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domingo, 15 de dezembro de 2013

Momentos...



beijos....

"Vai, mergulha no que te dá vontade. Que a vida não espera por você. Abraça o que te faz sorrir. Sonha que é de graça. Não espere. Promessas, vão e vem. Planos, se desfazem. Regras, você as dita. Palavras, o vento leva. Distância, só existe pra quem quer. Sonhos, se realizam, ou não. Os olhos se fecham um dia, pra sempre. E o que importa você sabe. É o quão isso te faz sorrir. E só."

Agda Yokowo

sábado, 7 de dezembro de 2013

só com a música...







O dia em que eu estive na presença de Nelson Mandela:




Ele, Nelson Mandela, ou melhor, como foi sempre conhecido na sua África do Sul, entre o povo Xhosa, que vive na região do Transkei onde ele nasceu, Madiba, foi uma presença inesquecível por muitos de nós que tivemos a grande honra de estar no mesmo recinto que ele.
Eu também tive esse privilégio, durante a visita de Mandela aos Estados Unidos, meses depois ser liberado em Fevereiro de 1990, encerrando 27 anos de prisão. Era um Sábado, 30 de Junho, “Celebration Saturday”, 58.000 + de californianos encheram o Coliseu de Oakland, não cabia mais nem mesmo um alfinete, para ver Nelson Mandela e ajudar, de alguma forma, a acabar com o regime vergonhoso de apartheid na África do Sul.
Mandela havia sido liberado cinco meses antes e saiu pelo mundo para agradecer a solidariedade dos povos que com ele compartiam o ideal de um mundo mais justo e mais igual para todos.
Eu fui com um grupo de colegas de trabalho e amigos, sentamos no sol à pino do meio dia, o coração saltando de alegria e entusiasmo pela causa e pelo personagem que tomava forma em frente de mim como saindo de um conto, uma historia que tomava corpo, que era palpável!!!
Em seu discurso ele disse ter vindo às cidades de Oakland, Berkeley e San Francisco, por ter sido umas das primeiras a adotarem o boicote às companhias americanas que mantinham negócios com a África do Sul e impedir que cargas de lá fossem desembarcadas no porto de Oakland. Estávamos em momentos importantíssimos para acabar com o injusto status daquele país e não íamos voltar atrás. Mandela disse que apesar dos seu 71 anos, ele se sentia naquele dia com 35, “uma velha bateria que teria sido recarregada” e que assim se sentia por causa do apoio do povo que viera lhe saudar.
Mandela nos confidenciou naquele dia que nós todos íamos juntos mudar o rumo da historia, quatro anos depois apartheid chegou ao fim e ele, Madiba, foi eleito presidente da África do Sul.




Regina Soares

12/07/13

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Bono em homenagem a Nelson Mandela


Cantor do U2 diz que líder sul-africano foi ‘presença forte’ em sua vida desde a adolescência






RIO — O líder do U2, Bono Vox, escreveu um ensaio em homenagem a Nelson Mandela, morto nesta quinta-feira aos 95 anos. No fim do mês passado, a banda irlandesa lançou sua primeira música em três anos, “Ordinary love”, que faz parte da cinebiografia “Mandela: Long walk to freedom”. O ensaio, entitutlado “O homem que não podia chorar”, foi publicado na revista Time.

“Como ativista eu basicamente tenho feito o que Nelson Mandela sugere desde a minha adolescência”, diz Bono no artigo. “Ele foi uma presença forte na minha vida desde 1979, quando o U2 fez seus primeiros esforços contra o Apartheid. E ele se tornou parte da consciência irlandesa ainda antes disso. O povo da Irlanda pode compreender com facilidade a subjugação de maiorias étnicas. Do nosso ponto de vista, a questão de quão sangrenta a África do Sul poderia se tornar na longa estrada para a liberdade não era abstrata.”

Bono então relata como, ao longo dos anos, os dois se tornaram amigos e a alegria que lhe trouxe a parceria de Mandela com o bispo Desmon Tutu. Além da luta contra o Apartheid, o músico destaca também os esforços de Mandela para enfrentar a epidemia de Aids que atingia tantos países africanos.

“Sem sua liderança, na última década o mundo teria aumentado o número de pessoas usando medicamentos contra a Aids para 9,7 milhões e diminuído o número de mortes de crianças em 2,7 milhões por ano? Sem Mandela, a África estaria vivendo sua melhor década em crescimento e redução de pobreza? O quanto ele foi indispensável não pode ser provado com matemática e métricas, mas eu sei no que acreditar.”

O cantor e ativista termina explicando o título escolhido para o artigo.

“O riso, não as lágrimas, eram o caminho preferido de Madiba — a não ser em uma ocasião na qual vi ele quase perder o ar. Foi na Robben Island, no pátio em frente à cela onde ele passou 18 de seus 27 anos de prisão. Ele estava explicando por que decidiu usar seu número de prisioneiro, 46664, para buscar uma resposta à pandemia de Aids que tomava tantas vidas africanas. Um de seus colegas de prisão me disse que o preço pago por Mandela pelo trabalho nas minas de calcário não foi a amargura nem mesmo a cegueira, causada pelo clarão do reflexo do sol dia após dia. Mandela podia ver, mas a poeira prejudicou seus olhos de modo que ele era incapaz de chorar. Com toda sua visão, não podia produzir lágrimas em momentos de dúvida ou dor. Ele passou por uma cirurgia para acertar isso em 1994. Agora, podia chorar. Hoje, nós podemos.”


 http://oglobo.globo.com/cultura/bono-vox-escreve-ensaio-em-homenagem-nelson-mandela-10989958#ixzz2mkEnVLEK 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

SAUDADE A DOIS


Fabrício Carpinejar






A saudade tem prazo de validade.

Não pode permanecer muito tempo guardada. Não pode permanecer muito tempo não sendo correspondida.

Depois de aberta e fora do convívio, assim como o leite, a saudade azeda. E não há memória refrigerada para conservá-la.

Quando passa da hora, aquela falta ansiosa e comovente é capaz de se tornar ironia e sarcasmo.

O suspiro se transforma em ofensa – nos enxergaremos tolos e burros por confiar cegamente em alguém e esperar à toa. Reclamaremos nossa idiotice por termos feito uma vigília em vão, por termos esquecido de viver.

Já não queremos que o outro volte, já desejamos que ele nunca mais apareça em nossa frente. Violentaremos as lembranças, fecharemos a reza.

A ternura de antes será trocada pela raiva de não ser atendido. Mudaremos a personalidade de nossa conversa, de doce para ácida. Pois o segredo (a saudade é um segredo!) que nos alimentou durante meses não fora respeitado.

Infelizmente, a saudade apodrece.

Quando deixamos de pedir a presença para cobrar a ausência. É sutil o movimento. Toda a atenção dedicada ao longo de um período começa a ser vista como desperdício. Não aconteceu retorno das juras, nem o estorno das expectativas.

Você mandou centenas de mensagens, renunciou saídas com amigos e bares, teve uma vida discreta e fiel, só para honrar uma despedida, e percebeu que, no fim, sempre esteve sozinho na saudade.

Saudade é como o amor. Perece quando não é a dois.

Aliás, quando a saudade não é a dois, deixa de ser saudade para se descobrir solidão.

A saudade é o que guardamos do amor para o futuro. É o que deixamos para amar no futuro.

Nada dói tanto quanto um amor que não vingou após os cuidados do plantio.

Nada dói tanto quanto a saudade que envelhece, uma saudade que definhou pela indiferença, que não foi valorizada pela nossa companhia, que não desembocou em festa.

Nada dói tanto quanto promessas feitas gerando ressentimento.

A saudade não é eterna. Acaba quando percebemos que o amor era da boca para fora, que a urgência era interesse, que a necessidade era falsa.

A saudade é uma esperança de amor. Precisa ser consumida rapidamente, não mais que três meses. Senão, nos consome e nos estraga.


Publicado no jornal Zero Hora
Coluna semanal, p. 2, 03/12/2013
Porto Alegre (RS), Edição N° 17633

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

ART X SMART POR KIM DONG- KYU



PUBLICADO EM RECORTES POR MARGARETE MS



O projeto "Art x Smart", criado pelo ilustrador coreano Kim Dong- Kyu, combina pinturas famosas com alguns aparelhos tecnológicos do século 21. Nos levando a uma realidade utópica, onde tempos antigos e modernos se encontram.




“The Room” - Vincent van Gogh


As obras se transformam em paródias sobre a drástica mudança na interação social de hoje. Os modelos nas pinturas usam os dispositivos para jogar, tirar fotos e ouvir música, como se essas ações fossem de uma segunda natureza para eles, como é para nós.


Além de engraçadas elas chamam a atenção para a nossa relação com as novas tecnologias e sua influência na sociedade moderna. Dá até para experimentar uma sensação de revolta, solidão, alienação e superficialidade ao comparar os originais e seus remakes. Tudo parece tão familiar nos dias de hoje. Mas como seria se tivéssemos essa tecnologia no passado?




“A Sunday Afternoon on the Island of La Grande Jatte” - Georges Seurat




“Alphonsine Fournaise” - Auguste Renoir




“In the Conservatory” - Edouard Manet




“L’absinthe” - Edgar Degas




“L’homme Au Balcon” - Gustave Caillebotte




“Old Man In Sorrow” - Vincent van Gogh




“Over the Town” - Marc Chagall




“Rokeby Venus” - Diego Velázquez




“The Ancient of Days” - William Blake




“Portrait de Marie Therese Walter” - Pablo Picasso




“The Balcony” - Edouard Manet




“The Card Players” - Paul Cézanne




“Girl with a Pearl Earring” - Johannes Vermeer




“The Death Of Marat” - Jacques-Louis David




“The Dream” - Pablo Picasso




“The Luncheon On the Grass” - Edouard Manet




“Wanderer Above the Sea of Fog” - Caspar David Friedrich




“The Scream” - Edvard Munch


http://lounge.obviousmag.org/esconderijo/2013/11/art-x-smart-por-kim-dong--kyu.html

Samba de Roda do Recôncavo da Bahia