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sexta-feira, 6 de abril de 2012

Zweig e o Brasil

O ponto de partida do longo namoro de Zweig com o Brasil

  • Em fevereiro, o suicídio do grande escritor austríaco Stefan Zweig completou setenta anos. Ele se envenenou em 1942, com sua segunda mulher, na casa que alugara em Petrópolis.
    O lento processo que levou um dos homens de maior sofisticação intelectual da Europa ao fim melancólico no Brasil merece ser evocado, e o documento aqui reproduzido representa nesse percurso uma etapa significativa.
    Trata-se de um formulário de entrada no Rio de Janeiro preenchido por Zweig quando de sua primeira visita ao Brasil em 1936, marco inicial de uma história de fascinação − e mesmo amor, − por uma nova “pátria” que escolheria para se exilar. Em 1941 publicaria um retrato apaixonado, seu famoso “Brasil, país do futuro”.
    O “futuro” era de fato o que Zweig via de mais incerto durante o tempo passado entre nós. A ameaça nazista, a perseguição aos judeus e finalmente a guerra na Europa haviam erradicado o mundo no qual vivera com tanta intensidade e conforto, transformado sua realidade num trajeto a esmo e sem esperança.
    Nascido numa família rica, Zweig viveu a ebulição do começo do século XX numa Viena onde brotavam grandes talentos na literatura, na arte e na música e na qual despontava a influência de Sigmund Freud, cujas ideias fascinavam o escritor. Mas Zweig não se limitava à Áustria e circulava também com desenvoltura nos meios intelectuais de toda a Europa.
    Suas biografias históricas eram grandes best-sellers e lhe garantiam uma vida próspera. Morava numa bela casa, onde passou décadas felizes com a primeira mulher e duas enteadas, cercado por obras de arte e lembranças históricas e literárias.
    Zweig redigia seus livros sobre a escrivaninha que pertencera a Beethoven, de quem possuía várias partituras originais de algumas de suas maiores obras. Colecionava manuscritos e rascunhos de seus ídolos literários: Goethe, Balzac, Heine, Schiller assim como dos grandes compositores como Mozart, Haydn ou Schubert.
    Por volta dos cinquenta anos, o escritor havia atingido um equilíbrio pessoal e material invejável, que o avanço do nazismo iria ameaçar e, finalmente, destruir.
    Mas, em 1936, quando Zweig aportou pela primeira vez no Brasil, (a caminho da Argentina onde atenderia um congresso do P. E. N. Clube, então a mais prestigiosa agremiação internacional de escritores) mal poderia imaginar, aos 54 anos, o papel que o país onde fazia escala viria a representar em sua vida.
    Se Zweig não pôde entender completamente o Brasil – como era naturalmente difícil para um homem de tradições tão distantes − não há dúvida que o país exerceu imediatamente sobre ele um encanto profundo, muito maior que a européia Argentina.
    O formulário de entrada preenchido em 21 de agosto de 1936 especifica que Zweig era hóspede do Governo Federal do Brasil e que se hospedou no Copacabana Palace. Os outros dados são preenchidos em tinta roxa na letra do escritor, e este documento assume hoje uma carga simbólica ao evocar o ponto de partida do longo namoro de Zweig com nosso país, que culminaria seis anos mais tarde com a escolha de Petrópolis para o gesto final de sua vida.


    Descoberto pelo grande jornalista Alberto Dines em suas pesquisas iniciais para sua obra clássica sobre Zweig no Brasil, Morte no paraíso, este documento foi reproduzido numa fotobiografia do escritor e encontra-se agora numa coleção particular brasileira.



  • http://revistapiaui.estadao.com.br/blogs/questoes-manuscritas/geral/o-ponto-de-partida-do-longo-namoro-de-zweig-com-o-brasil

    Salmo - Oasis de Bethania. Maria Bethânia

    "O Ser é e o não-ser não é" - PARMÊNIDES

    PARMÊNIDES E O SER
    Poema de Antonio Miranda
    Foto de Silvio Zambroni
    “Penso, logo existo”. DESCARTES (1596-1650)
    “Pois o mesmo é pensar e ser”. PARMÊNIDES (530-460 a.C.)
    Não sei em que minha identidade
    me assemelha ou me diferencia...
    Só percebo as semelhanças
    contrapondo as diferenças...
    Pouco me importa as diferenças
    que me separam dos outros...
    O que importa são as diferenças
    ao longo da própria existência?
    Semelhanças e diferenças se fundem
    e me confundem... Porque sou
    o que não mais sou... Mas
    nunca serei o que nunca fui...
    Como bem disse Parmênides:
    “o nada não é”. E “não
    conhecerás o não ser”
    mesmo que os poetas o queiram.
    Continuar sendo o que deixou de ser
    pois o ser é “uno e contínuo”...
    E continuaremos sendo
    mesmo depois de sermos.
    Na Natureza nada se extingue:
    e não há princípio nem fim.
    Se não viemos, tampouco
    iremos a lugar algum...
    NOTA: A poesia e a filosofia estavam irmanadas nas suas origens. Seria a poesofia. Um dos grandes mistérios de interpretação continua sendo o célebre poema Da Natureza, do pré-socrático Parmênides, que conhecemos pelos fragmentos que restam e pelas interpretações dos filósofos modernos. Por que não aproximar-se do poema pela poesia? A. M.

    http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_ilustrada/portugues/parmenides_e_o_ser.html


    É o primeiro pensador a discutir questões relativas ao Ser, e a partir do seu poema intitulado Sobre a Natureza, ele nos traz as possibilidades de conhecê-lo, tendo em relação a ele um conhecimento verdadeiro e universal, e para chegarmos a este conhecimento, torna-se necessário o desvencilhamento dos sentidos, pois o verdadeiro não pode ser percebido pelo nosso campo sensorial e sim pensado, inteligido por nossa razão.
    O Eleata nos apresenta, então, que a nossa frente encontramos dois caminhos: o primeiro que é a via da verdade e o segundo, a via da opinião. O segundo caminho, nos diz Parmênides, temos que nos afastar , pois é o caminho do não-ser, do nada, do que não existe, do inominável, do impensado e do indizível.
    O não ser, é o que captamos pelo nosso campo sensorial, e os sentidos só nos traz o ilusório, o que não existe; a percepção, é o campo da doxa, a opinião é o não-ser, o nada.
    A alétheia, é o Ser, o Ser é o verdadeiro, e é na vida da verdade que nós temos que caminhar, e pela razão atingirmos o Ser que é Uno, indivisível, imutável, intemporal.
    O ser é pensado, se ele é pensado, ele existe, pois só podemos pensar sobre algo que tem existência, portanto, ele pode ser nominado, pois só podemos dar nomes a coisas existentes; tendo nome ele pode ser dito, sendo tido podemos utilizar a persuasão para afastar os homens mortais do falso, da segunda via, da opinião.
    "O Ser é e o não ser não é"
    É na máxima elaborado por Parmênides: O Ser é e o não-ser não é, norteará todas as discussões ulteriores sobre o Ser, as respostas variadas serão dadas para defender ou refutar a tese parmenediana do Ser Uno e imutável.

    For Parmenides says that there are circular bands wound round one upon the other, one made of the rare, the other of the dense; and others between these mixed of light and darkness. What surrounds them all is solid like a wall. Beneath it is a fiery band, and what is in the very middle of them all is solid, around which again is a fiery band. The most central of the mixed bands is for them all the origin and cause of motion and becoming, which he also calls steering goddess and keyholder and Justice and Necessity. The air has been separated off from the earth, vapourized by its more violent condensation, and the sun and the circle of the Milky Way are exhalations of fire. The moon is a mixture of both earth and fire. The aether lies around above all else, and beneath it is ranged that fiery part which we call heaven, beneath which are the regions around the earth.


    quinta-feira, 5 de abril de 2012

    Dores de Amores - Zezé Motta & Luiz Melodia




    Acordo no fim da noite, respiração suspensa, todas as dores fazendo ciranda.

    E se não doesse? Mas dói. Em madrugada assim, dói o colchão vazio, o coração vazio, o oco no ventre. Em madrugadas assim me aconchego no colo dos medos e deixo que me trancem o cabelo e sussurrem canções no ouvido. Eu choro em madrugadas assim. O sono me repudia e vejo o tempo brincar de não passar. Em madrugadas assim, perco todas as lembranças e só a névoa cinza habita o olho. Em madrugadas assim sinto falta das luzes constantes da minha cidade, das casas abertas, da música alta, dos corpos em festa. Das farmácias íntimas. Em madrugadas assim soletro futuro com letras de solidão e deixo o amargo fazer travo no sentir. Em madrugadas assim.

    http://eusouagrauna.blogspot.com

    Samba de Roda da Bahia


    O samba de roda é uma forma de preservação da cultura dos negros africanos escravizados no Brasil. A influência portuguesa fica por conta da introdução da viola e do pandeiro.
    Acompanhado por atabaques, ganzá, reco-reco, viola e violão, o solista entoa cantigas, seguido em coro pelo grupo a dançar. Ligado ao culto de orixás e caboclos, à capoeira e às comidas à base de dendê, o samba de roda teve início por volta de 1860, como forma de preservação da cultura dos negros africanos escravizados no Brasil. A influência portuguesa, além da língua falada e cantada, fica por conta da introdução da viola e do pandeiro.
    Tradição milenar no Recôncavo Baiano, a manifestação concorre, inclusive, ao título de Obra-Prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade. Presente no trabalho de renomados compositores baianos - Dorival Caymmi, João Gilberto, Caetano Veloso -, esse misto de música, dança, poesia e festa se revela de duas formas características: o samba chula e o samba corrido. A chula, uma forma de poesia, é declamada pelo solista, enquanto o grupo escuta atento, só se rendendo aos encantos da dança após o término do pronunciamento, quando um participante por vez adentra o meio da roda ao som da batucada regida por palmas. Já no corrido, o samba toma conta da roda ao mesmo tempo em que dois solistas e o coral se alternam no canto.
    Também conhecida como Umbigada – porque cada participante, ao sair da roda, convida um novo para a dança dando-lhe uma “umbigada” -, a manifestação típica do Recôncavo tem destaque nas cidades de Cipó, Candeias e Cachoeira durante os festejos juninos e da Boa Morte. Em São Félix, Muritiba, Conceição do Almeida e Santo Amaro, o samba de roda é destaque na festa de Nossa Senhora da Purificação. São Francisco do Conde, Feira de Santana, Itacaré e, novamente, Conceição do Almeida celebram o samba de raiz na festa de Dois de Julho.

    http://www.bahia.com.br/







     

    quarta-feira, 4 de abril de 2012

    as crenças da Bahia


    Gilberto Gil celebra 70 anos

    
Gilberto Gil ensaia pra "Concertos de Cordas e Maquina de Ritmo", que será apresentado no Theatro Municipal com orquestra
Foto: Mônica Imbuzeiro / Agência O GLOBO

    Gilberto Gil ensaia pra "Concertos de Cordas e Maquina de Ritmo", que será apresentado no Theatro Municipal com orquestraMônica Imbuzeiro / Agência O GLOBO

    RIO - A principal comemoração dos 70 anos de Gilberto Gil será com um show em que ele se apresenta sentado, toca violão acústico, é acompanhado por quatro músicos com instrumentos também desplugados e até por orquestra — como acontecerá em 28 de maio, no Teatro Municipal, quando "Concerto de cordas e máquina de ritmo", com participação da Orquestra Petrobras Sinfônica, será gravado por Andrucha Waddington para lançamento em DVD no fim do ano pela Biscoito Fino.
    Em suma, é um Gil diferente do que nos acostumamos a ver, seja no palco com sua guitarra e sua agitação corporal e vocal, seja pregando em atos e entrevistas a incorporação à cultura das novas tecnologias, a inevitabilidade do mundo digital. A nova postura não é decorrência da idade, pois o cantor garante que essa fase cool é provisória. Em breve, haverá mais máquina e menos concerto.
    — Na metade do segundo semestre, vou desdobrar esse trabalho para poder usar nele mais máquina, fazer algo mais pancadão — diz ele, no intervalo de um ensaio, em seu estúdio, na Gávea. — Eu gosto dessa suavidade também, e o meu timbre atual, de voz mais velha, até pede isso, mas vai chegar o momento em que vou sentir falta e vou querer funkear.
    No ano passado, Gil tinha feito apresentações no Brasil e no exterior com o filho Bem Gil (violão) e com Jaques Morelenbaum (violoncelo). Juntaram-se ao grupo agora Nicolas Krassik (violino) e Gustavo de Dalva (percussão). É uma "formação improvável, exigente, difícil", segundo Gil, que a chama de "camerata pop", mesmo reconhecendo que não há muito de nitidamente pop nela:
    — É difícil você admitir que está escutando alguma coisa que possa classificar como pop se não há baixo e bateria. E bateria é a máquina de ritmo. Caetano se queixava no passado: "A gente é obrigada a tocar com bateria, essa máquina." Hoje ele está apaziguado, até porque os MPCs chegaram e compactaram tudo numa caixinha. São milhões de possibilidades que você tem.
    E Gil não costuma, desde o tropicalismo, desperdiçar essas possibilidades. Ficou muito impressionado com o show de Gal Costa, dirigido por Caetano, no qual Domenico Lancellotti usa o MPC não só para programar sons, mas o toca na hora, como se fosse um outro instrumento da banda — "subordinado à pulsação geral, e não o contrário", segundo Gil.
    — Quem mantém uma certa curiosidade e se livra de um certo preconceito em relação às máquinas vai acabar experimentando, vai ter que trabalhar com elas — acredita.
    Distância de Bethânia e Nana
    A certeza de Gil provoca uma pergunta sobre sua amiga Maria Bethânia e sua ex-mulher Nana Caymmi, grandes cantoras que continuam distantes de efeitos eletrônicos.
    — É o que eu disse: quem tem uma certa curiosidade e nenhum preconceito vai experimentar. Quem prefere não mexer nisso fica imune, não se contamina — afirma. — Eu gosto. Às vezes vejo Beyoncé, as coisas que ela faz, tudo programável, é tão interessante... E mesmo Stevie (Wonder), que tem seu computadorzinho. Para um tropicalista, então, é tentador. Eu, Gal e Caetano ficamos segurando esse outro lado até hoje.
    As três músicas de "Concerto de cordas e máquina de ritmo" que não são de Gil passaram por adaptações para o projeto.
    — "Saudade da Bahia", menos, porque já há samba de roda em Caymmi, já é Nordeste. Mas "Outra vez" (de Tom Jobim), que é bem bossa nova, ficou com uma levada de coco. Elas formam um par no show, com o samba geral correndo no meio das duas — diz ele, que também canta "Juazeiro", de Luiz Gonzaga. — Ficou mais ácida, acid rock, menos baião.
    Da sua obra ele selecionou canções recentes como "La reinaissance africaine", "Não tenho medo da morte" e, claro, "Máquina de ritmo". E antigas como "Oriente", "Expresso 2222", "Eu vim da Bahia" e duas que ganharam novas orquestrações (de Morelenbaum) mais de 40 anos depois das clássicas de Rogério Duprat: "Domingo no parque" e "Panis et circensis". Na turnê europeia de junho e julho, Gil contará com orquestra no Barbican Theatre, em Londres, e em Montreux, na Suíça.
    Já há uma inédita garantida, "Eu descobri", feita a pedido de Sérgio Dias para a formação atual dos Mutantes, e promessa de outras.
    — Tenho expectativa de concluir, pelo menos, mais duas, talvez a tempo de entrar no DVD — conta.
    Fumando um cigarro por dia e fazendo uma hora diária de exercícios "ióguicos, calistênicos", não de musculação, Gil diz lidar sem maiores tensões com os 70 anos que completa em 26 de junho:
    — Nunca exercitei muito a acuidade da memória, porque adotei cedo a meditação, o abandono da mente ao seu próprio fluxo. Então, não me assustam muito os Alzheimers. De certa forma, é um pouco isso que venho fazendo com a minha condição psíquica, no sentido de abandonar as visões totalizantes do mundo, deixar que a mente vá por onde quer ir. E na sexualidade vai atenuando mesmo. Não vou ficar agora preocupado com potência sexual. É o que eu chamo de conformidade conforme a idade. Venho me preparando para viver assim.
    Esta reportagem foi antecipada no vespertino para tablet "O Globo a Mais"


    Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/gilberto-gil-celebra-70-anos-em-concerto-com-camerata-pop-orquestra-4485422#ixzz1r7LiwpHM

    Willie Nelson





    viva!


    "Sorria, brinque, chore, beije, morra de amor, sinta, sonhe, grite e, acima de tudo, viva. O fim nem sempre é o final. A vida nem sempre é real. O passado nem sempre passou. O presente nem sempre ficou e o hoje nem sempre é agora. Tudo o que vai, volta. E se voltar é porque é feito de amor."

    Peixe amoquecado para estes dias "santos"

    • Depois de mergulharmos durante dias em um mar de chocolate, recuperamos a seriedade, vestimos nosso avental mais engomado, sacamos o livro de receitas e fomos para o fogão para nos redimir, executando um autêntico prato de comida. Esta receita é um grande sucesso da nossa cozinha. Multidões acorreram para participar do almoço em que foi testada e até hoje lamentamos não ter cobrado ingresso.

      Peixe amoquecado ou Moqueca de piauíeixe

    • Ingredientes
      - 06 postas de peixe grossas (o peixe deve ter pouca espinha, e isso deve dar pouco menos do que 1 kg)
      - Suco de 01 ou 02 limões (precisa ficar bem molhado)
      - 01 colher de sobremesa de pimenta vermelha (malagueta) picada sem semente, use só a casca
      - Azeite de oliva muito bom
      - 01 colher de chá de açafrão da terra
      - 01 pitada de açúcar
      - 06 colheres de sopa bem cheias de tomate em cubinhos (fresco, ou de lata em cubinhos ou tomate pelado em lata picado)
      - 01 cebolona bem grandona cortada em rodelas (ou 02 cebolas médias)
      - 01 bom pimentão vermelho cortado em rodelas, sem sementes
      - 01 bom pimentão amarelo cortado em rodelas, sem sementes (e pode acrescentar o pimentão verde, se você gostar da cor)
      - 04 tomates maduros e sem semente, cortados em rodelas
      - 03 colheres (sopa) só de talinhos de coentro picados (para garantir o perfume do coentro e evitar o sabor: algumas pessoas não gostam muito do gosto de coentro)
      - Algumas folhinhas de coentro para enfeitar o prato já pronto e reforçar o gosto
      - 01 colher (sopa) de azeite-de-dendê
      - 01 tablete de caldo de legumes em cubos ou em pó
      FACULTATIVO:
      - 01 copo de leite de coco

    • Modo de Fazer
      - Lave bem o peixe, tempere com sal, pimenta e suco de limão e deixe tomando gosto por cerca de 1 hora. Não exagere no sal, porque você vai usar o caldo de legumes.
      - Enquanto isso, em uma tigela, coloque os tomates picados, a cebola em rodelas, os talinhos de coentro bem picadinhos e os pimentões em rodelas e tempere como se estivesse fazendo uma salada (ao adicionar o sal, lembre-se que o caldo de legumes é sempre um pouco salgado).
      - Numa panela em que seja possível colocar as postas de peixe sem amontoá-las (de preferência, lado a lado), refogue o alho em azeite com uma pitada de açúcar e uma colher de chá de açafrão da terra. Quando o alho começar a dourar, acrescente o tomate pelado (o açúcar serve para tirar o sabor ácido do tomate) e dê uma refogada breve, até que a polpa do tomate mude de cor e passe do vermelho para o alaranjado.
      - Arrume o peixe sobre esse molhinho, dê uma sacudida gentil na panela para que o molho espirre e se espalhe.
      - Disponha sobre o peixe a “salada” (tomates e pimentões temperados na tigela) e leve ao fogo baixo com a panela tampada por 5 minutos ou até que a salada e o peixe comecem a soltar um caldinho.
      - Derreta 01 tablete de caldo de legumes diluído em um pouquinho de água morna (umas duas colheres de sopa) e regue o cozido com esse caldinho. Acrescente também o leite de coco (opcional, mas muito bem-vindo).
      - Dê mais uma chacoalhada na panela.
      - Mantenha a panela em fogo baixo, parcialmente tampada, por 20 minutos e de vez em quando mexa com cuidado para não quebrar o peixe (nós aqui costumamos chacoalhar a panela).
      - Junte o azeite-de-dendê espalhando por cima de tudo e dê mais uma sacudida na panela. Prove os temperos e adicione sal, se for preciso.
      - Retire do fogo e sirva com arroz e farofa.

      Música recomendada para executar esta receita: