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sexta-feira, 30 de março de 2012

A vida é assim mesmo, meu chapa!

publicado em
“É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”
Renato Russo

Fazia frio. A chuva fina que caía ininterruptamente há dois dias provocou queda na temperatura. A mudança brusca das condições climáticas de uma cidade do centro-oeste brasileiro, acostumada ao calor seco sempre tão nocivo à mucosa respiratória e ao capim, compromete o humor das pessoas. Geralmente, para menos. Nunca se está plenamente satisfeito com o que se tem, não é mesmo?!
Pois bem: ele morava com a família num condomínio de luxo. Um apartamento por andar. Quisera ele tivesse também um pensamento por vez dentro da cabeça. Não. O turbilhão de lembranças o deixava zonzo e irritado.
A esposa saíra com os filhos pequenos. Aniversário de criança. Preferiu ficar em casa tentando desopilar aquele mau humor pegajoso. Gozava apenas da companhia do cachorro, uma criaturinha pela qual não nutria tanto afeto assim. Aliás, há dois anos, fora voto vencido quanto à sua entrada no apartamento. Sentia-se desamparado naquela noite chuvosa. Frente fria é assim mesmo. Parece remorso. Pega a gente quando menos se espera.
Garimpou na estante alguma música animada que exorcizasse tantos demônios, mas acabou mesmo optando pela coletânea de blues. Colocou bi-bi-quingue pra tocar. Embora não fumasse, desejou um cigarro. O uísque escorria fácil pela garganta e era deglutido em goles apressados. Naquela situação, convinha não adiar o entorpecimento.
Entretanto, os efeitos do álcool e da chuva deixaram-no ainda mais melancólico, neurastênico, saudosista e — convenhamos — deprimido. Episódios vividos na infância e na adolescência invadiam, vividamente, a cabeça, provocando sentimentos antagônicos que o deixaram bem agitado. Apesar do frescor da varanda, gotículas de suor brotavam na sua fronte a desafiar lógicas meteorológicas. É lógico que ele preferia bodar de vez e embotar tantas lembranças remotas.
Tomou, enfim, o telefone em suas mãos. Ficou irritado por não se lembrar do número telefônico do irmão, com o qual não falava há uns quinze anos. Briga debutante (quase riu ao pensar nisto). Cambaleando, serpenteou pela sala em busca da agenda, esbarrando, derrubando, espatifando enfeites frágeis e fúteis da mobília. Tropeçou também no cachorro, aquela criatura inútil (foi assim que esbravejou). Filho da puta! (ele disse, como se o outro fosse humano) Medroso, o bicho foi deitar num canto da sala, com aquele olhar meio constrangido, meio humano, focinho entre as patas, sabe como é?!
Com dificuldade extrema, visão embaçada pela raiva e pelo álcool, conseguiu discar os números do teclado. Tudo era silêncio, a não ser o tum-tum-tum da ligação, cacofonia nos seus ouvidos. Teve chance de desligar, pois o telefone chamou inúmeras vezes. Atendeu do outro lado uma voz feminina. Era a enfermeira. Vocês sabem, famílias abastadas contratam enfermeiras ou cuidadoras; os pobres se viram como podem, cuidam eles próprios dos parentes adoecidos, ou lhes aplicam fortes soníferos antes de saírem pro trabalho.
Ele dorme? Ele pode atender ao telefone? (especulou, quis saber) Educada, a moça de sotaque nordestino pediu que aguardasse um instantinho, viste? Demorou demasiadamente para fazer a verificação. Mais uma vez, a ele ocorreu desistir da conversa.
Alô? (ela principiou) E então: ele vai falar comigo? (perguntou sem disfarçar a ansiedade) Me desculpe, seu moço. Ele manda dizer que não, que não quer falar. E mais ainda: pede pra que o senhor não volte a ligar. Nunca mais. Por favor. É pedido dele. O senhor me desculpe. Eu só estou transmitindo o recado da forma que ele pediu que eu fizesse, palavra por palavra, viste? (e desligou o aparelho sem esperar réplica).
Pressentindo miséria, o cachorro voltou para a sacada e se aninhou aos seus pés. O animal sentia frio, fome e pena do dono. Desta feita, o homem deixou escorregar o braço pesado de tanto malte escocês, pelo vão da poltrona. Com a mão anestesiada, acariciou o bicho. A chuva engrossara. Já não precisava mais se valer das luzes dos postes para enxergar os pingos. Sorveu todo o conteúdo do copo de uma vez só, como se fosse água da chuva.
Queria muito falar com o irmão, pedir autorização para embarcar amanhã cedo no primeiro voo. Pedir desculpas a ele. Abraçá-lo, novamente. Desde o diagnóstico, perdeu uns vinte quilos (foi o que ficou sabendo, através de terceiros). Devia estar com o abraçar diferente, esquálido. Por causa da bebedeira, foi preciso fazer um esforço descomunal para se recordar do motivo da discórdia. Naquela noite, o motivo lhe pareceu bem ridículo. Perdi tanto tempo... (concluiu, enquanto chamegava o totó).
Três dias depois, o telefone tocou no meio da madrugada. E não é que chovia novamente? Diabos de frente fria era aquela? Do outro lado da linha, a moça de sotaque nordestino. Estava ligando para avisar que o patrão tinha morrido indagorinhamesmo. Sucumbiu, finalmente, ao apetite voraz-suicida do câncer, aquele conglomerado anômalo de células que sorvem a seiva de um corpo como se ele nunca tivesse um fim.
Agora sim, homi-seu-minino, o senhor podia embarcar para ver o irmão. Se ainda fosse o caso, é claro, pois ele estava tão diferente... E que fizesse o biséqui de avisar os demais irmãos, o restante da família. Interurbano custa muito caro. Sinceras condolências. Que passasse muito bem e até breve.

POR EM 28/10/2011

Felicidade suprema

publicado em
Às vezes vale a pena pensar sobre a vida. Não sobre o que temos ou não consumido, tampouco a respeito do que fizemos ou deixamos de fazer. São aspectos factuais que, mais do que ajudar em uma reflexão mais profunda, tornam-se barreiras ao pensamento abstrato, aquele onde vamos encontrar as verdadeiras significações. Chegamos quase à Ideia de Platão, mas aí já o terreno é extremamente perigoso e podemos nos enredar.
Tentar entender o que é a felicidade talvez seja um dos caminhos para se chegar ao sentido da vida. É um assunto para o qual não há dona de álbum de pensamentos que não tenha uma resposta pronta: A felicidade não existe. Existem momentos felizes. Essa é uma verdade chocantemente inócua, pois não chega a pensar o que seja a felicidade como também não esclarece o que são tais momentos felizes. Pois bem,
O assunto me ocorre ao me lembrar de que vivemos em uma sociedade excessivamente consumista, sociedade em que a maioria considera-se feliz se pode comprar. Assim é o capitalismo: entranha-se em nossa consciência essa aparência de verdade fazendo parecer que os interesses de alguns sejam verdades inquestionáveis. O que é bom para mim tem de ser bom para todos. Isso tem o nome de ideologia, palavra tão surrada quão pouco entendida. E haja propaganda para que a máquina continue girando. Não sou contra o consumo, declaro desde já, mas contra o consumismo. Erigir o consumo de bens materiais (principalmente) como o bem supremo de um ser humano é tirar-lhe toda a humanidade, é reificação.
Para Diógenes, filósofo contemporâneo de Aristóteles, a felicidade, a verdadeira realização de uma vida, consistia em alcançar o autodomínio e a liberdade espiritual. E Diógenes viveu o que pensou. Para tanto, vivia em um barril, desprezava a opinião do mundo e os bens materiais.
Conta-se que Diógenes saía à rua em pleno sol com uma lanterna na mão. Indagado sobre o que fazia, costumava responder que estava à procura de um homem, mas de um homem de verdade.
Mas eis que aparece Schopenhauer, aquele mesmo, o inimigo do Hegel, e desenvolve seu sistema filosófico quase todo sob a convicção de que o ser humano só pode ser infeliz. É o filósofo do pessimismo. Às vezes sinto-me tentado a pensar que o Schopenhauer, lá do século XIX, já vislumbrava nossa época, a sociedade do consumismo desenfreado. Ele afirmava que o desejo é a regência do mundo. E que desejamos é aquilo que não temos. Portanto, somos infelizes. E se o desejo é satisfeito com a obtenção de seu objeto, novos objetos surgem em seu caminho. Esta insaciabilidade do ser humano é que o vai manter preso à infelicidade.
Bem, e a que chegamos? Enquanto alguém que circule melhor do que eu pela filosofia, que mal tangencio como curioso, vou continuar pensando que a vida não tem sentido, apenas existência. E isso, um pouco à maneira do Alberto Caeiro, para quem pensar é estar doente.

POR EM 26/01/2012

Os livros favoritos de Ernest Hemingway

publicado em
Na edição de fevereiro de 1935, a revista “Esquire” publicou uma lista do escritor norte-americano Ernest Hemingway enumerando 17 livros que ele julgava seminais. Passados quase 80 anos, os livros apontados por ele, em sua maioria, continuam essenciais. Ganhador do Prêmio Pulitzer e do Nobel de Literatura, Hemingway se matou em 1961. A lista, publicada abaixo, foi compilada pelo blog Lists of Note. Ei-los:














Anna Kariênina — Liev Tolstói
Longe e há Muito Tempo — W. H. Hudson
Os Buddenbrooks — Thomas Mann
O Morro dos Ventos Uivantes — Emily Brontë
Madame Bovary — Gustave Flaubert
Guerra e Paz — Liev Tolstói
A Sportsman's Sketches — Ivan Turgenev
Os Irmãos Karamazov — Fiódor Dostoiévski
Hail and Farewell — George Moore
Aventuras de Huckleberry Finn — M. Twain
Winesburg, Ohio — Sherwood Anderson
A Rainha Margot — Alexandre Dumas
A Casa Tellier — Guy de Maupassant
O Vermelho e o Negro — Stendhal
A Cartuxa de Parma — Stendhal
Dubliners — James Joyce
Autobiografias — WB Yeats


quinta-feira, 29 de março de 2012

"Gota d'água" - Chico Buarque


Gota d'água (Chico Buarque)


Já lhe dei meu corpo
Minha alegria
Já estanquei meu sangue
Quando fervia
Olha a voz que me resta
Olha a veia que salta
Olha a gota que falta
Pro desfecho da festa
Por favor...

Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d'água...(2x)

Já lhe dei meu corpo
Minha alegria
Já estanquei meu sangue
Quando fervia
Olha a voz que me resta
Olha a veia que salta
Olha a gota que falta
Pro desfecho da festa
Por favor...

Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d'água
Pode ser a gota d'água
Pode ser a gota d'água....

Poesia 2

Não há desvio
Não há atalho
reencontro-a
em uma palavra adiante
em letras que me fazem percorrê-la
e mais depressa
nas vírgulas de seus passos
e mais facilmente
a alguns metros de uma interrogação
ou
em centenas de quilômetros
de respostas...
.
Ronaldo Franco



http://ronaldofranco.blogspot.com/

poesia







... é o costume....


Um prefeito queria construir uma ponte e chamou três empreiteiros: um japonês, um americano e um brasileiro...
- Faço por US$ 3 milhões -disse o japonês:-
Um pela mão-de-obra.
- Um pelo material.
- E um para meu lucro.
Faço por US$ 6 milhões - propôs o americano:
- Dois pela mão-de-obra.
- Dois pelo material.
- E dois para mim... mas o serviço é de primeira!
Faço por US$ 9 milhões - disse o brasileiro.- Nove paus? Espantou-se o prefeito. Demais!
Por quê?
-Três para mim.
- Três para você.
- E três para o japonês fazer a obra.
- Negócio fechado! Respondeu o prefeito...

Mais do mesmo. Mesmo?

175-mu-crit
O ex-Beatle Paul McCartney. Em Kisses on the Bottom, o cantor inglês conta com a colaboração de Diana Krall e Eric Clapton
 
Durante as sessões de gravação de seu mais recente álbum, houve um momento em que Paul McCartney ficou indeciso com uma questão qualquer. Em vez de perder o sono, ele disparou: “Não tô nem aí. Estou em Los Angeles. Sou britânico. Sou um turista. Estou no estúdio A da gravadora Capitol, cantando no microfone de Nat King Cole. Estou de férias!” O relato se encontra no encarte de Kisses on the Bottom e resume o astral do CD. Trata-se de um disco de férias, uma diversão a que um cara com o currículo de Paul pode se permitir de vez em quando.
O ex-Beatle acalentou por anos a ideia de registrar músicas que a geração de seus pais cantava nas festas de fim de ano. Ou seja, standards do jazz, gemas do grande cancioneiro norte-americano, coisas que o pequeno Paul aprendeu em casa pouco antes de descobrir Elvis Presley e Chuck Berry. Em Kisses on the Bottom, o cantor mergulha nessa memória afetiva pré-roqueira, com arranjos reverentes, mas sem abandonar seu saudável hábito de acrescentar algo diferente.
Em vez de gravar Cheek to Cheek ou The Way You Look Tonight, algumas de suas músicas favoritas e que seriam escolhas óbvias, Paul preferiu pesquisar temas menos batidos, chegando até mesmo a interpretar uma composição que nunca havia escutado antes: More I Cannot Wish You, do musical Guys and Dolls. Faixas como essa pintaram porque o cantor ouviu sugestões do experiente produtor Tommy LiPuma e da pianista Diana Krall, que toca praticamente no disco inteiro. Paul é amigo e parceiro de Elvis Costello, marido de Diana, mas esse não participa do álbum. O escalado para cuidar das guitarras foi John Pizzarelli, que lançou em 1998 um disco com clássicos dos Beatles vertidos para a linguagem do jazz.

À Beira dos 70
Escorado num time dessa categoria, o inglês só precisou cantar. E isso ele fez com muito charme. Paul se beneficiou da natureza dos temas peneirados, quase todos românticos e para cima (segundo o músico, os preferidos das famílias que se recuperavam da Segunda Guerra Mundial), tais como Ac-cent-tchu-ate the Positive e My Very Good Friend the Milkman. O único momento cafona é My Valentine, ironicamente uma das duas inéditas que Paul escreveu para o repertório. Nem o violão de Eric Clapton salva a enjoativa balada. Já Only Our Hearts, com Stevie Wonder na gaita, é mais simpática.
Trabalhos como Chaos and Creation in the Backyard (2005) e singles como Ever Present Past (2007) não deixam dúvida de que Paul vinha num grande momento autoral. Mas, prestes a completar 70 anos, é compreensível que ele dê uma olhadela para trás. A nós, fãs, cabe esperar o fim de suas merecidas férias bem embalados por Kisses on the Bottom.

José Flávio Júnior é jornalista.

http://bravonline.abril.com.br/materia/mais-do-mesmo-mesmo

Kisses on the Bottom






Feliz Aniversário Salvador

Salvador (fundada como São Salvador da Bahia de Todos os Santos[7]) é um município brasileiro, capital do estado da Bahia e primeira capital do Brasil. Os habitantes são chamados de soteropolitanos, gentílico criado a partir da tradução do nome da cidade para o grego: Soterópolis, ou seja, "cidade do Salvador", composto de Σωτήρ ("salvador") e πόλις ("cidade").

Aniversário de Salvador será marcado por apresentações musicais e exposições que retratam a história da cidade

29/03/2012


Salvador comemora 463 anos de história nesta quinta-feira (29). A cidade, também conhecida como a “Capital da Alegria”, devido aos grandes festejos populares, e “Roma Negra”, por ser considerada a metrópole com maior percentual de negros fora da África, será tomada por uma grande quantidade de eventos culturais, com temas pertinentes à cultura do povo baiano. O destaque fica para o Museu Tempostal, no Pelourinho, que preparou uma programação especial para a data.
O local, que reúne o mais rico acervo de imagens antigas de Salvador e do Recôncavo Baiano, promove exibição do vídeo “(Per)cursos patrimoniais – Centro Histórico de Salvador”, distribuído pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), e visitas mediadas à mostra “Pelos Caminhos de Salvador”. A visita ao museu é uma forma inusitada de viajar pela história da capital baiana, tendo como suporte cartões-postais e fotos de várias épocas.

“A exposição tem um caráter bastante relevante, pois conta a história da cidade de forma linear e ajuda a entender a cultura de vários grupos étnicos que vieram para o Brasil no passado, sobretudo os africanos”, conta a museóloga Antônia Barros Pinheiro.
Na mostra, é possível encontrar postais com imagens curiosas, como a primeira versão do Elevador Lacerda (que até 1896 chamava-se Elevador Hidráulico da Conceição da Praia); a presença de bondes na Ladeira de São Bento e na Praça Castro Alves; e a primeira versão do Estádio Octávio Mangabeira, a Fonte Nova, ainda sem os anéis superiores.
“Houve uma época em que se desenvolveu a comunicação através dos postais. Isso incentivou fotógrafos e editores a publicarem cada vez mais essas imagens, levando esse tipo de comércio ao auge, no início do século XX. Aliás, no passado, os postais eram colocados em álbuns e chegavam aos destinatários em caixas sofisticadas”, completa Antônia.
O acervo do museu é um dos mais completos do país, com cerca de 45 mil peças, dentre elas postais, fotografias e estampas do final do século XIX e meados do século XX. Boa parte das imagens fazia parte da coleção do sergipano Antônio Marcelino, que desde garoto colecionava recortes de jornais e livros ilustrados.
Um dos espaços do local é dedicado a exposições de curta duração. Neste momento de comemoração, está sendo exposta a mostra intitulada “Arquitetura Religiosa da Bahia”, que revela imagens de algumas igrejas de Salvador e do Recôncavo Baiano e que expressam a fé e a religiosidade do povo que mora nessas áreas.
O Museu Tempostal, localizado na Rua Gregório de Matos, no Pelourinho, funciona de terça a sexta, das 10h às 18h, e aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 17h. A entrada é franca e o visitante, brasileiro ou estrangeiro, terá o acompanhamento de guias especializados durante a visita.
OUTROS EVENTOS
Nesta quinta-feira (29), dia em que se comemora a fundação de Salvador, o concerto de abertura da temporada 2012 da Orquestra Sinfônica da Bahia homenageia o aniversário da cidade na Sala Principal do Teatro Castro Alves. A regência é do maestro Carlos Prazeres, e a entrada custa R$ 20. No mesmo dia, às 19h, a Praça Tomé de Sousa recebe o sarau do tradicional grupo de choro de Salvador, “Os Ingênuos”, com participação das cantoras Lia Chaves e Noeme Bastos.
Já no Museu da Cidade, segue aberta ao público, até sexta (30), a exposição “Um Olhar sobre Salvador”. Diferentes artistas plásticos do Centro Histórico expõem telas sobre a capital baiana. Na Biblioteca Professora Denise Tavares, na Liberdade, o público também tem acesso à mostra fotográfica “Um olhar sobre a Liberdade”, formada pelo acervo do Arquivo Histórico Municipal de Salvador e por fotografias tiradas por crianças moradoras da região. A exposição segue até sexta-feira (30), das 9h às 17h.
No dia do aniversário da cidade também será realizada a premiação do Concurso Nacional de Ideias para Requalificar os Largos do Pelourinho, no Palácio Rio Branco, a partir das 10h. O certame foi idealizado pela Secretaria de Cultura do Estado, através do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), e contou com o apoio do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB/BA). Ao todo, profissionais de todo o país participaram do concurso que visa à reabilitação dos largos Tereza Batista, Quincas Berro D´Água e Pedro Archanjo – batizados com nomes de personagens dos romances de Jorge Amado.
Para encerrar as comemorações, Salvador também recebe uma homenagem especial no Farol da Barra, um dos principais cartões-postais da cidade. No domingo (1º de abril), o cantor e compositor Magary Lord vai agitar baianos e turistas com um show que terá a participação especial de Márcia Short, Lazzo Matumbi, Roberto Mendes, Peu Meurray e Toni Garrido. A filha do cantor, Kalinde Maiara, também participa da festa, que tem início às 19h30.

http://www.bahia.com.br/noticias/2012-03-29/aniversario-de-salvador-sera-marcado-por-apresentacoes-musicais-e-exposicoes-que

Feliz aniversário, Salvador / Bahia!!!!!


 


São Salvador, Bahia de São Salvador
A terra de Nosso Senhor
Pedaço de terra que é meu
São Salvador, Bahia de São Salvador
A terra do branco mulato
A terra do preto doutor
São Salvador, Bahia de São Salvador
A terra do Nosso Senhor
Do Nosso Senhor do Bonfim
Oh Bahia, Bahia cidade de São Salvador