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sábado, 21 de setembro de 2013

AUTUMN's here....




Amber Glow

Wesley Mincin


Red and yellow painted leaves

hang idly within the trees

They break and sail along the breeze

As fires of Autumn's time


They dance and surf upon the ground

Overlap each other with ruffling sound

A setting I am glad I found

As fires of Autumn's time


Like fires of the Autumn season

they leap and dance without a reason

A factor of Autumns many seasons

As fires of Autumn's time'


The grey clouds break, the sun appears

The dancing leaves appear to sere

These flames its kept for many years

As fires of Autumn's time



The meaning of the blues - Toni Harper -


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Tú y yo tenemos amaneceres pendientes

Me preguntaste con qué momento del día me quedaría. En ese instante me levante de la cama dejándote con un halo de intriga y me acerque a la ventana. Tenias que haber sabido la respuesta, muchos momentos compartidos. El reloj marcaba las 6:00 de la mañana y justo entonces decidí contestarte, ¿sabes cuál? con este. Me quedo con el amanecer y ¿quieres saber porque?. Porque es cuando el mundo está lleno de promesas.

Me miraste sorprendido, supongo que esperabas una respuesta más simple. Pero lo cierto es que lo amaba, amaba despertarme con el amanecer para observarlo desde todas sus perspectivas mientras me tomaba una tostada con mermelada de fresas de esa que tanto me gustaba... Buscando infinitas posibilidades al nuevo día y dejando atrás otras tantas noches de placer.





Ir e vir / Vir e ir





Significação

Quero o olhar vago
a imagem fora de foco

Ir e vir

Desprender-me da consciência
Tirar os pés do chão

Vir e ir

Mergulhar em sonhos
Voltar à tona

Voar
Sentir
(Re)significar:
a existência.

- Bianca Velloso -

http://poesiacotidianabia.blogspot.com.br/

Chega de Tarde - DANILO e DORI CAYMMI -


Lançamentos Setembro






Leya Brasil

Grande personalidade da vida cultural brasileira, a obra de Vinicius de Moraes escancara sua máxima de vida - a paixão pela mulher, seja em poesia, seja em letra de música. Na poesia, Vinicius foi admirado e festejado pela sua geração e pelas seguintes, sendo o poeta brasileiro mais traduzido no mundo. Na música, unanimidade entre seus parceiros, teria sido o letrista que mais perfeitamente encaixava as palavras, ou melhor ainda, graças à sua musicalidade aliada a habilidade com as palavras, descobria a sílaba exata para cada nota musical, como se traduzisse o som que ela pede. A palavra de Vinicius na música popular foi definitiva, influenciando, a partir da bossa nova, todas as gerações posteriores. No palco, Vinicius contava espontaneamente a história das suas canções e parcerias. Este volume da coleção História de Canções traz algumas delas para ilustrar que poesia era o próprio Vinicius, independente da forma.

Este trabalho que tenho em mãos





O ambiente é a alma das coisas.

Cada coisa tem uma expressão própria, e essa expressão vem-lhe de fora. Cada coisa é a interseção de três linhas, e essas três linhas formam essa coisa: uma quantidade de matéria, o modo como interpretamos, e o ambiente em que está. Esta mesa, a que estou escrevendo, é um pedaço de madeira, é uma mesa, e é um móvel entre outros aqui neste quarto. A minha impressão desta mesa, se a quiser transcrever, terá que ser composta das noções de que ela é de madeira, de que eu chamo àquilo uma mesa e lhe atribuo certos usos e fins, e de que nela se refletem, nela se inserem, e a transformam, os objetos em cuja justaposição ela tem alma externa, o que lhe está posto em cima. E a própria cor que lhe foi dada, o desbotamento dessa cor, as nódoas e partidos que tem — tudo isso, repare-se, lhe veio de fora, e é isso que, mais que a sua essência de madeira, lhe dá a alma. E o íntimo dessa alma, que é o ser mesa, também lhe foi dado de fora, que é a personalidade.

Acho, pois, que não há erro humano, nem literário, em atribuir alma às coisas que chamamos inanimadas. Ser uma coisa é ser objeto de uma atribuição. Pode ser falso dizer que uma árvore sente, que um rio “corre”, que um poente é magoado ou o mar calmo (azul pelo céu que não tem) é sorridente (pelo sol que lhe está fora). Mas igual erro é atribuir beleza a qualquer coisa. Igual erro é atribuir cor, forma, porventura até ser, a qualquer coisa. Este mar é água salgada. Este poente é começar a faltar a luz do sol nesta latitude e longitude. Esta criança, que brinca diante de mim, é um amontoado intelectual de células — mais, é uma relojoaria de movimentos subatômicos, estranha conglomeração elétrica de milhões de sistemas solares em miniatura mínima.

Tudo vem de fora e a mesma alma humana não é porventura mais que o raio de sol que brilha e isola do chão onde jaz o monte de estrume que é o corpo.
Nestas considerações está porventura toda uma filosofia, para quem pudesse ter a força de tirar conclusões. Não a tenho eu, surgem-me atentos pensamentos vagos, de possibilidades lógicas, e tudo se me esbate numa visão de um raio de sol dourando estrume como palha escura umidamente amachucada, no chão quase negro ao pé de um muro de pedregulhos.
Assim sou. Quando quero pensar, vejo. Quando quero descer na minha alma, fico de repente parado, esquecido, no começo do espiral da escada profunda, vendo pela janela do andar alto o sol que molha de despedida fulva o aglomerado difuso dos telhados.

(58) L.D." B.S.

"Série: Imagens do Desassossego"
Autor: Marcos Girão
Técnica: Tempera / Viochene / Goma laca
Base: Contraplacado de madeira
Dimensões: 393 x 452 m/m
Acompanha: Registo de © Direitos de Autor

Propriedade de: — with @FernandoPessoa, Fernando Antônio Nogueira Pessoa, Álvaro de Campos, Arquivo Fernando Pessoa, Álvaro De Campos Heterónimo De Fernando Pessoa, Centro Fernando Pessoa and A Lisboa de Fernando Pessoa.


Tags: Fernando Pessoa

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

"Delicadeza"- Dori Caymmi


SE HOUVESSE LUA




Nei Duclós


Se houvesse lua, eu lembraria. Mas foi no escuro. Quando acordei, já tinhas ido.

Joguei fora, achando que permanecia. Mas a ausência se vinga.

Nem tudo o verso conserta. Preciso do sentimento, bálsamo da diferença.

Vieste em busca da poesia mas descobriste que só existe alguém enredado na tua teia.

Tens a natureza do vime, que perdura e toma a forma da cesta que guarda meu coração cativo.

Nada me inspira, já tenho dito antes de te vir sozinha. Formato o verso te imaginando minha.

Nunca vens diretamente. Fazes uma volta, como as andorinhas antes de mergulhar no precipício.

Tenho a palavra exata para este momento. A que desata o nó do teu vestido.

Ninguém notou o assombro de tua passagem junto ao vento. Confundiram com a brisa e era apenas o leve ondular do teu seio.

Vamos nos reencontrar no dia perfeito, gravado nas nuvens esparsas de uma primavera ainda tímida.

Eternidade é quando nossa consciência migra, da porção terrena para um lote do paraíso.

A linha do tempo costura e depois desfaz a biografia, para que o mistério persista.

Escrevi a profecia para desenhar o futuro, mas o tempo passa borracha no caderno de desejos.

O que significa essa mensagem que me sopraste? perguntou o médium. Sei lá, disse o anjo. É ao portador. Depende de quem receber. Muito cômodo, disse o medium. Sopras o que não adivinhas. Sou poeta, disse o anjo.

Essa cara de quem não se importa, de deixar a morte fazer o serviço e aguardar o que vem depois, se o Nada ou um solo de Frank Sinatra

http://outubro.blogspot.com.br/