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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Klimt e a eterna atração pelo feminino

 

Este ano comemoram-se 150 anos do nascimento de Gustav Klimt (1862-1918), um dos grandes artistas europeus e um dos percursores da vanguarda vienense. Sua vida foi tão intensa quanto sua obra, e em ambas a paixão pelas mulheres - em seu intimo e despidas de vestes e valores morais - foi seu guia. Nuas, vestidas, deitadas, em movimento ou em momentos íntimos - poucos artistas estiveram tão envolvidos com o universo feminino.


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© Gustav Klimt, "Beethoven Frieze" (1901-02) , Belvedere, Viena.
Gustav Klimt viveu em Viena em um momento de efervescência. Durante o século XIX, a cidade se urbanizou; novas ideias a invadiam e atraiam intelectuais de diversas localidades. Um cenário intenso que permitiu muitas alterações no conhecimento científico, na sociedade e na arte. Antes de Klimt, a pintura praticada na cidade era provinciana e a maioria das obras eram retratos da elite vienense. O artista traz uma percepção do espirito humano, um estilo pictórico e decorativo, que vai influenciar o art nouveau. Suas obras são caracterizadas como pertencendo ao simbolismo, e dialogam com a arte japonesa e africana, o que resultou em uma pintura peculiar e muito própria.
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© Gustav Klimt, "Palas Atena" (1898).
Foi nesse período que Klimt e mais dezoito artistas dissidentes da Associação dos Artistas Vienensesa criaram a Secessão Vienense, uma crítica à liberdade de criação tolhida pelas academias. Os membros da Secessão foram influenciados pelo movimento Arts and Crafts, da Inglaterra. O grupo buscava resgatar as qualidades do fazer artesanal contra a mecanização, integrando-o com a arte e arquitetura. O afresco Beethoven Frieze é um dos grandes exemplos desse período.
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© Gustav Klimt, "As Três Idades da Mulher" (1905).
Ao deixar a Secessão, a obra de Klimt passou a ter um caráter mais pessoal. Assim, as mulheres tornaram-se o foco de atenção, uma verdadeira obsessão do pintor - que soube como retratá-las diante do novo século. Klimt utilizou-se das curvas femininas e do olhar evocativo das mulheres, sempre colocadas como figuras centrais, como verdadeiras armadilhas de sedução para o observador. A nudez é sempre crua, e as mulheres não são objetos passiveis para o prazer, mas para excitar com o seu próprio prazer. E o nu frontal, mostrando até mesmo os pelos pubianos, rompeu totalmente com o conservadorismo tanto da sociedade quanto das artes.
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© Gustav Klimt, "Serpentes Aquáticas" (1904-1907).
A obra de Klimt possui um equilíbrio e um diálogo único entre o refinamento sensível e decorativo e a morbidez de sua figuras, que pendem para o simbolismo. Os ornamentos aparentam ser simbólicos em diversos momentos, criando ritmos nos elementos de cinzas e pérolas pálidos e dourado e prata vívidos. A ornamentação foi o caminho escolhido pelo artista para criar uma atmosfera de sonho, onde as figuras não estão ligadas a nenhum tempo ou local, repleta de alegorias que estimulam a imaginação.
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© Gustav Klimt, "Fritza Riedler" (1906) , Belvedere, Viena.
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© Gustav Klimt, "Frizo Stoclet - O abraço" (1905).
As joias, parte desta ornamentação, são de uma delicadeza e cuidado que atraem o olhar. Assim como as vestimentas. Em 2008, John Galliano apresentou em um desfile da Dior uma coleção totalmente inspirada nos vestidos usados pelas mulheres de Klimt em suas obras. O artista fez parte do Movimento pela Reforma do Vestuário, que pregava um novo tipo de vestimenta para as mulheres – assim como uma reforma nas regras de comportamento. Os vestidos tinham inspiração nas túnicas africanas de cortes largos e com tecidos de estampagem étnicos.
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© Gustav Klimt, "Adele Bloch Bauer" (1907).
Outro elemento recorrente nas pinturas de Klimt são as ruivas. Influenciado pelos pré-rafaelitas, que popularizaram a imagem da mulher ruiva, nas obras do artista as madeixas vermelhas ganham o status de sedução e feminilidade.
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© Gustav Klimt, "Danae" (1907-08).
Klimt realizou cerca de 3.000 desenhos eróticos, muitas vezes com cenas de sexo explícito – a maioria publicada após a sua morte. Além dos desenhos, muitas de suas pinturas trazem uma carga de intenso erotismo. O ato sexual é revisto através dos personagens clássicos da mitologia grega. A vida também é vista através da passagem do tempo e do sexo. Outra questão explorada por Klimt é o amor entre as mulheres, como na obra As Amigas. E quando o homem se faz presente nas pinturas, é como voyeur ou como complemento.
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© Gustav Klimt, "Danae" (1907-08).
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© Gustav Klimt, "O Beijo" (1908), Belvedere, Viena.
Klimt sentia-se atraído pela mitologia, principalmente pelas sereias – que eram vistas pelo artista como um símbolo ambíguo da feminilidade e perversidade da mulher. Em Água Agitada, as sereias são mulheres de extrema sensualidade, com seus corpos nus de formas sinuosas como se acompanhassem o movimento da água. Um verdadeiro simbolismo erótico. Muitas das mulheres retratadas pelo artista possuem corpos de uma incrível leveza, como se estivessem flutuando no ar ou na água, sem direção ou orientação.
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© Gustav Klimt, "Água Agitada" (1898), Private Collection, Galeria St. Etienne, Nova Iorque.
Já em Judith I, o artista traz uma inovadora versão do mito. Ícone da mulher fatal capaz de submeter qualquer homem aos seus desejos, na obra de Klimt ela aparece sem disfarçar o prazer da dominação – como um prazer sexual - ao segurar a cabeça do general assírio por cuja morte foi responsável. Repleta de ouro – com um fundo em que Klimt buscou reproduzir os relevos assírios do palácio de Nínive – Judith aparece com a roupa transparente e os seios nus. Seus cabelos negros contrastam com os trabalhos em dourados. Uma feminilidade agressiva, onde a mulher tem o pleno poder, mas ainda é repleta de sensualidade.
© Gustav Klimt, "Judith" (1901), Belvedere, Viena.
No final da vida, Klimt abandonou o dourados e as cores fortes e passou a utilizar os tons pastel. Uma viagem à França também fez com que se encantasse pelo impressionismo e com isso alterasse suas pinceladas. Mas seu olhar permaneceu eternamente atraído pelas mulheres.
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© Gustav Klimt, "Mäda Primavesi" (1912-13), Belvedere, Viena.
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© Gustav Klimt, "Família" (1912-13), Belvedere, Viena.


Leia mais: http://obviousmag.org/archives/2012/04/klimt_e_a_eterna_atracao_pelo_feminino.html#ixzz1tGCofeX5

TOLERÂNCIA ZERO



 
Quando a boca cala.... o corpo fala!!!


Este alerta está colocado na porta de um espaço terapêutico.

O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a criança interna tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.

Muniz Sodré de Araújo Cabral -Doutor em Comunicação

O professor doutor e hoje Obá de Xangô


Por Carolina Carvalho em 24/04/2012 na edição 691

Reproduzido do ECOS Online

Talvez seja sua modéstia – mesmo sendo um dos maiores nomes da comunicação na América Latina. Ou ainda o jeito descontraído com que caminha pelos corredores da Eco. O fato é que o carinho de alunos e professores pelo baiano Muniz Sodré de Araújo Cabral vai muito além de seus títulos. “Sou absolutamente grata a ele”, afirmou a professora Cristiane Costa, com um sorriso largo estampado no rosto. Como outros colegas da UFRJ, ela foi aluna de Muniz Sodré na graduação, além de ter sido sua orientanda no mestrado e no doutorado. “Devo muito a ele, desde aprender a escrever para jornal até ter meus trabalhos acadêmicos publicados”, emendou.

Muniz Sodré é um sujeito alto e de cavanhaque alinhado que se define como um “negro moderno”. Aos 70 anos, os cabelos pretos e espessos começam a aparecer num tom mais grisalho. Ele nasceu em São Gonçalo dos Campos, uma cidade no interior da Bahia que hoje tem pouco mais de 30 mil habitantes. Carrega no currículo mais de 40 livros publicados, além de quase uma centena de artigos científicos. É um dos poucos pesquisadores brasileiros da área que tem circulação e respeitabilidade internacional.

Como professor, sempre tentou extrair o melhor dos alunos. Segundo Cristiane, que hoje ministra técnica de reportagem, a mesma disciplina que cursou com Sodré na UFF, ele é duro em sala de aula – ou pelo menos era, no início dos anos 80. “Quando o lead ficava horrível, ele dizia”, contou a professora, numa sala repleta de alunos que aguardavam para se sentar junto a ela e discutir seus textos. “Não bastava o lead responder às perguntas básicas. Ele tinha que estar ‘sensual’”, lembrou, num tom carinhoso.

O quarto bios

Em uma tarde recente, sentando em uma carteira no corredor da Eco, Muniz garantiu que não é rígido como professor, mas analisa as produções dos alunos com apuro. “Quero que eles escrevam”, reforçou, com seu tom de voz levemente rouco. “Quero o vernáculo ali, quero criatividade, mas não sou rígido gramaticalmente.” Os estudantes não precisam se sentir intimidados, pois ele analisa até os próprios escritos. “Eu olho um texto meu e digo ‘Rapaz, você com essa idade toda escreve mal, como é que pode?’”

Gustavo Barreto é doutorando em Comunicação e Cultura e teve aulas com Sodré, a quem deve parte de sua pesquisa. Ele atribui a contextualização de seu trabalho a quatro pensadores e um deles é o professor da Eco. “A ideia que mais me influenciou é a do quarto bios, grande marco da teoria dele”, explicou, sentado em uma sala de um núcleo de pesquisa da Escola. “Em toda a minha graduação eu li e citei Muniz Sodré.”

O conceito de quarto bios foi apresentado pelo professor no livro Antropológica do Espelho, publicado em 2002 pela editora Vozes. Em linhas gerais, é um complemento aos três ambientes filosóficos citados por Aristóteles – o conhecimento, o prazer e a política. Sodré coloca a mídia como o quarto bios, tratando-a como uma forma de vida, e não apenas um meio de transmitir informações.

Pulso firme

A trajetória de Muniz na Eco vem desde a criação da instituição. Após um decreto do presidente Castelo Branco, em 1967, que criava nas universidades as escolas de comunicação, José Carlos Lisboa, professor da escola de Letras, fundou e se tornou o primeiro diretor da Escola de Comunicação da UFRJ. Localizada ao lado de uma delegacia policial na Praça da Bandeira, entre o Centro e a Tijuca, a instituição já foi inaugurada em condições precárias. “Dando aula, a gente ouvia gritos de presos apanhando”, rememorou Sodré. Lisboa recrutou vários jornalistas e intelectuais interessados na área para impulsionar o novo estabelecimento. No grupo, estavam nomes como Danton Jobim, Luiz Costa Lima, Francisco Antônio Dória e, claro, Muniz Sodré, recém-chegado de um mestrado em Sociologia da Informação e da Comunicação em Paris. O professor teve papel fundamental no início do curso. “Os primeiros currículos são todos montados por mim”, disse, orgulhoso.

José Carlos Lisboa foi sucedido pelo jornalista José Simeão Leal, criador da pós-graduação da Eco, com a ajuda do filósofo Emmanuel Carneiro Leão. Juntos, conseguiram também a transferência da faculdade para a Praia Vermelha, onde está até hoje. “Isso aqui não tinha nada”, lembrou Sodré. “Não tinha equipamento nenhum, mas havia um ambiente intelectual interessante.” Em tempos de ameaça de realocação do curso para o Fundão, ele defende a manutenção da escola na Urca. “Nossa história está nessas paredes”, sustentou.

Entre 1986 e 1990, Muniz Sodré dirigiu a Eco. Nessa época, um dos estudantes era Cláudio Besserman Vianna, o falecido Bussunda. O ex-diretor, que considera ter sido “durão” em seu mandato, foi intransigente com o uso de maconha, mas sem recorrer à polícia. “Eu disse que jogaria na piscina quem estivesse vendendo maconha aqui dentro”, contou, com uma risada. Bussunda e outros alunos se divertiam às custas do pulso firme de Muniz, inventando para ele apelidos como “o fodão da Praia Vermelha” e pregando charges cômicas no mural de avisos.

“Já me aposentei, mas não vou parar”

Quase quatro décadas após chegar à Eco, o professor assumiu a presidência da Fundação da Biblioteca Nacional, a pedidos do então ministro da Cultura, Gilberto Gil. A instituição estava passando por uma crise. Sodré digitalizou os mapas, investiu na conservação dos documentos e na restauração de títulos do acervo e trabalhou pela instalação de quase duas mil bibliotecas municipais pelo Brasil. Ele avalia sua gestão como bem-sucedida, mas não voltaria a ocupar o cargo por causa da burocracia de prestação de contas. “É um péssimo negócio ser gestor público”, queixou-se. “Não quero nunca mais uma carga dessas.”

Engana-se, no entanto, quem pensa que os títulos acadêmicos são as conquistas mais valiosas para o professor. A posição que ostenta com mais orgulho é a de Obá de Xangô no terreiro Axé Opô Afonjá, uma das três casas matrizes do candomblé na Bahia. Jorge Amado e Dorival Caymmi ocuparam o mesmo posto, pertencente hoje também a Gil. A denominação é concedida a um corpo de trinta e seis pessoas encarregadas de cultuar o orixá Xangô e mediar a relação entre o terreiro e a sociedade. “Vejo a possibilidade de sair dali uma filosofia genuinamente brasileira. Estudei filosofia estrangeira, mas isso só serve na medida em que eu possa pensar o Brasil”, destacou.

De olho na celebração de seus 70 anos, comemorados em janeiro, a Eco sediará neste ano uma série de homenagens ao professor. A partir deste mês, o Laboratório de Estudos em Comunicação Comunitária, o Lecc, abrirá rodas de debate sobre suas principais obras. No final de abril, acontecerá a “Semana Muniz Sodré”, um seminário internacional que trará à escola intelectuais como Cícero Sandroni, Alberto Dines, e Henri-Pierre Jeudy. A organização do evento é assinada por Raquel Paiva, coordenadora do Lecc e esposa de Muniz. Desde seu aniversário, de acordo com as leis que regulam o funcionalismo público, Muniz entrou na aposentadoria compulsória. Mas ele já disse que não vai arredar pé da sala de aula. “Eu me aposentei, mas já pedi minha emerência. Não vou parar, quero continuar dando aulas. Vou fazer como o Márcio Amaral, que é um dos melhores professores desta escola”, resumiu.

[Carolina Carvalho é estudante de Comunicação]


Livros

"Abaixo o Celular"

27/04/2012

Reino Unido põe à venda suas tradicionais cabines telefônicas


DA EFE, EM LONDRES

As tradicionais cabines telefônicas vermelhas que ainda existem em algumas ruas do Reino Unido poderão ser adquiridas por qualquer cidadão pelo preço de 1.950 libras (R$ 5.881), informa nesta sexta-feira o diário "The Times".
Segundo o periódico, a companhia BT planeja desfazer-se de 60 cabines do modelo "K6", produzido em 1936 para comemorar o 25º aniversário da coroação do rei George 5º.
É a primeira vez desde a década de 1980 em que a antiga empresa pública, privatizada nessa década, põe à venda as clássicas cabines, que foram desenhadas pelo arquiteto inglês Giles Gilbert Scott.

Alessandro Abbonizio - 18.jun.04/France Presse
Transeunte passa diante das cabines telefônicas vermelhas em Londres, símbolo da vida britânica para os turistas
Transeunte passa diante das cabines telefônicas vermelhas em Londres, símbolo da vida britânica para os turistas
Embora Scott odiasse a cor vermelha com a qual foram pintadas, seu design se tornou muito popular entre o público, e atualmente algumas destas velhas cabinas em desuso, algumas doadas pela BT a entidades sem fins lucrativos, são reutilizadas como centros de informação, "esculturas" ou pequenos estabelecimentos comerciais.
"Agora se pode comprar um ícone do design do século XX para a casa ou o jardim, ou ainda como presente para alguém que já tem tudo", disse ao periódico a diretora do departamento de cabines telefônicas da multinacional, Katherine Ainley.
Nos anos 60, havia 70 mil cabines do modelo "K6" no Reino Unido, que progressivamente foram substituídas por novos modelos.
Atualmente, restam 11 mil dessas cabines vermelhas no país, e há outras 51 mil de um tipo mais moderno, muitas das quais geram prejuízo pela queda do uso

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1082274-reino-unido-poe-a-venda-suas-tradicionais-cabines-telefonicas.shtml

Que pena!!!!!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

GAL Costa ao vivo




O amor nos é entregue‏


[Picasso.Amor.(doc.1)]

26 de abril de 2012

Arte: Picasso
Por Marina Colasanti

A moça apaixonou-se por um moço. Para ela, o mais bonito e o melhor da cidade. Para seus pais, se não o pior, quase. O namoro foi proibido, o casamento estava fora de questão. Ela tingiu suas roupas de preto e pelo resto da vida vestiu luto fechado. Nem saiu mais de casa, a não ser para ir à igreja.
Sua irmã, temendo cair em igual sofrimento, escolheu tanto entre os possíveis pretendentes, avaliando-os não só com os seus olhos, mas também com os dos pais, que acabou ficando sem nenhum, solteira eterna.
E a caçula, tendo aprendido que escolher cedo demais era muito arriscado e que demorar demais era perigo certo, casou no meio do seu próprio percurso. Foi silenciosamente infeliz, apanhando do marido dali em diante, sem coragem de confessar à família que errara na escolha.
Um homem se apaixonou pela companheira do seu melhor amigo. Pensou que ela também o amasse, já que havia cedido com tanto entusiasmo que nem parecia ceder. Mantiveram o caso longamente. Ele, sempre mal consigo mesmo porque traía o amigo, mal com o amigo de quem evitava o olhar. O amigo, mal com o outro porque sabia que estava sendo traído, mal consigo mesmo por deixar-se trair, mal com a mulher, que amava e não queria deixar. Os dois esperando que ela decidisse. Depois, o caso acabou. O amigo casou-se com ela. Os dois homens mantiveram a amizade esfriada, em que um muro se havia erguido.
Do alto da janela de um quarto de hotel, olho os dois casais que tomam banho na piscina lá embaixo. Os homens estão de pé, encostados na parede de ladrilhos, a piscina naquele ponto é rasa. Um deles tem a mulher sentada num dos joelhos dobrados, o outro abraça pela cintura sua mulher, que lhe dá as costas. Que tão brancas são as duas mulheres! E gordas, fofas e generosas, os seios debruçados no decote colorido, a barriga entornando por cima da calcinha do biquíni. Movem-se lentas, mas sem sair do lugar, na água que talvez esteja morna, na tarde quente. Braços e pernas se abrem e fecham mais para sentir o deslizar acariciante da água, do que tentando nadar. E aquele mover-se de polvo, de boto, aquele ondear de carnes, repercute em ondas gentis contra o peito dos homens que, parados, conversam. Quanta sensualidade nessa cena. Os quatro sabem que quando começar a escurecer – e a hora já se aproxima – sairão da piscina buscando as toalhas, irão para o quarto e farão amor, antes ou depois do banho. Ou antes e depois. Para isso vieram passar o fim de semana nessa cidade, nesse hotel.
Histórias de amor nos chegam a todo momento, de toda parte. Estava eu sentada na poltrona, depois de uma palestra, autografando livros. Ela veio, me estendeu o seu exemplar e acocorou-se ao meu lado. Chamava-se M. Xingjan, me disse. Chinesa, acrescentou. E no breve tempo em que eu escrevia “Para M. Xingjan, com carinho” e assinava, ela me contou que estava naquela cidade porque, em Pequim, havia-se apaixonado por um nordestino, e por ele havia deixado sua pátria, sua cultura, sua família e seus hábitos. Para ele havia vindo viver naquela cidade tão diferente da sua. E, afinal, ele a havia deixado por uma jovem de 17 anos.
Com doçura, ressentimento, dor ou alegria, o amor nos é entregue. E a cada entrega nos toca e nos comove, como se fosse parte do nosso próprio amor.

http://www.substantivoplural.com.br/o-amor-nos-e-entregue%e2%80%8f/#more-43337

O problema das cotas é complicado


 
Saiu na Folha de hoje (25/4/12):
“STF retoma hoje julgamento das cotas em universidades
O Supremo Tribunal Federal deve retomar hoje a discussão sobre a constitucionalidade de reserva de vagas em universidades brasileiras, as chamadas cotas. Três ações diferentes, com o mesmo tema de fundo, estão na pauta.
A primeira delas questiona dispositivo do ProUni (Programa Universidade para Todos) que reserva bolsas de estudo em universidades privadas a pessoas com deficiência e aos autodeclarados indígenas, pardos ou negros (…)
Na ocasião, o relator do caso, ministro Carlos Ayres Britto, votou pela constitucionalidade do programa, entendendo se tratar de uma forma ‘eficaz’ de combater situações de desigualdade e promover o ‘reequilíbrio social’.
‘A verdadeira igualdade consiste em tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais’, disse à época.
As outras duas ações, relatadas pelo ministro Ricardo Lewandowski, questionam o sistema de cotas da UnB (Universidade de Brasília) e da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) (…)
O estudante Giovane Pasqualito Fialho foi reprovado no vestibular para o curso de administração, mesmo com nota superior a dos alunos aprovados pelas cotas, e entrou na Justiça. Ele argumentou que o sistema da universidade era, na realidade, um ‘pacto da mediocridade’, além de prática de racismo
”

O problema das cotas é complicado não só porque não há resposta certa, mas também porque não há resposta errada. Você acha bons argumentos tanto a favor quanto contra nos dois lados. Argumentos tanto jurídicos quanto sociológicos.

Há argumentos contrários que precisam ser escutados, como o apresentado pelo estudante no último parágrafo da matéria, e outros como o de que, nos EUA (onde esses programas já existem há décadas), os negros beneficiados pelos programas de cotas passaram a formar um grupo cultural – o de negros ricos e bem educados –pouco conectado com o grupo que se pretendia beneficiar (negros pobres); ou que empregadores acabam discriminando todos os negros formados em tal universidade porque acham que eles entraram não por mérito, mas por caridade.

E há argumentos a favor que têm o mesmo valor, como o de que a razão pela qual pessoas com notas mais baixas devem ser admitidas é justamente porque elas não tiveram a oportunidade de estudar em boas escolas que lhes possibilitariam competir de igual para igual com pessoas brancas que estudaram em escolas privadas, ou o de que brancos ricos também não fazem parte do mesmo grupo cultural que os brancos pobres.

O problema é pior no Brasil porque, como as iniciativas desse tipo são muito novas no país, não temos uma base de dados que possibilitem análises mais sólidas.

Do ponto de vista jurídico, há também argumentos a favor e contrário. A Constituição estabelece que todos somos iguais perante a lei, mas apenas na medida de nossa igualdade. Programas de cotas em concursos públicos para deficientes ou equiparação de renda como o bolsa família ou prender um criminoso enquanto se protege a pessoa de bom caráter são exemplos de como pessoas diferentes são tratadas de formas diferentes pelas nossas leis.

O problema é que elas precisam ser tratadas de formas diferentes apenas na medida de sua desigualdade, e precisamos estabelecer critérios para determinar quais desigualdades devem ser reequilibradas. Por que cotas para deficiente em concursos públicos e não para negros? Por que cotas para negros em faculdades e não para mulheres? Por que cotas para mulheres nas eleições e não para índios? Por que inimputabilidade para índios e não para idosos? Por que filas especiais para os idosos mas não para as crianças? E assim por diante.

Levadas às últimas consequências, teríamos uma cota para cada atividade para cada pessoa no país (afinal, somos todos, no fundo, únicos), o que não é possível ou justo. E tampouco é justo todo mundo ser tratado da mesma forma, independente de suas diferenças. Em algum lugar precisa haver um limite, e é aí que está o verdadeiro problema nesse debate.

Sociedade diferentes têm sensos de justiça diferentes. O que é justo para mim, não é justo para você. Eu posso achar que é justo escolher uma pessoa para carregar toda a infelicidade do mundo em seus ombros. Essa seria a pessoa mais infeliz do mundo, carregando todas as injustiças, dores, angústias, doenças e chagas em nosso nome. Mas, em contrapartida, todo o resto da humanidade – incluindo nossos filhos, amores e pais – seria absolutamente feliz. Mas você pode achar que é mais justo que todos sejamos iguais. Ninguém jamais seria feliz, mas também jamais seria infeliz. Seríamos todos blasés.

No mundo real, cada sociedade escolhe um ponto entre esses dois extremos, e o que o STF está decidindo no sistema de cota é justamente qual é esse nível.

A questão é especialmente polêmica porque o STF não foi eleito para isso e não representa a sociedade. Na verdade, dos três poderes, o Judiciário é o único que não representa ninguém exceto a si próprio. Dos três poderes, ele é o único que é – e deve se manter – insensível às vontades políticas. Mas, ainda assim, terá que tomar uma decisão que, na prática, determinará o que nós, como sociedade, entendemos como justiça.
 

Mulher, sua origem e seu fim



Existem várias lendas sobre a origem da Mulher. Uma diz que Deus pôs o primeiro homem a dormir, inaugurando assim a anestesia geral, tirou uma de suas costelas e com ela fez a primeira mulher.
E que a primeira provação de Eva foi cuidar de Adão e agüentar o seu mau humor enquanto ele convalescia da operação.
Uma variante desta lenda diz que Deus, com seu prazo para a Criação estourado, fez o homem às pressas, pensando "Depois eu melhoro", e mais tarde, com o tempo, fez um homem mais bem-acabado, que chamou Mulher, que é melhor" em aramaico.
Outra lenda diz que Deus fez a mulher primeiro, e caprichou nas suas formas, e aparou aqui e tirou dali, e com o que sobrou fez o homem só para não jogar barro fora.
Em certas tribos nômades do Meio Oriente ainda se acredita que a mulher foi, originariamente, um camelo, que na ânsia de servir seu mestre de todas as maneiras foi se transformando até adquirir sua forma atual.
No Extremo Oriente existe a lenda de que as mulheres caem do céu, já de kimono.
E em certas partes do Ocidente persiste a crença de que mulher se compra através dos classificados, podendo-se escolher idade, cor da pele e tipo de massagem.
Todas estas lendas, claro, têm pouco a ver com a verdade científica.
Hoje se sabe que o Homem é o produto de um processo evolutivo que começou com a primeira ameba a sair do mar primevo, e é descendente direto de uma linha específica de primatas, tendo passado por várias fases até atingir o seu estágio atual - e aí encontrar a Mulher, que ninguém ainda sabe de onde veio.
É certamente ridículo pensar que as mulheres também descendem de macacos.
A minha mãe, não! Mas de onde veio a primeira mulher, já que podemos descartar tanto a evolução quanto as fantasias religiosas e mitológicas sobre a criação?
Inclino-me para a tese da origem extraterrena.
A mulher viria (isto é pura especulação, claro) de outro planeta. Venho observando-as durante anos - inclusive casei com uma, para poder estudá-las mais de perto - e julgo ter colecionado provas irrefutáveis de que elas não são deste mundo.
Observei que elas não têm os mesmos instintos que nós, e volta e meia são surpreendidas em devaneio, como que captando ordens de outra galáxia, embora disfarcem e digam que só estavam pensando no jantar.
Têm uma lógica completamente diferente da nossa.
Ultimamente têm tentado dissimular sua peculiaridade, assumindo atitudes masculinas e fazendo coisas - como dirigir grandes empresas e xingar a mãe do motorista ao lado - impensáveis há alguns anos, o que só aumenta a suspeita de que se trata de uma estratégia para camuflar nossas diferenças, que estavam começando a dar na vista.
Quando comentamos o fato, nos acusam de ser machistas, presos a preconceitos e incapazes de reconhecer seus direitos, ou então roçam a nossa nuca com o nariz, dizendo coisas como "ioink, ioink" que nos deixam arrepiados e sem argumentos.
Claramente combinaram isto. Estão sempre combinando maneiras novas de impedir que se descubra que são alienígenas e têm desígnios próprios para a nossa terra. É o que fazem quando vão, todas juntas, ao banheiro, sabendo que não podemos ir atrás para ouvir.
Muitas vezes, mesmo na nossa presença, falam uma linguagem incompreensível que só elas entendem, obviamente um código para transmitir instruções do Planeta Mãe.
E têm seus golpes baixos. Seus truques covardes. Seus olhos laser, claros ou profundamente escuros, suas bocas. Meu Deus, algumas até sardas no nariz.
Seus seios, aqueles mísseis inteligentes. Aquela curva suave da coxa quando está chegando no quadril, e a Convenção de Genebra não vê isso! E as armas químicas - perfumes, loções, cremes.
São de uma civilização superior, o que podem nossos tacapes contra os seus exércitos de encantos?
Breve dominarão o mundo.
Breve saberemos o que elas querem.
E depois de sair este artigo eu for encontrado morto com sinais de ter sido carinhosamente asfixiado, com um sorriso, minha tese está certa.

Luis Fernando Verissimo

amo-te e pronto.


amo-te porque danças as palavras num infinito de beleza. amo-te porque desejas a perfeição e agrides o rude, o mau, o vil. amo-te porque conservas o passado sem guardares a amargura. amo-te porque me fazes rir. e pensar. amo-te e pronto.


Tu me tomas
Eu te sigo
Tu me olhas
Eu te fito
Tu me beijas
Eu te como
Tu desejo
Eu reflexo...
RS 04/26/12

Dicas do Jo.....



CURIOSIDADES DO NOSSO CORPO (algo que precisamos saber)


1. Se você estiver com a garganta doendo, aperte seu ouvido:
Pressionando os nervos do ouvido, ele vai gerar um reflexo imediato nos espasmos da garganta e alivia o desconforto

... 2. Para ouvir melhor utilize apenas um lado da orelha:
Se você está em um clube e não ouvir bem o que as pessoas estão dizendo, vire a cabeça e use apenas a orelha direita, uma vez que ela distingue melhor as conversações, enquanto a esquerda identifica músicas de som.

3. Para resistir à tentação de ir ao banheiro pense em sexo:
Quando não resistir à vontade de urinar e não tiver um banheiro por perto, pense em sexo. Isso vai entreter o seu cérebro e reduzirá o estresse.

4. Provoque tosses para reduzir a dor:
Um grupo de cientistas alemães descobriram que quando você espirra, aumenta a pressão no peito e coluna vertebral, inibindo, assim, dores na coluna.

5. Se você estiver com o nariz entupido:
Pressione o céu da boca e o nariz. Toque o céu da boca firmemente com um dedo, segurando o nariz abaixo das sobrancelhas. Isso permitirá que as secreções possam se mover e você volta a respirar.

6. Quando você tiver com azia, durma sobre seu lado esquerdo:
Isto cria um ângulo entre o estômago e do esófago, de modo que o ácido não pode passar para a garganta.

7. Quando um dente dói esfregue um cubo de gelo em sua mão:
Você deve passar um pedaço de gelo na área, em um "v" que tem entre o polegar e o dedo indicador contra a palma da mão. Isto reduz em 50% a dor, pois este setor está ligado aos receptores da dor da face.

8. Quando você se queimar, pressione o ferimento com um dedo:
Após a limpeza da área afetada, pressione com a mão sobre a queimadura, assim ela retornará a temperatura inicial e evitará bolhas. (Para pequenas queimaduras, apenas)

9. Quando você estiver bêbado:
Repouse a mão sobre uma mesa ou superfície estável. Se você fizer isso, seu cérebro vai recuperar o sentido de equilíbrio e evitará que tudo gire ao seu redor.

10. Ao correr, respire quando o pé esquerdo pisar o chão.
Isto irá prevenir sentimento de comichão no peito, porque se você respirar quando você coloca o pé direito, fará pressão no fígado.

11. Se sangrar o nariz, empurre com o dedo:
Se você deitar com o sangue escorrendo poderá se sufocar, por isso é melhor pressionar o dedo sobre o lado do nariz quando você tiver sangramento.

12. Para controlar o batimento cardíaco quando você está nervoso
Coloque o polegar na boca e assopre, isso irá ajudar seu coração parar de bater tão rápido a partir da respiração.

13. Para aliviar uma dor de cabeça quando você bebe água gelada:
Quando você beber algo congelado, resfria o paladar e o cérebro interpreta. Então você deve colocar a língua no céu da boca para retornar à temperatura normal.

14. Previna a falta de visão quando você está na frente do PC:
Quando você coloca seus olhos em um objeto próximo, como um computador, a vista fica cansada e não consegue enxergar direito. Por isso, feche os olhos, contraia o corpo e prenda a respiração por um momento. Então, relaxe. Remédio santo.

15. Desperte suas mãos e pés adormecidos movendo sua cabeça:
Quando você dorme, um braço ou uma mão, gire a cabeça de um lado para o outro e sentirás a dormência passar dentro de 1 minuto. Os membros superiores adormecem pela pressão sobre o pescoço. Igualmente para pernas e pés, leva alguns segundos.

16. Uma maneira fácil de prender a respiração debaixo d'água:
Antes de mergulhar, fazer respirações muitos rápidos e fortes para fazer o sangue ácido desaparecer, pois isso é que causa a falta de ar.

17. Memorize textos à noite:
Tudo o que você ler antes de dormir, o mais fácil de lembrar ...

Quando alguém COMPARTILHA algum valor, Você se beneficia.
Então você tem a obrigação moral de compartilhar com os outros.