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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Tá resolvido...

Resoluções


Andar mais

Sentar menos

Ouvir mais

Falar menos

Deixar rolar mais

Se preocupar menos

Fazer mais

Esperar menos

Renovar mais

Guardar menos

Confiar mais

Desconfiar menos

Euforia mais

Agonia menos


RS 12/28/11

O Desejo




O desejo



Em algum lugar do mundo

Um minuto

Uma hora

Um dia

Uma vida

Haveriam poucas palavras

Uma certa violência

Bocas mordendo

Gemidos incontroláveis

Seria um encontro

Uma conversa de corpos nús

Nenhum pejo, nenhuma restrição

Enroscaríamos as pernas

Molhadas de orvalho

Traduzindo o desejo...

RS 12/23/11

  

Receita de ano novo

Carlos Drummond de Andrade



Receita de ano novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.


"Raul - O Início, o Fim e o Meio"

Veja o cartaz do filme sobre Raul Seixas, que estreia em 2012

Com lançamento previsto para março de 2012, "Raul - O Início, o Fim e o Meio" desvenda mistérios de um dos maiores nomes do rock brasileiro. O filme é assinado por Walter Carvalho e Eduardo Mocarzel.

Raul Seixas tem referências no samba e fez um movimento político e roqueiro com abordagens locais. A produção mostra a trajetória do músico por meio de imagens raras de arquivo, encontros com familiares e conversas com artistas, produtores e amigos.
O artista pregou o amor livre, a contracultura e uma sociedade alternativa com sotaque realmente brasileiro.

Divulgação
"Raul - O Início, o Fim e o Meio" - documentário sobre Raul Seixas sob direção de Walter Carvalho e Moscarzel
Cartaz do documentário "Raul - O Início, o Fim e o Meio", que deve estrear em março de 2012

Nota:
Já entrei na fila para o DVD.... regina

Quando O Amor Acontece - João Bosco


Quando o Amor Acontece

João Bosco

Coração
Sem perdão,
Diga fale por mim
Quem roubou toda a minha alegria
O amor me pegou,
Me pegou pra valer
Aí que a dor do querer,
Muda o tempo e a maré
Vendaval sobre o mar azul
Tantas vezes chorei,
Quase desesperei
E jurei nunca mais seus carinhos
Ninguém tira do amor,
Ninguém tira, pois é
Nem doutor nem pajé,
O que queima e seduz, enlouquece
O veneno da mulher
O amor quando acontece
A gente esquece logo
Que sofreu um dia,
Ilusão
O meu coração marcado
Tinha um nome tatuado
Que ainda doía,
Pulsava só a solidão
O amor quando acontece
A gente esquece logo
Que sofreu um dia,
Esquece sim
Quem mandou chegar tão perto
Se era certo um outro engano
Coração cigano
Agora eu choro assim

2 ou 3 coisas sobre "Samba Riachão"

28 Dezembro 2011 

Quinta-feira, dia 29 de dezembro, já no ocaso de 2011, a Televisão Educativa da Bahia exibe, às 22 horas e 30 minutos, o premiado documentário Samba Riachão, de Jorge Alfredo, que, há dez anos, ganhou o prêmio principal do Festival de Brasília, ex-aequeo com Lavoura Arcaica. Jorge escreveu um texto sobre o filme que publico abaixo:


por Jorge Alfredo
Não é por acaso que a minha estréia no cinema foi um documentário sobre o samba da Bahia. A MPB e o cinema marcaram demais a minha formação cultural. Sempre tive a impressão de que muito do que aconteceu comigo foi motivado pelas músicas e filmes que insistiam em permanecerem vivos dentro da minha cabeça. No cinema, quando as luzes se apagam eu saio da real e embarco numa viagem, onde o ritmo da montagem e a intencionalidade da fotografia trazem um significado a mais para cada ação, para cada sentimento. Ouvindo música sempre vejo imagens, personagens, é sempre a mesma sensação de sair do corpo e conviver com novas fantasias. E foi assim que imaginei um dia mostrar um pouco das histórias maravilhosas que ouvi contar e outras que cheguei a presenciar. Levar um pouco da MPB para a tela grande é uma coisa que já estava escrita. Influências e misturas. Sincretismo e pluralidade. O passado afirma e o presente confirma; o samba surgiu de misturas e continua sendo o resultado de uma constante miscigenação étnico-cultural que se manifesta numa multiplicidade rítmica estonteante.
Desde menino, já respirava cinema e já havia cometido meus pecados pilotando uma câmara super 8 lá pelos anos 70. O samba, esse gênero “inculto”, sempre esteve no cerne de tudo que aconteceu na música popular brasileira do século XX. Nasceu urbano e moderno junto com o rádio, e se transformou em cultura de massa, influenciando e sendo influenciado. Apesar de João Gilberto praticamente só gravar sambas, não se costuma falar assim: o sambista João Gilberto. (ah, como João ia adorar isso!) Nem Caymmi, nem tão pouco Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé, Os Novos Baianos, Carlinhos Brown são considerados sambistas. Na Bahia, quando se fala em samba se pensa logo em Batatinha, Panela ou Riachão. O filme Samba Riachão fala disso. As permanentes transformações, o link entre tradição e modernidade, entre tecnologia e folclore. Os encontros musicais, situações únicas produtoras de novos sentidos. O filme surgiu disso aí; de um desejo de não querer simplesmente juntar as peças de um imenso quebra cabeça, mas de jogar um lance de dados sobre a mesa. Falar de samba é falar da formação do Brasil. Ouvir os grandes mestres baianos foi um aprendizado e tanto! Riachão e o samba; não há como dissociar uma coisa da outra. Riachão é um clown. Esse lado performer dele é a sua marca registrada. Ele vive isso por inteiro. O seu canto a capela, do qual muito me utilizo no filme, intercalado por histórias hilárias, cheias de picardia, trejeitos e sabedoria, fazem dele o samba em pessoa. Quer dizer, eu utilizo a trajetória pessoal de Riachão para contar, em paralelo, na voz de gente muito especial, a história do samba da Bahia. Eu quis falar para o mundo, na voz de gente bamba, o ritmo e a alma de um povo de um lugar chamado Brasil. Usei a Bahia como base de tudo, mas não me deixei levar por um sentimento barrista.

Maria Rita dá o recado...







Elis Regina & Maria Rita - Dueto - Essa Mulher



A filha de Elis

Daniel Aratangy
Play
Daniel Aratangy

Até os 26 anos, ela não queria ser vista nem ouvida. Demorou para sair do casulo. Hoje, aos 33 e três discos de sucesso depois, Maria Rita passou de desconhecida a celebridade nacional. Para a filha de Elis foi necessário entender que o olho do furacão é, sobretudo, um lugar tranquilo


Arquivo pessoal
 Família  reunida:  João ao fundo, a caçula  no colo da mãe, e Pedro, no início de 1979
Família reunida: João ao fundo, a caçula no colo da mãe, e Pedro, no início de 1979


A voz dela não acordou muito bem hoje. Provável efeito do cansaço muscular das cordas, acumulado nos shows consecutivos que fizera nesta semana e na passada. Como Maria Rita não está em período de lançamento de álbum, a maior parte das apresentações é fechada, contratada por empresas. Mas ela inventou sua maneira de estar perto do público. Armou uma temporada de shows às segundas-feiras no pequeno palco do Tom Jazz, em São Paulo, em que canta o que lhe der na telha.

Sua rotina, no entanto, não muda muito quando a voz encolhe. Tem que chegar cedo ao teatro, como sempre. Trancar-se no camarim, vestir o roupão acetinado, calçar os chinelos de dedo e começar o desenho no rosto e nos cabelos. Durante as turnês, não leva camareiro. Precisa, então, botar em prática tudo o que aprendeu nas tardes solitárias da adolescência, quando recortava a revista Capricho, colava as páginas com durex na penteadeira do quarto e replicava em si mesma os efeitos de luz, sombra e cores que as modelos expunham nas fotos.

Maria Rita, 33, passa a maior parte do tempo olhando espelhos. Não é vaidade simples, é bem mais longe do que isso. Parece mais com ansiedade, com procura. Uma sede de entender onde começa e onde termina seu espaço, que diabos tem para oferecer às pessoas que compram seus discos e os ingressos dos shows, quais os limites de alcance da sua voz. Busca essas respostas vendo a própria imagem refletida: quando se penteia, quando lança recados aos quase 200 mil desconhecidos que a seguem no Twitter, quando observa as reações que eles causam, quando responde as mensagens de texto dos mais chegados no teclado do celular, quando refaz o set list do show de logo mais na tela do computador, quando olha um retrato do único filho. Tudo isso também é espelho, ela sabe.

Faz sete anos que viveu a reviravolta. De completa desconhecida a celebridade nacional, uma das maiores vendedoras de discos da geração. Lançado em setembro de 2003, Maria Rita, seu álbum de estreia, bateu a casa do milhão de cópias vendidas. Do anonimato ao olho do furacão.

“Naquele começo [de carreira] o turbilhão se armou ao redor. Nego começou a pirar em meu nome. O sucesso subiu à cabeça alheia, não à minha”
“O furacão tem um olho, mesmo. Que, ao contrário do que as pessoas pensam, é um ponto muito sereno, tranquilo, quase parado. A confusão toda acontece em volta dele. Naquele começo [de carreira], senti exatamente isso. Eu estava trabalhando, focada. Mas o turbilhão se armou ao redor. Nego começou a pirar em meu nome. O sucesso subiu à cabeça alheia, não à minha. A solução, que não era a mais legal, mas foi a única que encontrei, foi reduzir o número de pessoas a minha volta. Hoje, não entra qualquer um na minha casa mesmo. Isso se chama preservação.”

De olhos bem fechados

Tinha completado 26 anos. E, até ali, por quase todos os dias de sua vida, fez a mesmíssima coisa: negar o próprio destino.

Uma história simboliza bem o período anterior à virada. Estava em Miami, na casa de amigos da família. César Camargo Mariano, seu pai, pegou o violão e pediu: “Canta isso aqui, seu tom é o mesmo da sua mãe, vai dar certinho”. A timidez era tanta que causava dores no corpo. Ela pensou em fugir, mas acabou ficando. Fechou os olhos, como faz até hoje quando se mostra, e soltou a voz. Quando abriu de volta, viu uma sala inteira aos prantos. Amigos e desconhecidos. Reagiu com um grito: “Ela morreu! Ela não volta mais!”. Entendeu como um insulto todas aquelas lágrimas. Não era com ela que as pessoas estavam se emocionando – era com a lembrança de sua mãe. Correu para o quarto e trancou a porta atrás de si. Por longos anos.
Arquivo pessoal
Em show do terceiro álbum, Samba Meu, em 2008
Em show do terceiro álbum, Samba Meu, em 2008
s linhas de fronteira entre sua arte e a de Elis Regina, que morreu quando ela tinha apenas 4 anos, continuam em movimento, mas o correr do tempo tem tratado de separar o que é de uma, o que é de outra e o que é das duas. E tornou o tema mais confortável para ela, a ponto de já poder ser tratado hoje com humor – o que parecia inimaginável em passado nem tão distante assim. Enquanto escolhe no iPod as músicas que quer ouvir no camarim, faz a observação: “Prefiro homens cantando. Tenho medo de ouvir as cantoras, ficar influenciada por elas e acabar imitando sem querer. Já me basta ser a imitadora oficial da Elis Regina”. Não ri, mas parece saber que a ironia da frase revela, além de amadurecimento, uma relação mais pacífica com os olhos do mundo, que nem sempre foram gentis com essas semelhanças.

Começou a fazer terapia há seis anos, logo depois que o filho, Antonio, nasceu. Tinha algumas coisas que ela precisava entender. “Ser mãe sem ter tido mãe é bem complicado. E, naquele momento da carreira, eu tinha que lidar com questões de filha pra mãe que eu nunca tinha resolvido, nunca tinha olhado. Senti que era uma hora bem fundamental. Logo depois do nascimento do Antonio, o pai dele saiu de casa. Também tive isso pra tratar. Porque tem o arquétipo do pai, o arquétipo da mãe, o arquétipo da família. Como boa virginiana, sempre me analisei demais. E chega uma hora que isso começa a virar uma piração. É bom ter alguém do lado de fora pra ajudar a dar o devido tamanho às situações, às dificuldades.”

Barriga de fora

Em dias como hoje, em que a voz pode não responder completamente aos seus comandos, ela recorta o repertório do show de acordo com o esforço físico que cada canção exige. As mais dramáticas devem ser evitadas. Mas a loucura desse ofício é que, mesmo em dias assim, a adrenalina que o palco despeja no corpo do artista não vai embora depois que o espetáculo termina. Fica ali por horas, estimulando. Tira o sono. Difícil é acordar no outro dia às seis e 15 da manhã, como de costume, a tempo de levar o menino à escola.

“Como boa virginiana, sempre me analisei demais. Chega uma hora que começa a virar uma piração. É bom ter alguém do lado de fora pra ajudar”

Os dois moram no Rio desde 2007, ano em que ela lançou o terceiro álbum, Samba Meu. Aconteceu ali uma metamorfose. A menina ensimesmada dos dois primeiros trabalhos explodiu. Pela via da música, explorou o canal da sexualidade. Emagreceu, diminuiu significativamente o comprimento do vestido, botou a barriga de fora. No início desse processo, tinha aulas regulares com um personal trainer dentro de casa, já que “em academia a pessoa acaba virando um hamster enjaulado”. Caneleira de 12 quilos, esteira. Depois, dispensou tudo isso em nome de uma nova ordem: fechar a janela, ligar o som e sair dançando pela casa. Além disso, recorre à drenagem linfática, para desintoxicar. “Depois de velha comecei a inchar muito com avião, a drenagem ajuda com isso. Faço limpeza de pele, hidrato o cabelo. É tudo meu isso aqui. Não tem nada de mentira aqui não.” E controla a alimentação, sobretudo antes das apresentações. Hoje, no camarim, comeu apenas uma pera – que já chegou a suas mãos descascada e cortada em cubinhos – e uma salada árabe.
Arquivo pessoal
Em coletiva  de lançamento do primeiro  CD, em 2003
Em coletiva de lançamento do primeiro CD, em 2003
“Até os 18, 19, eu achava que beleza era uma coisa superficial. Meu negócio era ser intelectual, Páginas Amarelas da revista Veja, ler o máximo possível. Mas, no fundo, eu sofria com isso. Via editorial de moda nas revistas e tudo o que eu mais queria era usar uma daquelas roupas. É preciso de tempo pra poder entender como as coisas funcionam. Quando a gente é menina e as amigas perguntam qual é seu tipo de homem preferido, a resposta é: ‘Ah, ele tem que ser moreno’. Mais velha, vira: ‘Ah, tem que ser trabalhador’. Hoje, é: ‘O cara tem que me aceitar’. Porque já estou com 33 anos e não vou mudar.
É isso e pronto. Não vai dar? Então tchau, meu filho. Não venha atrasar minha vida.”

Está solteira e, sempre que necessário, repete o clássico mantra do “antes só do que mal acompanhada”. Quer ter outros filhos, mais quatro. Se não for possível fazê-los da maneira tradicional, pensa em recorrer a outros métodos disponíveis no mercado – da adoção ao banco de esperma. Bom é ter uma família grande.

Espelho meu

O show vai começar em 20 minutos. É hora de entrar no vestido, calçar o salto. A voz já não parece cansada depois dos exercícios de aquecimento. Está bonita e elástica como sempre foi. Tudo certo com a maquiagem?

O tempo passou depressa e já é o produtor batendo na porta. Maria Rita está à beira de se encontrar de novo com seu espelho predileto: retinas vidradas de centenas de desconhecidos que a esperam crispados, ansiosos pelo momento em que ela vai entrar em cena, abrir a boca e deixar a voz fazer o resto. A saudade que sentem agora pertence, enfim, exclusivamente a ela. Ou pertencerá, muito em breve.
http://revistatpm.uol.com.br/revista/103/perfil/maria-de-verdade.html

Top 5 drinques de verão

Fizemos uma lista com as receitas das bebidas mais refrescantes deste verão
Texto por Marcela Paes

No meio de todas as listinhas de tendências da estação, não poderíamos esquecer um dos aspectos mais divertidos e refrescantes do calor: os drinques de verão. Além da clássica cerveja e da caipirinha de limão - rainha dos destilados - existe uma infinidade de bebidas coloridas e gostosas por aí.
Se o programa for sair para beber, nós indicamos os lugares para encontrá-los. Já se a intenção é fazer uma festa em casa, a seleção vem com as receitas para todas as bebidas. Fazem parte da nossa lista bebidinhas com nomes pomposos, como Pineapple Express e Limonata Rosa.
Agora é só não exagerar na dose e curtir os bons drinks. ;)
Limonata Rosa
45 ml de gim
25 ml de suco de limão siciliano
10 ml de xarope de gengibre
10 ml de grenadine
Prosecco
Em uma coqueteleira com gelo em cubo, bater vigorosamente o gim, o suco de limão siciliano, o xarope de gengibre e o grenadine. Passe a mistura para um copo longo com gelo em cubo e complete com prosecco. Misture bem com uma colher de bar.
Vai lá: Bottega Botta Gallo - Rua Jesuíno Arruda, 520 – Itaim Bibi - (11) 3078-2858
Divulgação
Limonata-Rosa-4
Limonata Rosa

Pisco Suri
50 ml de pisco
40 ml de agua de coco
1/2limão cortados em cubos
8 uvas verdes
8 pimentas biquinho
açúcar a gosto
Macerar em um copo a uva, pimenta, limão e o açucar e depois completar com a água de coco e o pisco.
Vai lá: Suri Ceviche Bar - Rua Matheus Grou, 488 - Pinheiros - (11) 3034-1763
Divulgação
Pisco Suri
Pisco Suri


Bellini de Frutas Vermelhas
1 morango
1 framboesa
1 amora
30 ml de calda de framboesa ou de amora

Coloque as frutas na taça, despeje a calda e complete com espumante.
Vai lá: Obá restaurante - Rua Dr. Melo Alves, 205 - (11) 3086-4774
Divulgação
bellini
bellini

Pineaplle Express
50 ml de vodka,
25 ml de licor de pêssego Marie Brizard
purê de abacaxi:
5 cubos de abacaxi
20 ml de suco de limão Siciliano
10 ml de xarope de açúcar

Modo de preparo: Macere o purê de abacaxi em uma coqueteleira, em seguida acrescente os outros ingredientes e bata vigorosamente com cubos de gelo. Faça coage fina em taça Martini previamente resfriada.
Guarnição: 1 folha da coroa do abacaxi e zest de limão Siciliano.
Vai lá: Bar SubAstor - Rua Delfina, 163 – Vila Madalena – (11) 3815-1364
Divulgação
Pineapple express
Pineapple express

Canarinho
60 ml Vodka
30 ml de licor de melão Midori
3 fatias de limão
2 fatias de lima da pérsia
2 fatias de tangerina
3 rodelas de carambola
1 colher de açúcar
1/2 pá de gelo

Bater os ingredientes na coqueteleira
Vai lá: Kia Ora - Rua Dr. Eduardo Souza Aranha, 377 – Itaim Bibi– (11) 3846-8300
Divulgação
Canarinho
Canarinho


Lucidez

 

Condenado à Lucidez

Lucidez às vezes parece tão impossível quanto impossível é se livrar dela depois de alcançá-la. Muitas vezes em minha vida avaliei que de que pouco vale possuí-la. Principalmente se não podemos gritar o desespero de enxergar porque ninguém parece capaz de nos escutar. Assistir o sofrimento do outro, à dor mais acerba e não conseguir nem palavras para dizer por sentir que elas serão jogadas ao vento é, às vezes, pior que sofrer. Um amor sem uso; um tiro no muro, como diria o poeta. O que se esvai de nós é a alma cansada da anestesiante angústia de todos os dias. Ver e nada poder fazer. Saber e não poder se mover. Sinceramente, às vezes isso aqui é pior que prisão. Lá, pelo menos havia uma justificativa: estava preso e nada podia fazer. Não estou preso, mas não tenho dinheiro, prestígio, conhecimento político ou qualquer coisa do gênero. Continuo a nada poder fazer. O que consigo não me satisfaz: há muita dor para todos os lados. Dá desespero porque tudo se passa rápido demais. Quando começo a entender, já foi. Aprendi tão pouco e tudo é tão denso, tão farto de ensinamentos...

Preciso de uma voz que me aqueça o coração...
**
Luiz Mendes
01/01/2011.