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terça-feira, 13 de março de 2012

O que é fundamental no casamento

FABRÍCIO CARPINEJAR

O que redime um casamento não é massagem tântrica, a abertura dos chacras, a dança do ventre, a ioga, aprender passos de salão, curso de sensualidade.

Louvo todas as iniciativas de compreensão mútua e desenvolvimento emocional.

Mas o que é fundamental num relacionamento é saber coçar as costas do outro.

Casal do mal espreme as espinhas de sua companhia. Casal do bem coça as costas.

É uma arte milenar egípcia. Dizem que é invenção do conselheiro do faraó Tutancâmon, Adel Emam Alef, o mesmo criador da pizza. Ao sovar a massa, encontrou a punção ideal.

Coçar as costas depende da exatidão do movimento. Muitos maridos, muitas esposas, desistem de pedir após a terceira tentativa e se recolhem à frustração sexual.

A inabilidade em esfregar o parceiro representa hoje a maior causa do divórcio no país. Superou os tradicionais motivos de desquite como palitar os dentes e ausência de cerveja na geladeira.

Devia constar como item indispensável no curso de noivos. O carinho primitivo libera serotonina e os peptídeos opioides beta-endorfina, meta-encefalina e dinorfina, combatendo depressão e estados de ansiedade.

As unhas não podem estar muito compridas, muito menos sujas. Não vale arranhar, sangrar ou esfoliar a pele. A compressão dos dedos terá o peso de uma esponja, e dura até quatro minutos (acima disso, entra no terreno da bolinação).

A posição ideal do beneficiado é de pé, com a cabeça lançada para frente, naquela inclinação para receber cascudo.

Cuidado com a vontade. Já vi gente coçar, não conter o entusiasmo e ser presa por agressão. Porque coçar é delicioso e insaciável, o coçador tem um prazer semelhante ao do coçado. Facilmente a coçadinha inocente desemboca em chagas de São Francisco de Assis.

O ato se caracteriza pela fricção sensual, de baixo para cima. É descobrir a zona de irritação e não mais levantar a mão. Como um desenho sem largar o lápis.

A cura do desconforto virá com a constância, com a dedicação exclusiva do gesto. Não é permitido coçar e assistir televisão, coçar e ler um livro, coçar e olhar para o lado. Duas ações ao mesmo tempo quebram o ritmo e diminuem a qualidade do serviço.

Coceira em grego significa “cuide de seu amor”. Não vale se distrair. Mergulha-se numa meditação dos dedos, na contemplação messiânica das unhas.

A invasão será superficial, indolor, intermediária entre a picada de mosquito e pontada de acupuntura. Mas o alívio equivale a um início de orgasmo.

Coçar as costas é um socorro amoroso de grande utilidade. Importante estar perto sempre.

Tragédia é quando sua mulher sente a tremedeira nas vértebras e não dispõe de sua companhia.
 
http://sergyovitro.blogspot.com/2012/03/fabricio-carpinejar-o-que-e-fundamental.html
 

Roendo as Unhas - Paulinho da Viola

Desfrutável

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Hoje só tem prazer, riso solto, desfrute. Adoro essa palavra: desfrutável. Bonito, né? Lembra manga escorrendo no canto da boca. Quero ser fruta: suculenta, macia, saborosa. Acho gostoso imaginar-me para o deleite. Faz tempo que digo: vim a passeio. Eu sei que vivemos uma época em que a alegria fácil e a aceitação do prazer não é muito bem vista. Onde estão as minhas olheiras? Não tenho! (quer dizer, até tenho, mas é de passar a noite em risos). Recuso-me a aceitar os discursos, sejam religiosos, científicos ou políticos, que me incitam à regra, ao controle, ao limite. Seja mais contida, dizem. Digo eu: não. Quero é meu corpo pleno, quero os sabores todos e quero com voracidade. Quero em alimentos que, serelepes, inscrevem o prazer na língua. Quero essa mesma língua em beijos. Quero deixar-me horas a ouvir Callas, olhos fechados, sangue pulsando na testa, no pescoço, no ventre. E quero ouvir os quase silêncios da respiração descompassada do outro na cama. Quero ver Caravaggios, o negro me ensinando matizes. E quero abrir as janelas, deixar o dia se fazer quadro e promessas de luz. Quero sentir o cheiro do desejo, o suor alheio se entranhando em mim e quero a brisa do mar brincando de desalinhar meus sonhos. Quero meu corpo em expansão. Maior, mais meu. Quero sentir o tempo se fazendo vida no corpo. Quero aprimorar quereres. Quero chegar assim ao mundo: em anseios. Quero os objetos do mundo, novos e outros sabores. Deleite. Há livros assim, não é? Para o deleite. Livros que se fazem alimento do gozo. Livros tenros, pra serem apreciados não só com olhos, mas com mãos e boca e nariz. Livros pra ler com a pele.
Eu, hoje, me quis livro. Ali, nas tuas mãos, revelar-me letra a letra. Como se o que já foi dito fosse futuros. Um livro de pequenas e reveladoras notas de rodapé, para que você me desvende. Um livro de enormes e óbvias imagens, para que você me perceba. De palavra em palavra, um livro que se entrega. Fácil. Uma cartografia do desejo, talvez. A ser lido em braile. Não tenho medo de ser objeto, aí, na tua mão. Sei demais que é em pêndulos o amor, quanto mais sujeito do meu desejo, mas posso me permitir ser tomada. Então, um livro para o desfrute. Para que se faça proximidade, ainda que em fantasias. Disse Terêncio e eu com ele: nada do que é humano me é estranho. Mas, reflito: a não ser talvez, a vida. Tão outra, que é nossa. Mas a nossa, tão própria, que é outra. E nos escapa. E só a encontramos no Outro. Especialmente no olhar do outro. No desejo do outro. Mantemos, claro, nosso dizer. Circularmente: sou livro. Para o desfrute. Quando menina ouvia assim: aquela é das que se dá ao desfrute. E via o riso fácil, o gesto largo, o calor. Adivinhava o conforto de ser aquele corpo, em roupas largas e cores fortes. E queria ser dessas que se dá. Ao desfrute. Decifra-me e devora-me. Tateie. Ache. Pegue. Venha. Desfaça os laços da camisola ou os nós da história, mas chegue.
Isso, claro, se não fosse tudo literatura e a vida não fosse aquela tal história contada por um idiota, cheia de som e fúria, significando nada. E Shakespeare não fosse um daqueles. Daqueles desfrutáveis.
Publicado em desejos de biscate|
 
 

Blogs podem ter que pagar direitos autorais por vídeos do YouTube


De acordo com um comunicado distribuído nesta quarta-feira (07/03), o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição - Ecad, órgão que atua na cobrança dos direitos autorais de músicos executados publicamente no Brasil, diz que é legal cobrar taxas de blogs que utilizam vídeos do Youtube, mas que o seu "trabalho não tem como foco a cobrança de direito autoral em blogs e sites de pequeno porte".



A questão surgiu a partir de uma notícia envolvendo o Caligraffiti, portal que se dedica à divulgação de todo e qualquer assunto relacionado ao design, publicada pelo jornal O Globo desta quarta-feira (07/03). De acordo com a reportagem, "os rapazes do blog Caligraffiti receberam na última terça-feira um e-mail da entidade arrecadadora avisando que teriam de pagar direitos autorais pelos vídeos do YouTube e do Vimeo que apareciam no site.


Surpreso, Uno de Oliveira, um dos responsáveis pelo blog, ligou para o escritório do Ecad em São Paulo, pois nunca tinha ouvido falar nesse tipo de cobrança. Por conta disso e orientação dos advogados consultados, o blog chegou a passar alguns dias fora do ar.


No comunicado que distribuiu, o Ecad sustenta que o pagamento é obrigatório, e esclarece que "o direito de execução pública no modo digital se dá através do conceito de transmissão presente no art. 5º inciso II da Lei de Direitos Autorais 9.610/98, que define que transmissão ou emissão é a difusão de sons ou de sons e imagens, por meio de ondas radioelétricas; sinais de satélite; fio, cabo ou outro condutor; meios ópticos ou qualquer outro processo eletromagnético, o que contempla também a internet".


Ainda de acordo com o órgão, "o fato de o YouTube já efetuar o pagamento em função dos vídeos que publica não isenta outros sites de cobranças", explicando que, "de acordo com o artigo 31 da Lei 9.610/98, as diversas modalidades de utilização da música são independentes entre si, e a autorização para o uso por uma delas não se estende para as demais", acrescentando que "se uma rede social como o YouTube, por exemplo, efetua o pagamento do direito autoral pela execução pública musical dos vídeos que veicula, o uso destes por terceiros caracteriza uma nova utilização, cabendo, portanto uma nova autorização/licença e um novo pagamento."


Por fim, afirma a assessoria do Ecad que tem cadastrados hoje "aproximadamente 1.170 sites que utilizam música publicamente na internet", relação onde estão incluídos "sites de grande, médio e pequeno portes, que utilizam a música publicamente através de diversas formas de streaming".


A turma do Caligraffiti desabafa, alegando que discutiu o assunto "com muita gente, blogueiros, advogados especializados e formadores de opinião" e que "todos concordam que esse tipo de atitude inibiria a blogosfera brasileira, que utiliza muito material compartilhado de grandes canais de vídeo online. Por opiniões unânimes decidimos recolocar o site no ar e encarar a briga, caso realmente eles queiram isso".

E vão mais adiante, afirmando que "hoje em um mundo web 2.0 não podemos nos abster de compartilhar o que achamos interessante no nosso site. É contra a liberdade de expressão e totalmente contra alguns dos mais importantes princípios do Caligraffiti, a divulgação, compatilhamento e discussão de assuntos relativos ao design, arte e cultura".

E você, o que acha sobre o assunto?
 
 

'Sofrer de poesias'

 

Venenos e Deus, remédios do Diabo. M. Couto.
Mia Couto está sobre minha cama, no criado mudo – agora comovido. Figura em pé, na prateira a fitar-me tranqüilo. Está em casa. Ele é o tipo de escritor que parece surgir das páginas mansamente. Dá para ouvir dentro do peito sua fala envolvente. Seu texto tem a habilidade de conversar com o leitor quando esse se põe a ouvir sua voz macia.
Ele conduz, sem cerimônia ou convite, cada um que se aventura na sua linguagem pelas paragens africanas. Não aceita nosso exitação. Não aceita recusa. Não ouve elucubrações frias e racionais. Seu universo é maior e transborda, inunda o ar da leitura de leitosa amorosidade. O tempo perde a métrica, não há mais cronos ou suas algemas: somos nós invadidos pela África moçambicana que esse seu dileto filho pinta com as cores amareladas do esquecimento. O sol inclemente da sua escrita curva a fronte da mais altiva soberba dos entendidos.
Quem lê se rende, quem ouve se africaniza. Adoça a vida com o som da própria terra: com o choro dessa mãe que a tudo espreita e testemunha, porque viu a morte fecundar o campo estéril de medo e de memória. A morte que converteu aquele chão em África e que a história construída em gabinetes insípidos tenta contar e contar uma vez mais depois de passada a limpo.
A lembrança indômita, esparramada pela vastidão da humanidade, não é clareada pela escrita, porque o vivido mora no fundo de cada expressão amaciada por outra língua. As palavras são indícios que não chegam a comportar o agreste, o gosto suado, nem mesmo o peso da lágrima chorada pelo rio da tristeza. Ele canta o conto para por ritmo ao signo, liberta o sentido.
Não é narrativa da vida - é sonho que vive.
Ao fim do seu texto saímos procurando a Moçambique do mapa, porque Mia já mostrou onde ela se situa dentro de nós. Sem perceber ficamos doentes, afetados irremediavelmente de uma doença que nos faz querer comunicar na linguagem da alma. Estamos sofridos de poesia: língua, pátria, porto, pedra.

http://divinascrueis.blogspot.com/

Duas Ou Tres Coisas / Two or three things


Living in San Francisco means....




Spot-1e


Living in San Francisco means hearing your neighbors fuck.

The noise comes through the walls, through the ceiling, through the floor. The sound of muffled moans and love murmurs in Spanish, in Cantonese, in Tagalog, in English, in Arabic, in French, in…
Living in San Francisco means having worked at a start-up, made lattes, mixed Bloody Marys, sold shitty clothing, waited on morons, and invested your heart, your soul, and all your energy into a nonprofit. It means still walking dogs, still trimming weed, still babysitting, still doing random gigs from Craigslist, still participating in clinical test studies at UCSF, still doing whatever the fuck it takes to pay rent in this city. It means thinking that half a million dollars for a one-bedroom condo is totally normal.



Spot-2h

in San Francisco means having an ex-girlfriend who is dating your other ex-girlfriend.

It means having a crush on a girl at Tartine. Having a crush on a bartender with a fancy mustache. Having a crush on a dancer at AsiaSF even though you don’t know if she still has a penis.
It means having fucked your ex-roommate, which is exactly why they’re an “ex” roommate. It means walking into a party and encountering at least three people who’ve seen you naked. It means falling in love with someone you met at a free concert in Golden Gate Park.



It means knowing the Marina actually isn’t that bad after all. Knowing that Nopa is a restaurant and that the neighborhood is called the Western Addition. Knowing that Upper Haight is always about five degrees colder than Lower Haight. That 6th and Mission is both sad and shady. That the Outer Sunset and Outer Richmond are more than just fog-engulfed neighborhoods with fine ethnic food. That there’s a certain magic in North Beach, as long as you don’t go there on the weekends. That the Financial District is full of suits, Noe Valley is full of babies, SOMA is full of condos, and the Castro is full of gays. Actually, every neighborhood is full of gays.

Spot-3b

Living in San Francisco means continually dealing with impermanence.

It means having places you love close up forever. It means having friends get married and move to Oakland. Friends who leave to join the Peace Corps. Friends who go to rehab. Friends who lose their minds. Friends who move back to wherever the fuck they’re from. Friends who OD and never move again. It means dreading the inevitable earthquake that will ultimately wash this city into the sea.
Living in San Francisco means never leaving the house without wearing layers. Having just one wardrobe. Owning lots of hoodies. Owning lots of scarves. Owning lots of hoodies and scarves for your dog. It means having pale legs that get sunburned every time it’s warm out. Calling in sick to work because, for once, it’s 80 degrees and you want to drink a 40 in the park. Enduring the cold summer months and savoring the warmth and festivities of Indian Summer. It means being worried that the term “Indian Summer” may not be politically correct.

Spot-4b

Living in San Francisco means embracing any cause for celebration.

It means having a costume box for events like Bay to Breakers, the Love Parade, Burning Man, Halloween, Decompression, the How Weird Street Faire, or whatever new dress-up holiday gets added to the calendar this year. It means accidentally buying blow in the Beauty Bar. Having a medical marijuana card. Getting 86’d from Zeitgeist for doing something stupid. Getting 86’d from Zeitgeist for no good reason at all. Drinking with 75-year-old Beat poets at Specs. Dancing in the streets when Obama won. Dancing in the streets when the Giants won. Dancing till 4 a.m. at The Endup, at Club Six, at 1015 Folsom, at some underground warehouse in the Bayview where the directions weren’t even sent to you until 10 that night.
Living in San Francisco means having friends who are sex workers. Friends who have PhDs. Friends who have PhDs who are studying sex workers. It means having gay friends, straight friends, and friends who are somewhere in between. It means being open-minded about people – unless, of course, they’re Republicans.

Spot-5b

 

Living in San Francisco means waiting an hour for a cab if there’s the slightest bit of rain.

It means riding the Night Owl and thinking you’re gonna get mugged by the teenagers in the back. Taking the 22 from the Marina to the Dogpatch and observing the city’s vast spectrum of existence. Sitting on BART and trying not to think about what lives inside those cushions. Riding Muni and seeing feats both beautiful and wretched within seconds of each other. It means walking these streets and witnessing broken beings weeping, sleeping, peeing, drinking, shitting, fighting, smoking crack, shooting up, screaming, bellowing, raging against some hellish torment that only they are privy to. It means having a local bum you kinda look out for, slipping her a buck or two, even though it’s been her “40th birthday” every day for the past five years.

Spot-6a

Living in San Francisco means coming over the Bay Bridge and having your heart race a little when you see the city’s skyline.

Crossing the Golden Gate and smiling at the way the fog sits right on top of it. Snaking up the 101 and Candlestick Park being the greeting that tells you you’re almost home. It means visiting Middle America and being thought of as some kind of socialist gay hippie. It means traveling Europe and being considered one of the enlightened Americans. It means missing burritos, missing pho, missing Tapatio. It means missing Dolores Park, missing farmers’ markets, missing the ability to walk wherever you need to go. It means flying back from two and a half months in South America and getting a little teary-eyed watching Doctor Doolittle , just because it’s set in San Francisco.

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If It's Magic...

segunda-feira, 12 de março de 2012

Ditadores e sedutores

Livro revela segredos da vida amorosa de líderes autoritários




Saddam e a mulher Sadija: cabelo louro para agradar ao marido
Foto: Reuters
Saddam e a mulher Sadija: cabelo louro para agradar ao marido. Reuters
 
 
RIO — Fidel Castro se divertindo com tanques de guerra de brinquedo. Aiatolá Khomeini limpando o banheiro de casa. Um Saddam Hussein que, confirmando o ditado, preferia as loiras. Esses são alguns dos curiosos relatos que a escritora belga Diane Ducret faz no livro “Femmes de dictateur 2” (Mulheres de ditadores, em tradução livre), lançado recentemente na Europa.
O primeiro volume do livro, focado nos líderes comunistas e fascistas das décadas de 30 e 40, vendeu 100 mil exemplares na França, segundo o site do jornal “Le Figaro”. A continuação recém-lançada explora a vida de seis líderes da História contemporânea. Além de Fidel, Khomeini e Hussein, o livro expõe a intimidade do ex-presidente da Sérvia Slobodan Milosevic, do estadista norte-coreano Kim Jong-Il, morto em 2011, e até do terrorista Osama bin Laden.
Uma reportagem do jornal espanhol “El País” relata alguns dos melhores momentos do livro. Entre eles, uma cena digna de filme, protagonizada por Ava Gardner e pela então favorita de Fidel, a jovem Martina Lorenz. A estrela de Hollywood havia se mudado para Havana logo após a revolução de 1959, quando abordou Martina na rua e lhe deu um tapa na cara. Segundo a ex-amante do líder cubano, Ava teria lhe perguntado “se ela era a vadia que estava com Fidel”.
O sucesso de Fidel com as mulheres não lhe rendeu apenas manifestações de cíúmes. Em outra ocasião, chegou a colocá-lo em perigo. A mesma Martina atacada por Ava Gardner foi obrigada pelo ditador a abortar e a ir para os Estados Unidos em seguida. Anos depois, com sede de vingança, ela regressou a Cuba como espiã da CIA. Segundo a autora, a agência de inteligência americana lhe ofereceu US$ 2 milhões para envenenar Fidel, que a esta altura, já era uma pedra no sapato de Washington. No entanto, a espiã viu sua missão fracassar no reencontro com Fidel — o amor acabou falando mais alto, e o veneno que deveria dar fim a um dos maiores inimigos do EUA foi parar no vaso sanitário.
Outro que foi disputado entre as mulheres foi Saddam Hussein, que dominou o Iraque por mais de 20 anos seguidos. Hussein gerou uma crise familiar quando resolveu arrumar uma segunda esposa. O iraquiano apaixonou-se perdidamente pela loira e xiita Samira, o que fez com que a sua companheira de longa data, Sadija, fosse deixada de lado. Sadija até tentou reconquistar o marido pintando os cabelos de loiro platinado, mas de pouco adiantou. Para compensar a falta de atenção, tornou-se uma gastadora compulsiva — frequentava assiduamente as lojas mais sofisticadas de Nova York. O triângulo amoroso teve um desfecho infeliz: com sunitas e xiitas em conflito, Saddam foi obrigado a mandar Samira para fora do país.
Já a primeira esposa de Bin Laden, Nadjwa, mãe de cinco filhos, aguardou ansiosamente o fim da guerra no Afeganistão contra a invasão russa, convencida de que o marido depois voltaria a dedicar-se aos negócios e à vida familiar. Mal sabia ela quais seriam os seguintes planos do marido. Quem também sofreu foi a atriz norte-coreana Song Hye-rim, obrigada a aguentar a infidelidade do líder supremo Kim Jong-il.
Uma ausência sentida no livro é a do líbio Muamar Kadafi, morto no ano passado durante os conflitos da Primavera Árabe. Já foi revelado que ele era vaidoso e viciado em viagra. Um dos ex-assistentes de Kadafi chegou a afirmar que ele mantinha relações com várias mulheres diferentes, em especial as suas guardas-costas. O ditador também nutria uma estranha admiração pela ex-secretária de Estado americana Condoleezza Rice. Um álbum com fotos da antecessora de Hilary Clinton foi encontrado no bunker de Kadafi em Bab al-Azizia. Numa entrevista à emissora Al-Jazeera, em 2007, o líbio já havia declarado o seu amor por Condoleezza, que prefeira chamar de "Leezza".


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/ditadores-sedutores-4289196#ixzz1oxK0sVd0

Quem samba fica