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domingo, 29 de julho de 2012

'Gabriela' por Carybé

Nascido em Lanús, província de Buenos Aires, Hector Julio Paride Bernabó (1911-1997) se mudou para o Brasil no fim dos anos 1910. Adotou o nome artístico no Rio, inspirado no peixe Carybé. Destacou-se como pintor, escultor, gravurista, chegando também a atuar como diretor de arte (no filme 'O cangaceiro', de 1953) e pandeirista, ao lado de Carmen Miranda. Nos anos 1930, foi para a Bahia, onde a amizade com Jorge Amado floresceu, rendendo intensa parceria artística, como as ilustrações para os livros 'O sumiço da santa' e 'O gato malhado e a andorinha Sinhá'. Neste ensaio de 1975 estão seus desenhos com os tipos físicos sugeridos para a novela 'Gabriela' (exibida no mesmo ano na TV Globo) acompanhados por deliciosas descrições.


Explorar tema de lavadeiras; trouxas enormes com as quais podem-se cortar cenas; bacias e panelas.


Durante a filmagem usar como fundo ou rápidos primeiros planos os jogos infantis. Meninos passando por cenas dramáticas ou românticas de surpresa completamente alheios à ação.

Para enriquecer cenas. Jegue carregando pasto. Praticamente o jegue não se vê, é um monte de capim [...].

Cegos e cantadores anunciando momentos trágicos, como o assassinato de Sinhazinha e Osmundo pelo coronel Jesuino. Cantando mortes e tocaias. Apenas a toada de uma décima de abecedário para por em ambiente. Também os fatos alegres poderiam ser comentados.


Roceiro com picapau

Tipo físico e gestos de Gabriela. Os vestidos de pano muito fino que a qualquer movimento desenham o corpo. Nada embaixo e com certa transparência. Lavando cabelo.

Acompanhando bons pensamentos do Nassib; zoom e cortes.

http://oglobo.globo.com/infograficos/gabriela-ilustracoes-carybe/#imagem6

O Amado e sua amada



Na minha meninice, Jorge Amado e Zelia foram os meus Sartre e Simone de Beauvoir

Jorge Amado por Niemeyer



Jorge Amado por Niemeyer, 2001

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Isso


A última vez deve tirar sangue.
Unhas riscando
a palma.
Da mão. Da boca. Da alma.
O coração, acostumado ao seu vazio, espantou-se de ter visita. Hóspede? Inquilino? Dono? O coração não sabia. Sabia, apenas, que ele chegou devagar, analisando o espaço, espreitando as esquinas, mapeando os caminhos e veredas. Sabia, somente, que ele foi fincando bandeiras, deixando marcas em cada canto, tornando seu o que já nem lembrava de haver outro.
O coração se assustou. Descobriu, num rompante, que o peito era pequeno. Escutou sua própria angústia de desconhecer os amanhãs feito batucada. Tum-tum e acelerando. Até que. Não era nada. Não era festa, não era dia.
É aquela dorzinha fina de viver, a certeza da incompletude, a percepção dos limites, o desconforto comigo mesma, com o mundo. É aquela preocupação que nunca deixa desfranzir completamente a testa. É aquela compreensão de que não foi a melhor palavra, não foi o melhor momento, não foi. É aquela sensação de ter perdido alguma coisa, talvez o bonde, talvez eu mesma. Olhei pro lado errado do futuro e pensei que era um encontro. Era um abismo.
Estou cansada. Muito cansada. Cansada de tentar. De me esforçar. De não conseguir. Cansada de ser insuficiente. Cansada de não ser o bastante. Cansada de só me permitir ser feliz. Chegou o sofrer. A dor. Sou a dos olhos vermelhos. A do sorriso triste. A que não tem caminhos. Escrevo, letra a letra, para não esquecer: não sirvo, não presto, não consigo.
Eu, na palma da sua mão. Estava tudo certo, combinado: você ia partir meu coração. Nem marcamos encontro, nem decidimos hora, era o que podia ser: eu, você e a dor que viria. Nenhum lugar é nosso, você dizia e eu afiava a faca que você usaria pra me sangrar. Desde a primeira vez ficou acertado: nada. Nada não é nunca, eu brincava de roleta-russa e lhe pedia corpo e desejo. Eu só queria: tanto. Existem coisas que não podem ser ditas e coisas que não devem ser ditas, escrevo sempre o que não pode ser dito, deixo os deveres com você. Não pode ser dito o desejo correndo morno na pele, tudo se ruborizando e umedecendo. Como dizer um olhar feito sim e mais e agora?
Em lento preparo pra dor, eu deixei o querer se fazer presença. Me ocupe, era um soluço, um gemido, você todo em mim, eu sei, eu espero, eu convido, eu aceito. Não acreditamos em finais felizes, não acreditamos um no outro, não acreditamos em futuros, não acreditamos em nenhum deus que não soubesse dançar e nem nos deuses astronautas, não acreditamos em redenção, não acreditamos em nada e nos agarramos, náufragos, no corpo do outro, impossível âncora. Fui me preparando pra morrer, morrer em você, aquele prazer feito soluço, eu sabia que lhe escolher era me abandonar, eu sabia, eu queria, eu sabia. Eu me fazia em confissões e estremecimentos, colecionava relógios esperando a hora certa de ser sua e não ser mais nada. Você ia partir meu coração, não ia? Não me disse nada sobre arrancá-lo do peito, esvaziá-lo dos sonhos e perdê-lo entre serras, disse?
Mas eu ainda sei contar estrelas. Ainda sei fazer pintura a dedo com o sangue que verto. Ainda sei cantar baixinho. Ainda sei fazer panqueca. Ainda sei deixar o olhar se perder no mar como se fosse, ele todo, lágrima. Ainda sei pensar: amanhã, amanhã, amanhã e fazer de conta que sou Scarlett. Mas não sou.

http://borboletasnosolhos.blogspot.com.br

Isso - Chico César



Isso
Chico César


Isso que não ouso dizer o nome
Isso que dói quando você some
Isso que brilha quando você chega
Isso que não sossega, que me desprega de mim
Isso tem de ser assim...

Isso que carrego pelas ruas
Isso que me faz contar as luas
Isso que ofusca o sol
Isso que é você e sou sem fim
Isso tem de ser assim...

Poliamor

Por Vanessa Rodrigues*
Sexta-feira, 27 julho, 2012



(permitido até a menores de 18)
Sou todo um harém matriarcal. Poliândrica, poligâmica, heterossexual, homossexual. Poliamor, portanto, para simplificar. Sou uma democracia lato sensu neste tipo de relação. Porém, devo exercitar o mea culpa no seguinte: sou pouco tolerante com a superficialidade. É que relação, qualquer seja, tem que ter, na matemática do mínimo denominador comum, um bom papo, risada, observação participante e até um q.b. de discordância para agregar alguma coisa no outro. Seria um saco ficar concordando o tempo todo: sim, meu amor; desliga-você-não-você-você!
Logo, para mim, isto é termômetro de irascibilidade: frases-cliché, vaidades vãs, indiferenças. Me dá uma certa urticária. Na hora de responder, viro uma fofa-blasé. E ser fofa-blasé é um problema, porque há algo em nós que delata que, para não sermos totalmente desagradáveis, estamos meio que pisando palco com cadafalso. E se a vida é um grande palanque, sabemos, então nossa máscara é molde personalizado para essa-ou-aquela pessoa, que mais cedo ou mais tarde, há de desgastar.
Às vezes, me engano e uso a máscara transparente (deve ser da idade, porque depois do retorno de Saturno, dizem, viramos máquina da verdade, piii, dando xô em frete, exercitando frontalidade): dá para ver que minha voz com sorriso está com cara de quem tomou vinagre; que meu olho não pára de piscar tentando tirar cisco, quando tento ser agradável contrafeita; e que minha ansiedade disfarçada tem a mão tremente, tentando dar um jeito de sair correndo. Fico igual a bicho tentando falar, se o houver! É uma coisa esquisita! Fast-forward, então: meu filme é outro!
Há uns tempos tive que me assumir: sou poliândrica; e outras vezes, poligâmica. É, com orgulho e sem queixume
Feito o desabafo de divã de psicanalista, posso fazer associação livre daqui em diante. E a culpa é sempre ou dos gregos, ou dos latinos. Quem manda plantar a raiz da etimologia da Língua Portuguesa, para explicar nosso comportamento? Valha a verdade, então, para dar um gás nisto: há uns tempos tive que me assumir: sou poliândrica; e outras vezes, poligâmica. É, com orgulho e sem queixume. Dá até uma certa inveja, né?
Está dito: Πολυς (polys) = vários + Γαμος (gamos)= mulher; ou andros= homem.
Mas antes que venha a brigada de censura, explico: falo de LIVROS. Sim. Não consigo ler apenas um, ir até ao fim, sem me envolver com outro. O negócio (negar o ócio, claro) é o seguinte: tem sempre aquele livro de reserva na mesa-de-cabeceira para ler à noite; aquele, mais leve, para andar passeando nos transportes públicos e outro para a Santa Porcelana. Uma tríade, portanto. E dito assim, isto bem que poderia até dar uma Irmandade blockbuster: a Trilogia da Literatura Portátil, sem profanar a santa leitura. (Pensando bem, nem por isso!)
Se há lugares que nos inspiram para criar, deve ser legítimo ter lugares certos para determinados livros, ou pelo peso e densidade, certo hermetismo; ou até mesmo, por amor à capa delicada que não queremos por aí, maculada.

E não, eu não me confundo. Não há história que se cruze, a não ser depois, em meu entendimento, tentando encontrar um sofá confortável na sala-de-visitas de meu cérebro. Elas existem por si, nesse poliamor. Quer seja homem, mulher, ambos. Sou democrática (liberou geral); não tem essa de circuito privado. Se a fibra da prosa for para enrijecer o músculo da Língua, está tudo certo. Vou pegando daqui e dali, ao ritmo de meu cotidiano. Assim satisfazendo necessidades complementares (aquele é mais político, aquele mais cerebral, aquele mais histórico; aquele mais metaliterário): um autor recente, um autor clássico, e um técnico, que Jornalismo tem esta demanda diária para ficar antenado com as Terceiras Vagas da Vida, e descobrir que o meio, enfim, pode já não ser a mensagem, qual pele da cultura.
Sou, então, poliamor literário, com certo brilho no olho e batendo no peito com pundonor, vestindo a camiseta, venha quem vier me chamando de promíscua. Folhear as páginas com fulgor é minha convicção, enquanto pego várias caronas. Pode até parecer uma overdose de relacionamento (e eles entendem, não tem que usar máscara), mas, (e agora schhh, falem baixinho!!!) posso bem ter encontrado o elixir de longevidade (qual colagênio). É que pesquisa publicada em 2008 pela conceituada revista New Scientist atestava o seguinte: culturas poligâmicas vivem mais do que culturas monogâmicas. Enquanto essa é a verdade, provada cientificamente, ainda que daqui a alguns anos, séculos, minutos, venha a ser provado o contrário, posso atestar que vivi um pouco mais, pelo menos, através dos livros.


*Vanessa Rodrigues é jornalista independente. Nasceu em 1981, em Portugal. Viveu cinco anos em São Paulo, como correspondente da rádio portuguesa TSF e jornal Diário de Notícias, para quem cobriu a FLIP desde 2006. Atualmente colabora com a TSF, Revista (jornal Expresso) e Notícias Magazine.

Poema da Noite


Afirmam que a vida é breve - António Botto



Afirmam que a vida é breve,
Engano, -- a vida é comprida:
Cabe nela amor eterno
E ainda sobeja vida.



António Tomás Botto (Casal de Concavada, Abrantes, Portugal, 17 de agosto de 1897 - Rio de Janeiro, 16 de março de 1959) - Poeta e contista português, causou polêmica nos meios religiosos conservadores em Portugal quando publicou o livro Canções. Também foi amigo de Fernando Pessoa. Mudou para São Paulo e depois para o Rio de Janeiro, onde morreu atropelado.


http://oglobo.globo.com/pais/noblat/

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Sara Gazarek delivers the message




Booking Jazz: A Subjective Guide

  Booking Jazz: A Subjective Guide
By
BRUCE KLAUBER,
Published: July 21, 2012
“According to a study called the Jazz Audiences Initiative, one-third of all Americans--over 100 million people--report that they like jazz. ”
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There is no rule book, reference work or formal set of regulations that club and restaurant owners can consult about how to book and present jazz.
There was a quasi-model of sorts in the 1930s, 1940s and 1950s, given the proliferation of cafés, boites, bistros, bars, ballrooms, and all types of nightspots that used live jazz, whether local or national. Whatever the template was back then, if there even was one, it no longer applies.
However, a rather singular era in jazz history, which lasted roughly from 1955 to 1965, is worth looking at today. Jazz—all kinds of jazz—was actually popular in those days. Thelonious Monk, Duke Ellington and Louis Armstrong made the cover of Time Magazine; jazz was regularly presented on national television and local radio; and artists like Dave Brubeck, Stan Getz, Herbie Mann, Cal Tjader, Ramsey Lewis, Eddie Harris, George Shearing, Count Basie with Joe Williams, and Maynard Ferguson were selling lots of records, many to those who may not have liked jazz before or since.
Bars and restaurants in big cities wanted to capitalize on what may or may not have been a fad. Rules for booking groups? Owners made them up as they went along, but from the outset, they did realize five things: A piano was needed, a "p.a. system," as it was called then, was needed; an appropriate space had to be set aside or a stage had to be built to present the music; talent had to be booked, and advertising had to be purchased.
As a youngster, I remember such a place in Philadelphia's Overbrook Park section. A restaurant/bar called, of all things, The Picasso, had been open for years before the owners decided to jump on the jazz bandwagon in the late 1950s. The proprietors did the obvious, outlined above: bought or rented a piano and sound gear, built a little stage, booked area talent like pianist Bernard Peiffer and his trio, and advertised same. The Picasso, like hundreds of other places like it throughout the country, did quite well.
These joints, if nothing else, became "the" places to go. Hey, it was the hip thing to do. But with the arrival of The Beatles, the very nature of the entertainment business changed. Some, like the venerable Metropole Café in New York city, hung on by making some concessions to rock that were, in retrospect, misguided. They booked go-go dancers to perform opposite mainstream jazz attractions like Gene Krupa. "I saw the progression from none, to a little, to a lot," Gene once said.
Indications are that we've come full circle. It would be a cliché and inaccurate to say "jazz is back," but the numbers say that it is. According to a study called the Jazz Audiences Initiative, one-third of all Americans—over 100 million people—report that they "like jazz," and an astounding 20 million people attended a jazz event last year, up from 9.6 million in 1982. That's growth. And that's a lot of tables and bar stools that could be filled in clubs, coffeehouses and restaurants by booking jazz.

continue reading on : http://www.allaboutjazz.com/php/article.php?id=42510

terça-feira, 24 de julho de 2012

CARTA DE DORIVAL CAYMMI PARA JORGE AMADO




 " Jorge meu irmão São onze e trinta da manhã e terminei de compor uma linda canção para Yemanjá pois o reflexo do sol desenha seu manto em nosso mar, aqui na Pedra da Sereia. Quantas canções compus para Janaína, nem eu mesmo sei, é minha mãe, dela nasci. Talvez Stela saiba, ela sabe tudo, que mulher, duas iguais não existem, que foi que eu fiz de bom para merecê-la? Ela te manda um beijo, outro para Zélia e eu morro de saudade de vocês. Quando vierem, me tragam um pano africano para eu fazer uma túnica e ficar irresistível.
Ontem saí com Carybé, fomos buscar Camafeu na Rampa do Mercado,andamos por aí trocando pernas, sentindo os cheiros, tantos, um perfume de vida ao sol, vendo as cores, só de azuis contamos mais de
quinze e havia um ocre na parede de uma casa, nem te digo. Então ao voltar, pintei um quadro, tão bonito, irmão, de causar inveja a Graciano. De inveja, Carybé quase morreu e Jenner, imagine!, se fartou
de elogiar, te juro. Um quadro simples: uma baiana, o tabuleiro com abarás e acarajés e gente em volta. Se eu tivesse tempo, ia ser pintor, ganhava uma fortuna. O que me falta é tempo para pintar,compor vou compondo devagar e sempre, tu sabes como é, música com pressa é aquela droga que tem às pampas sobrando por aí. O tempo que tenho mal chega para viver: visitar Dona Menininha, saudar Xangô, conversar com Mirabeau, me aconselhar com Celestino sobre como investir o dinheiro que não tenho e nunca terei, graças a Deus, ouvir Carybé mentir, andar nas ruas, olhar o mar, não fazer nada e tantas outras obrigações que me ocupam o dia inteiro. Cadê tempo pra pintar?
Quero te dizer uma coisa que já te disse uma vez, há mais de vinte anos quando te deu de viver na Europa e nunca mais voltavas: a Bahia está viva, ainda lá, cada dia mais bonita, o firmamento azul, esse mar tão verde e o povaréu. Por falar nisso, Stela de Oxóssi é a nova iyalorixá do Axé e, na festa da consagração, ikedes e iaôs, todos na roça perguntavam onde anda Obá Arolu que não veio ver sua irmã subir ao trono de rainha? Pois ontem, às quatro da tarde, um pouco mais ou menos, saí com Carybé e Camafeu a te procurar e não te encontrando, indagamos: que faz ele que não está aqui se aqui é seu lugar? A lua de Londres, já dizia um poeta lusitano que li numa antologia de meu tempo de menino, é merencória. A daqui é aquela lua. Por que foi ele para a Inglaterra? Não é inglês, nem nada, que faz em Londres? Um bom filho-da-puta é o que ele é, nosso irmãozinho.
Sabes que vendi a casa da Pedra da Sereia? Pois vendi. Fizeram um edifício medonho bem em cima dela e anunciaram nos jornais: venha ser vizinho de Dorival Caymmi . Então fiquei retado e vendi a casa, comprei
um apartamento na Pituba, vou ser vizinho de James e de João Ubaldo, daquelas duas ‘línguas viperinas, veja que irresponsabilidade a minha.
Mas hoje, antes de me mudar, fiz essa canção para Yemanjá que fala em peixe e em vento, em saveiro e no mestre do saveiro, no mar da Bahia.
Nunca soube falar de outras coisas. Dessas e de mulher: Dora, Marina,Adalgisa, Anália, Rosa morena, como vais morena Rosa, quantas outras e todas, como sabes, são a minha Stela com quem um dia me casei te
tendo de padrinho. A bênção, meu padrinho, Oxóssi te proteja nessas inglaterras, um beijo para Zélia, não esqueçam de trazer meu pano africano, volte logo, tua casa é aqui e eu sou teu irmão Caymmi”.


ODOIÁ