Pesquisar este blog

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Último ato [Walmor Chagas] - Gustavo Fioratti

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

FOLHA DE SÃO PAULO

Amigos de Walmor Chagas e sua filha, a cantora Clara Becker, contam como foram os dias finais na vida do ator, que se matou no dia 18 com um tiro na cabeça
GUSTAVO FIORATTIDE SÃO PAULOCom que determinação teria Walmor Chagas colocado em prática o ato final do personagem de sua última peça, "Um Homem Indignado"?
No monólogo, que escreveu e levou ao palco em 2004, um ator veterano se debruça sobre enfermidades sociais e, desesperançoso com a velhice, põe fim à própria vida.
Dias antes de cometer suicídio na fazenda em que morava em Guaratinguetá (SP)aos 82 anos, Walmor comparou seu organismo a "um calhambeque que tinha de ir todo dia para a oficina", conta à Folha a cantora Clara Becker, filha do ator gaúcho e da atriz Cacilda Becker (1921-1969).
"Num dia é o para-choque, no outro é a rebimboca da parafuseta", brincou ele, referindo-se à bateria de exames médicos a que se submeteu nos últimos dias de vida.
Walmor era diabético e sofria, desde 2005, de degeneração da mácula, doença ocular sem cura que o impedia de ler, sua maior paixão. A visão, diz Clara, piorara nos últimos tempos.
"Foi o primeiro baque e o principal. Ele começou a ficar dependente de mim e achou que estava dando trabalho. Eu dizia que era natural: os pais cuidam dos filhos, e os filhos cuidam dos pais."
A fragilidade não eclipsou seu senso de humor, traço forte na personalidade do ator cuja trajetória profissional passa pela criação do TBC (Teatro Brasileiro de Comédia), em São Paulo, e por trabalhos entre cinema, teatro e televisão nos mais de cem títulos em que atuou.
Além de marido e parceiro da mítica Cacilda Becker, no teatro atuou ao lado de Ítalo Rossi (1931-2011). Seu último trabalho foi no filme "A Coleção Invisível", de Bernard Attal, ainda não lançado.
LIGADO NO MUNDO
Até o fim da vida, ele "esteve ligado no mundo", diz Clara. Quase cego, assistia à TV bem próximo a ela, sempre na companhia de seus três cães, Fred, Frida e Jade.
Divertiu-se com a novela "Avenida Brasil" e avaliou Adriana Esteves como "uma atriz sem medo". Admirava ainda o ator João Miguel, a quem se referiu em sua última semana de vida como "o maior ator de sua geração".
Desde meados de 2012, inapetente, começou a emagrecer. "Quando passei o fim de ano na fazenda, insisti para que ele fizesse um checkup em São Paulo."
Walmor viajou à capital no dia 6 de janeiro, foi examinado por uma gastroenterologista, que diagnosticou esofagite e gastrite. Passou ainda pelo ortopedista, pois fraturara o metatarso em um tombo no fim do ano.
Na quarta, dia 16, quis retornar à fazenda e prometeu à filha que voltaria a São Paulo em três dias. Ao despedir-se de Clara, disse: "Eu te amo, te adoro! Volto na semana que vem". Um motorista o conduziu a Guaratinguetá.
A cidade fica a 187 km de São Paulo. Para chegar à fazenda, na zona rural, onde também funciona a pousada Sete Nascentes, são três horas de carro desde a capital. Os 3 km finais são de terra, com trechos íngremes, mas que um carro comum pode superar. No alto do morro, a vista se abre para a serra.
Não é possível dizer que Walmor tenha sido uma pessoa solitária ali. Foi um retiro voluntário. Ele mudou-se do Rio há 20 anos para aquelas terras, por cuja porteira passavam, além da filha, duas irmãs e amigos longevos, como as atrizes Camilla Amado e Lucélia Santos.
Na mesma propriedade, em casa separada, vive a família de José Arteiro de Almeida, cearense que trabalhou para Walmor desde os anos 1980. Ele foi obreiro de um teatro criado pelo ator no Rio, a sala Ziembinski. E há dois anos -indício da preparação para a morte- Walmor passou a escritura da pousada para o seu nome.
Em Guaratinguetá, o ator cultivou amizades. Algumas de suas últimas refeições foram preparadas por Masae Shimizu, mulher de Antonio Cardoso. Sujeito de olhar sereno e barba rala, ele administra um restaurante nas cercanias da fazenda. Ela guarda receitas para pessoas sem apetite.
Walmor costumava apreciar conversas sobre assuntos filosóficos, diz Cardoso, e nessa toada costumava incluir também sua percepção sobre a morte. "Era um cético convicto", diz. "Para ele, a morte era realmente o fim."
DETERMINAÇÃO
A hipótese de suicídio foi confirmada na última quinta pelo 2º DP de Guaratinguetá. O corpo de Walmor foi encontrado, no dia 18, por Arteiro, sentado na copa de sua casa. Com o tiro que disparou contra a cabeça com uma pistola calibre 38, o corpo e a cadeira reclinaram-se para trás levemente e, escorados por um armário, não tombaram.
Naquele dia, o ator havia tomado sol pela manhã. Também perguntara a Arteiro como estava a família dele, abordagem pouco frequente.
Walmor era "irredutível", diz Cardoso. "Se tinha algo em mente, era impossível demovê-lo daquilo", conta, pouco surpreso com o suicídio. "Falava que queria morrer antes de usar fraldão."
Sua determinação pode ser ilustrada com a construção da casa onde viveu. "Quando meu pai comprou a fazenda, em 1993, não havia estrada nem luz elétrica. O transporte de mantimentos era no lombo da mula Lavrinha", diz Clara. Além de abrir com recursos próprios a estrada para o terreno, ele participou de campanha publicitária da Eletropaulo em troca de eletricidade na vizinhança.
Segundo a atriz Camilla Amado, Walmor lhe disse que, se um dia se matasse, não deixaria carta de suicídio, para não tornar o ato dramático demais. "Ele dizia que não gostava muito de dramas, gostava de tragédias." De fato, não houve nem bilhete.


    FRASE
    "Ele ficou dependente de mim e achou que dava trabalho. Eu dizia que os pais cuidam dos filhos e os filhos cuidam dos pais"

    segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

    On Emotions...





    YOUR ANSWERS QUESTIONED....

    Born Wild

    I’ve been feeling sad lately...for no reason that I know of.
    You are holding — that may be the whole problem. You don’t trust life. Somewhere deep down there is a mistrust of life, as if, if you don’t control them, things will go wrong and that if you remain in control only then can things go right; you have to always deliberately manage things. Maybe your childhood conditioning has helped in that way. That has done much damage, because when a person starts managing everything, his life is lived at the minimum.

    Life is such a vast phenomenon; it is impossible to manage it. And if you really want to manage it, you have to cut it to the minimum; then you can manage. Otherwise life is wild.

    It is as wild as these clouds, and this rain and this breeze and these trees and the sky. It is wild — and you have cut your wild part out completely. You are afraid of it — that’s why you don’t open as much as you can, and that is creating your sadness also.

    Sadness is nothing but the same energy that could have been happiness.

    When you don’t see that your happiness is flowering, you become sad. Whenever you see somebody happy, you become sad: Why is it not happening to you? It can happen to you! There is no problem in it. You just have to uncondition your past. You will have to go a little out of the way for it to happen, so just make a little effort to open yourself. Even if it feels a little painful in the beginning.... In the beginning it will feel painful.

    Start one meditation in the night, from tonight. Just feel as if you are not a human being at all. You can choose any animal that you like. If you like a cat, good. If you like a dog, good...or a tiger — male, female — anything you like. Just choose, but then stick to it. Become that animal. Move on all fours in the room and become that animal.

    For fifteen minutes enjoy the fantasy as much as you can. Bark if you are a dog and do things a dog is expected to do — and really do them! Enjoy it and don’t control, because a dog cannot control. A dog means absolute freedom, so whatsoever happens in that moment, do. In that moment don’t bring in the human element of control. Be really doggedly a dog! For fifteen minutes roam around the room...bark, jump. Continue this for seven days. It will help.

    You need a little more animal energy. You are too sophisticated, too civilized, and that is crippling you.

    Too much civilization is a paralyzing thing. It is good in a small dose but too much of it is very dangerous. One should always remain capable of being an animal.

    Your animal has to be freed; that is the problem as I see it. If you can learn to be a little wild, all your problems will disappear. So start from tonight — and enjoy it!
    Osho, The Passion For the Impossible
    (This talk is no longer available at Osho’s request)


    Copyright © 2013 Osho International Foundation

    domingo, 27 de janeiro de 2013

    Kind Of Blue - Miles Davis -


    Belo é o Recife

     
    Belo é o Recife pegando fogo na pisada do Maracatu

     
    Caetano Veloso
    O colunista escreve aos domingos

    Belo é o Recife

    ‘O som ao redor’, do pernambucano Kleber Mendonça Filho, “é um dos melhores filmes feitos recentemente no mundo”

    Nesta Bahia maltratada, vi, sozinho, o filme de Kleber Mendonça Filho e fiquei estarrecido. Raramente um diretor encontra com tanta precisão o tom do filme que deve e quer fazer. “O som ao redor” é um desses raros momentos em que tudo acontece de modo adequado sem que a obra seja apenas suficiente: o filme transcende, inspira, ensina e exalta. Ensina aprendendo. Esperando o jeito de dizer surgir dos atores e dos não atores como confirmação da sabedoria na construção dos diálogos. Não há pontes nem Marco Zero, não há sobrados nem maracatu. Mas os prédios feios, as decorações tolas, a fantasmagórica percepção do dia a dia dos recifenses de agora deixa entrever todas as nuances da sociedade pernambucana, de toda a sociedade brasileira mirada daquele ângulo. Todo o horror mas também toda a beleza se revela a cada lance de montagem, a cada som de máquina ou de voz, a cada escolha de ponto de vista.
    A“Festa” de Gonzaguinha — imperdoavelmente ausente do bom “Gonzaga de pai para filho” — está presente aqui, mesmo sem ser ouvida. A começar pela própria existência do filme. Que um filme assim tenha sido feito em Pernambuco, com gente de lá e por gente de lá, é prova da beleza intrínseca que se possibilita nessa quina nordestina do Brasil.
    Ouvir a canção (ou paródia de canção) carnavalesca baiana irritando alguns moradores e trabalhadores desses prédios das redondezas da Boa Viagem (“Perigo de tubarões”, diz uma placa), isso dentro do cinema Glauber Rocha na Praça Castro Alves, é experimentar uma espécie peculiar de iluminação. A mãe de família interpretada pela extraordinariamente sexy Maeve Jinkings é de tirar o fôlego e de apertar o coração. A sobriedade e a profunda verdade de cada milimétrico gesto de Irandhir Santos preparam a cabeça do espectador para estudar tudo o que o filme tem a dizer. E o sotaque pernambucano!... As nuances das diferenças da língua entre gerações e extrações sociais. Os mais jovens e mais urbanos palatalizam mais os tês e os dês. O nome do primo encrenqueiro de João é tudo entre Dinho e Dginho na escala que vai do avô coronel ao primo cosmopolita.
    Em “Gonzaga de pai para filho” há pernambuco e há cinema. Ainda não vi “A febre do rato”. “Gonzaga” não é um filme pernambucano. Em “Gonzaga” falta Ivan Lins e o MAU, falta Som Livre Exportação, sobretudo falta “Festa”, o elo perdido entre o filho e o pai. Canção que é também uma obra-prima. Em “O som ao redor” ela ecoa forte, à roda dos sons divinamente editados, dos pátios dos edifícios, da trilha magnífica de DJ Dolores, do mar barrento. Um tal filme ter sido feito no Recife diz da beleza que ele é. Não senti falta, em “Gonzaga”, da menção ao papel secundário e pequeno que o movimento tropicalista desempenhou na redescoberta de Gonzagão pelo público jovem da época. Eu teria posto algo a respeito apenas do “Luiz Gonzaga volta pra curtir”, show que, acho, Waly Salomão dirigiu no Terezão (por que, aliás, mudar o nome do Tereza Rachel para Net Rio? A Net poderia manter o nome consagrado — ou assumir logo Terezão — e colocar-se como patrocinadora: um dia essas empresas vão ver que não é gostoso ter teatros e casas de espetáculos com nomes tipo Credicard Hall, ATL Hall, American Airlines Arena…), mas a ausência de “Festa” é sintoma de falha do roteiro. Ouço-a ao ver “O som ao redor”. Onde, aliás, o tropicalismo recebe uma homenagem que só não considero imerecida porque, sendo a escolha tão profundamente pensada e a inserção do trecho da gravação tão incrivelmente bem feita, minha reação é de gratidão infinita por ter minha voz, minha pobre voz, fazendo parte desse filme. Mais do que a minha, a voz transcendental de Jorge Ben. Mais do que ela, seu violão. Mais do que o violão, a canção e o que ela sugere.
    Não posso deixar de pensar em Eduardo Campos e na seriedade da política em Pernambuco. Eu aqui nessa Bahia maltratada. Sou o cara que canta a peça de axé hilária que soa no filme. Sou o cara que a compõe. Fico, do meu canto, esperando qual será a consequência dos planos de Carlinhos Brown de abrir espaço especial para os blocos afro no carnaval de Salvador. Ele sempre enriquece a cultura popular da cidade. Não vai ser para este ano, como eu esperava. Clarindo não será, como imaginávamos e queríamos seus admiradores, o subprefeito do Pelourinho. Mas Neto deve saber o que está fazendo. E Clarindo há de ver dias (e noites) melhores na Cantina da Lua.
    “O som ao redor” é um dos melhores filmes brasileiros de sempre. É um dos melhores filmes feitos recentemente no mundo. Gonzaga, Brown, Clarindo, axé, Glauber, Ivan Lins, todos se engrandecem com isso. Deve-se isso ao tom encontrado por Kleber.


    Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/belo-o-recife-7405983#ixzz2JD2jGQim

    sábado, 26 de janeiro de 2013

    A cidade que encanta e enlouquece

     
     
     
    Por José Fausto
    Nassif,
    Acabei de receber este vídeo, de um amigo homenageando a "louca" SAMPA.
    Não resisti e postei no Youtube.
    Um olhar diferenciado,reverenciando esta Senhora que tanto nos encanta e nos enlouquece.
    Só mesmo tarja preta!!!
    abs.
     

    Conhecendo São Paulo

    Por lucianohortencio
    Comentário ao post "A cidade que encanta e enlouquece"

    Postei ontem, em homenagem ao aniversário de São Paulo, a interpretação dos Anjos do Inferno para "VOCÊ JÁ FOI A SÃO PAULO?"
    Recebi do comentarista Raí a pergunta: Caro Lucianoortencio, e você, já esteve em São Paulo, na verdadeira acepção da palavra ? - Aqui vai minha resposta ao comentarista Raí:
    Afirmar conhecer São Paulo, na verdadeira acepção da palavra, seria uma temeridade, caro Raí. Conheço São Paulo sim e vou aí pelo menos duas ou três vezes ao ano. Adoro passear a pé pelas ruas desertas do Centro Antigo, aos domigos pela manhã e depois ir almoçar comida oriental nas barraquinhas que existem na praça onde há a estação de metrô Liberdade.
    Gosto muito de fazer um tour por livrarias para adquirir livros e cds que não encontro aqui no Ceará e ir assistir peças de teatro e musicais. O último que assisti foi A FAMÍLIA ADAMS e gostei muito. Cochilei um pouquinho, mas nada que umas cotoveladas não dessem jeito.
    Gosto demais do mercado central, principalmente por sua arquitetura e vitrais, além do aspecto visual das frutas, verduras, frutas frescas e secas, tempeiros e especiarias. Tudo isso me fascina.
    Quando posso vou caminhar no Parque Ibirapuera. À última vez que lá estive tive imenso prazer em visitar o Museu ali existente, que recomendo a todos. À noite, após teatro, cinema ou mesmo shopping, gosto de jantar nas cantinas que existem no bairro do Bexiga. Adoro aquele ambiente descontraído, com decoração italiana, mais chamativa até do que na própria Itália e comer um bom talharim e degustar um vinho, pelo menos razoável.
    Ah! Sempre vou também à rua Santa Ifigência comprar coisas, às vezes necessárias, porém na maioria das vezes, desnecessárias. Necessárias somente na hora em que as compramos.
    Gosto de passear pela Avenida Paulista, ali me perder e me achar. Adoro ir à Paulista durante o mês de dezembro, ficar em frenta ao Itau vendo a decoração natalina e assistindo a grupos que entoam canções de natal. Falando nisso, o excelente violonista Edgard Gianullo, através da agência publicitária de seu filho, é o responsável por aquele maravilhoso espetáculo decembrino.
    Eita! Ia esquecendo o bar da brahma, onde ainda tomo uns porrezinhos bem legais, que ninguém é de ferro, além das excelentes pizzarias existentes no Itaim Bibi.
    Passeio pelos jardins para ver as vitrines, pois sou do tempo em que se saia de casa para ver vitrines, principalmente à época do natal. Não compro nada ali porque é meio salgado o preço das coisas e sou meio mão de vaca...

    Amigo Raí: Estou me sentindo, depois dessa longa exposição, como aquele sujeito inocente (pra não dizer otário), que, ao responder uma saudação de "como vai", desarreda a contar toda sua vida e desfia um rosário de lágrimas. Ainda bem que meu rosário é de prazer e satisfação por gostar de São Paulo.
    Finalizo perguntando: Você conhece o Ceará? Não? Então vem.
    Abraço do luciano.

    Anjos do Inferno - VOCÊ JÁ FOI A SÃO PAULO? - Wilson Batista-Jorge de Castro.
    Ano de 1944.

     
    Quatro Ases e Um Coringa - NO CEARÁ É ASSIM - Carlos Barroso
     
     
     

    quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

    Pedido de Casamento - Arnaldo Antunes -


    Lindo, Zé

    O suicídio de Walmor Chagas: resposta a TV Bandeirantes

    “Boa tarde!
    Sou pauteiro do Jornal da Band e estou atrás do contato do Zé Celso. O ator Walmor Chagas faleceu na tarde desta sexta-feira e gostaríamos de repercutir a morte do ator amanhã (19) com o Zé Celso.
    Vocês poderiam, por favor, me passar o contato do Zé?
    Aguardo o seu retorno.
    Obrigado,
    Diego Costa.”

    Ió! Diego, recebi a notícia do suicídio corajoso de Walmor aqui na “Praia dos Carneiros”, uma das muitas maravilhas de Pernambuco, nosso Repouso de Guerreiros, meu e do Ator Poeta da Arte Teatral: Roderick HimÉros.
    Estamos preparando a Guerra pra ganhar 2013, estrategiando com nosso Poder Teat(r)al a peça: Cacilda!!! – Glória no TBC, 3ª das 4 peças que escrevi sobre a Arte Elétrica Quântica de Cacilda Becker, a partir de um prêmio que ganhei na gestão de Fernando Morais na Secretaria de Cultura da Cidade de SamPã em 1990. Este ato Trágico de Walmor atinge a peça em que estamos trabalhando, em cheio.
    É sobre Cacilda, o TBC e… Walmor. Ele chega em Sampã e entra no TBC, dirigido por Ziembinski.
    Conheci o poder deste gênio estóico pela primeira vem em “VOLPONE”, fazendo o MOSCA. Cacilda apaixonou-se de cara pelo sujeito transumano e pelo Ator, quando conheceu aquele menino, mais novo que ela, atuando em cima de um monte de Merda como uma Mosca Varejeira.
    Em “Gata em Teto de Zinco Quente”, a personagem de Cacilda, Maggie, a Gata, não consegue trepar com ele, ele é gay, vive na cama do casal, enchendo a cara, não quer nada com ela. Walmor-Brik está atormentado pelo suicídio do seu Amante Skipper. E está ferido na perna esquerda, sem poder locomover-se direito. Na peça e na vida: Cacilda acaba ganhando por 12 anos Walmor Brick como marido, e seu maior parceiro Teatral.
    Abandona o conforto do TBC e funda a Cia. com Walmor: o TCB (Teatro Cacilda Becker). Cara!, a peça agora podia se chamar Cacilda!!! – Walmor!!!
    Cacilda teve um aneurisma no 2º ato de “Esperando Godot”. Walmor assistiu e viveu os 39 dias de coma da Atriz-Matriz e depois com permissão da família dela desligou os aparelhos que a mantinham com vida vegetativa e ele … suicidou-se pra não ser peso, nem pra ele, nem pra ninguém.
    É uma Tragédia completa de Teat(r)o.
    Uma TRAGYKOMÉDIORGYA.
    Walmor e Cacilda: os maiores Ator e Atriz que o Brasil já fabricou!
    Vai mudar muito a peça que escrevi em 1990.
    Já encenei duas, da Tetralogia: na 1ª, Cacilda! (uma Exclamação) Walmor já entrou, vivido por Marcelo Drummond. Montei a segunda, também Cacilda!!(duas Exclamações), quando ela é uma Estrela a Vagar pelo Rio de Janeiro. Dou o ano de 2013 pra Cacilda!!! (três Exclamações) e este acontecimento com Walmor vira do avesso esta peça.
    Em 2015, se estiver vivo, monto Cacilda!!!! (quatro Exclamações).

    Cacilda Estragon e Wladimir Walmor, em Esperando Godot
    Cacilda Estragon e Wladimir Walmor, em Esperando Godot

    Agora é claro: pela atitude de Walmor, diante da vida toda, tudo que fez, Walmor e Cacilda equivalem-se, são ambos protagonistas. Marcelo Drummond vai viver este Protagonista este ano, da peça que será montada:
    - no Teat(r)o Oficina
    - em seu Entorno tombado pelo IPHAN em 2010, que já estamos ocupando: Um quarteirão Inteiro do Bixiga e
    - no TBC em obras.
    Soubemos da notícia por Felipe, o dono da Pousada que nos chamou pra ver em seu quarto uma entrevista dele com 80 anos, que a Globo News pôs imediatamente no ar. Nela Walmor, o entrevistado, contagiou a entrevistadora e vi uma das mais belas entrevistas teatrais de minha vida. Tente ver, é deslumbrante. Walmor nela afirma emocionado o Valor Incomensurável do Teatro, atuando, contando do aneurisma de Cacilda no 2º Ato de “Esperando Godot”, como nunca havia contado.

    ENFIM, TENHO MUITO Q DIZER SOBRE WALMOR, MITO DE “CACILDA!!! – GLÓRIA NO TBC”, ONDE A ATRIZ DAS ATRIZES ENCONTRA UM JOGADOR COM A POTÊNCIA DE SEU JOGO.
    Os dois nesta peça abrem espaço para a complementação de Lina Bardi de seu Projeto Urbano pro Oficina, o renascimento do BIXIGA.
    Zé
    A Bandeirantes foi onde Cacilda mais trabalhou no tempo do Video Cassete. Tem de entrar nesta Aventura. Eu SOU APAIXONADO POR TODA MINHA VIDA PELA DUPLA – ESTE SUICÍDIO BATEU EM MIM FORTE.
    MERDA

    http://blogdozecelso.wordpress.com/2013/01/24/o-suicidio-de-walmor-chagas-resposta-ao-reporter-da-bandeirantes/

    'Amour' - aging and romance

    'Amour' Review: Film Offers Unflinching Look at Aging Process

     

    Oscar nominations gave us a few major surprises. From the snub of Oscar-winning director Kathryn Bigelow (“Zero Dark Thirty”) to the exclusion of Ben Affleck (“Argo”) in the directorial race, many critics were wondering what the Academy was thinking.

    One thing that they must have been thinking about was the film “Amour,” which surprised critics and audiences alike by receiving five nominations (including for Best Director and Best Picture). And although the movie is still an underdog in most categories, it has a solid shot at several big awards because of the delicacy in which it handles the stirring subjects of aging and romance.

     
    The story focuses on a married couple in their 80s, who are warmly played by Jean-Louis Trintignant and Emmanuelle Riva. Near the beginning, the two are sharing a lovely but quiet meal together when Anne (Riva) suddenly becomes quiet, her face locked in a blank stare that her husband Georges (Trintignant) doesn’t understand. She was playing a practical joke, he assumes when she returns back to her normal self a few moments later.
    But no. Something has changed.
    The stroke that she suffered only hints at the health issues that Anne faces as her husband takes care of her, standing by her side as her condition worsens. “You inflict nothing on me,” he tells her when she knows otherwise. She is weak and grows weaker by the day. He carries the burden for both of them as they face the inevitable pain of aging and loss. carrying the burden for both of them.
    Several years ago, I worked at an assisted living facility and watched as older people faced an inevitable decline in their health and their faculties. The grand thing about “Amour” is how true it rings. Aging isn’t like an injury. It’s not like a concussion an athlete experiences on the field, only to recover from a few days later. It’s a slow and painful departure from the normal way of doing things into an acceptance of a new, harsher reality where actions take longer than they did before and pain never seems to go away.
    Anne faces such a scenerio. She becomes paralyzed on her right side. She remains in bed for a long time and fails to wake up in the middle of the night to go to the bathroom. This is aging in the film and the complexities that arise with it are shown clearly and unflinchingly in a script by writer/director Michael Haneke.
    The characters are flawed and sometimes resistant to the help they are offered. Anne never wants to go back to the hospital after her first trip there and Georges coldly writes off his own daughter’s support (“Your concern is no use to me,” he says). But through it all, “Amour” captures the pain and perils of aging in a way that will be hard to forget. One development in the third act did surprise me (and not in a good way) but for most of the film, the story looks and feels very real.
    Films like “Amour” are hard to watch because they so honestly—removing pretense and self-pity—examine the heartbreak of the aging process. The movie pales in comparison to Sarah Polley's 2006 drama "Away from Her" but is still well worth seeing for the honesty and sobriety it shows in taking on such a difficult subject.

    http://www.breitbart.com/Big-Hollywood/2013/01/11/Amour-Review-Film-offers-an-unflinching-look-of-the-aging-process