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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

NÃO SE COME UMA MULHER



Fabrício Carpinejar

Já ouvi muito que sexo não é seguir a cabeça e deixar as coisas acontecerem. Sexo seria não pensar. Não concordo, sexo não é inconseqüência, é conseqüência da gentileza. Conseqüência de ouvir o sussurro, de ser educado com o sussurro e permanecer sussurrando. Perder o pudor, não perder o respeito. Perder a timidez, não perder o cuidado.
...

Sexo é pensar, como que não?

E fazer o corpo entender a pronúncia mais do que compreender a palavra. Como se não houvesse outra chance de ser feliz. Não a derradeira chance, e sim a chance.

Uma mulher está sempre iniciando o seu corpo. Cada noite é um outro início. Cada noite é um outro homem ainda que seja o mesmo. Não se transa com uma mulher pela repetição. Seu prazer não está aprendendo a ler. Seu prazer escreve — e nem sempre num idioma conhecido.

Ela pode ficar excitada com uma frase. Não é colocando de repente a mão na coxa. Ela pode ficar excitada com uma música ou com uma expressão do rosto. Não é colocando a mão na sua blusa. Mulher é hesitação, é véspera, é apuro do ouvido.

Antever que aquelas costas evoluem nas mãos como um giz de cera. Reparar que a boca incha com os beijos, que o pescoço não tem linha divisória com os seios, que a cintura é uma escada em espiral.

É comum o homem, ao encontrar sua satisfação, recorrer a uma fórmula. Depois de sucesso na intimidade, acredita que toda mulher terá igual cartografia, igual trepidação. Se mordiscar os mamilos deu certo com uma, lá vai ele tentar de novo no futuro. Se brincou de chamá-la de puta, repete a fantasia interminavelmente. Assim o homem não vê a mulher, vê as mulheres e escurece a nudez junto do quarto.

Amar não é uma regra, e sim onde a regra se quebra.

Não se come uma mulher, ela é que se devora.

Crônica do meu novo livro "Ai Meu Deus, Ai Meu Jesus" (Bertrand Brasil, 256 páginas), seleta de meus melhores textos sobre sexo e amor.
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 Arte de Egon Schiele
 

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Vento Livre

 


Não se pode encapsular o amor.
O amor é vento livre, que assola as planícies com sopros desgovernados. Que venta montanhas e cordilheiras em uivos surdos. Que carrega as águas que deslizam fortes pela cachoeira. O amor é vento que nasce pequeno, e sopra sem cessar até que possamos tirar os pés do chão.
Não se pode encapsular o vento. A terra do amor é uma terra sem porto. O amor não se aporta, é navio sem âncora, conto sem ponto. Apenas se compartilha, se dissipa, se perde em si mesmo. Morre e renasce em diferentes formas. Uma, duas, dez, mil formas que enlaçam os corações desavisados.
O amor não cabe em nossas mãos, ele escorrega e alcança os ossos. Adentra a pele, perfura os vasos, e quando chega à medula já é outra coisa. É matéria prima do sangue, primo-irmão das células brancas e vermelhas. Mistura-se entranhado nas veias, e pulsa em diferentes tonalidades até ser expirado em ar quente pelos pulmões. O amor é a expiração que alcança o universo, em diferentes partículas. É o quente e o frio, o ar que volta para dentro para inflar a vida. O que é expelido para alcançar a morte.
Não se pode encapsular o ar. No momento em que tentamos colocá-lo dentro da garrafa, ele já é outra substância. O amor se transmuta fluído, se camufla entre desvarios, corre em passos largos para alcançar o horizonte que não tem endereço.
Não se pode reter o vento. Diante da ventania não há nada que se possa fazer, e então sentamos quietos, com os cabelos soltos e a pele em poros abertos. Com os olhos vidrados e as mãos em prece, para acolher o mistério: o amor pode percorrer o indizível.
E com sua fala sem voz, nos conta segredos que não se fixam na memória. Segredos que nos espantam, e transbordam para além do que podemos lembrar com raciocínio linear. O amor é tesouro que juntamos, peça por peça, em sentimentos acumulados desde as primeiras sensações de nascer em si mesmo. O amor é tesouro de sentir, e não há baú capaz de abrigar a riqueza conquistada. O amor não tem tampa, molde, forma, espaço apertado. O espaço do amor é o espaço do mundo.
Por vezes vem a agonia, e queremos prender o amor em alianças, papéis, regras, pílulas e tantos certos e errados. Ritos que celebram, símbolos que sacramentam, poderes de ditar ordens, remédios para aliviar a dor e evitar ameaças. Crenças de que o amor pode ser fincado no chão de terra, pode ser embalsamado pela casa construída, pode ser tijolo de pedra com cimento em cima. Crença de que o amor se possui, e se dirige.
Mas o amor é teimoso, e sua teimosia corrói as cordas. Vibra eletrizante pelas camadas duras. O amor não tem dogmas. É reino sem lei, com o rei deposto.
O amor pode ser vivido com ou sem presença, com uma, duas, três, quem sabe quantas pessoas. O amor é generoso. Pode ser flor solitária que desabrocha no deserto, ou pode caber justo no espaço da partilha de dois. Pode se esparramar para além do que podemos contar nas mãos, pode transbordar e alcançar os corpos nus ou, quem sabe, pode nunca ser tocado com os lábios.
O amor não tem gênero, não tem idade, não conhece etnias e credos. Não tem rótulos ou caixinhas com etiquetas. O amor não tem nome, sobrenome, família e descendência. E ri a todo tempo das regras inventadas, tão frágeis e comezinhas. Boas risadas que nos surpreendem quando, de repente, o peito sopra e o coração diz em silêncio latente: eu amo.
E a gente ama. Mesmo quando não quer, mesmo quando não pode. Mesmo quando tudo dá errado, quando existe medo, quando as barreiras se erguem tão grandes que não conseguimos ver o céu. A gente ama embaixo da aliança apertada, quando o papel falha, quando a regra diz não. Quando a gente se espanta pelo que não pode e, de repente, de ponta cabeça, sente as artérias grossas carregarem os mais delicados sentimentos.
A gente ama mesmo quando não tem voz para dizer, quando é inviável, quando a distância é tanta que parece sonho. A gente ama quando a vida aperta e corremos para longe do susto. A gente ama mesmo quando foge.
E o amor não tem vaidade exacerbada, não desfila em poses de fotografia. O amor não sai na foto. Esparrama-se pela cor azul e branca do céu, pelo preto e branco que se esvai em tons de cinza, pelo tempo que mancha a lembrança do papel. Pelo vestido que não serve mais, pelo arrepio que percorre a pele embaixo do casaco, pelo escuro dos olhos fechados.
O amor se espalha para ser inventado muitas vezes, para ser descoberto um pouco a cada dia, para adquirir novas e impossíveis formas.
O amor é irmão da liberdade, e qualquer sapato lhe aperta os pés.
Estejamos descalços, enfim.


É como tudo

 

Descobre-se

Experimenta-se

Desmancha-se

… por­que …

às vezes dá certo

outras vezes não!


Um Tributo a Caetano Veloso

Ana Moura canta parabéns a Caetano Veloso -
 
Deste disco constam 14 versões de músicas popularizadas por Caetano Veloso, a cargo de bandas e cantores de diversas nacionalidades - além de Ana Moura, que contribui com uma versão de "Janelas Abertas nº 2", produzida para a compilação por José Mário Branco, participam na homenagem o norte-americano Beck, o venezuelano (radicado nos Estados Unidos) Devendra Banhart, os ingleses Magic Numbers e, como não podia deixar de ser, uma generosa porção de compatriotas de Caetano Veloso, desde os Mutantes e Marcelo Camelo às revelações Céu e Tulipa Ruiz. Também Moreno Veloso, filho de Caetano, gravou uma versão - para "The Empty Boat" - na companhia dos seus companheiros do projeto Kassin + 2 e de Chrissie Hynde, a vocalista dos Pretenders.

Alinhamento de A Tribute do Caetano Veloso
You Don´t Know Me - Magic Numbers
Eclipse Oculto - Céu
The Empty Boat - Chrissie Hynde, Moreno, Kassin e Domenico
London London - Mutantes
Michelangelo Antonioni - Beck
Fora de Ordem - Jorge Drexler
É de Manhã - Marcelo Camelo
Quem me Dera - Devendra Banhart e Rodrigo Amarante
Alguém Cantando - Momo
Trilhos Urbanos - Luisa Maita
Janelas Abertas Nº2 - Ana Moura
Da Maior Importância - Tulipa Ruiz
Força Estranha - Miguel Poveda
Qualquer Coisa - Qinho
Peter Gast - Seu Jorge, Toninho Horta e Arismar Espírito Santo
Araçá Azul - Mariana Aydar

Ler mais: http://blitz.sapo.pt/ana-moura-canta-parabens-a-caetano-veloso=f82754#ixzz22PINvHvX

domingo, 29 de julho de 2012

Jorge Amado na canção




SALVAÇÃO - Caetano Veloso

 

 

Jorge Amado mostra o Brasil agindo através de uma Bahia mítica


Uma das maiores emoções da minha vida foi causada pelas palavras de Mia Couto, o escritor moçambicano, sobre a importância de Jorge Amado na formação da literatura africana de língua portuguesa. Ele (que tem um irmão que se chama Jorge e outro, Amado) descreveu o impacto que teve sobre jovens africanos de uma geração anterior à sua o mundo que se move nas páginas do escritor baiano. Faz pouco, um amigo americano, ao ouvir-me contar essa história, disse-me que a presença de Jorge na literatura da África não se restringe ao mundo lusófono, as fabulações e figuras baianas, traduzidas para o inglês e o francês, tendo entrado no imaginário de autores nigerianos e marfinenses. Seja como for, o comentário de Mia me levara de volta a uma ideia poética que me inspira para atos e interpretações de atos da vida: a de que o uma das missões (talvez a principal missão) do Brasil é salvar a África.

Cheguei a essa formulação partindo de conversas que tive com o professor Agostinho da Silva, o maravilhoso português que, fugindo à perseguição salazarista, veio para o Brasil e, depois de estadas consequentes em Santa Catarina e na Paraíba, foi parar na Bahia. Ele costumava dizer que “Portugal já civilizou Ásia, África e América: falta civilizar Europa”. Eu adorava o desaforo. Agostinho tinha saído da Bahia e ido para Brasília (onde, ao lado de Darcy Ribeiro e outros, tentou fazer da UnB um laboratório civilizador, até que o golpe de 1964 destruiu as esperanças).

Ouvi uma palestra que ele fez, convidando voluntários para um trabalho de recuperação cultural da área de Cacheira e São Félix (nunca me esquecerei de ele dizendo que quem quisesse engajar-se no programa que ele propunha poderia — talvez de fato devesse — sentir angústia, nunca tédio). Mas só vim a conversar com ele quando eu já estava no exílio. Roberto Pinho fez a ponte, e fui vê-lo em Lisboa. Fui tímido e lacônico, mas ele disse a Roberto que eu pensava bem. Anos depois, voltei a vê-lo, na mesma cidade. Eu tinha voltado da Nigéria e da Costa do Marfim e sentia-me desolado: “Aquilo parece não ter futuro, professor”, eu disse. E ele: “E não tem. Por isso mesmo temos de inventar um”. Acho que não ouvi a frase “o Brasil salvará a África” de sua boca. Possivelmente eu a inventei a partir de várias coisas que li ou ouvi dele. A ideia amadureceu com o pensamento de que o Brasil tem a maior população negra fora do continente africano, importou mais escravos negros do que qualquer outro país das Américas e foi o último entre estes a abolir a escravidão: a dívida é demasiado pesada, nada menos do que uma redenção total pode estar à altura. Sou baiano, mulato, cresci em meio a uma maioria de negros. Gostei de “Mar Morto” quando ainda era menino, e até hoje o livro me toca como um longo poema romântico em prosa. Mas, já adulto e descobridor solitário de Clarice Lispector (eu tinha a impressão de que ninguém mais lia a revista “Senhor”, que Naum Sirotski, Bea Feitler e Paulo Francis eram anjos e que Clarice, Rosa e João Cabral me tinham sido revelados, em segredo, por eles, através do meu angelical irmão Rodrigo, numa tarde de Santo Amaro), pesava-me mais a posição oficializada pelo partido comunista internacional da importância dos livros de Jorge do que sua força imediata.

Mesmo assim, li “A morte e a morte de Quincas Berro d’Água com prazer admirado — e amei “Tenda dos milagres”, com sua versão hiperbólica da democracia racial. A fala de Mia Couto, anos depois, à luz das lembranças de Agostinho, pôs a força dos escritos de Jorge acima da reputação de realismo socialista com cores tropicais. Quando topei escrever “Verdade tropical”, João Ubaldo me aconselhou a falar com um agente literário americano que lhe tinha sido apresentado por Jorge. Esse agente é algo difícil de ser imaginado por um brasileiro: um comunista americano. Ele amava a literatura de Jorge enquanto este era comunista — e deplorava que Amado tivesse renegado “Subterrâneos da liberdade” e “A Albânia é uma festa”. Não acho nenhuma graça em Zizek ter um retrato de Stálin na sala. Mas uma vez ouvi, com fascinado encanto, Lina Bardi, já aos 80, dizer que gostava de Stálin e o defenderia de quem quisesse desqualificar a ideia comunista por causa dele. Nos 100 anos de seu nascimento, com a multitudinária galeria de personagens de “Gabriela” de novo nas telas das TVs do Brasil, vejo em Jorge a concretização de algo muito acima de defesas de Stálin (ou de ACM), com ou sem charme, ou mesmo de uma ultrapassagem de tal defesa. Vejo a concretização do incrível: o Brasil efetivamente agindo, através da Bahia mítica de um profeta feliz, na salvação do Continente Negro.
 
http://sergyovitro.blogspot.com.br/search?q=caetano+veloso&max-results=20&by-date=true
 

O homem que escreveu um país


Obra do escritor, ainda hoje, contribui para interpretar o Brasil

O autor, fotografado pela mulher Zélia Gattai, trabalha na casa do Rio Vermelho, em Salvador, na Bahia, onde morava com a família
Foto: Zélia Gattai / Divulgação Casa de Jorge Amado

O autor, fotografado pela mulher Zélia Gattai, trabalha na casa do Rio Vermelho, em Salvador, na Bahia, onde morava com a famíliaZélia Gattai / Divulgação Casa de Jorge Amado


RIO - No prefácio do livro “Mar Morto” (1936), Jorge Amado escreveu: “Agora eu quero contar as histórias da beira do cais da Bahia. Os velhos marinheiros que remendam velas, os mestres de saveiros, os pretos tatuados (...). O povo de Iemanjá tem muito que contar”. Ele, que queria apenas relatar os causos de uma região do Nordeste brasileiro, acabou por retratar e construir a identidade de um país povoado por negras fogosas, brancas pudicas e elitistas, políticos, trabalhadores, meninos de rua, pescadores, bêbados, terreiros e mães de santo. As histórias de Amado, que foram escritas num ritmo quase ininterrupto entre os anos de 1931 e 1997, ajudaram a disseminar a cultura brasileira pelo mundo, impulsionaram a produção literária nos países africanos de língua portuguesa e, ainda hoje, contribuem para um entendimento mais amplo do que é ser brasileiro.

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Ao traçar as cores e cheiros do Brasil, Amado delineou os aspectos de um povo mestiço, religioso, que sobrevivia em meio à miséria e contrastava com as figuras idealizadas por José de Alencar e Gonçalves de Magalhães na prosa romântica do século XIX. O “jeitinho” e as manhas expressos nas letras de Amado podem ser interpretadas, segundo o crítico literário e colunista do GLOBO José Castello, como mitos de fundação do Brasil popular.
— Podemos ler as obra dele como mitos de fundação de um Brasil popular. Jorge faz parte de um grupo precioso de poucos e grandes homens, como Paulo Prado e Gilberto Freyre, que ajudaram a moldar a ideia moderna que temos do Brasil. Essa visão pode parecer um pouco datada porque o país mudou muito, principalmente nestes dez últimos anos, mas isso não exclui a grandeza e a riqueza dos tipos e imagens que ele criou — explica Castello.
O escritor e também colunista do GLOBO João Ubaldo Ribeiro, amigo e conterrâneo de Amado, concorda com o crítico. “Jorge Amado não escreveu livros, ele escreveu um país. Amado expandiu nossos horizontes, criou e formou leitores e aproximou-nos de nós mesmos” afirmou Ubaldo em uma conferência sobre a obra amadiana realizada há poucos dias na Academia Brasileira de Letras (ABL), da qual Amado foi integrante de 1961 até a sua morte, em 1998.
Diferentemente de Ubaldo, Ana Maria Machado, presidente da ABL e autora de “Romântico, sedutor e anarquista — Como e por que ler Jorge Amado” (Objetiva) evita classificá-lo como descobridor ou inventor do Brasil. Ela prefere dizer — como Jorge afirmou em muitas entrevistas — que ele foi um grande contador de histórias.
— Ele levantou problemas sociais, criou discussões, mas não acho que ele tinha um projeto de criar um Brasil, o que importa são as obras dele, e o resultado está aí: um universo muito rico de histórias — diz Ana Maria, que destaca “Mar Morto” (1936) e “Jubiabá” (1935) como os melhores textos da primeira fase do autor, marcada por narrativas políticas.
Em 1954, Amado deixou de lado o discurso panfletário que permeou seus primeiros livros e aprofundou os temas da realidade do cotidiano brasileiro em sua literatura. A nova fase do escritor trouxe um país mais sensual em livros como “Gabriela, cravo e canela” (1958), mais despudorado em “Teresa Batista cansada de guerra” (1972) e, principalmente, mais místico.
O sincretismo religioso presente nos terreiros e nas ruas da Bahia se torna ainda mais representativo a partir de 1964, com a publicação de “Pastores da Noite” e “Tenda dos milagres” (1969). O doutor em Letras e professor da ECO-UFRJ Muniz Sodré observa que, ao incluir elementos religiosos em sua narrativa, Jorge complementa o imaginário a vida dos personagens baianos e afirma sua obra como espelho da vida da cidade.
— Considero o Jorge um explicador do Brasil. Ele parecia se perguntar o tempo todo: “Quem é o povo brasileiro?” O império português nos deu a nação, mas não deu o povo, que é o grande enigma nacional. Amado punha a liturgia da fé no centro da linguagem romanesca — explica Sodré.
Incluir elementos de luta política e do candomblé fez com que a literatura de Amado fosse lida com grande interesse nos países africanos de língua portuguesa, como explica o premiado escritor moçambicano Mia Couto.
— Ele falava de um Brasil que continha uma África dentro. É fácil identificar as cores e os cheiros da África nas páginas, nos personagens negros, mulatos. Ele foi fundamental para nos darmos conta de nós mesmos e observarmos as nossas danças, nosso erotismo, o nosso modo de comer e beber.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/o-homem-que-escreveu-um-pais-5617139#ixzz223HgyBKG

Ora, acho que vou-me embora - Gal Costa

Afinal... - Alaíde Costa

A Charge de Chico Caruso




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