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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Esse samba tá diferente


Ana Costa e Paulinho Moska dão um tom pop-rock ao programa

 
OAna Costa mostra a alegria do seu gingado no Samba na GamboaAna Costa mostra a alegria do seu gingado no Samba na Gamboa Samba na Gamboa desta semana traz uma dupla de cantores e compositores que passa longe da máxima “mais do mesmo”. Sambista de raiz, Ana Costa busca no pop-rock novos horizontes pro seu samba. Já o multifacetado Paulinho Moska vai do samba às experimentações do rock, sempre trazendo algo de novo para sua música. Nesse encontro, o anfitrião Diogo Nogueira faz do programa uma bem-sucedida mescla de gêneros musicais.
No repertório, Ana Costa mostra a sua versão de samba para Olhos Felizes, de Marina Lima, e Moska interpreta Falsa Baiana e Maneiras. A dupla apresenta ainda um lindo dueto na canção Alma Gêmea.


http://tvbrasil.ebc.com.br/sambanagamboa/episodio/esse-samba-ta-diferente#media-youtube-1
 

A idade, o travesseiro e o colchão

 

Na carona dessas reflexões sobre a idade, que são impossíveis de serem evitadas em alguma parte da vida, venho aqui solenemente dizer que estou ficando velha. A constatação? O travesseiro e o colchão.

Sempre achei o máximo aquelas pessoas que sentam no aeroporto e... dormem. Ou que se aconchegam em meio a mochilas, põe o pé na mala grande e roncam profundamente na rodoviária (tenho uma amiga assim). Eu, mesmo tendo um sono mais pesado de todo o mundo até me tornar mãe, nunca consegui dormir sentada. Nem em um confortável ônibus.
Por outro lado, acho um saco aquelas pessoas que precisam de quatrocentos tipos de “ses” para viajar. Oras, viajar protegido, indo de hotel 5 estrelas para dentro de taxis é no mínimo ridículo, na minha opinião (por favor, se vc é assim, não me leve a mal). Acho que viagem pressupõe sair da zona de conforto, do que é sempre ajustado e ir ao encontro do desconhecido testando as possibilidades de adaptação.

Mas chega um momento que a coisa complica. Não sei se é o corpo que fica de cara com tanta adaptação ou se, com o tempo, a gente deixa essa possibilidade de adaptação em segundo plano e quer dar atenção a outras coisas da viagem.
Admiro muito as pessoas, como outra amiga minha, que dormem no sofá, na mesa, no chão e tudo está sempre bem.

Quando vim para Sevilla, fiquei pensando seriamente em trazer meu travesseiro especial. Sim, eu já tenho um travesseiro especial. Porque descobri em todas as dores nas costas e idas ao médico que o jeito que eu durmo é fundamental para não ter dores. Sempre dormi amassada, nunca na mesma posição e embolada de algum jeito. Bem, depois de dores mil, aprendi que algumas posições estão proibidas para mim (de bruço é uma delas). Enfim, ouvi o conselho do namorado que disse que preciso ter qualidade de sono para produzir. Enrolei meu travesseiro, coloquei embaixo do braço e vim. Aluguei o apartamento já mobiliado que tinha um colchão muito bom, comprei mais um travesseiro para colocar no meio das pernas (o joelho agradece) e me ajeitei para ter noites altamente qualitativas de sono. Em 3 meses aqui, não tive um dia sequer de dores nas costas.

Final de semana passado fomos a Barcelona com orçamento reduzido, logo, nossa opção foi ficar em hostel. Sem problemas. E, em viagens assim eu me nego a carregar travesseiro. Aí é demais.

Pela primeira vez, notei na pele (e costas, músculos e articulações), a tal da falta de qualidade no sono. O hostel era bom, mas os travesseiros finos e o colchão de mola. O namorado construiu para ele um travesseiro mais alto colocando as jaquetas e moleton dentro da fronha. Ele vislumbrou que teria uma noite melhor com um travesseiro maior. Eu, com a minha mente jovem, pensei comigo: 3 noites não são nada. Vou ficar bem. Ledo engano... Tive uma média de 9 horas de sono por noite lá e acordei todos os dias des-truí-da. Dor de cabeça, dor no joelho, no dedão do pé (o que tem artrose) e nos ombros. E eu achando que era porque caminhamos muito durante todos os dia e tals... Humpf.

De volta a Sevilla, 6 horas de sono e estou me sentido como se alguém tivesse me passado com ferro à vapor. Nova.

Sim, estou velha, preciso do meu travesseiro especial e de uma boa noite de sono.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Show de Joyce Moreno em homenagem a Sidney Miller


Feito pra Acabar - Marcelo Jeneci



Feito Pra Acabar

Marcelo Jeneci

Quem me diz
Da estrada que não cabe onde termina
Da luz que cega quando te ilumina
Da pergunta que emudece o coração
Quantas são
As dores e alegrias de uma vida
Jogadas na explosão de tantas vidas
Vezes tudo que não cabe no querer
Vai saber
Se olhando bem no rosto do impossível
O véu, o vento o alvo invisível
Se desvenda o que nos une ainda assim
A gente é feito pra acabar
Ah Aah
A gente é feito pra dizer
Que sim
A gente é feito pra caber
No mar
E isso nunca vai ter fim
Uh Uhhh

Um grande projeto

 

Mensagem de náufrago

O Projeto 365 Canções cumpriu sua missão: ouviu e leu uma canção diferente a cada novo dia durante os 365 dias de 2010.
Agradeço aos companheiros de viagem que, com leituras e estímulos, ajudaram a atravessar as ondas sonoras das nossas neo(neon)sereias. Não foi fácil, mas conseguimos.
Quem sabe isso tudo não vira um livro impresso.
Não quero, nem consigo, ancorar e dar um ponto final nesta viagem cancional, neste trabalho tão quixotesco quanto prazeroso. Parto agora para outros mares: ouvir e ler a Canção Popular Brasileira na virada da década.
Sem exorcizar o passado, ao contrário, iluminando-o e sendo iluminado por ele, quero mapear a "geração 00" e o que se anuncia na "geração 10". Continuo antenado nas ondas do rádio, mas com políticas e rotinas diferentes: abandono a tarefa de comentar a primeira canção ouvida no dia e abro espaço para as sugestões dos leitores dos 5 cantos do Brasil; as publicações seguirão meu ritmo de possibilidades e não mais, necessariamente, diárias; e, deste modo, as canções não serão mais enumeradas, pois não há mais meta numérica a ser alcançada.
No mais, tudo continuará a ser feito pelo sabor do gesto de ouvir e ler canção.
Convido-os a conhecer o Lendo Canções.
Façamos!

31 dezembro 2010

365. Copo d'água

"A gente é feito pra acabar (...) pra caber no mar e isso nunca vai ter fim". Os versos da canção que dá nome ao disco Feito pra acabar (2010), de Marcelo Jeneci, traduzem um desejo que atravessa todas as canções: roçar a vida com os diferentes e diversos cíclicos extratos sonoros que ela oferece, sem pseudos experimentalismos que tentam negar o fim das coisas.
Com mirada aguda na canção popular AM e FM, Marcelo montou um disco que consagra o canto simples, brejeiro, mulato, mas por isso mesmo mestiço, malandro e antenado com os recursos modernos. Dito de outro modo, Jeneci não tenta, nem quer, "reinventar a roda". Seu gesto cancional é o de iluminar momentos e movimentos da canção: ilumina-los para que o ouvinte os recebam de forma direta e simples. Com melodias passíveis de ser assobiadas por qualquer um, Jeneci busca o sim do som. E seu prazer em fazer canção é contagiante.
Eis a sofisticação do trabalho de Marcelo Jeneci: restituir-nos (aos ouvintes de canção popular) o prazer de assobiar uma melodia. Algo que tornou-se raro por longo tempo. Aliado a isso, os sujeitos de suas canções agem muito próximos de nós: brincam com nossas experiências cotidianas. É assim, por exemplo, com o sujeito de "Copo d'água", de Marcelo Jeneci, Arnaldo Antunes, Pedro Baby e Chico Salem.
Em "Copo d'água", temos um sujeito às voltas com os desejos e os ciúmes das relações amorosas na era das "ferramentas de sociabilidade". Nas "novas" relações é cada vez mais comum cobrar (ou ser cobrado) o porque de manter-se com o status de "solteiro" no orkut; perguntar (ou ser perguntado) sobre aquela pessoa que manda recado via twitter; o porque de ter sido marcado na foto de alguém no facebook; ou por não saber o que dizer quando se "flagra" (ou se é flagrado com) pedidos de atenção no msn e o "eu eu eu (...) ãh ãh ãh" do instante denuncia.
A canção "Copo d'água" tematiza a insegurança em tempos de amores líquidos, mas recusa a fragilidade dos laços humanos (detectada e analisada por um sujeito que vive experimenta tal situação). Para o sujeito da canção, além de estar conectado ao(s) outro(s) é preciso ter vínculo. E ele aponta os vínculos já estabelecidos e importantes para configurar a relação cantada.
O sujeito da canção se argumenta elencando os objetos (elementos-de-si) que só o outro pode manipular: "o meu cabelo, jeito, cheiro, dedo, pele no seu orkut, e-mail, skype, net, messenger", diz.
Ele joga com as categorias quente (cheiro do corpo) e frio (tela do micro), mostrando ao outro onde está o desejo e em qual direção ambos devem investir a energia erótico-amorosa. Afinal, "quando um não quer os dois não fazem tempestade em copo d'água".
"Você é a pessoa que eu quero pra mim", diz o sujeito ao ritmo de uma melodia pop: liberto (sobreposto às dificuldades de amar o próximo) das neuras e certo da "sua roupa, bolsa, escova, lenço, maquiagem na minha cama, quarto, sala, até na minha tatuagem".
O sujeito sugere que no peito dos internautas também bate um coração: os perfis e as máscaras "sociais" espalhados em orkuts, twitters, facebooks tem algo de orgânico: espelham o desejo do indivíduo por trás de tudo. E o desejo dele é ela: feitos para acabar juntos.

***

Copo d'água(Marcelo Jeneci / Arnaldo Antunes / Pedro Baby / Chico Salem)

Eu, eu, eu
Eu não disse nada
Por que essa cara?
Você quer atenção

Ãh, ãh, ãh
Ãh, até parece
Que não me conhece
Como a palma da sua mão

O meu cabelo, jeito, cheiro, dedo, pele
No seu orkut, e-mail, skype, net, messenger

Quando um não quer os dois não fazem
Tempestade em copo d’água

Sem, sem, sem
Sem nenhuma mágoa
É só uma palavra…

Sim, sim, sim
Vamos ficar numa boa
Você é a pessoa
Que eu quero pra mim

A sua roupa, bolsa, escova, lenço, maquiagem
Na minha cama, quarto, sala, até na minha tatuagem

Quando um não quer os dois não fazem
Tempestade em copo d’água
 
 
 
 

MEU PRIMEIRO AMOR - BETHANIA E CAETANO -

 
 
Igual uma borboleta
Vagando triste por sobre a flor
Seu nome, sempre em meus lábios
Irei chamando por onde for

"Homens Nus"

30/01/2013 - 08h49

Museu de Viena vai aceitar visitantes sem roupa em exposição sobre nus

Uma visita fora do comum. http://folha.com/no1222731 Museu de Viena vai aceitar visitantes sem roupa em exposição sobre nus.
(Foto: REUTERS)
(Foto: REUTERS)
 
O Museu Leopold de Viena anunciou na última terça-feira (29) que prepara um dia especial para os que desejem visitar bem à vontade sua exposição "Homens Nus", sobre a história da representação do corpo masculino na arte.
No próximo dia 18 de fevereiro, a partir das 18h, o museu abrirá suas portas para quem deseje visitar a exposição sem roupa, após ter recebido várias solicitações a esse respeito por parte de associações nudistas.
A exposição "Homens Nus" foi motivo de polêmica e até autocensura em outubro por conta de um cartaz promocional com um nu frontal de três homens que divulgava a exposição.
A foto foi motivo de tantas ligações de protesto, tanto de mulheres como de homens, que o museu decidiu cobrir os genitais com uma chamativa faixa vermelha em muitas das cópias distribuídas pela cidade.
A exposição, aberta até o dia 4 de março, reúne mais de 300 quadros, fotos e esculturas.
Em 2005, o mesmo museu ofereceu a entrada gratuita às pessoas que visitassem nuas a exposição "A Verdade Nua: Klimt, Schiele, Kokoschka e outros escândalos".
Esse dia se tornou em um sucesso e centenas de pessoas visitaram a exposição com roupas de baixo ou completamente nuas.
 
Com agências de notícias

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Ponto de Encontro - Zé Renato


Último ato [Walmor Chagas] - Gustavo Fioratti

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

FOLHA DE SÃO PAULO

Amigos de Walmor Chagas e sua filha, a cantora Clara Becker, contam como foram os dias finais na vida do ator, que se matou no dia 18 com um tiro na cabeça
GUSTAVO FIORATTIDE SÃO PAULOCom que determinação teria Walmor Chagas colocado em prática o ato final do personagem de sua última peça, "Um Homem Indignado"?
No monólogo, que escreveu e levou ao palco em 2004, um ator veterano se debruça sobre enfermidades sociais e, desesperançoso com a velhice, põe fim à própria vida.
Dias antes de cometer suicídio na fazenda em que morava em Guaratinguetá (SP)aos 82 anos, Walmor comparou seu organismo a "um calhambeque que tinha de ir todo dia para a oficina", conta à Folha a cantora Clara Becker, filha do ator gaúcho e da atriz Cacilda Becker (1921-1969).
"Num dia é o para-choque, no outro é a rebimboca da parafuseta", brincou ele, referindo-se à bateria de exames médicos a que se submeteu nos últimos dias de vida.
Walmor era diabético e sofria, desde 2005, de degeneração da mácula, doença ocular sem cura que o impedia de ler, sua maior paixão. A visão, diz Clara, piorara nos últimos tempos.
"Foi o primeiro baque e o principal. Ele começou a ficar dependente de mim e achou que estava dando trabalho. Eu dizia que era natural: os pais cuidam dos filhos, e os filhos cuidam dos pais."
A fragilidade não eclipsou seu senso de humor, traço forte na personalidade do ator cuja trajetória profissional passa pela criação do TBC (Teatro Brasileiro de Comédia), em São Paulo, e por trabalhos entre cinema, teatro e televisão nos mais de cem títulos em que atuou.
Além de marido e parceiro da mítica Cacilda Becker, no teatro atuou ao lado de Ítalo Rossi (1931-2011). Seu último trabalho foi no filme "A Coleção Invisível", de Bernard Attal, ainda não lançado.
LIGADO NO MUNDO
Até o fim da vida, ele "esteve ligado no mundo", diz Clara. Quase cego, assistia à TV bem próximo a ela, sempre na companhia de seus três cães, Fred, Frida e Jade.
Divertiu-se com a novela "Avenida Brasil" e avaliou Adriana Esteves como "uma atriz sem medo". Admirava ainda o ator João Miguel, a quem se referiu em sua última semana de vida como "o maior ator de sua geração".
Desde meados de 2012, inapetente, começou a emagrecer. "Quando passei o fim de ano na fazenda, insisti para que ele fizesse um checkup em São Paulo."
Walmor viajou à capital no dia 6 de janeiro, foi examinado por uma gastroenterologista, que diagnosticou esofagite e gastrite. Passou ainda pelo ortopedista, pois fraturara o metatarso em um tombo no fim do ano.
Na quarta, dia 16, quis retornar à fazenda e prometeu à filha que voltaria a São Paulo em três dias. Ao despedir-se de Clara, disse: "Eu te amo, te adoro! Volto na semana que vem". Um motorista o conduziu a Guaratinguetá.
A cidade fica a 187 km de São Paulo. Para chegar à fazenda, na zona rural, onde também funciona a pousada Sete Nascentes, são três horas de carro desde a capital. Os 3 km finais são de terra, com trechos íngremes, mas que um carro comum pode superar. No alto do morro, a vista se abre para a serra.
Não é possível dizer que Walmor tenha sido uma pessoa solitária ali. Foi um retiro voluntário. Ele mudou-se do Rio há 20 anos para aquelas terras, por cuja porteira passavam, além da filha, duas irmãs e amigos longevos, como as atrizes Camilla Amado e Lucélia Santos.
Na mesma propriedade, em casa separada, vive a família de José Arteiro de Almeida, cearense que trabalhou para Walmor desde os anos 1980. Ele foi obreiro de um teatro criado pelo ator no Rio, a sala Ziembinski. E há dois anos -indício da preparação para a morte- Walmor passou a escritura da pousada para o seu nome.
Em Guaratinguetá, o ator cultivou amizades. Algumas de suas últimas refeições foram preparadas por Masae Shimizu, mulher de Antonio Cardoso. Sujeito de olhar sereno e barba rala, ele administra um restaurante nas cercanias da fazenda. Ela guarda receitas para pessoas sem apetite.
Walmor costumava apreciar conversas sobre assuntos filosóficos, diz Cardoso, e nessa toada costumava incluir também sua percepção sobre a morte. "Era um cético convicto", diz. "Para ele, a morte era realmente o fim."
DETERMINAÇÃO
A hipótese de suicídio foi confirmada na última quinta pelo 2º DP de Guaratinguetá. O corpo de Walmor foi encontrado, no dia 18, por Arteiro, sentado na copa de sua casa. Com o tiro que disparou contra a cabeça com uma pistola calibre 38, o corpo e a cadeira reclinaram-se para trás levemente e, escorados por um armário, não tombaram.
Naquele dia, o ator havia tomado sol pela manhã. Também perguntara a Arteiro como estava a família dele, abordagem pouco frequente.
Walmor era "irredutível", diz Cardoso. "Se tinha algo em mente, era impossível demovê-lo daquilo", conta, pouco surpreso com o suicídio. "Falava que queria morrer antes de usar fraldão."
Sua determinação pode ser ilustrada com a construção da casa onde viveu. "Quando meu pai comprou a fazenda, em 1993, não havia estrada nem luz elétrica. O transporte de mantimentos era no lombo da mula Lavrinha", diz Clara. Além de abrir com recursos próprios a estrada para o terreno, ele participou de campanha publicitária da Eletropaulo em troca de eletricidade na vizinhança.
Segundo a atriz Camilla Amado, Walmor lhe disse que, se um dia se matasse, não deixaria carta de suicídio, para não tornar o ato dramático demais. "Ele dizia que não gostava muito de dramas, gostava de tragédias." De fato, não houve nem bilhete.


    FRASE
    "Ele ficou dependente de mim e achou que dava trabalho. Eu dizia que os pais cuidam dos filhos e os filhos cuidam dos pais"

    segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

    On Emotions...





    YOUR ANSWERS QUESTIONED....

    Born Wild

    I’ve been feeling sad lately...for no reason that I know of.
    You are holding — that may be the whole problem. You don’t trust life. Somewhere deep down there is a mistrust of life, as if, if you don’t control them, things will go wrong and that if you remain in control only then can things go right; you have to always deliberately manage things. Maybe your childhood conditioning has helped in that way. That has done much damage, because when a person starts managing everything, his life is lived at the minimum.

    Life is such a vast phenomenon; it is impossible to manage it. And if you really want to manage it, you have to cut it to the minimum; then you can manage. Otherwise life is wild.

    It is as wild as these clouds, and this rain and this breeze and these trees and the sky. It is wild — and you have cut your wild part out completely. You are afraid of it — that’s why you don’t open as much as you can, and that is creating your sadness also.

    Sadness is nothing but the same energy that could have been happiness.

    When you don’t see that your happiness is flowering, you become sad. Whenever you see somebody happy, you become sad: Why is it not happening to you? It can happen to you! There is no problem in it. You just have to uncondition your past. You will have to go a little out of the way for it to happen, so just make a little effort to open yourself. Even if it feels a little painful in the beginning.... In the beginning it will feel painful.

    Start one meditation in the night, from tonight. Just feel as if you are not a human being at all. You can choose any animal that you like. If you like a cat, good. If you like a dog, good...or a tiger — male, female — anything you like. Just choose, but then stick to it. Become that animal. Move on all fours in the room and become that animal.

    For fifteen minutes enjoy the fantasy as much as you can. Bark if you are a dog and do things a dog is expected to do — and really do them! Enjoy it and don’t control, because a dog cannot control. A dog means absolute freedom, so whatsoever happens in that moment, do. In that moment don’t bring in the human element of control. Be really doggedly a dog! For fifteen minutes roam around the room...bark, jump. Continue this for seven days. It will help.

    You need a little more animal energy. You are too sophisticated, too civilized, and that is crippling you.

    Too much civilization is a paralyzing thing. It is good in a small dose but too much of it is very dangerous. One should always remain capable of being an animal.

    Your animal has to be freed; that is the problem as I see it. If you can learn to be a little wild, all your problems will disappear. So start from tonight — and enjoy it!
    Osho, The Passion For the Impossible
    (This talk is no longer available at Osho’s request)


    Copyright © 2013 Osho International Foundation