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sexta-feira, 25 de maio de 2012

segredos



 “O meu amor tem um jeito manso que é só seu/ Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos/ Com tantos segredos lindos e indecentes/ Depois brinca comigo, ri do meu umbigo/ E me crava os dentes”. Aaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiii

Chico Buarque

Watch What Happens (Reprise 1969) - Frank Sinatra


Let someone start believing in you,
Let him hold out his hand
Let him touch you and watch what happens
One someone who can look in your eyes,
And see into your heart,
Let him find you and watch what happens

Cold, no I won't believe your heart is cold
Maybe just afraid to be broken again

(Full Orch. Bridge)

Let someone with a deep love to give
Give that deep love to you,
And what magic you'll see..

Let someone one with a deep love to give
Give that deep love to you.
And what magic you'll see,
Let someone give his heart,
Someone who cares like me

Someone who cares like me...

agora ela é feliz novamente...

Ela

Agora ela decidiu não se importar com nada, decidiu parar de sofrer, decidiu tomar banho de chuva e não se importar em gripar no dia seguinte. Viver sem medo do futuro, seja ele bom ou ruim, mergulhar de cabeça!
A partir daquele dia, ela não chorou mais de tristeza, não reclamou da falta de tempo, não falou da sua estafa, sorriu com mais facilidade. Suas bebedeiras não são mais em momentos de infelicidade, só bebe pra festejar e quando a tristeza bate, procura algo que lhe dê prazer para fazer e se distrair. Ela anda com um brilho novo nos olhos, ela vê a vida com um olhar otimista, ela acredita numa melhora, afinal, ela está fazendo por onde melhorar. Sim, ela não precisa de ninguém pra melhorar, somente dela mesma.
E não foi que as coisas começaram a melhorar? Ou será que ela começou a ver o excesso de trabalho, estudos e compromissos como algo bom? Um novo emprego em sua área, seu esforço começou a ser reconhecido! Problemas, ela ainda tem um monte, mas quem disse
que são motivo de infelicidade? Ela trabalha, se esforça, corre atrás e consegue passar pelos problemas ilesa.
Ela aprendeu a se assumir, se amar e, a partir daquele dia, ela nunca mais desejou ser outra pessoa. Era completa, estando sozinha ou acompanhada ela se completa por si só. Ela sabe que enquanto ela não se amar por ser exatamente como é, ela nunca saberá amar outra pessoa ou ser amada por outra pessoa. Ela se viu preparada pra viver por si e apenas para si.
Ela finalmente entendeu que ela poderia conversar com amig@s, chorar com a psicologa, tomar remédios ou até mesmo se esconder da depressão dentro de um quarto trancado, se isolando do mundo, mas nada disso a curaria. A cura pra depressão estava dentro dela, estava em suas atitudes e em sua forma de ver e viver sua vida! Agora ela tá curada, agora ela é feliz novamente.


quinta-feira, 24 de maio de 2012

"Mis ojos, que codician cosas bellas"


Fragmento de El profeta Isaías, de Miguel Ángel.
"La obra poética de Michelangelo se realizó ajena a la ambición característica del literato profesional, del erudito humanista; desigual y fragmentaria, va de la imitación de diversos estilos a la sencillez de un confiteor a las puertas de lo desconocido, pasando por la complejidad y el virtuosismo. Las Rimas describen una impresionante parábola temporal y nos dejan el apasionante autorretrato del que apenas hay esbozos, casi secretas alusiones, en su escultura y en su pintura", escribe Santayana Ruiz en el prólogo del libro.
Lirismo conmovedor, como su arte visual, Miguel Ángel siempre nos descubre belleza. Escuchemos al artista:

CVII
Mis ojos, que codician cosas bellas
como mi alma anhela su salud,
no ostentan más virtud
que al cielo aspire, que mirar aquellas.
De las altas estrellas
desciende un esplendor
que incita a ir tras ellas
y aqui se llama amor.
No encuentra el corazón nada mejor
que lo enamore, y arda y aconseje
que dos ojos que a dos astros semejen.


Me permito cerrar este Poemas en red de hoy con un comentario que ha hecho Elia sobre Miguel Ángel: "Nunca dejará de impresionarnos la sobrecogedora capacidad artística de Miguel Ángel Buonarroti. Su excepcional talento para la escultura, la pintura, el dibujo, la arquitectura y, en alguna medida, para la poesía es un enigma que lleva a preguntarnos sin cesar cuáles son las condiciones que hacen posible que surja lo que desde hace siglos se ha venido denominando "genio". Entendimiento, imaginación, perseverancia... aunque esta cuestión no se pueda clausurar, creo que todos aceptamos la conmoción que nos produce el legado que Miguel Ángel cedió a la posteridad.

* Rimas (1507-1555). Selección, versión, introducción y notas de Manuel J. Santayana Ruiz (Pre-Textos)

Boy who touched Obama’s hair

(Pete Souza/White House)

The story behind a photograph showing a 5-year-old black boy touching President Obama's hair may be coming to your inbox soon.
The New York Times published the adorable back story about the photo—which has been hanging in the West Wing of the White House for more than three years—on Thursday, and it's quickly become the most-emailed article on the Times' website.
[Related: Obama can't stop talking about his girls]
In May 2009, the child, Jacob Philadelphia, was visiting the White House with his father, a former Marine who was leaving his 2-year stint working for the National Security Council as part of the White House staff. The father asked to take a family photo with the president. Jacob said he had a question for Obama, who was then in his fifth month in office.
The Times recounts the rest:
"I want to know if my hair is just like yours," he told Mr. Obama, so quietly that the president asked him to speak again.
Jacob did, and Mr. Obama replied, "Why don't you touch it and see for yourself?" He lowered his head, level with Jacob, who hesitated.
"Touch it, dude!" Mr. Obama said.
As Jacob patted the presidential crown, ... [White House photographer Pete] Souza snapped.
"So, what do you think?" Mr. Obama asked.
"Yes, it does feel the same," Jacob said.
As the paper noted, President Obama has largely avoided discussing race during his first term. But the photo "is tangible evidence" that the president "remains a potent symbol for blacks, with a deep reservoir of support."
"As a photographer, you know when you have a unique moment," Souza told the paper. "But I didn't realize the extent to which this one would take on a life of its own. That one became an instant favorite of the staff. I think people are struck by the fact that the president of the United States was willing to bend down and let a little boy feel his head."

http://news.yahoo.com/blogs/cutline/story-behind-white-house-photo-boy-touched-president-140641932.html

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Amor até o fim - Elis Regina (1979)



Amor até o Fim
Gilberto Gil

Amor, não tem que se acabar
Eu quero e sei que vou ficar
Até o fim, eu vou te amar
Até que a vida em mim resolva se apagar
Amor
É como a rosa num jardim
A gente cuida,a gente olha,
A gente deixa o sol bater pra crescer, pra crescer
A rosa do amor tem sempre que crescer
A rosa do amor não vai despetalar
Pra quem cuida bem da rosa
Pra quem sabe cultivar
Amor não tem que se acabar
Até o fim da minha vida eu vou te amar
Eu sei que o amor não tem
Não tem que se apagar
Até o fim da minha vida eu vou te amar
Eu sei que o amor não tem que se acabar

Uma pitada de Eros na amizade...

 


“Fico pensando se a amizade existe realmente. Não me refiro ao prazer ocasional de duas pessoas que se alegram por ter se encontrado num dado momento de suas vidas em que pensam da mesma maneira sobre determinados assuntos, descobrem os mesmos gostos e preferem as mesmas lutas. Nada disso tem a ver com amizade. As vezes acho que ela representa a relação mais íntima que existe na vida… Talvez por isso seja tão rara. E então, em que se funda? Na simpatia? É um termo impróprio, brando demais: não se pode dizer que a simpatia seja suficiente para levar duas pessoas a se responsabilizarem uma pela outra nas situações mais críticas de suas vidas.
Então, em que mais?
Não haverá talvez uma pitada de Eros no fundo de todas as relações humanas?”



‘Verdades a granel’ - Sándor Márai

Condenados a ser livres: filosofia ou paradoxo?

 


“Se o homem não é, mas se faz, e se, em se fazendo, assume a responsabilidade por toda a espécie humana, se não há valor ou moral dados a priori, mas se, em cada caso, precisamos resolver sozinhos, sem ponto de apoio e, no entanto, para todos, como haveríamos de não sentir ansiedade quando temos de agir?” “Queremos a liberdade pela liberdade através de cada circunstância em particular. E, ao querermos a liberdade, descobrimos que ela depende inteiramente da liberdade dos outros e que a liberdade dos outros depende da nossa(...)”
Sartre, O existencialismo é um humanismo (1946)
"Realmente, só pelo fato de ser consciente das causas que inspiram minhas ações, estas causas já são objetos transcendentes para minha consciência; elas estão fora. Em vão tentaria apreendê-las.
Escapo delas pela minha própria existência. Estou condenado a existir para sempre além da minha essência, além das causas e motivos dos meus atos. Estou condenado a ser livre. Isso quer dizer que nenhum limite para minha liberdade pode ser estabelecido, exceto a própria liberdade, ou, se você preferir; que nós não somos livres para deixar de ser livres."
Jean-Paul Sartre, O Ser e o Nada (1943)
O homem é um ser apenas possível. Existo à medida que transformo esse possível em real.
É no processo livre de escolha, a cada dia, de nossa existência que construímos a essência humana. Escolhemos a nossa essência ao procedermos à escolha do personagem que pretendemos ser. Daí, a famosa frase de Sartre: “A existência precede a essência”.
Frequentemente esqueço que eu mesmo escolhi livremente construir os amores, esquecer-me dos amigos ou curtir meus pais. Mas o mais saboroso, e quase fantástico, desta aventura humana é que cada uma vai fazendo sua libertação ao longo deste caminhar. E não só a sua vida, mas de toda a humanidade, pois, com sua vida, está construindo sua essência humana.
O homem é um ser que não pode querer senão a sua liberdade e que reconhece também que não pode querer senão a liberdade dos outros. Daí que ninguém vive livre sozinho... Enfim, para Sartre, não existe o destino, nós construímos o nosso futuro.

F.J. Almeida "Sartre - É Proibido Proibir", Editora FTD, São Paulo, 1988.


Toda manhã esconde um entardecer e este traz consigo a noite...a minha reflexão, hoje, desde a hora em que olhei pela janela. Não sou livre para escolhê-las. Será?!!!!
 

Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios

sábado abr 28, 2012

Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios (2011), de Beto Brant e Renato Ciasca

Serão poucos aqueles que, hoje, irão discordar da afirmação de que Beto Brant é o mais talentoso cineasta brasileiro surgido desde a chamada “retomada”. A começar por sua estreia em longas-metragens, com Os Matadores, realizado em 1997, Brant conseguiu produzir com uma regularidade quase sem par entre nossos realizadores, construindo uma filmografia forte e coerente, de alguma forma passando ao largo das facilidades dos vícios autorais ou das concessões ao grande público.
Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios é seu sétimo filme, o quinto em parceria com o escritor Marçal Aquino e o segundo codirigido por Renato Ciasca (o primeiro sendo o delicado Cão Sem Dono). O trio assina o roteiro, adaptado do romance homônimo de Aquino, sua obra mais famosa.
Certeiramente, a versão cinematográfica vai ao cerne do livro, eliminando personagens secundários e substituindo o pano de fundo do garimpo pelo da exploração madeireira: Cauby (Gustavo Machado) é um fotógrafo que chega a uma cidade ribeirinha, no interior da Amazônia. Lá, envolve-se em uma paixão avassaladora com Lavínia (Camila Pitanga). Neste momento, Brant, habilmente, instaura o espectador na vida de seus dois personagens, relegando a segundo plano suas vidas pregressas. Ela é casada com Ernani (Zécarlos Machado), o pastor da cidade e, claramente, dita o ritmo simultaneamente incerto e imediato de seu caso com Cauby, que passa os dias aguardando-a em sua casa.
É, assim, tão mais vigoroso o longo e inesperado flashback que nos leva ao Rio de Janeiro, onde Lavínia cambaleia drogada e fora de si, pelas calçadas, até ser socorrida por Ernani; ele mesmo um homem recém-recuperado da morte abrupta de sua esposa, tendo encontrado, na religião, a força para prosseguir e mudar o rumo de sua vida. E é através de suas palavras que ele consegue tirar Lavínia da prostituição e, finalmente, encontrar uma parceira com quem possa viajar, oferecendo sua experiência e suas preces às comunidades carentes.
E é quando a narrativa volta à Amazônia que os tons premente e ameaçador da história passam a prevalecer e, só então, o espectador começa a ter dimensão da tragédia iminente (no romance já sabemos, de início, que a conclusão da história não será sem grandes custos aos personagens). E tal estranhamento se dá pelas oscilações da narrativa, sempre com sua força atrelada às inquietações emotivas e espirituais de Lavínia, estilhaçada entre dois homens apaixonados e propensos a tudo por sua companhia – e se o elenco está extraordinário, podemos destacar Camila Pitanga, no que consiste na melhor atuação de sua carreira.
Absorto nos personagens e no ambiente hostil que os cercam, Brant novamente lida com os liames entre as forças vitais cônscias dessas vidas e seus destinos inelutáveis; no entanto, aqui inserindo uma invulgar camada ascética a seus amores e motivações. Não obstante as várias cenas de sexo e, novamente, uma trama centrada no relacionamento entre um artista (Cauby, fotógrafo) e sua musa (Lavínia), a esses se sobrepõem, em uma instância, a moral de um homem cuja compaixão cristã parece trazer pouco além de tumulto e, antes, uma sufocante e extravagante paisagem, onde nela refletem-se os mistérios ameaçadores do porvir de seus habitantes: esse ambiente parece, crescentemente, ser a causa e a razão inescapáveis da fatalidade das vidas desses personagens. Cauby, Lavínia e Ernani encontram-se tão indefesos de suas próprias existências quanto a floresta, que é rápida e ilegalmente devastada.
O que antes era intimidade e introspecção (Cão Sem Dono, O Amor Segundo B. Schianberg), com a natureza fervorosa torna-se objeto de clamor público e desejos imperiosos. E assim, Brant realiza um fascinante (senão, e por isso, errático e dilatado) conto de seres traumatizados em situações extremas (amor, morte; ganância, generosidade) que, ao final delas, se encontrão renascidos e, de uma maneira ou de outra, com seus caminhos já percorridos.
Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios é, arriscadamente, atordoante, belo e vivo, como poucos lançamentos do ano, brasileiros ou não.
Bruno Cursini

http://www.revistainterludio.com.br/?p=3018

segunda-feira, 21 de maio de 2012