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sexta-feira, 27 de setembro de 2013
MURMÚRIO
Nei Duclós
Esplêndida manhã de primavera
a ilha enfim diz a que veio
o ar frio, carícia em teu seio
tudo combina no pleno sossego
Lembro e esqueço, palavra no meio
beijo calado em sumo de pêssego
foste para longe voltaste de chofre
blusa apertada e risada surpresa
Trazes imagens do mundo distante
colocas na estante, teu corpo molhado
colho assombrado, murmúrio de folhas
Nasce a estação e a luz que me parte
em loucas metades que são teu acervo
uma é o amor e a outra é a vontade
- Imagem desta edição: foto de Eliane Fogel.
http://outubro.blogspot.com.br/2013/09/murmurio.html
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
(In) esperada

Mora dentro de mim
Uma vontade não dita
Que me detém e vibra
Enquanto o milagre
Não começa, enquanto
Abro todas as janelas
Que me lembram
As formas mais belas
De se deixar sorrir.
Então eu me coloco tão aberta
Tão disposta e ereta
Esperando na certa
O amor envelhecer
Nos traços de alguém.
Priscila Rôde, in: Para que fiques, Pág 63.
O MINUTO MAIS INTENSO NA VIDA DE MARINA ABRAMOVIC
em arte por fernanda pacheco em 26 de fev de 2013 às 23:04 | 2 comentários
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Masculin/Masculin
El Museo d'Orsay de París desnuda a los hombres
Más de 100 obras recorren la representación del desnudo masculino desde principios del XIX hasta la actualidad
FOTOGALERÍA Señores sin tapujos
ver fotogalería
Óleo sobre lienzo, 'Abel' (1874-1875) de Camille Félix Bellanger. / PATRICE SCHMIDT (EFE)
El Museo d' Orsay expone hasta el próximo febrero Masculin/Masculin, una exposición que aúna pintura, escultura, fotografía y vídeo bajo una sola temática, el cuerpo masculino desnudo. Más de 100 obras en distinto soporte recorren la representación del desnudo masculino desde 1800 hasta la actualidad, repartidas en 11 espacios temáticos que abarcan desde el ideal clásico, el desnudo heroico, el cuerpo en la naturaleza o el dolor.
El conservador de la institución y comisario de la exposición Xavier Rey señaló en una entrevista con Efe que "la idea era recolocar la problemática estética y cultural del hombre desnudo" que aparece aquí bajo muchas perspectivas, pero siempre observado desde un punto de vista fundamentalmente masculino. Ese protagonismo de la mirada masculina se plantea, en palabras del comisario, como una consecuencia natural de la dominación social por parte de los hombres a lo largo de los siglos y hasta un periodo de tiempo relativamente reciente.
"La gran mayoría de artistas que representan a los hombres son hombres ellos mismos, así que vamos a ir desde el espejo narcisista del artista cara a cara consigo mismo, a una representación más masculina del deseo que puede aparecer en algunas de ellas", aclaró Rey, uno de los cinco responsables de la muestra.
Se produce una fuerte diferencia entre la representación clásica de San Sebastián a los ojos de Guido Reni y la mirada de Zoe Leonard, que muestra al hombre como objeto de deseo con Pin-up nº1, Jennifer Miller como Marilyn Monroe, donde se puede ver a un hombre posar desnudo sobre terciopelo rojo en una emulación con cierto humorismo de la actriz estadounidense.
La desnudez masculina formó parte de la formación pictórica entre los siglos XVII a XIX, pese a que sea más frecuente y natural el desnudo femenino, explicó el museo. Por tanto, su aparente ausencia no quiere decir que el cuerpo del hombre "haya sido abandonado por los artistas", sino que "no ha sido nunca considerado como tal", aclaró Rey, que consideró que esta exposición permite "comprender cómo se ha perpetuado, modificado y reinventado a lo largo del tiempo".
Para ello el recorrido propuesto, en lugar de ser cronológico, es temático, de modo que en una misma sala conviven dos obras a las que separan 200 años en su creación, pero cuya unión formal y temática es absoluta. El comisario señaló que hay cánones comunes "como el neoclásico inspirado en la antigüedad, que se ha perpetuado hasta nuestros días", aunque otros den la vuelta a los esquemas, como la revolución realista (segunda mitad del siglo XIX), que "modificó completamente los códigos de representación para algunos artistas". En ese sentido apuntó también a la influencia de unas artes en otras, como "la llegada de la fotografía", una disciplina también muy presente en la muestra desde sus comienzos, como se ve en "Lucha de dos hombres desnudos" (1887) de Eadweard Muybridge.
Los amplísimos temas que se dan la mano en Masculin/Masculin van desde la realidad más cruel, como la enfermedad o la muerte, hasta "el desnudo filosófico", pues, según explicó Rey, el desnudo masculino se reinventa a finales del XIX con una "perspectiva más teórica y espiritual", en "respuesta a la indiferencia de la naturaleza" como consecuencia de la revolución industrial.
http://cultura.elpais.com/cultura/2013/09/24/actualidad/1380013498_175316.html
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Se o homem amasse mulher como ama futebol
POR XICOSA
Amor fora de campo: Garrincha & Elza Soares.Foto:EPA
O que aconteceria se o homem, aqui vale o homem normal, a média dos homens -aquele cara simples, tarado por mulher, cerveja e futebol – gostasse tanto da sua amada como gosta do seu time do peito?
Seria uma revolução. Mudaria tudo. Tudo mesmo. Repare:
Para começar, o macho jamais deixaria a sua fêmea. Nunca, never. Homem que é homem muda de sexo mas não muda de time.
Mesmo quando ela se sentisse a pior das criaturas, por baixo mesmo, mesmo quando ela blasfemasse aos céus e se queixasse ao espelho que estava gorda e autoestima despencara.
Muito pelo contrário. Isso seria motivo para aumentar ainda mais o amor e até para renovar a paixão, com garantia eterna de fidelidade, como ocorre quando o time do homem cai para a Segundona do campeonato –“Eu nunca vou te abandonar, Corinthians”.
Se o homem gostasse da mulher pelo menos 50% como ama o seu time, nem uma bola nas costas, uma traição, como uma derrota incompreensível, seria motivo para o fim do relacionamento. No futebol, assim como no amor, tudo seria perdoável.
Se o macho normal gostasse da cria da sua costela como quem aprecia um Flu, um Fla,um São Paulo, um Peixe, um Palmeiras, um Bahia, um Santa Cruz, um Galo, um Grêmio, arranjaria tempo para ir com ela ao cinema ou jantar fora pelo menos duas vezes por semana –no mínimo empataria com o tempo que dedica ao clube.
Apreciasse sua mulher como é chegado ao futebol, o sujeito trocaria pelo menos uma mesa-redonda na tv por um conversa com a dama. Em vez da crise no Vasco, tentaria entender a derrota que virou seu casamento.
Se o Cruzeiro anda tão bem, brilha na dianteira do firmamento, por que não melhorar também, amigo, a posição na tabela no jogo dentro e casa? Deixar tudo mais celeste, o amor azulzinho em um céu de brigadeiro?
Não sejamos exagerados. Bastaria dedicar 30% do que se devota ao time do peito. Teríamos uma mudança radical na vida dos casais.
Imagina se o torcedor do Goiás, caro Rogério Bueno, cantasse assim para aa namorada, como canta para o time esmeraldino: “Pra vencer tem que ser guerreiro/ Pra te ver sou sempre o primeiro…”
O cara é capaz de morrer por um triunfo do Furacão, do Coxa ou do Sport, o cara chora pelo Botafogo, o cara come toda a água do planeta pelo Vitória, o timbu deixa o lar doce lar para ir sofrer em São Lourenço da Mata…
Se o homem gostasse tanto da sua mulher como gosta do seu clube o domingo seria outro. Quando o time fosse derrotado, ele se confortaria no amor e no sexo da princesa. Não é o que acontece. A desgraça no futebol o inviabiliza na cama. É batata.
No caso da mulher doente por futebol, mesmo uma corintiana, creio que a relação seja outra. Na alegria ou na tristeza clubística, ela é a mesma. Consegue separar o desejo com o amado do placar domingueiro.
Como diria meu amigo Nick Hornby, não há termômetro que entenda o macho e essa febre de bola.
http://xicosa.blogfolha.uol.com.br/
É por Ti que Vivo
António Victor Ramos Rosa (Faro, 17 de Outubro de 1924 - 23 de Setembro de 2013), um poeta português
É por Ti que VivoAmo o teu túmido candor de astro
a tua pura integridade delicada
a tua permanente adolescência de segredo
a tua fragilidade acesa sempre altiva
Por ti eu sou a leve segurança
de um peito que pulsa e canta a sua chama
que se levanta e inclina ao teu hálito de pássaro
ou à chuva das tuas pétalas de prata
Se guardo algum tesouro não o prendo
porque quero oferecer-te a paz de um sonho aberto
que dure e flua nas tuas veias lentas
e seja um perfume ou um beijo um suspiro solar
Ofereço-te esta frágil flor esta pedra de chuva
para que sintas a verde frescura
de um pomar de brancas cortesias
porque é por ti que vivo é por ti que nasço
porque amo o ouro vivo do teu rosto
António Ramos Rosa, in 'O Teu Rosto'
Tema(s): Amor Ler outros poemas de António Ramos Rosa
a tua pura integridade delicada
a tua permanente adolescência de segredo
a tua fragilidade acesa sempre altiva
Por ti eu sou a leve segurança
de um peito que pulsa e canta a sua chama
que se levanta e inclina ao teu hálito de pássaro
ou à chuva das tuas pétalas de prata
Se guardo algum tesouro não o prendo
porque quero oferecer-te a paz de um sonho aberto
que dure e flua nas tuas veias lentas
e seja um perfume ou um beijo um suspiro solar
Ofereço-te esta frágil flor esta pedra de chuva
para que sintas a verde frescura
de um pomar de brancas cortesias
porque é por ti que vivo é por ti que nasço
porque amo o ouro vivo do teu rosto
António Ramos Rosa, in 'O Teu Rosto'
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