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domingo, 8 de janeiro de 2012

Mitos

 

Gerome, Pigmalião e Galatéia

Nunca gostei do mito de Pigmalião; porque creio que há algo de nobre no artista que subestima a própria obra (orgulho às avessas?), mais ainda naquele que, de ato pensado, é capaz de destruí-la. Talvez haja nessa visão um franciscanismo hipócrita da minha parte; ainda estou consultando o meu inconsciente para investigar.
A esse respeito, não sei se por engano, sempre vi no mito de Orfeu uma alusão ao caminho do artista: quando ele olha para trás, perde o seu objeto de desejo; fixado pela perda ao momento único, desesperado, será estraçalhado (fragmentado) pelas ninfas, as mesmas que o cobiçavam ao cobri-lo de glória.
Esse olhar para trás é uma decisão presente e se refere ao apego pelo presente como afeto, ao aprisionamento do desejo no que já existe, à obra, enfim. Mas, criar não seria um ato ascensional, mesmo que ilusório? Pois parece que só inflama o desejo e merece o afeto a obra que está para ser feita. Ela ainda não existe! E se já existe é porque chegou o fim, sedimentou-se ao patamar que não é mais do que o próprio térreo. E a obra realizada se torna um signo da impotência, do desfalecimento, do desespero íntimo que nem as dialéticas noções de glória e reconhecimento, nem a pequeno-burguesa idéia do dever cumprido são capazes de aplacar. Pois o artista sabe que faria tudo novamente mesmo que fosse de maneira anônima. E, no fundo, sempre é um esforço anônimo, senão para ele próprio.
O amor pela obra presente só pode ser relativo e volúvel. Alguém nos diz que é boa, mas desconfiamos que não. Em contrapartida, quanto amor pela obra futura que é cobiçada entre o entusiasmo e a melancolia pelo temor de não poder realizá-la. Muitos artistas dizem lidar com o efêmero, mas fazem registros e documentam a obra para que não seja... efêmera! Dirão que é para a remontagem posterior do próprio processo, do seu percurso; porém, se há registro é porque julgam que o que importa é a obra (mesmo que seja feita de fezes de artista). Ora, se há processo ativo ele é interno, e se refere à única obra que não é efêmera, a futura. Processo se faz por etapas superadas, relativas, que não podem ser superestimadas. Parece que é inevitável a confusão entre o olhar do artista e o olhar do outro que o julga a partir da obra já realizada.
Desconfio que Michelangelo jamais chegasse a desafiar o seu Moisés; só um observador não-criador poderia dizer à estátua: Parla!
Talvez para muitos essa questão não se refira à gênese da obra, mas ao Eclesiastes. Quem sabe até para mim mesmo! Ou isso se deve à minha desconfiança para com o que realizo?

Michelangelo, Moisés




 

comida prêt-à-manger

 

Danuza Leão - Paris


Quem tem o paladar mais apurado percebe que alguma coisa está errada, mas não sabe o quê


Coisas muito estranhas estão acontecendo em Paris, no terreno da gastronomia.

Os restaurantes que frequento não são os mais chiques, mais estrelados, mais caros; são bistrôs simples, normais, onde sempre comi muito bem -até porque em qualquer café em Paris uma omelete costuma ser deliciosa, e uma entrecôte, perfeita, já que a gastronomia é parte importante da cultura do país.

Não procuro comidas complicadas e modernas: prefiro as mais tradicionais, não sou uma expert, mas sei perfeitamente se o que estou comendo está bom ou não.

Cheguei e fui logo procurar um dos restaurantes de que mais gosto, já pensando em pedir aquele prato de que mais gosto.

Primeira decepção: o menu havia mudado, os pratos eram outros -na mudança de estação eles trocam, mas não era o caso. Ok, isso acontece, mas o que comi não estava bom; o cozinheiro mudou, pensei, acontece.

No dia seguinte, fui a um café que costumo frequentar, um café simples, para comer uma coisa simples, tipo ovos mexidos com presunto. Nem consultei o menu, fui logo pedindo, e tive uma surpresa: eles não tinham ovos de nenhum jeito, e me foi apresentado um menu -novo. Para não complicar, pedi um steak tartare, e me serviram um montinho de carne moída, com uma espécie de bolo de batata saído do microondas; em separado, sal, pimenta do reino e um vidro de mostarda, apenas. Não deu. Coisas parecidas aconteceram em mais três ou quatro lugares, e achei tudo tão estranho, que fui pesquisar.

Pergunta daqui, pergunta dali, soube do que está acontecendo em parte dos restaurantes de Paris. Muitos deles aderiram à comida prêt-à-manger (pronta para comer).

A coisa começa lá atrás: como os encargos sociais na França são muito altos, é normal, num restaurante tipo simples, um único garçom se encarregar do serviço de 30 pessoas: ele anota cada pedido (dois pratos por pessoa), se a carne é bem ou mal passada, o tipo de vinho etc.

Mas um chef -o cozinheiro- custa caro, e ainda tem os ajudantes etc. Resultado: existem atualmente, em torno de Paris, indústrias que se ocupam em facilitar a vida dos donos dos restaurantes.

É assim: o dono da indústria e o restaurateur, juntos, elaboram o menu, eliminando tudo o que precise ser feito na hora.

As porções são confeccionadas, colocadas em embalagens a vácuo, e às 5h da manhã o caminhão faz a entrega, que vai diretamente para o freezer. O dono do restaurante economiza no salário do chef, elimina as perdas, pois os pratos podem permanecer congelados por vários dias, e fica todo mundo feliz; quase todo mundo, aliás.

Os clientes que têm o paladar mais apurado percebem que alguma coisa está errada, mas não sabem bem o quê, e as coisas ficam por isso mesmo.

Isso acontece sobretudo nos pontos mais turísticos, como em St. Germain, meu bairro do coração. Mas um amigo me contou que foi ao l'Ami Louis, pediu um foie gras e achou que fosse sorvete.

O problema é grave, já que a gastronomia, na França, é coisa séria. Mesmo com a chegada da nouvelle cuisine, dos novos chefs, dos laboratórios na Espanha, a cozinha francesa tradicional sempre permaneceu no alto do pedestal, como uma das joias da coroa.

Ok, o mundo mudou, vamos admitir: e em muitas coisas, para pior. Vou passar o resto das minhas férias em Paris buscando restaurantes onde se come bem, de acordo com as velhas tradições; e se você está planejando sua viagem, fique atento. Evite restaurantes com longos cardápios, pois é aí que mora o perigo.
E se o prato que você pediu estiver com cara e gosto de comida de avião, marque no seu caderninho para não voltar lá nunca mais.

danuza.leao@uol.com.br

O gênio por trás do jazz

NORMAN GRANZ: THE MAN WHO USED JAZZ FOR JUSTICE

João Marcos Coelho

Contar a história do jazz desfilando biografias dos músicos é como contar a história dos Estados Unidos falando só dos presidentes: pode ser o fundamental, mas não é tudo, disse certa vez o crítico John McDonough. Houve quem jamais tenha tocado uma nota sequer e assim mesmo foi decisivo, a ponto de ter sido comparado a Franz Schubert e suas mais de 600 canções, o rei do "lied" alemão nas primeiras décadas do século 19, por causa da amplitude e qualidade das milhares de gravações que capturam a essência do gênero, como comparou o crítico Gene Lees. Não se trata de nenhum presidente ou compositor, mas de um produtor de shows, dono de gravadora e empresário de artistas como Ella Fitzgerald, Oscar Peterson e Duke Ellington. Estamos falando de Norman Granz, nascido em 1918 em Los Angeles, e morto dez anos atrás, na Suíça, o homem que levou o jazz ao mundo inteiro, viabilizou-o comercialmente e ao mesmo tempo gerou obras-primas da única maneira possível para o gênero: com pioneiros registros ao vivo de performances de alta adrenalina e qualidade musical.
'Sempre insisti que meus músicos tinham de ser tratados com o mesmo respeito de Leonard Bernstein' - groupmusicverve.com
groupmusicverve.com
'Sempre insisti que meus músicos tinham de ser tratados com o mesmo respeito de Leonard Bernstein'

Lees detestava o homem, e mesmo assim idolatrava sua obra. Só por causa de Granz temos hoje tesouros de valor artístico incalculável. Alguns deles: as dez horas gravadas por Art Tatum, o maravilhoso gênio cego do piano-jazz dos anos 40; os 16 CDs de Ella Fitzgerald contendo os "songbooks" da era de ouro da música popular americana e do jazz; os dez CDs de Billie Holiday registrando performances emocionantes de seus últimos 14 anos de vida ; retratos musicais de corpo inteiro de gênios como Count Basie e Duke Ellington. Isso além das dezenas de discos de Oscar Peterson, Louis Armstrong, Benny Carter, Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Lester Young, Coleman Hawkins, Joe Pass, Ben Webster, Roy Eldridge.
Até agora não havia nenhuma biografia dele. Simples. Granz - o sobrenome original era Granzinski, mas seu pai cortou o final por considerar que seria mais fácil adaptar-se ao novo país quando chegou aos EUA em 1906 - de fato era um sujeito de difícil trato para o mundo inteiro, com uma exceção: seus músicos, para os quais fazia o possível e o impossível. Todos os que tentaram se aproximar dele com projetos biográficos foram rechaçados. Granz temia que estivessem apenas em busca de fofocas. "Querem que eu conte coisas como o que Billie Holiday tomava no café da manhã." Tinha medo também que enfocassem apenas o seu formidável êxito financeiro e os cachês pagos a músicos mitológicos como Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Count Basie, Duke Ellington, Ella Fitzgerald, entre tantos outros. Já com câncer, e poucos dias antes da morte, Granz colocou os documentos "top secret" em pastas de plástico e exigiu que fossem enterradas com ele. Levou literalmente seus segredos para o túmulo.
Por isso, a primeira biografia exaustiva só agora é publicada, dez anos após sua morte. Norman Granz: The Man Who Used Jazz for Justice já traz no título o motivo pelo qual Tad Hershorn teve acesso aos arquivos pessoais do biografado e privou de sua intimidade em seus anos finais de vida. Ele queria ser retratado como um campeão da luta contra a discriminação racial. Foi muito difícil e vagaroso o processo de aproximação. A ideia do livro nasceu em 1975, quando Tad, filho de mãe jornalista e pai fotojornalista, começou a fotografar os shows de Joe Pass, Ella Fitzgerald e Oscar Peterson, entre outros. Nos anos seguintes, suas fotos frequentaram as capas de discos dos "pablovianos", como os chamou certa vez o crítico Gary Giddins. Na década de 90, defendeu tese sobre Norman Granz na George Mason University e mandou-a para ele em cortesia. No dia seguinte, recebeu um telefonema alertando para alguns erros e chamando-o para conversar na Suíça. "Nos últimos cinco anos de sua vida, conversamos bastante", conta Tad.
Ele esmiúça com paciência de relojoeiro os três pilares sobre os quais Granz construiu sua reputação: apresentar jazz de qualidade; desafiar a segregação racial; e mostrar que era possível ganhar um bom dinheiro combinando as duas coisas. Sem querer, ou melhor, de tabela, ele mostra como o produtor furou o paredão erudito reinante nas salas de concerto. Quando levou pela primeira vez seu Jazz at the Philharmonic, que se tornou mundialmente conhecido pela abreviação JATP, o "Philharmonic" referia-se ao espaço, o Philharmonic Hall da Orquestra de Los Angeles. Lotação esgotada, assobios, gritos, palmas de delírio - houve de tudo. Quando pensou em fazer o segundo, o diretor da sala chamou-o e lhe disse que aceitaria só se tirasse o "Philharmonic" do título de seus eventos. Granz deu de ombros. Não precisava mais daquela sala de concertos - a fórmula já se revelara vencedora: reunir no mesmo palco grandes músicos de diferentes grupos ou big bands em situação de concerto, provocar surpresas, estimular nos palcos eruditos o clima das "jam sessions". Granz levou, enfim, para outro ambiente as famosas "after hours" dos fins de noite, quando os músicos de jazz se reuniam para tocar de graça, só pelo prazer da música. Só que com cachê. Ao público, dava a chance inédita de curtir seus ídolos improvisando sem amarras.
Repetidas vezes Granz disse em entrevistas que sua vida começou de fato aos 21 anos. "Tudo que vivi até então foi apenas um preâmbulo ao fato mais importante da minha vida: o encontro com Coleman Hawkins! E ouvir Body and Soul! Isso me introduziu no jazz verdadeiro." Uma antológica gravação de outubro de 1939, em que o saxofonista toca a melodia da canção apenas nos primeiros quatro compassos e em seguida "viaja" num improviso excepcional. Dez anos depois, quando conseguiu pôr seu ídolo num dos JATPs, Hawkins tocou - e no final, quando todos os participantes deveriam retornar ao palco para uma "jam" final, ele, com o sax já guardado no estojo, queria se mandar e exigiu de Granz seu cachê. A rusga terminou com o produtor arrancando do bolso uma nota de US$ 100. Foi um eficiente lance de marketing pessoal, pois Hawkins espalhou para os demais músicos que nele se podia confiar.
No entanto, para dar status de grande arte ao jazz, no mesmo nível da música clássica, era preciso mais. Pois, paralelamente aos concertos do JATP, Granz construiu um suporte comercial matador, gerando produtos discográficos diferenciados, como The Astaire Story, The Jazz Scene e os definitivos "songbooks" de Ella Fitzgerald dedicados a Cole Porter, Irving Berlin, Jerome Kern, Johnny Mercer, Rodgers & Hart, Harold Arlen, Duke Ellington e George Gershwin, a maioria com excepcionais arranjos de Nelson Riddle. Como escreveu Peter Watrous, crítico do New York Times, em 1994, "seu toque particular de gênio foi tornar o show business subserviente ao jazz".
Em 1994, numa declaração resgatada por Tad Hershorn, Granz reafirma que "sempre insisti que meus músicos tinham de ser tratados com o mesmo respeito devotado a Leonard Bernstein ou Jascha Heifetz, porque eles eram tão bons quanto os citados, como homens e como músicos". Talentos maravilhosos como Ella, Sarah Vaughan, Joe Pass e Oscar Peterson foram alçados ao status de estrelas internacionais. Ele gerenciou suas carreiras, produziu seus discos, mas jamais teve contratos assinados com eles - em 1958, chegou a empresariar a big band de Duke Ellington sem receber comissão de agenciamento. Durante quase meio século seu nome permaneceu chave no reino do jazz: de meados dos anos 40 até 1960, com a Verve Records, onde concentrou arquivos de seus pequenos selos anteriores; e de 1973 a 1986 com a Pablo.
"A saga de Norman Granz é bem mais do que apenas a história de um empreendedor ou a biografia de uma figura secundária da música. Sua arrojada interação entre cultura e ideias durante décadas deu à sua vida a dimensão de uma ‘great american story’." Ele viveu ressentido com o parco reconhecimento seus últimos anos em Genebra. "Fez pouco para cultivar a própria fama", diz Tad. Sempre trabalhou nos bastidores e preferiu retirar-se discretamente. "Eu fazia as coisas funcionarem", disse a Tad em entrevista em 2000. "Como Philip Randolph e Bayard Rustin, os organizadores da Marcha sobre Washington de 1963, que outorgou a imortalidade a Martin Luther King, Granz jamais esteve no mesmo plano de notoriedade pública de seus artistas."
Guerra pessoal. Só há um problema com esta excelente biografia. A figura que Norman Granz induziu e Tad Hershon construiu é quase a de um santo, um autêntico revolucionário de esquerda, carteirinha do PC em punho, lutando contra a discriminação racial. Granz fez Tad esmiuçar até sua ficha no FBI e os depoimentos que deu sobre sua atividade nos macarthistas anos 40 (depoimentos que só aconteceram dez anos depois, em 1956). É uma visão maniqueísta, mas que nos ajuda a compreender melhor esta figura tão criticada por comercializar demais as grandes estrelas do "mainstream jazz" dos anos 40-70. Por isso é reveladora sua guerra pessoal contra a discriminação racial na música. E autêntica sua paixão pela bossa nova. Ele levou suas maiores estrelas, como Ella Fitzgerald e Sarah Vaughan, a colocar a BN nos repertórios de seus shows e a gravar Tom Jobim e a BN. É da sua Verve a gravação de Garota de Ipanema de João Gilberto com Stan Getz, o disco de maior vendagem da história do selo. Pois é, até na disseminação planetária da bossa nova ele foi decisivo.
Sua morte, em 22 de novembro de 2001, causada por um câncer, foi chorada em todos os cantos. No finalzinho do livro, ao comentá-la, Tad cita trecho de um artigo de Ruy Castro no Estado, de 1.º de dezembro de 2001. Ruy escreveu que "se houve um ‘branco com alma negra’, ele foi Norman Granz. A frase é apenas um clichê, já que houve muitos brancos como Granz que foram decisivos para a sobrevivência comercial e o avanço artístico do jazz no século 20. Mas ninguém (nem mesmo Creed Taylor, a quem a bossa nova deve muito nos EUA), tornou-se tão conhecido como Norman Granz". Só que ele era conhecido apenas pelo conjunto da obra. Este livro vai às entranhas desta bizarra revolução, tanto comercial quanto artística, que mudou os rumos do jazz no mundo. E nos leva a respeitar mais sua extraordinária obra.

*João Marcos Coelho é jornalista e crítico musical, autor de No Calor da Hora

http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,o-genio-por-tras-do-jazz,819500,0.htm

sábado, 7 de janeiro de 2012

Only you



Only you can make this world seem right
Only you can make the darkness bright
Only you and you alone
can thrill me like you do
and fill my heart with love for only you

Only you can make this change in me,
for it's true, you are my destiny
When you hold my hand,
I understand the magic that you do

You're my dream come true,
my one and only you

Only you can make this change in me,
for it's true, you are my destiny
When you hold my hand,
I understand the magic that you do

You're my dream come true,
my one and only you

One and only you

2012, me surpreenda - MARTHA MEDEIROS -



As melhores coisas do ano sempre foram aquelas que eu não previ
Ano-Novo é uma convenção. Os dias correm em sequência. De 31 de dezembro para 1º de janeiro ocorrerá apenas mais uma sucessão de 24 horas em que nada mudará, tudo seguirá do mesmo jeito. Pois é, sei disso, mas é um ponto de vista sem nenhuma alegria. Sou das que compram o pacote de Ano-Novo com tudo que ele traz em seu imaginário: balanço de vida, reafirmação de votos, desejos manifestos e esperança de uma etapa promissora pela frente.

Faço lista de projetos e tudo mais. Só que, quando chega o fim do ano e avalio o que consegui cumprir, descubro que o inesperado superou de longe o esperado. As melhores coisas do ano sempre foram aquelas que eu não previ. Então tomei uma decisão: nessa virada, não vou planejar coisa alguma e aguardar as resoluções que 2012 tomará para mim, à minha revelia.

Mas poderia dar algumas sugestões?

2012, anote aí: que as coisas mudem, mas não alterem meu estado de espírito. Não deixe que eu me torne uma pessoa ranzinza, mal-humorada, desconfiada, sem tolerância para as diferenças. Aconteça o que acontecer, que eu me mantenha aberta, leve e consciente de que tudo é provisório.

Não quero mais. Quero menos. Menos preocupações, menos culpa, menos racionalismo. Pode cortar os extras. Mantenha apenas o estritamente necessário para me manter atenta.

Está anotando?

Espero que você esteja com ótimos planos para sua amiga aqui. Lançarei livro novo? Permita que eu seja abusada: dois. Sendo que nenhuma coletânea de crônicas, nem romance. Me ajude a variar.

Que lugares conhecerei que ainda não conheço? Que pessoas entrarão na minha vida que, quando cruzo com elas na rua, ainda não as identifico? Que boas notícias ouvirei das minhas filhas? Quantos shows terei o prazer de assistir? Estou curiosa para saber o que você está aprontando para incrementar os meses que virão.

Prometo que estarei preparada para receber o abraço afetuoso de quem antes me esnobava, para a frustração por tudo o que for cancelado, para voltar atrás nas minhas teimosias, para me dedicar a algo que nunca fiz antes.

Estarei disposta a tirar de letra os espíritos de porco e assumir a responsabilidade pelas asneiras que eu mesma cometer. E estarei pronta também para uma grande surpresa, ou até duas. Três, meu coração não aguenta.

Se a dor me alcançar, que me encontre com energia e sabedoria para enfrentá-la. Que eu não me torne dura diante dos horrores, nem sentimentaloide diante das emoções. 2012, os acontecimentos são da sua alçada. Da minha, cabe recepcioná-los com categoria.

Quais são seus planos para mim, afinal? Talvez nem todos sejam do meu agrado, portanto, que eu não tenha constrangimento em dizer “não, obrigada”, caso seja preciso. Mas que eu me sinta mais predisposta para o sim.

Se estamos de acordo, pode vir.

http://sergyovitro.blogspot.com/2011/12/martha-medeiros-2012-me-surpreenda.html


Amem, digo eu..........
rs

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Aquecendo o seu e o meu dia....





Esos amores imaginarios

"Lo permitido no atrae; lo que no lo está, excita nuestro deseo". (Ovidio, Amores, II, XIX, 3)


Se puede entrar en el amor y en la muerte una única vez. Es lo que que ocurre cuando uno descubre por vez primera en la pantalla el que será para siempre el amor de su vida. Los franceses siempre tan evolucionados e inspiradores suelen decir: “El placer nunca esta en casa”. Como considero que el amor real es como un préstamo hipotecario a cuenta de un futuro incierto, concentraré mis energías en hablar aquí de amores imaginarios, que definitivamente suelen ser más duraderos.

8115
Encuentro furtivo, Maria Schneider y Marlon Brando se tropiezan un buen día en un piso. Y fuera sólo está París.
El amor no encuentra su sentido en el ansia de cosas ya hechas, completas y terminadas, sino en el impulso y en la fuerza de la imaginación. Por un lado tenemos el amor trascendente, el real, el que debería otorgar más peso y sentido a nuestras vidas y por otro lado, el de nuestros fantasías.
Pero finalmente ¿qué preferimos los hombres para divertirnos? ¿Para vivir? ¿Qué buscamos realmente? ¿Es posible que el deseo sexual por nuestros mitos sea más duradero que el real? ¿Qué es verdad y qué no? ¿Cuándo hacemos el amor con nuestra pareja pensamos en nuestra cónyuge o en Scarlett Johansson? Según los expertos, para los hombres, una escena subida de tono o un comentario malicioso puede ser mucho más efectivo que algunas cenas a la luz de la luna.

Por consiguiente, ¿es cierto que somos capaces de vibrar ante una escena no demasiado explícita, ante un gesto? ¿Puede estimularnos simplemente una conversación picante?
En lo que sí parecen estar de acuerdo la mayoría de los pensadores es en que las pasiones suelen ser siempre atropelladoras, se llevan casi siempre nuestros razonamientos. Entendemos, por tanto, que la pasión por nuestros mitos eróticos y por el cine, no debe ser racionalizada. La pasión cinematográfica es una “demencia” que penetra en nosotros cada vez más profundamente.
8118
Escena de El último tango en París. Prohíbida en España, fue moda cruzar a Francia para verla; o mejor, verlo. La fotografía del filme tenía la firma de un grande del gremio: Vittorio Storaro.

Desde que era pequeño me dí cuenta, yendo de película en película, de cuánto desengaño subyacía acerca de la vida, del amor o de la muerte. El cine y su capacidad de diversión y reflexión me ha enseñado que entre muchos se sufre igual, pero se soporta mucho mejor. Tras ver miles de películas llegué a la conclusión, de que el cine, los libros y el sexo compartido, son la antítesis de la soledad. Desde aquí rendimos un sentido homenaje a todas aquellas mujeres, hombres, escenas, diálogos, frases, canciones y conversaciones que han iluminado y estimulado nuestra (mi) necesidad de pensar, sentir y gozar. En definitiva, de existir.


Nuestra primer recuerdo es para un clásico coproducido por Francia e Italia, El último tango en París, de Bernardo Bertolucci (1973), que marcó época y generación. Entre otras cosas con diálogos como éste:
- ¿Qué estoy haciendo contigo en este piso? ¿El amor?
- Bueno, digamos que... prácticamente lo que estamos haciendo... es darnos gusto.
- Ya veo que me tomas por una cualquiera.
- ¿Qué?... que te tomo por una ¿qué?
- Por una zorra.
- ¡Aaah!, ¿te refieres a una prostituta?
- Sí, una prostituta.
- Nooo, sólo eres una jovencita anticuada y complaciente que intenta parecerlo.
- Prefiero ser una puta.
La acción dramática transcurre en un piso burgués destartalado, sucio, lóbrego. De enormes dimensiones, abandonado y roto como si se tratase de una persona herida. El escenario es fundamental y parece indicarnos la importancia del espacio para llevar a cabo una aventura sexual que no quiere conocer límites. Brando es un norteamericano de mediana edad, que arrastra el peso de una vida saturada de frustraciones y dolor. Schneider, es una parisiense de 20 años, de familia acomodada, que trabaja como actriz aficionada y que apenas es capaz de comprender la magnitud de la herida que arrastra él.
Empiezan los encuentros carnales entre dos personajes que no se conocen, ni quieren conocerse. El sexo entre desconocidos es para ellos el recurso a través del cual buscan un exceso salvaje, la trasgresión de los convencionalismos, la libertad y la plenitud física. No existe más comunicación que la de sus cuerpos, apenas unas frases que tan sólo utilizan como recurso para aumentar la tensión sexual.
Es el sueño erótico de todo hombre: puro sexo, exento de responsabilidades y de convencionalismos morales. El encuentro de dos seres donde no existe más freno que sus propios deseos ni otras leyes que la de sus caprichos. No hay nadie entre esas paredes desiertas que dictamine qué placeres son puramente masculinos o cuáles femeninos. El peso de la existencia y de ataduras absurdas pierden su importancia al cruzar el umbral de la calle Jules Verne.
8116
Maria Schneider y Marlon Brando en escena.
- Oh! Yo soy caperucita roja y tu el lobo feroz. Uhh... que brazos tan fuertes tienes...
- Son para estrujarte mejor pequeña mía.
- Que uñas tan largas tienes.
- Son para arañarte mejor el culo.
- Uh... que cantidad de vello tienes.
- Es para que tus ladillas puedan esconderse mejor.
- Uuuh... que lengua tan larga tienes.
- Es para metértela mejor, querida mía.
- Y esto ¿para qué es?
- Esto es para tu felicidad y mi... ¡mi falocidad!
- ¿Falocidad?
- Falo, pene...
La película nos ofrece diversas reflexiones interesantes que bien podrían ser planteadas por cualquiera de nosotros: ¿es el hombre dueño de sus gustos?, ¿no es para este fin para el que nosotros hemos nacido?, ¿no debería una muchacha bonita preocuparse más de disfrutar, que de engendrar?, ¿de qué puede servirle al ser humano una vida sin placer? La falta de autocontrol, de moderación ¿puede perjudicar más que una vida plena de inseguridades y miedos?
Marlon Brando en su personaje más nihilista, nos muestra que un hombre vulnerable, frágil y derrotado, todavía es capaz, como último acto existencial, de no resistirse a la tentación. El sexo como último episodio lúdico de la vida.

http://blogs.elpais.com/eros/2012/01/autor-invitado-josep-giralt-periodista-barcelona-lo-permitido-no-atrae-lo-que-no-lo-est%C3%A1-excita-nuestro-deseo-ovidi.html#more

"convertir la dictadura en un rasguño militar"

06 enero, 2012 - 10:51 - Juan Cruz

Chile, blanquear la dictadura

Chile fue un disparo en el corazón del mundo, una herida mortal a la sensibilidad democrática, una reiteración alevosa de lo que había pasado en otros lugares; fue, para los españoles que no lo habían vivido, una representación feroz, presente, de un pasado que aquí no se había cerrado todavía, y sigue abierto.
El golpe militar de Pinochet, organizado con el apoyo tácito de Estados Unidos en un tiempo en que la gran potencia debilitaba de manera obscena a los que vivían en su patio trasero, acabó con el Gobierno de Allende y se llevó por delante a miles de personas, políticos o no, que la metralleta y la tortura hallaron a su paso. Como lo habíamos vivido (como nos lo contaron a los que no lo habíamos vivido), sabíamos a qué sonaban esos sables, como vocablos mortales lanzados sobre las cabezas de los disidentes. Hubo tortura, masacres, detenciones ilegales, persecuciones masivas de progresistas o de ciudadanos que, simplemente, estaban en contra de que se usurpara así el poder.
Pasó el tiempo, a Pinochet lo debilitaron la paciencia audaz de los demócratas y la presión internacional. Y fue en el extranjero donde finalmente el juez Baltasar Garzón ayudó a desnudarlo de los abundantes ropajes de su hipocresía. Ahora Chile es otro país, naturalmente, otra vez un país democrático en el que relucen, entre otros valores, algunos de los valores que ayudó a alimentar su historia: el respeto por la cultura y, cómo no, por la historia. Hasta que ha venido un ministro de Sebastián Piñera a interrumpir el sendero de respeto al pasado, a los perseguidos en ese pasado, y ha querido convertir la dictadura en un rasguño militar, en un régimen militar tan solo, como si hubiera sido el suspiro de un pie de página la dictadura sanguinaria de Augusto Pinochet.
Es un insulto a la historia, pero como la historia está llena, naturalmente, de seres humanos, es un insulto a la humanidad. Hay una famosa secuencia en la que un ministro de Educación que luego sería presidente de Chile, Ricardo Lagos, señala con el dedo a Pinochet, en un programa de televisión, para que responda ante la ciudadanía de los manejos que estaba estableciendo para quedarse para siempre con el poder. Ese episodio, de una enorme valentía, pues en ese momento el dictador militar estaba en la poltrona del poder que arrancó por la fuerza, se conoce en Chile, y en el mundo, como El dedo de Lagos.
A veces lo veo en Youtube, para confirmar con mis propios ojos el tamaño de la esperanza que tuvieron los chilenos, aun bajo aquel yugo, para oponerse y para exigir, en nombre de las virtudes de la democracia, que se apeara del desfiladero desde el que seguía observando a Chile como si fuera su finca. Ojalá ahora esa iniciativa que trata de blanquear la dictadura caiga bajo el dedo de los que, como Lagos, lucharon por un país que no quería ser dormido con mentiras.

http://blogs.elpais.com/juan_cruz/

Nota: Para refrescar a nossa memória, aqui:

"Internet es territorio seriéfilo"

Nuevos aires en las series web españolas

Por: | 06 de enero de 2012
Asqueadas

Internet es territorio seriéfilo. La Red no solo es un espacio en el que cada vez más fans comentan las novedades del mundo televisivo o en el que las cadenas promocionan sus productos. También es el lugar apropiado para desarrollar la creatividad en forma de series web. El fenómeno no es nuevo en España. A clásicos como Malviviendo, Tú antes molabas o Qué vida más triste se suman una cada vez mayor variedad de series desarrolladas expresamente para la Red.
El campo temático en el que se mueven estas series ha ampliado horizontes. Muchas de las ficciones que han tomado el relevo de las pioneras siguen recurriendo al humor como elemento fundamental para atrapar al espectador. Pero los creadores españoles también se atreven ahora con géneros menos explorados como la ciencia-ficción, la fantasía o el terror.
Se trata de géneros poco tratados en la ficción nacional. Por eso resultan innovadoras series web como Crisis BCN K36, que combina ciencia-ficción y grandes dosis de participación por parte del espectador. Los 76 capítulos de su primera temporada se centran en lo que ocurriría si se produjera un ataque terrorista a través de sustancias químicas. También innovadora es la propuesta de Crónicas Drakonianas que, gracias a los efectos especiales y al trabajo de caracterización y ambientación, sumerge al espectador en un mundo de fantasía en las tierras de Drakonia. La producción alicantina Princesa Rota se atreve con el género del thriller para reflejar una cruda realidad: la del secuestro de niñas para su comercio y prostitución. Entre la intriga y las aventuras se mueve Las crónicas de Maia. Una estética gótica y urbana caracterizan a esta serie madrileña que combina imagen real y animación.

Una de las características comunes a la mayoría de los creadores de las series que se emiten únicamente en Internet es la precariedad y los escasos recursos para la grabación de los capítulos. Un mundo, el de la precariedad, que conocen bien las tres protagonistas de Asqueadas. La serie online dirigida por Silvia Chicón y Carlota F. Escandón narra las peripecias de tres jóvenes licenciadas que luchan para sobrevivir en un mundo marcado por la crisis. El humor y la ironía son las armas de las que se valen para reflejar una realidad muy próxima a muchos de sus seguidores.

La cercanía a la realidad actual de los jóvenes es fundamental para que una serie web acapare visitas en la Red. Un ejemplo es Freaklances. Los personajes animados que protagonizan estas historias trabajan como freelances en campos como el diseño, la publicidad u otras relacionadas con las tecnologías de la información y comunicación, un territorio familiar para muchos internautas. El terreno friki es por el que se decantan en Treintañeros, que hace unas semanas emitió su séptimo y último episodio. Los chistes relacionados con La guerra de las galaxias o The big bang theory hacen guiños constantes a un público geek y orgulloso de serlo.

La narración de las aventuras y desavenencias de varios compañeros de piso es la línea, algo más clásica, que siguen series web como Inquilinos, 60 m2 o Con pelos en la lengua, con una buena cantidad de fieles seguidores. Esta última, de hecho, presume en su página web de haber alcanzado los cuatro millones de visionados entre todos los capítulos de las dos temporadas con las que cuenta la serie hasta el momento. ¿El secreto? Tratar el sexo sin tapujos y desde las perspectivas de tres personajes bien diferentes.

La ruptura de tabúes es una tendencia en las series en Internet. El mundo gay es el marco de títulos como Los ángeles de Carla, con el ambiente lésbico madrileño como protagonista, o Gayxample, que mezcla comedia y drama para reflejar el mundo homosexual de Barcelona.
Dificultades para la financiación
Los recursos con los que cuentan estas series web para salir adelante no suelen ser demasiados. En la mayoría de casos, los creadores autofinancian sus propios proyectos, que tienen un coste muy variable según el tipo de producción.
Bárbara López, cocreadora y productora ejecutiva de Las crónicas de Maia, explica que el coste de producción de cada capítulo de esta serie online se encuentra entre los 2.000 y los 3.500 euros, lo que les convierte en una producción cara en comparación con otras webseries. Como explica Bárbara López, se tratan de cifras "sin cobrar nadie y sin generar beneficios". “El género de aventuras siempre ha sido más caro que la comedia”. Como ocurre en otros casos, los propios creadores fueron los que pusieron el dinero para arrancar el proyecto. “Luego empiezas a llegar a acuerdos con empresas que te prestan material, localizaciones…” Además, es una de las producciones en las que Antena 3 participa económicamente a través de su canal online El Sótano. “Contactaron conmigo por Twitter tras haber visto el primer capítulo que colgamos en YouTube”, explica en una charla por teléfono.

El Sótano da cabida a cerca de 20 series web seleccionadas siguiendo criterios de calidad, por el tipo de proyecto y el público objetivo. “En unos casos, les ayudamos con la producción o coproducción y, en otros, reciben un porcentaje de los ingresos que generan”, explica Francisco Sierra, director de contenidos multimedia de Antena 3. El coste de una serie web puede variar mucho. “Es increíble la optimización de recursos a la que llegan. Comparado con una serie para televisión es barato, pero para el mundo web es caro”, asegura Sierra.
Los creadores recuerren en algunos casos al crowdfunding o financiación colectiva. En las webs donde se pueden ver los episodios es habitual encontrar un apartado en el que se anima a colaborar con el proyecto para que el espectador se sienta un poco más parte de él, además de recibir diferentes regalos en función de la cantidad de la aportación que se haga. Crónicas Drakonianas, Gayxample o Princesa Rota están utilizando este método para buscar financiación para sus nuevos capítulos.
Otros venden productos relacionados con la serie. Freaklances, además de vender camisetas, te ofrece la oportunidad de poner tu cara a uno de los personajes de sus historias y hacerte con una caricatura al estilo de los Freaklances.
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Como explica Julio Garma, director de la serie, cada minuto de esta producción cuesta en torno a los 1.500 euros (unos 6.000 euros por capítulo). “No generamos beneficios y los costes los cubrimos a duras penas”, comenta. Sin embargo, la principal fuente de financiación de series como Freaklances es el patrocinio y la publicidad mediante emplazamiento publicitario, cortinillas previas al capítulo o banners.

http://blogs.elpais.com/quinta-temporada/2012/01/webseries.html


Eu vivo a deliciosa incerteza a cada instante. E exceto a defesa radical da Liberdade absoluta, não tenho convicções inabaláveis. Não tenho caminho certo, não ando por sobre um bloco de cimento frio, não gosto de muros, nem gosto de grades. Eu decido se mudo ou se danço. Mas adoro mudançar... A instabilidade de uma corda bamba de seda à beira do abismo me excita. Eu não quero ordens — eu quero música. Ninguém me prende, ninguém me dirige, ninguém me sufoca, ninguém me segura. Não aceito invasões. Não dobro a espinha, nem ponho meu rabo entre as pernas. Não estou à venda. E jamais darei procuração para que alguém viva minha vida em meu nome. Sou eu que faço as minhas escolhas. Sou livre.
Edson Marques
http://www.edsonmarques.com/


Palavras de Edson Marques, mas, bem que poderiam ser minhas...
regina