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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Loucos e Santos



  • Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
    Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
    A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
    Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
    Deles não quero resposta, quero meu avesso.
    Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
    Para isso, só sendo louco.
    Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
    Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
    Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
    Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
    Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
    Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
    Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
    Não quero amigos adultos nem chatos.
    Quero-os metade infância e outra metade velhice!
    Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
    Tenho amigos para saber quem eu sou.
    Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

  • "Vou Andar Por Aí" - ORQUESTRA DE LYRIO PANICALI

    Frango Thay

     



    Receita Frango Thay


    Ingredientes
    Para 4 Pessoas

    • 200 ml de leite de coco
    • 500 ml de creme leite fresco
    • 1 cebola média picada
    • 2 dentes de alho, picado
    • 600 g de peito de frango, contado em tiras
    • 100 ml de molho de tomate
    • 3 c. sopa de suco de limão
    • 1 pimenta dedo de moça picada
    • 1 c. sopa de coentro picado
    • 1 c sopa de cheiro verde picado
    • 2 c. sopa de curry amarelo
    • 50 g de pimentão amarelo
    • 50 g de pimentão vermelho
    • 50 g de pimentão verde
    • quanto baste de sal

    Preparo

    1. Tempere o frango com o suco do limão, o alho, 1 c. sopa de curry e sal. Em uma frigideira doure o frango, acrescente a cebola e doure mais um pouco.

    2. Na mesma frigideira junte os pimentões, a pimenta, os tomates, em seguida o molho de tomate. Ferva por alguns minutos.

    3. Logo após coloque o restante do curry, o leite de coco e o creme de leite. Deixe ferver até engrossar.

    4. Para finalizar acrescente o cheiro verde e o coentro.
    Aceitam????

    She said she said - The Beatles

    vista da janela para o mundo

    17/07/2012

    Apertem os cintos, os pilotos sumiram

    O que incomoda no relatório sobre a economia mundial, divulgado ontem pelo Fundo Monetário Internacional, é menos a perspectiva de contínua desaceleração econômica do planeta --e o Brasil, infelizmente, faz parte do planeta-- e mais a absoluta falta de líderes e ideias à altura do tamanho da crise.
    Quem se der ao trabalho de ler as análises e recomendações do FMI ficará chocado com a catarata de platitudes e obviedades vertidas pelos especialistas.
    No fundo, no fundo, rebarbado o economês inevitável nesse tipo de documentos, o que está dito é mais ou menos assim: se cada grande área do mundo fizer a coisa certa, a economia melhorará. Se um ou mais de um errar o passo, tudo vai piorar.
    É bom lembrar que o FMI foi absolutamente incapaz de antever a crise que começou com as hipotecas "subprime" e virou uma confusão global que parece não ter fim, como, de resto, confirma o relatório do Fundo.
    Quando a crise ameaçava corroer o mundo, os líderes da época (2008) tiveram um momento de ousadia e lucidez: sentiram que a governança global, de que o FMI era parte essencial, estava defasada.
    Transformaram então o G20 de um clube de ministros de Economia e presidentes de bancos centrais, dedicado a assuntos técnicos e, como tais, muito chatos, no principal fórum de coordenação econômica global (a definição foi adotada na cúpula de Pittsburgh em 2009).
    No princípio, até funcionou. Medidas coordenadas de estímulo à economia adotadas na China e nos Estados Unidos, no Brasil e na Europa, evitaram um colapso ainda mais brutal do que a recessão do período 2008/09.
    Mas, de Pittsburgh em diante, o G20 foi ficando mais e mais irrelevante, pela sua absoluta incapacidade de coordenar o que quer que seja. Ficavam de um lado os europeus, prometendo fazer a lição de casa, e de outro os demais cobrando que os europeus fizessem a lição de casa.
    De modo geral, entendia-se por lição de casa erguer um "firewall" suficientemente imponente para evitar que a crise dos países chamados periféricos (Portugal, Grécia, Irlanda) atingisse os grandes como Espanha e Itália.
    O relatório do Fundo certifica o fracasso dos europeus: prevê que a economia espanhola retrocederá 0,6% no ano que vem, o que significa que os "firewalls" anunciados não foram suficientes para içar o país do poço, sem o que fica difícil, talvez impossível, pagar sua dívida e reduzir seu deficit,
    No Brasil, por mais que a presidente Dilma Rousseff diga que não vai seguir o caminho europeu, no que, de resto, faz muito bem, o resultado da política inversa não chega a entusiasmar: segundo o FMI, o crescimento deste ano não irá além de 2,5%, ou 0,6 ponto percentual menos do que o previsto há apenas três meses (os mercados, aliás, preveem anêmicos 2%).
    Tudo somado, não está funcionando a austeridade europeia, não estão funcionando os "firewalls" europeus, não estão funcionando (ou funcionam mal) os estímulos brasileiros, americanos, chineses. Os pilotos parecem não saber o que fazer com a nave Terra.

    Clóvis Rossi
    Clóvis Rossi é repórter especial e membro do Conselho Editorial da Folha, ganhador dos prêmios Maria Moors Cabot (EUA) e da Fundación por un Nuevo Periodismo Iberoamericano. Assina coluna às terças, quintas e domingos no caderno "Mundo". É autor, entre outras obras, de "Enviado Especial: 25 Anos ao Redor do Mundo e "O Que é Jornalismo". Escreve às terças, quintas e domingos na versão impressa do caderno "Mundo" e às sextas no site.

    “humor” de tuiteiros

    19/07/2012

    Cor da London Eye mudará segundo “humor” de tuiteiros



    A partir desta quinta-feira, uma das maiores atrações turísticas de Londres irá refletir o sentimento dos britânicos em relação aos Jogos Olímpicos – pelo menos o daqueles que utilizam o twitter. A London Eye, roda gigante de 135 metros à beira do rio Tâmisa, será acesa com cores que refletirão o teor das mensagens postadas na rede social. A London Eye ganhará a cor roxa se a maioria for negativa, verde se for neutra e amarela se for positiva.
    O espetáculo é feito pela EDF, empresa de energia britânica que patrocina a London Eye e é também parceira comercial dos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Para determinar o “humor” dos usuários do twitter em relação aos Jogos, um professor da Universidade de Wolverhampton e um grupo de alunos do Massachusetts Institute of Technology (MIT) desenvolveram um algorítimo que filtra e atribui valores a expressões negativas e positivas. O dicionário desenvolvido pelos pesquisadores tem 2750 termos.
    O espetáculo acontecerá todos os dias às 21h, e poderá ser acompanhado ao vivo aqui.

    http://veja.abril.com.br/blog/olimpiadas/londres/cor-da-london-eye-mudara-segundo-humor-de-tuiteiros/

    quarta-feira, 18 de julho de 2012

    Caçada - Chico Buarque



    Como bem sabe dizer Chico Buarque, sempre se pode ter dia que é da caça e do caçador…

    terça-feira, 17 de julho de 2012

    Dez chamamentos ao amigo - Hilda Hilst




    VII

    Sorrio quando penso
    Em que lugar da sala
    Guardarás o meu verso.
    Distanciado
    Dos teus livros políticos?
    Na primeira gaveta
    Mais próxima à janela?
    Tu sorris quando lês
    Ou te cansas de ver
    Tamanha perdição
    Amorável centelha
    No meu rosto maduro?
    E te pareço bela
    Ou apenas te pareço
    Mais poeta talvez
    E menos séria?
    O que pensa o homem
    Do poeta? Que não há verdade
    Na minha embriaguez
    E que me preferes
    Amiga mais pacífica
    E menos aventura?
    Que é de todo impossível
    Guardar na tua sala
    Vestígio passional
    Da minha linguagem?
    Eu te pareço louca?
    Eu te pareço pura?
    Eu te pareço moça?
    Ou é mesmo verdade
    Que nunca me soubeste?

    Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=829#ixzz20wsRZmgO
    Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives

    Conto Para Uma Estação

    Publicado em por

    Nunca existiu nenhuma questão. Você veio. Depois de tantos esboços. Meu personagem preferido. Para me fazer perguntar quem inventou quem. Veio vestido em diferenças de tudo que não. Não pode, não devo, não quero.
    Não era pela lógica dos fatos para ser. Mas é. E eu que sempre me encontrava em casas de espelhos refletindo o que era apenas mistério, tive que limpar os murmúrios às minhas costas, depois de deitar em verdes e abraços que apenas contei a outras pessoas que existiam em meu corpo.
    Te mostrei pai e mãe no mundo, para que quando você chegasse aqui, nessa cama simples, não se assustasse com a minha humanidade ao adentrar portões e ilusões de herança e história, que eram apenas as raízes que finquei para que você me soubesse.
    Quis amanhecer em suas idiossincrasias porque te mostrei as minhas, as asas quebradas, os restos de membranas que carrego entre os dedos.
    Ah, eu briguei, você sabe. Comigo mesma, principalmente. Mas fui corajosa. Tentei. Era só a claridade de mais uma manhã. Mas eu que sempre mantive certezas trancadas em quartos escuros, não devo ter entendido alguma coisa.
    O que foi?
    Você esqueceu seu casaco, eu a educação, e o que não era pra ser aconteceu. Sua armadura virou despojo de uma guerra. E eu tola, achei que seria um sinal de sua volta, você voltaria para nós dois, como me preparei todos esses anos, sendo ponte e laço, até acreditar.
    Tornou-se apenas disfarce pro silêncio e para uma mudança de quarto quando entrei sozinha, mais uma vez, na casa que ainda moro.
    Menor, tão menor.
    E eu não sabia.
    Foi o vento que me contou.
    Até ele, nesse momento, me dói a pele.
    Então não quero nem vou ficar aqui esperando. Porque sei que as voltas do mundo serão para relembrar que você nos negou. Porque já fiquei tempo demais sem ar e suspirar pelos cantos só faz com que as teias que teci até que chegasses balancem nas paredes que não escondem mais nada. Nem impedem o anúncio de um longo inverno.
    Porque você quis acreditar que o destino une, amanhã, daqui a pouco, depois, quando eu te mostrei, nua, que ele separa.
    E eu não quero acreditar que não foi alegria o que eu senti. E que o amor é alegre.
    Deixei, pois, teu casaco no lugar do primeiro reconhecimento de seu gosto, porque você já levou todas as minhas armas. Mas você precisa se proteger, eu sei. Até quase esquecer.
    Por isso, com você, só posso compartilhar o silêncio que ainda me resta.
    Porque nunca fomos amigos.
    E quando eu contar essa história vai parecer só mais uma história dessas que uso como alimento em outras mesas, porque aqui, dentro de mim, é tão solitário desde muito antes. Até me convencer que é questão de tempo, o titã que engole os males inventando falsos sentimentos e estações. Que me trouxe uma notícia grandiosa só para esconder nosso segredo dos olhos alheios.
    Sei que vou continuar sobrevivendo. Singrei muitos mares, desbravei tantos reinos, derramei dor demais para que chegasses. Estou desnorteada, mas continuo insistindo em escrever para alimentar a ilusão de que aquela noite poderá se repetir com outro alguém, e que esse alguém ao me convencer de que foi tudo uma mentira, me inserindo num conforto de normalidade e equilíbrio, me fará perguntar novamente: Porque você não acreditou em mim, que guardei tanto para te contar? Não há nada de assustador no desejo.
    *Fotografias da série “Cartas para Mariana”, de Raquel Stanick
     

    If It Kills Me - Jason Mraz



    Lyrics:
    Hello, tell me you know, yeah, you've figured me out
    Something gave it away
    And it would be such a beautiful moment to see the look on your face
    To know that I know that you know now

    And baby that's a case of my wishful thinking
    You know nothing
    'Cause you and I, why we go carrying on for hours on end
    We get along much better than you and your boyfriend

    Well, all I really want to do is love you
    A kind much closer than friends use
    But I still can't say it after all we've been through

    And all I really want from you is to feel me
    As the feeling inside keeps building
    And I will find a way to you if it kills me, if it kills me

    Well, how long can I go on like this, wishing to kiss you
    Before I rightly explode
    And this double life I lead isn't healthy for me in fact it makes me nervous
    If I get caught I could be risking it all
    Well, baby there's a lot that I miss in case I'm wrong
    All I really want to do is love you
    A kind much closer than friends use
    But I still cant say it after all we've been through

    And all I really want from you is to feel me
    As the feeling inside keeps building
    And I will find a way to you if it kills me, if it kills me

    If I should be so bold, I'd ask you to hold my heart in your hand
    Tell you from the start how I've longed to be your man
    But I never said a word I guess I'm gonna miss my chance again

    Well, all I really want to do is love you
    A kind much closer than friends use
    But I still can't say it after all we've been through

    And all I really want from you is to feel me
    As the feeling inside keeps building
    And I will find a way to you if it kills me, if it kills me
    I think it might kill me

    And all I really want from you is to feel me
    It's a feeling inside that keeps building
    And I will find a way to you if it kills me, if it kills me
    It might kill me