Pesquisar este blog
domingo, 27 de janeiro de 2013
Belo é o Recife
Belo é o Recife pegando fogo na pisada do Maracatu
Caetano Veloso
O colunista escreve aos domingos
Belo é o Recife
‘O som ao redor’, do pernambucano Kleber Mendonça Filho, “é um dos melhores filmes feitos recentemente no mundo”
Nesta Bahia maltratada, vi, sozinho, o filme de Kleber Mendonça Filho e fiquei estarrecido. Raramente um diretor encontra com tanta precisão o tom do filme que deve e quer fazer. “O som ao redor” é um desses raros momentos em que tudo acontece de modo adequado sem que a obra seja apenas suficiente: o filme transcende, inspira, ensina e exalta. Ensina aprendendo. Esperando o jeito de dizer surgir dos atores e dos não atores como confirmação da sabedoria na construção dos diálogos. Não há pontes nem Marco Zero, não há sobrados nem maracatu. Mas os prédios feios, as decorações tolas, a fantasmagórica percepção do dia a dia dos recifenses de agora deixa entrever todas as nuances da sociedade pernambucana, de toda a sociedade brasileira mirada daquele ângulo. Todo o horror mas também toda a beleza se revela a cada lance de montagem, a cada som de máquina ou de voz, a cada escolha de ponto de vista.A“Festa” de Gonzaguinha — imperdoavelmente ausente do bom “Gonzaga de pai para filho” — está presente aqui, mesmo sem ser ouvida. A começar pela própria existência do filme. Que um filme assim tenha sido feito em Pernambuco, com gente de lá e por gente de lá, é prova da beleza intrínseca que se possibilita nessa quina nordestina do Brasil.
Ouvir a canção (ou paródia de canção) carnavalesca baiana irritando alguns moradores e trabalhadores desses prédios das redondezas da Boa Viagem (“Perigo de tubarões”, diz uma placa), isso dentro do cinema Glauber Rocha na Praça Castro Alves, é experimentar uma espécie peculiar de iluminação. A mãe de família interpretada pela extraordinariamente sexy Maeve Jinkings é de tirar o fôlego e de apertar o coração. A sobriedade e a profunda verdade de cada milimétrico gesto de Irandhir Santos preparam a cabeça do espectador para estudar tudo o que o filme tem a dizer. E o sotaque pernambucano!... As nuances das diferenças da língua entre gerações e extrações sociais. Os mais jovens e mais urbanos palatalizam mais os tês e os dês. O nome do primo encrenqueiro de João é tudo entre Dinho e Dginho na escala que vai do avô coronel ao primo cosmopolita.
Em “Gonzaga de pai para filho” há pernambuco e há cinema. Ainda não vi “A febre do rato”. “Gonzaga” não é um filme pernambucano. Em “Gonzaga” falta Ivan Lins e o MAU, falta Som Livre Exportação, sobretudo falta “Festa”, o elo perdido entre o filho e o pai. Canção que é também uma obra-prima. Em “O som ao redor” ela ecoa forte, à roda dos sons divinamente editados, dos pátios dos edifícios, da trilha magnífica de DJ Dolores, do mar barrento. Um tal filme ter sido feito no Recife diz da beleza que ele é. Não senti falta, em “Gonzaga”, da menção ao papel secundário e pequeno que o movimento tropicalista desempenhou na redescoberta de Gonzagão pelo público jovem da época. Eu teria posto algo a respeito apenas do “Luiz Gonzaga volta pra curtir”, show que, acho, Waly Salomão dirigiu no Terezão (por que, aliás, mudar o nome do Tereza Rachel para Net Rio? A Net poderia manter o nome consagrado — ou assumir logo Terezão — e colocar-se como patrocinadora: um dia essas empresas vão ver que não é gostoso ter teatros e casas de espetáculos com nomes tipo Credicard Hall, ATL Hall, American Airlines Arena…), mas a ausência de “Festa” é sintoma de falha do roteiro. Ouço-a ao ver “O som ao redor”. Onde, aliás, o tropicalismo recebe uma homenagem que só não considero imerecida porque, sendo a escolha tão profundamente pensada e a inserção do trecho da gravação tão incrivelmente bem feita, minha reação é de gratidão infinita por ter minha voz, minha pobre voz, fazendo parte desse filme. Mais do que a minha, a voz transcendental de Jorge Ben. Mais do que ela, seu violão. Mais do que o violão, a canção e o que ela sugere.
Não posso deixar de pensar em Eduardo Campos e na seriedade da política em Pernambuco. Eu aqui nessa Bahia maltratada. Sou o cara que canta a peça de axé hilária que soa no filme. Sou o cara que a compõe. Fico, do meu canto, esperando qual será a consequência dos planos de Carlinhos Brown de abrir espaço especial para os blocos afro no carnaval de Salvador. Ele sempre enriquece a cultura popular da cidade. Não vai ser para este ano, como eu esperava. Clarindo não será, como imaginávamos e queríamos seus admiradores, o subprefeito do Pelourinho. Mas Neto deve saber o que está fazendo. E Clarindo há de ver dias (e noites) melhores na Cantina da Lua.
“O som ao redor” é um dos melhores filmes brasileiros de sempre. É um dos melhores filmes feitos recentemente no mundo. Gonzaga, Brown, Clarindo, axé, Glauber, Ivan Lins, todos se engrandecem com isso. Deve-se isso ao tom encontrado por Kleber.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/belo-o-recife-7405983#ixzz2JD2jGQim
sábado, 26 de janeiro de 2013
A cidade que encanta e enlouquece
Nassif,
Acabei de receber este vídeo, de um amigo homenageando a "louca" SAMPA.
Não resisti e postei no Youtube.
Um olhar diferenciado,reverenciando esta Senhora que tanto nos encanta e nos enlouquece.
Só mesmo tarja preta!!!
abs.
Conhecendo São Paulo
Enviado por luisnassif, sab, 26/01/2013 - 14:28
Por lucianohortencio
Postei ontem, em homenagem ao aniversário de São Paulo, a interpretação dos Anjos do Inferno para "VOCÊ JÁ FOI A SÃO PAULO?"
Recebi do comentarista Raí a pergunta: Caro Lucianoortencio, e você, já esteve em São Paulo, na verdadeira acepção da palavra ? - Aqui vai minha resposta ao comentarista Raí:
Afirmar conhecer São Paulo, na verdadeira acepção da palavra, seria uma temeridade, caro Raí. Conheço São Paulo sim e vou aí pelo menos duas ou três vezes ao ano. Adoro passear a pé pelas ruas desertas do Centro Antigo, aos domigos pela manhã e depois ir almoçar comida oriental nas barraquinhas que existem na praça onde há a estação de metrô Liberdade.
Gosto muito de fazer um tour por livrarias para adquirir livros e cds que não encontro aqui no Ceará e ir assistir peças de teatro e musicais. O último que assisti foi A FAMÍLIA ADAMS e gostei muito. Cochilei um pouquinho, mas nada que umas cotoveladas não dessem jeito.
Gosto demais do mercado central, principalmente por sua arquitetura e vitrais, além do aspecto visual das frutas, verduras, frutas frescas e secas, tempeiros e especiarias. Tudo isso me fascina.
Quando posso vou caminhar no Parque Ibirapuera. À última vez que lá estive tive imenso prazer em visitar o Museu ali existente, que recomendo a todos. À noite, após teatro, cinema ou mesmo shopping, gosto de jantar nas cantinas que existem no bairro do Bexiga. Adoro aquele ambiente descontraído, com decoração italiana, mais chamativa até do que na própria Itália e comer um bom talharim e degustar um vinho, pelo menos razoável.
Ah! Sempre vou também à rua Santa Ifigência comprar coisas, às vezes necessárias, porém na maioria das vezes, desnecessárias. Necessárias somente na hora em que as compramos.
Gosto de passear pela Avenida Paulista, ali me perder e me achar. Adoro ir à Paulista durante o mês de dezembro, ficar em frenta ao Itau vendo a decoração natalina e assistindo a grupos que entoam canções de natal. Falando nisso, o excelente violonista Edgard Gianullo, através da agência publicitária de seu filho, é o responsável por aquele maravilhoso espetáculo decembrino.
Eita! Ia esquecendo o bar da brahma, onde ainda tomo uns porrezinhos bem legais, que ninguém é de ferro, além das excelentes pizzarias existentes no Itaim Bibi.
Passeio pelos jardins para ver as vitrines, pois sou do tempo em que se saia de casa para ver vitrines, principalmente à época do natal. Não compro nada ali porque é meio salgado o preço das coisas e sou meio mão de vaca...
Amigo Raí: Estou me sentindo, depois dessa longa exposição, como aquele sujeito inocente (pra não dizer otário), que, ao responder uma saudação de "como vai", desarreda a contar toda sua vida e desfia um rosário de lágrimas. Ainda bem que meu rosário é de prazer e satisfação por gostar de São Paulo.
Finalizo perguntando: Você conhece o Ceará? Não? Então vem.
Abraço do luciano.
Anjos do Inferno - VOCÊ JÁ FOI A SÃO PAULO? - Wilson Batista-Jorge de Castro.
Ano de 1944.
Ano de 1944.
Quatro Ases e Um Coringa - NO CEARÁ É ASSIM - Carlos Barroso
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Lindo, Zé
O suicídio de Walmor Chagas: resposta a TV Bandeirantes
“Boa tarde!Sou pauteiro do Jornal da Band e estou atrás do contato do Zé Celso. O ator Walmor Chagas faleceu na tarde desta sexta-feira e gostaríamos de repercutir a morte do ator amanhã (19) com o Zé Celso.
Vocês poderiam, por favor, me passar o contato do Zé?
Aguardo o seu retorno.
Obrigado,
Diego Costa.”
Ió! Diego, recebi a notícia do suicídio corajoso de Walmor aqui na “Praia dos Carneiros”, uma das muitas maravilhas de Pernambuco, nosso Repouso de Guerreiros, meu e do Ator Poeta da Arte Teatral: Roderick HimÉros.
Estamos preparando a Guerra pra ganhar 2013, estrategiando com nosso Poder Teat(r)al a peça: Cacilda!!! – Glória no TBC, 3ª das 4 peças que escrevi sobre a Arte Elétrica Quântica de Cacilda Becker, a partir de um prêmio que ganhei na gestão de Fernando Morais na Secretaria de Cultura da Cidade de SamPã em 1990. Este ato Trágico de Walmor atinge a peça em que estamos trabalhando, em cheio.
É sobre Cacilda, o TBC e… Walmor. Ele chega em Sampã e entra no TBC, dirigido por Ziembinski.
Conheci o poder deste gênio estóico pela primeira vem em “VOLPONE”, fazendo o MOSCA. Cacilda apaixonou-se de cara pelo sujeito transumano e pelo Ator, quando conheceu aquele menino, mais novo que ela, atuando em cima de um monte de Merda como uma Mosca Varejeira.
Em “Gata em Teto de Zinco Quente”, a personagem de Cacilda, Maggie, a Gata, não consegue trepar com ele, ele é gay, vive na cama do casal, enchendo a cara, não quer nada com ela. Walmor-Brik está atormentado pelo suicídio do seu Amante Skipper. E está ferido na perna esquerda, sem poder locomover-se direito. Na peça e na vida: Cacilda acaba ganhando por 12 anos Walmor Brick como marido, e seu maior parceiro Teatral.
Abandona o conforto do TBC e funda a Cia. com Walmor: o TCB (Teatro Cacilda Becker). Cara!, a peça agora podia se chamar Cacilda!!! – Walmor!!!
Cacilda teve um aneurisma no 2º ato de “Esperando Godot”. Walmor assistiu e viveu os 39 dias de coma da Atriz-Matriz e depois com permissão da família dela desligou os aparelhos que a mantinham com vida vegetativa e ele … suicidou-se pra não ser peso, nem pra ele, nem pra ninguém.
É uma Tragédia completa de Teat(r)o.
Uma TRAGYKOMÉDIORGYA.
Walmor e Cacilda: os maiores Ator e Atriz que o Brasil já fabricou!
Vai mudar muito a peça que escrevi em 1990.
Já encenei duas, da Tetralogia: na 1ª, Cacilda! (uma Exclamação) Walmor já entrou, vivido por Marcelo Drummond. Montei a segunda, também Cacilda!!(duas Exclamações), quando ela é uma Estrela a Vagar pelo Rio de Janeiro. Dou o ano de 2013 pra Cacilda!!! (três Exclamações) e este acontecimento com Walmor vira do avesso esta peça.
Em 2015, se estiver vivo, monto Cacilda!!!! (quatro Exclamações).
Agora é claro: pela atitude de Walmor, diante da vida toda, tudo que fez, Walmor e Cacilda equivalem-se, são ambos protagonistas. Marcelo Drummond vai viver este Protagonista este ano, da peça que será montada:
- no Teat(r)o Oficina
- em seu Entorno tombado pelo IPHAN em 2010, que já estamos ocupando: Um quarteirão Inteiro do Bixiga e
- no TBC em obras.
Soubemos da notícia por Felipe, o dono da Pousada que nos chamou pra ver em seu quarto uma entrevista dele com 80 anos, que a Globo News pôs imediatamente no ar. Nela Walmor, o entrevistado, contagiou a entrevistadora e vi uma das mais belas entrevistas teatrais de minha vida. Tente ver, é deslumbrante. Walmor nela afirma emocionado o Valor Incomensurável do Teatro, atuando, contando do aneurisma de Cacilda no 2º Ato de “Esperando Godot”, como nunca havia contado.
ENFIM, TENHO MUITO Q DIZER SOBRE WALMOR, MITO DE “CACILDA!!! – GLÓRIA NO TBC”, ONDE A ATRIZ DAS ATRIZES ENCONTRA UM JOGADOR COM A POTÊNCIA DE SEU JOGO.
Os dois nesta peça abrem espaço para a complementação de Lina Bardi de seu Projeto Urbano pro Oficina, o renascimento do BIXIGA.
Zé
A Bandeirantes foi onde Cacilda mais trabalhou no tempo do Video Cassete. Tem de entrar nesta Aventura. Eu SOU APAIXONADO POR TODA MINHA VIDA PELA DUPLA – ESTE SUICÍDIO BATEU EM MIM FORTE.
MERDA
http://blogdozecelso.wordpress.com/2013/01/24/o-suicidio-de-walmor-chagas-resposta-ao-reporter-da-bandeirantes/
'Amour' - aging and romance
'Amour' Review: Film Offers Unflinching Look at Aging Process
Oscar nominations gave us a few major surprises. From the snub of Oscar-winning director Kathryn Bigelow (“Zero Dark Thirty”) to the exclusion of Ben Affleck (“Argo”) in the directorial race, many critics were wondering what the Academy was thinking.
One thing that they must have been thinking about was the film “Amour,” which surprised critics and audiences alike by receiving five nominations (including for Best Director and Best Picture). And although the movie is still an underdog in most categories, it has a solid shot at several big awards because of the delicacy in which it handles the stirring subjects of aging and romance.But no. Something has changed.
The stroke that she suffered only hints at the health issues that Anne faces as her husband takes care of her, standing by her side as her condition worsens. “You inflict nothing on me,” he tells her when she knows otherwise. She is weak and grows weaker by the day. He carries the burden for both of them as they face the inevitable pain of aging and loss. carrying the burden for both of them.
Several years ago, I worked at an assisted living facility and watched as older people faced an inevitable decline in their health and their faculties. The grand thing about “Amour” is how true it rings. Aging isn’t like an injury. It’s not like a concussion an athlete experiences on the field, only to recover from a few days later. It’s a slow and painful departure from the normal way of doing things into an acceptance of a new, harsher reality where actions take longer than they did before and pain never seems to go away.
Anne faces such a scenerio. She becomes paralyzed on her right side. She remains in bed for a long time and fails to wake up in the middle of the night to go to the bathroom. This is aging in the film and the complexities that arise with it are shown clearly and unflinchingly in a script by writer/director Michael Haneke.
The characters are flawed and sometimes resistant to the help they are offered. Anne never wants to go back to the hospital after her first trip there and Georges coldly writes off his own daughter’s support (“Your concern is no use to me,” he says). But through it all, “Amour” captures the pain and perils of aging in a way that will be hard to forget. One development in the third act did surprise me (and not in a good way) but for most of the film, the story looks and feels very real.
Films like “Amour” are hard to watch because they so honestly—removing pretense and self-pity—examine the heartbreak of the aging process. The movie pales in comparison to Sarah Polley's 2006 drama "Away from Her" but is still well worth seeing for the honesty and sobriety it shows in taking on such a difficult subject.
http://www.breitbart.com/Big-Hollywood/2013/01/11/Amour-Review-Film-offers-an-unflinching-look-of-the-aging-process
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Literatura en las canciones de amor inolvidables
Por: Winston Manrique Sabogal
La serenata (1740), de Nicholas Lancret.
Hay canciones de amor, sus letras, que nos gustan por su secreto atisbo de profecía y otras porque copian e iluminan nuestras vivencias. Unas llegan a nuestras vidas mucho antes de que descubramos, experimentemos y comprendamos lo que allí se nos cuenta y las otras parecen inspiradas en nuestra propia historia. Al final, las dos parecen creadas y cantadas para cada uno de nosotros. Da igual si los expertos musicales las consideran buenas, regulares o malas canciones; y si sus letras son de alta o baja calidad literaria. Están allí, han llegado para quedarse por motivos superiores a nosotros y forman parte esencial de la banda literaria y sonora de nuestras vidas.
Trovadores conrtemporáneos.
Uno de los escritores que mejor hizo este acercamiento a esa realidad fue Marcel Proust. Él, tan exquisito en sus gustos, escribió en 1893 Elogio de la mala música, donde reconocía el misterioso, profundo y sentido valor de la música popular; el efecto milagroso de tocar el alma de las personas incluso contra su deseo. Porque "se han llenado del sueño y las lágrimas de la gente". Teo Sanz, catedrático de literatura francesa, lo describió bien en su blog, hace tres años: "En él señala (Proust en su artículo), con un loable deseo de buscar la verdad, que se puede odiar esa clase de música, pero no menospreciarla porque se toca y canta con más pasión que la buena y, sobre todo, porque "se ha llenado del sueño y las lágrimas de la gente".
Trovadores contemporáneos. En las letras de esas canciones hay literatura. Bob Dylan suena cada año como candidato al Nobel, y el año pasado Leonard Cohen obtuvo el Premio Príncipe de Asturias de las Letras. Traigo a colación estos dos ejemplos de artistas y compositores universales para hablar de la literatura en las letras de las canciones de amor en el día de san Valentín. Y para que nos hablen del asunto he pedido a un poeta, a un filósofo especialista en el tema y a un lector y dos admiradores de Dylan que compartan con nosotros sus letras de canciones de amor inolvidables.
Y, sí, todo esto es por recordar o celebrar entre todos el día de san Valentín de una manera diferente como hemos hecho en los últimos dos años en este blog. En 2011 fueron las mejores poesías de amor (puedes ver aquí el psot), y en 2010 las mejores novelas (puedes ver el post aquí), en las que ustedes completaban el artículo con sus comentarios. A ver si se animan este año también con el tema de hoy: la literatura, las letras, en las canciones de amor inolvidables:
"Cada canción, además de contar la historia que la origina, termina contado la historia del que la oye más con el corazón que con el oído. La canción es cardiocéntrica.
"Aunque simples y directas, algunos boleros, algunos tangos y rancheras tienen un valor poético intrínseco en sus palabras, como por ejemplo Abrázame así de Mario Clavell, Amanecí en tus brazos de José Alfredo Jiménez, Tú me has de querer de Bola de Nieve, Qué me importa de Mario Fernández Porta y Piensa en mí de Agustín Lara, para citar sólo cinco
"Aunque simples y directas, algunos boleros, algunos tangos y rancheras tienen un valor poético intrínseco en sus palabras, como por ejemplo Abrázame así de Mario Clavell, Amanecí en tus brazos de José Alfredo Jiménez, Tú me has de querer de Bola de Nieve, Qué me importa de Mario Fernández Porta y Piensa en mí de Agustín Lara, para citar sólo cinco
BUENAS NOCHES!!!!
Pasajes literarios de la gran hechicera Toni Morrison
Epígrafe de Ojos azules (su primera novela, 1970):
"A las dos personas que me dieron la vida y a la persona que me hizo libre".
Comienzo de Jazz (1992): “Sssst… yo conozco a esa mujer. Vivía rodeada de pájaros en la avenida Lenox. También conozco a su marido. Se encaprichó de una chiquilla de 18 años y le dio uno de esos arrebatos que te calan hasta lo más hondo y que a él le metió dentro tanta pena y tanta felicidad que mató a la muchacha de un tiro solo para que aquel sentimiento no acabara nunca. Cunado la mujer, que se llama Violet, fue al entierro para ver a la chica y acuchillarle la cara sin vida, la derribaron al suelo y la expulsaron de la iglesia. Entonces echó a correr, en medio de toda aquella nieve, y en cuanto estuvo de vuelta en su apartamento sacó a los pájaros de las jaulas y les abrió las ventanas para que emprendiesen el vuelo o para que se helaran, incluido el loro, que decía: “Te quiero”.
Pasaje de Beloved (1987) en la mitad: "-Estaba hablando del tiempo. Me resulta difícil creer en el tiempo. Algunas cosas pasan. Otras se quedan. Antes pensaba que era mi memoria. Ya sabes, algunas cosas se olvidan, otras siempre se recuerdan. Pero no es eso. Los lugares, los lugares siguen en su sitio. Si una casa se incendia, desaparece, pero el lugar... la imagen del lugar permanece, y no solo en mi memoria sino allí, en el mundo. Lo que yo recuerdo es una imagen flotando en redondo fuera de mi cabeza. Quiero decir que aunque lo piense, aunque se muera, la imagen de lo que hice, o supe, o vi, sigue allí. Exactamente en el lugar donde ocurrió.
- ¿Y los demás pueden verla? -inquirió denver.
- Oh, sí. Oh, sí, sí, sí. Algún día irás andando por el camino y oíras o verás algo. Con toda claridad. Y pensarás que eres tú la que está pensando. Una imagen pensada. Pero no. Es cuando tropiezas con un recuerdo que le pertenece a otro".
Pasaje de Amor (2003), hacia el desenlace: "Él la mira. Azorada (¿le habrá visto menear las caderas?) y temerosa. Él es el guapo gigante propietario del hotel y al que nadie replica. Heed se detiene, incapaz de moverse o decir: 'Disculpe. Lo siento'. (...)
Le toca el mentón y entonces, con naturalidad, sin dejar de sonreír, le toca un pezón, o mejor el lugar bajo el traje de baño donde habrá un pezón (...) Heed se queda ahí durante un tiempo que le parece una hora pero que es menos del que se requiere para hacer una burbuja de chicle perfecta. (...)
Heed no ha traído las piezas. Le dice a Christine que no las ha encontrado. Esa primera mentira, de las muchas que seguirán, se debe a que Heed cree que Christine sabe lo que ha sucedido y eso la ha hecho vomitar. Así pues, hay algo en Heed que no está bien. El viejo lo ha visto enseguida, y por ello le ha bastado con tocarla para que se moviera, como él sabía que iba a suceder, porque esa cosa mala ya estaba ahí, esperando que un pulgar la despertara. Ahora Christine también sabe que eso está ahí, y no puede mirarla porque la cosa mala es visible".
PUEDES LEER AQUÍ LA ENTREVISTA CON TONI MORRISON PUBLICADA EN BABELIA:"Los afroamericanos mandan ahora en la cultura"
http://blogs.elpais.com/papeles-perdidos/2013/01/la-gran-hechicera-toni-morrison.html#more
"A las dos personas que me dieron la vida y a la persona que me hizo libre".
Pasaje de Beloved (1987) en la mitad: "-Estaba hablando del tiempo. Me resulta difícil creer en el tiempo. Algunas cosas pasan. Otras se quedan. Antes pensaba que era mi memoria. Ya sabes, algunas cosas se olvidan, otras siempre se recuerdan. Pero no es eso. Los lugares, los lugares siguen en su sitio. Si una casa se incendia, desaparece, pero el lugar... la imagen del lugar permanece, y no solo en mi memoria sino allí, en el mundo. Lo que yo recuerdo es una imagen flotando en redondo fuera de mi cabeza. Quiero decir que aunque lo piense, aunque se muera, la imagen de lo que hice, o supe, o vi, sigue allí. Exactamente en el lugar donde ocurrió.
- ¿Y los demás pueden verla? -inquirió denver.
- Oh, sí. Oh, sí, sí, sí. Algún día irás andando por el camino y oíras o verás algo. Con toda claridad. Y pensarás que eres tú la que está pensando. Una imagen pensada. Pero no. Es cuando tropiezas con un recuerdo que le pertenece a otro".
Pasaje de Amor (2003), hacia el desenlace: "Él la mira. Azorada (¿le habrá visto menear las caderas?) y temerosa. Él es el guapo gigante propietario del hotel y al que nadie replica. Heed se detiene, incapaz de moverse o decir: 'Disculpe. Lo siento'. (...)
Le toca el mentón y entonces, con naturalidad, sin dejar de sonreír, le toca un pezón, o mejor el lugar bajo el traje de baño donde habrá un pezón (...) Heed se queda ahí durante un tiempo que le parece una hora pero que es menos del que se requiere para hacer una burbuja de chicle perfecta. (...)
Heed no ha traído las piezas. Le dice a Christine que no las ha encontrado. Esa primera mentira, de las muchas que seguirán, se debe a que Heed cree que Christine sabe lo que ha sucedido y eso la ha hecho vomitar. Así pues, hay algo en Heed que no está bien. El viejo lo ha visto enseguida, y por ello le ha bastado con tocarla para que se moviera, como él sabía que iba a suceder, porque esa cosa mala ya estaba ahí, esperando que un pulgar la despertara. Ahora Christine también sabe que eso está ahí, y no puede mirarla porque la cosa mala es visible".
PUEDES LEER AQUÍ LA ENTREVISTA CON TONI MORRISON PUBLICADA EN BABELIA:"Los afroamericanos mandan ahora en la cultura"
http://blogs.elpais.com/papeles-perdidos/2013/01/la-gran-hechicera-toni-morrison.html#more
Assinar:
Postagens (Atom)