, Jefferson Airplane, etc.), dos hippies e fãs de Rock, estavam presentes centenas de Hells Angels, chamados informalmente como seguranças do Festival.

Esses motoqueiros norte-americanos sempre estiveram ligados a violência e extorsão. Depois de receberem o pagamento (cerveja) pela “ajuda” na segurança, transformaram o que era para ser “Paz e Amor” nos moldes de Woodstock num dos dias mais violentos da história do Rock. Um rapaz armado (supostamente para matar Mick Jagger) foi esfaqueado até a morte por um dos Angels na frente do palco, além de outros fatos violentos ao longo do dia.

A mistura de desorganização, drogas e armas se fez catastrófica. Charlie Watts, baterista dos Stones, sintetizou: “Foi um evento aguardando para dar errado”, um despertar cruel para a dura realidade. Nunca “Gimme Shelter” faria tanto sentido novamente.

Felipe Arra, 23, deveria ser lateral-esquerdo da seleção brasileira, mas não chegou nem perto. O fracasso no futebol deixou sequelas mentais: virou torcedor fanático do Newcastle, da Inglaterra. Faz faculdade de jornalismo, mas já aprendeu muito mais com Richard Ashcroft, Woody Allen e José Saramago do que com todos os seus professores juntos.

My Favorite Things - Brad Mehldau


Música espiritual
24 de Setembro de 2010 | por Revista Wave
“A Música de Bach em meus ouvidos buscava recriar a beleza de todas as eras, a fim de me proporcionar a sensação única de encontrar a permissividade de Deus, os motivos que o levam à manutenção do que é esteticamente clássico, do que é irrepreensivelmente belo, daquilo que o homem criou sob sua tutela, para exteriorizar nossa gratidão por tamanho Amor”.
Escrevi o trecho acima na última edição da Revista Wave, e qual não foi minha surpresa ao ler o belo texto do pianista Brad Mehldau sobre a proximidade entre a dita “música secular” e a sublime revelação divina, que, de certo modo, ampliaram e complementaram minhas percepções sobre o assuto. Mesmo que discorde de alguns de seus posicionamentos religiosos – sua concepção da Teologia Natural é facilmente rebatida, ainda que ele próprio demonstre desconforto em relação a qualquer definição imutável -, o longo depoimento de um músico tão talentoso quanto Mehldau é, além de irreprensivelmente poético, verdadeiramente exemplar, porque demonstra sua sincera vontade em explicitar questionamentos incômodos e desconfortáveis. Espiritualmente proveitoso como foi para mim, espero que também seja para o leitor.