Pesquisar este blog

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Ararinha (Fly Love) - Carlinhos Brown


VAI ARARINHA E TRAZ UM OSCAR PRO RIO...

Um abraço à Portugal


António Salvado - "Das cicatrizes" 




Um abraço e meu agradecimento à Portugal e portugueses, que chegam e aquecem

meu coração,

António & Pedro Miguel Salvado

(...) "Por cá isto anda muito mal. Estamos dominados pela crise e sujeitos a um controlo feroz e desrespeitador da dignidade dos povos por parte do capitalismo ultra liberal que tudo seca e destrói. Porem a utopia ainda não é palavra de âmago proibido.
Há que resistir unindo todos os mares-magmas da esperança em melhores dias que dignifiquem o Homem e as suas circunstâncias."
BRAVO!!!!

regina

Losing her


Losing her, the only one who’s ever known who I am, who I’m not, and who I wanna be.

Midnight in Paris





COMO NÃO SER ROMÂNTICO EM PARIS?

Woody Allen: Oscar No-show

Woody Allen: Oscar No-show Again for Biggest Box Office Hit of His Career?

PHOTO: Woody Allen films at Via Della Vite, Aug. 17, 2011 in Rome, Italy.righ

Woody Allen once famously said that "90 percent of life is just showing up."
Now, with Allen's "Midnight in Paris" nominated for four Academy Awards, including best picture, a lot of people are wondering if Allen might actually show up at this year's Oscars, being broadcast this Sunday night on ABC.
But, if past awards ceremonies are any indication, don't bet on it.
"Midnight in Paris," which charmed critics and audiences alike, also earned Oscar nominations for best director, original screenplay and art direction. The tale of a modern-day Hollywood screenwriter, Gil (Owen Wilson), who travels back to the Paris of the 1920s to mingle with Ernest Hemingway and F. Scott Fitzgerald, is Allen's biggest box office hit ever.
Since opening last May, it's taken in more than $56.5 million in this country, and almost $92 million more worldwide. And at age 76, with 41 movies to his credit, Woody Allen is enjoying some of the best reviews of his career, after a string of films that garnered lukewarm reviews.
Peter Travers, whose program "Popcorn" airs on ABC News Now, named "Midnight in Paris" to his Top 10 list, saying, "Allen's love letter to the City of Light is his best and most beguiling film in years." In his Rolling Stone review, Travers wrote, "Not since 1979's Manhattan, in which he rhapsodized over the New York of his black-and-white dreams, has Allen used a camera to make such urgent, passionate love to a city." He added, "For all the film's bracing humor and ravishing romance, there are also haunting shadows. That alone makes it a keeper."

http://abcnews.go.com/Entertainment/woody-allen-oscar-show-biggest-box-office-hit/story?id=15767324

Glenn Close vive papel de um homem em 'Albert Nobbs'

Luiz Carlos Merten - O Estado de S.Paulo

Você poderia pensar que o papel da vida de Glenn Close era a pérfida Merteuil de Ligações Perigosas, que Stephen Frears adaptou do romance epistolar de Choderlos de Laclos, com roteiro assinado pelo dramaturgo (e cineasta) Christopher Hampton. Ou então a ensandecida Alex de Atração Fatal, de Adrian Lyne, que transforma a vida do homem casado Michael Douglas num inferno. Por ambos, vale lembrar, Glenn foi indicada para o Oscar, esculpindo uma persona de malvada, na grande tradição de Bette Davis. Mas eis que a própria atriz garante agora que seu papel sonhado é o de Albert Nobbs, no filme de mesmo nome.
Glenn Close realiza sonho e está no Oscar com filme sobre mulher que se passa por homem - Divulgação
Glenn Close realiza sonho e está no Oscar com filme sobre mulher que se passa por homem


Uma estreia pequena, com apenas cinco cópias, no Rio e em São Paulo. A Paris, que está colocando A Mulher de Preto num circuito massivo (200 salas), quer fazer de Nobbs em filme de prestígio, um cult. Nobbs, ou um homem e seu segredo, uma mulher e seu sonho. É mais um lançamento de olho no Oscar, aproveitando a proximidade, no domingo, da festa com que a Academia de Hollywood vai premiar os melhores do cinema em 2011. Glenn é uma das cinco indicadas para concorrer à estatueta de melhor atriz. Por melhor que seja, não tem muita chance na disputa polarizada entre Meryl Streep e Viola Davis, a primeira por sua criação como Margaret Thatcher em A Dama de Ferro, e a segunda, favorita nas pesquisas como a doméstica que rompe o véu do silêncio para revelar a teia de violências a que estavam sujeitas, no racista Sul dos EUA, as mulheres negras, em Histórias Cruzadas.

Problemas. Considerando-se os indicadores - Viola ganhou o prêmio do sindicato dos atores, e os votantes são os mesmos no Oscar -, a disputa parece resolvida, mas isso não tira o mérito da interpretação de Glenn Close. O curioso é que todas essas (grandes) atrizes estão brilhando e sendo indicadas por filmes formatados para elas, e dos quais são, sem exceção, os valores mais altos. Basta assistir a Nobbs, assinado por Rodrigo García, filho de Gabriel García Márquez. O filme tem qualidades visuais e até dramáticas, belas atuações, mas falha na tentativa de iluminar as áreas nebulosas que fazem com que essa mulher de Dublin, no século 19, esteja querendo se passar por homem. Albert Nobbs é seu nome de fantasia e ela segue a trilha de Julie Andrews, que também se disfarçava como homem em Vitor ou Vitória?, de Blake Edwards.

Mulheres que se vestem como homens ou adotam atitudes masculinas nunca foram novidade em Hollywood, onde Greta Garbo, nos anos 1930, vestiu as botas da Rainha Cristina, na obra-prima de Rouben Mamoulián; Marlene Dietrich virou um objeto andrógino de desejo na série de filmes que Joseph Von Sternberg criou para ela; e Hilary Swank ganhou seu primeiro Oscar por Meninos não Choram, em que fazia um adolescente de maus bofes que tomava a garota dos machinhos da escola. Mais numerosos, os homens que se vestem como mulheres, outra forma de travestismo, têm por norma o humor, em comédias que se tornaram clássicas, como Quanto Mais Quente Melhor, de Billy Wilder, com Tony Curtis e Jack Lemmon, e Tootsie, de Sydney Pollack, com Dustin Hoffman.

A obra-prima de Wilder cunhou uma expressão que se tornou emblemática, na cena em que Joe Brown descobre que 'Daphne' não é mulher e, na verdade, é Jack Lemmon disfarçado. "Ninguém é perfeito", mas Albert Nobbs tenta ser e essa é sua tragédia. Ele passa por um devotado garçom do Hotel Morrison, até o dia em que a fraude é descoberta por outra mulher que também se veste como homem - e é interpretada por Jane McTeer, que concorre ao Oscar de melhor atriz coadjuvante; Hubert, é seu nome -, incentiva Albert a seguir em frente com o que não é, nem pretende ser, uma farsa.

Desejo. Hubert tem uma companheira e Nobbs também se interessa por uma camareira do hotel (Mia Wasikowska, a Alice de Tim Burton). Ela tem um amante, também funcionário do hotel e que a empurra para os braços de Nobbs, esperando algum tipo de vantagem. Mas Nobbs é romântico(a). O máximo a que chega com Mia é um cândido beijo, o que faz do filme uma experiência singular. Não é o lesbianismo que impulsiona Nobbs e a consequência disso é que, como homem ou mulher, o(a) personagem é assexuado(a). Não é a urgência do desejo que o (a) leva a esculpir essa persona, e a procurar uma mulher. O problema está na infância do herói/heroína, que foi um bebê anônimo, abandonado pela mãe. Num mundo hostil, dominado pelos homens - e rancorosa com o próprio gênero, após a rejeição materna -, Glenn adota a atitude, o figurino masculino, mas de alguma forma parece prescindir da prática do sexo.

Interpretar esse personagem ao mesmo tempo viril e impotente era um sonho antigo de Glenn Close. No começo de sua carreira - antes de ser Glenn Close -, ela interpretou a versão teatral da história de George Moore que agora adapta com John Banville e Gabriella Prekop. No palco, o espectador vê a cena a uma certa distância e a confusão de gêneros tende a ser assimilada. O cinema é uma mídia realista. A câmera tem a tendência a grudar nos atores. A cara deles, o corpo ficam enormes na tela. Fica mais difícil disfarçar o que não é - por isso mesmo, em seu filme que acaba de ganhar o Urso de Ouro, Cesare Deve Morire, os irmãos Taviani se abstiveram de mostrar os presos da cadeia de segurança máxima de Rebibbia interpretando as mulheres de Júlio César, a peça de Shakespeare que é representada dentro do filme. Glenn e Jane McTeer são ótimas, Hubert é um personagem mais chão a chão. Nobbs permanece um mistério, o que pode ser atraente, mas limita o alcance do filme que leva seu nome.

ALBERT NOBBS

Direção: Rodrigo García.
Gênero: Drama (Inglaterra/Irlanda, 2011, 113 min.).

http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,glenn-close-vive-papel-de-um-homem-em-albert-nobbs,839655,0.htm

Carlinhos Brown e o primeiro Oscar para o Brasil

Em 26 de fevereiro, o Brasil tem 50% de chance de voltar com o primeiro Oscar para casa. Carlinhos Brown e Sérgio Mendes concorrem a melhor canção original com a música Real in Rio, da animação Rio, dirigida pelo carioca Carlos Saldanha.

Carlinhos Brown e Sérgio Mendes são indicados ao Oscar

Sérgio Mendes, Carlinhos Brown e Mikael Mutti - Divulgação
Divulgação
Sérgio Mendes, Carlinhos Brown e Mikael Mutti

A única concorrente dos brasileiros é Man or Muppet, da trilha do filme Os Muppets, composta por Bret McKenzie. Se Brown e Mendes vencerem, eles vão superar a frustração dos brasileiros que viram naufragar o sonho do Oscar em várias ocasiões, incluindo as quatro vezes que o País disputou o prêmio de filme estrangeiro, além da estatueta de melhor atriz (Fernanda Montenegro) perdida e a de documentário (Lixo Extraordinário, em 2011).

O cantor e compositor Carlinhos Brown falou ao Estadão.com.br dias antes do carnaval sobre as expectativas para a premiação e o que significa para ele entrar no rol de indicados do prêmio de cinema mais aguardado do ano.

Como é a sensação de representar o Brasil na maior festa mundial do cinema?

É uma honra ser indicado a um prêmio de tamanha importância. Esse é um momento muito especial que consagra a parceria positiva com Sérgio Mendes, que começou no final dos anos 1980 e que gerou muitas músicas e discos. A indicação é o reconhecimento de um trabalho, são mais de 30 anos de carreira.

Quais são suas expectativas em relação à noite do Oscar?

As nossas chances são de 50%. Ser indicado já foi um prêmio. É sempre uma grande responsabilidade representar um país tão grande e tão cheio de riquezas. Todos os filmes e nomes que passaram antes pelo crivo da academia abriram caminho para que eu possa estar lá hoje. E isso é uma honra e uma responsabilidade.

Você vai comparecer à cerimônia?

Sim, vou estar em Los Angeles no dia 26 de fevereiro.

Ficou chateado com o cancelamento da apresentação das canções na noite do Oscar? Tanto Rio quanto Os Muppets renderiam performances visualmente bonitas, não?

Já estou muito feliz de ser indicado. Mas quando fui convidado já sabia que não haveria apresentação musical na noite, então me preparei para comparecer apenas como convidado.

Quais são seus projetos para 2012?

Eu continuo trabalhando intensamente. Sempre temos os eventos do verão, como Enxaguada e Sarau du Brown, ainda participo dos ensaios pré-carnavalescos dos amigos aqui em Salvador, além de viagens como a que acabei de fazer para gravar no DVD de Jorge Ben Jor e a trilha do filme Tainá. E em breve vem aí o CD Mixturação.

http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,carlinhos-brown-fala-sobre-expectativa-de-trazer-o-primeiro-oscar-para-o-brasil,838734,0.htm

“Somos un barco de pesca frente a una flota de transatlánticos”


Con Billy Cristal como redivivo maestro de ceremonias, un inusitado blindaje de seguridad en las instalaciones y The Artist como favorita en todas las quinielas, la 84ª edición de los Oscar ya está a punto. En la imagen, varios operarios trabajan en los preparativos de la ceremonia en el exterior del Kodak Theatre de Los Ángeles. / DAMIAN DOVARGANES (AP)

Fernando Trueba y Xavier Mariscal miden sus aspiraciones de obtener mañana con ‘Chico y Rita’ la estatuilla a la mejor película de animación


Fernando Trueba, coautor con Mariscal del filme, conoce el terreno que pisa (hace 18 años logró una estatuilla a la mejor película en habla no inglesa con Belle Époque) y quizá por eso desde que aterrizó el miércoles en Los Ángeles se pasea sin ansiedad por una ciudad profesionalmente hostil para cualquier foráneo. La candidatura de Chico y Rita ha convocado en Hollywood no solo a los artífices del filme sino a una excursión de familiares y amigos que siguen los pasos del patriarca (Trueba) y del miembro díscolo del clan (Mariscal). Si el domingo ganan el Oscar a la mejor película de animación el director de El año de las luces no se lo dedicará por segunda vez a Billy Wilder, “se lo dedicaremos a Méliès”, le quita la palabra el autor de Cobi. Y a Trueba le gusta la idea.
"Si ganamos el premio, se lo dedicaremos a Georges Méliès"
Mariscal

Más delgado y con la cabeza rapada, el director madrileño lucirá el esmoquin remendado de hace 18 años, mientras Mariscal (“yo soy como Letizia, visto moda española”) lucirá uno del diseñador catalán Josep Abril, “pintillo, muy rock and roll”. El reparto de papeles entre Trueba y Mariscal quedó claro ayer durante el encuentro que los creadores de Chico y Rita tuvieron con un grupo de periodistas en el coqueto chalé que Egeda tiene en Beverlly Hills, una casa con jardín y piscina que sirve de infraestructura para los productores españoles que aterrizan en la ciudad.

Xavier Mariscal y Fernando Trueba, ayer en Los Ángeles. / REUTERS

Mientras Trueba apeló a la sensatez, Mariscal se lanzó por el tobogán de su gracioso ingenio. “El peligro de la animación es que en lugar de hablar de Albert Camus y Thelonious Monk estamos hablando de gatos y lagartijas”, dijo Trueba ante la descripción que hizo Mariscal de las otras películas: “Hombre, Fernando, no estoy muy de acuerdo con eso", le contradijo con un mohín cariñoso Mariscal. “Sí, Chico y Rita entra por la piel, no por el tarro. Es un espectáculo de gran pantalla", añadió Mariscal sobre un filme que recrea Nueva York, La Habana y las Vegas con un esplendor y una exuberancia visual asombrosa. “Quizá aquí, pese a ser una película carísima para España, somos pequeños, humildes y artesanales, pero estamos sin complejos. Nuestra película tiene historia, tiene personajes, tiene emoción. Después de verla mucha gente se olvida de que era de dibujos”, explicó Trueba antes de que su compañero volviera a las metáforas oceánicas: “En una industria como esta, con tantos tiburones imponiendo sus películas en la distribución mundial, no deja de ser sorprendente que elijan una película independiente en la que no hay animales sino personajes reales. Si yo fuera el jurado de estos premios de verdad que elegiría Chico y Rita, y no lo haría como Mariscal sino como ejecutivo en busca de nuevos mercados. El dibujo animado no es un mero género, sino una manera muy poética de contar la vida”.



Alberto Iglesias acude por tercera vez, por la música de ‘El topo’
Una vida que en manos de Mariscal se vuelve expresiva, colorista y exagerada. “Aquí no venimos ni a perder ni a ganar. No nos sentimos en un concurso. Aquí hemos ganado un viaje y unas vacaciones estupendas. Estamos felices disfrutando de este tiempo maravilloso, de la limusina y de todo el caso que nos están haciendo”.
El entusiasmo de Mariscal y Trueba lo comparte el tercer español en la gala: Alberto Iglesias, candidato por la banda sonora de El Topo. El músico, que ya firmó la música de otra adaptación de John le Carré, El jardinero fiel, y que hace solo unos días lograba su décimo Goya por La piel que habito, cree que la banda sonora de The artist, del francés Ludovic Bource, es la favorita de una candidatura en la que hace doblete el clásico compositor de cine John Williams (War horse y Las aventuras de Tintin). Quizá por ese cómodo segundo plano, Iglesias se mueve por Hollywood sin asomo de tensión. Acompañado de su familia, hospedado en el mismo hotel que los Trueba-Mariscal, acaso solo sabe ocultarlo con ese mismo tono de contención emocional de la banda sonora que le ha traído aquí por tercera vez.

http://cultura.elpais.com/cultura/2012/02/24/actualidad/1330116542_980601.html

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Óscares: Quem decide quem ganha?

São os membros, através de voto secreto, que decidem os vencedores
São os membros, através de voto secreto, que decidem os vencedores (AFP)

Já se sabe que os prémios mais cobiçados de Hollywood são atribuídos pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, mas pouco mais se sabe sobre quem realmente decide e vota nos nomeados. Actualmente, a Academia conta com 5765 membros votantes, são eles que escolhem os filmes nomeados e os vencedores. Mas quem é que está realmente por trás dos boletins de voto?
Uma investigação do Los Angeles Times, que descobriu a identidade de mais de 5100 membros (cerca de 89% das pessoas que votam para os Óscares), revela que o grupo votante não representa uma igualdade justa e representativa do mundo do cinema e que muitos nomes reconhecidos do meio nem sequer integram esta lista, o que influencia obviamente os vencedores aos Óscares.

A justificar estão os números gerais: 94% são brancos, 77% são homens e 54% têm mais de 60 anos. Estes são os números que saltam à primeira vista e que dão azo a uma especulação que não é nova. Poucas raças representadas, poucas mulheres e poucos jovens. Quase o oposto daquilo que se passa no mundo cinematográfico.

Ainda recentemente, o realizador da saga “A Guerra das Estrelas”, George Lucas, que não é membro da Academia, se queixou, numa entrevista a Jon Stewart, do racismo existente em Hollywood, destacando que são raras as vezes em que os filmes são protagonizados por actores negros, ou que estes são reconhecidos.

Até hoje, em 83 anos de história dos Óscares, apenas cerca de 4% dos prémios de representação foram para actores afro-americanos. Nos confrontos entre homens e mulheres, os resultados ainda são mais díspares. Kathryn Bigelow foi a única mulher a receber o Óscar de Melhor Realizador por “Estado de Guerra” e isto aconteceu apenas em 2010.

No ano a seguir, em 2011, Samuel L. Jackson queixou-se de não ter existido em toda a cerimónia de entrega dos Óscares um apresentador masculino negro. “É obvio que não existe NENHUM actor preto em Hollywood que saiba ler um teleponto, ou que não seja fixe o suficiente”, disse o actor ao Los Angeles Times.

E depois há a questão da idade. Também no ano passado, os responsáveis da Sony Pictures, produtora do filme nomeado “A Rede Social”, disseram na altura que consideraram que o filme sobre a criação da maior rede social, o Facebook, não conquistou o Óscar de Melhor Filme, que foi entregue a “O Discurso do Rei”, porque os membros da Academia mais velhos, que representam mais do que a maioria, não se identificariam com a história da Internet.

Para a actriz afro-americana Alfre Woodard, que é membro da Academia desde 1985, se a idade média dos votantes fosse entre os 45 e os 50 anos, por exemplo, o filme “Shame”, no qual Michael Fassbender dá vida a um homem viciado em sexo, seria um forte candidato aos Óscares. Para a actriz, “Shame”, que se destacou entre a crítica, não é o tipo de filme que um público mais velho “vá a correr ver”.

Apesar de todas as polémicas e críticas, o presidente da Academia Tom Sherak já garantiu que não foram dadas ordens aos produtores da cerimónia, Brian Grazer e Don Mischer, para que incluíssem mais minorias na gala. “Os produtores produzem o espectáculo, fim da história”, disse Sherak ao jornal norte-americano, lembrando que Academia nunca se deixou influenciar por essas questões.

Mas quem são afinal estes membros?

Originalmente, os membros da Academia estavam divididos em cinco categorias, cada uma representando uma área diferente do cinema, nomeadamente os produtores, argumentistas, os realizadores, os actores e os técnicos. No entanto, com o aumento da indústria, estas categorias foram aumentadas para 14 grupos, de forma a se incluírem as áreas administrativas (executivos e relações públicas) e subdivisões na categoria das técnicas (directores criativos, fotografia, edição, som). Desde o seu início que um membro só pode integrar a Academia por convite, sendo que até 2004 os convites não eram públicos. Desde então, todos os anos os novos membros são notícia. Em 2011, por exemplo, a Academia anunciou a entrada de mais 178 novos membros, entre os quais se destacavam nomes como o actor Russell Brand, a actriz Mila Kunis, o realizador Tom Hooper ou a artista Beyoncé Knowles.

Segundo a constituição da Academia, qualquer pessoa se pode ser convidada formalmente para membro, basta apenas que tenha feito de alguma forma uma contribuição valiosa no mundo do cinema, ou que tenha sido distinguido com o seu trabalho no ramo ou, noutros casos, que um membro proponha o seu nome, que terá obviamente de ser justificado, não se distinguido aqui a nacionalidade, existindo actualmente membros de mais de 20 países. Entre os nomes não americanos destacam-se por exemplo o compositor britânico Andrew Lloyd Webber, o designer de moda indiano Bhanu Athaiya, ou o cineasta italiano Vittorio Storaro. Depois de convidados pela Academia, o cargo é vitalício, mesmo que entretanto se retirem do cinema ou se reformem. Ou como aconteceu em muitos casos, actores que em tempos áureas se destacaram em Hollywood e que entretanto foram esquecidos pela indústria. Quem não se lembra do actor Steve Guttenberg, que na década de 1980 foi a grande estrela da saga “Academia de Polícia”?

Por Cláudia Carvalho http://www.publico.pt/Cultura/oscares-quem-decide-quem-ganha-1535062?all=1


VOTE NOS SEUS PREFERIDOS:

http://ipsilon.publico.pt/oscares/inquerito.aspx


 

O Favorito

  • Ver Trailer



  • O Artista


    Título original:
    The Artist
    De:
    Michel Hazanavicius
    Com:
    Jean Dujardin, Bérénice Bejo, John Goodman
    Género:
    Comédia Dramática
    Classificação:
    M/12
    Outros dados:
    BEL/FRA, 2011, Preto e Branco, 100 min.
    Links:
    Site Oficial
    Hollywood, 1927. George Valentin (Jean Dujardin) é a grande estrela da noite de estreia de "A Russian Affair", o seu mais recente filme. Nesse evento, conhece Peppy Miller (Bérénice Bejo), uma jovem bailarina e actriz em início de carreira. Com apoio de Valentin, que depressa se torna seu mentor e amigo, ela vai sendo acarinhada no meio, conquistando pouco a pouco mais protagonismo. Porém, dois anos depois, com o aparecimento do som na indústria cinematográfica, inicia-se o fim do cinema mudo e, por consequência, da carreira de Valentin. Absolutamente crente de que o som não será mais do que uma moda que em breve cairá em desuso, mas sem ninguém que produza um filme seu, o galã decide investir toda a sua fortuna na produção de uma nova película, cujo fracasso acaba por o levar à ruína. Até que, desesperado e quase a atentar contra a própria vida, reencontra Peppy Miller, hoje transformada em grande diva do ecrã, que tem ainda presente algo fundamental: a gratidão para com alguém que esteve ao seu lado quando o sucesso pouco mais era do que uma simples miragem.
    Escrito e realizado pelo francês Michel Hazanavicius, depois de estrear na última edição do Festival de Cannes, recebeu vários prémios por todo o mundo e está nomeado para dez Óscares, entre os quais melhores filme, realizador, actor, actriz secundária e argumento original.

    PÚBLICO http://cinecartaz.publico.pt/Filme/295576_o-artista

    Críticas:


    André Lamas Leite

    "Falta um pedacinho assim"

    Um filme a preto e branco, mudo exceto no último ou dois últimos minutos, pontificado pelo primeiro som de um copo a ser pousado numa mesa de camarim é, por certo, fora de moda. Mas nem sempre o que está ultrapassado no tempo está fora de contexto. A História ensina-nos que, aqui e além, temos de voltar atrás, sem que necessitemos de recorrer às "teorias do eterno retorno".
    Todavia, algo falta em "O Artista". Boas interpretações, sem dúvida, dificultadas pela impossibilidade de usar a voz como instrumento de composição dos personagens. Uma montagem e uma fotografia adequadas. Algumas metáforas interessantes, mas algo estafadas: a ascensão e queda de uma estrela, a rapidez com que na vida passamos de "bestiais" a "bestas", o orgulho parolo e que quase custa a vida.
    Falta algo que unifique tudo isto, uma "joie de vivre" que, para mim, o filme não tem. Um elemento distintivo que nos fique no espírito. Algo em que venhamos a remoer no caminho para casa.
    Não ouvir certas pessoas é, por certo, uma bênção, mas só por si não conta uma boa história.

    Nazaré

    Que maravilhoso par de dançarinos!

    Retrata muito bem o drama que foi, para muitos artistas em Hollywood, quando se deu a transição do mudo para o sonoro e de repente a linguagem do cinema deixou de ser universal. O pormenor de nos esconderem o motivo da aversão do artista ao sonoro é-nos resguardado de maneira inteligentíssima.
    A história, ainda assim, não é especialmente interessante, mas ao mesmo tempo este filme a preto-e-branco é visualmente um luxo (o que o torna tudo menos um "filme mudo"), o par de protagonistas conjuga-se lindamente, vale a pena ir ver por diversos motivos. Mas, se alguma coisa me vai ficar de toda este visual soberbamente elegante, são as cenas de dança, o luxo dos luxos.

    Rita Costa

    O futuro construído pelo passado

    "Obriguei" os meus amigos a ver comigo esta curiosa criação de Michel Hazanavicius. Convencer jovens de 16 anos que vivem num mundo dedicado às sensações mais fáceis, em que tudo lhe é apresentado da maneira mais real possível, já habituados ao 3D, como é de imaginar, não foi fácil. A surpresa não está aí, a surpresa está no facto de eles terem gostado.
    É um filme encantador, com um argumento simples (não digo isto pela falta de diálogo) mas belo, daquela maneira tão inocente e generosa. Jean Dujardin é absolutamente maravilhoso, o meu eleito ao Óscar.
    Os pequenos momentos de pura genialidade do realizador como a cena do copo ou o "Bang!" são maravilhosos, maravilhosamente simples. É uma lufada de ar fresco, uma homenagem ao bom velho cinema, uma maneira extremamente visionária de pôr as coisas, o futuro feito pelo passado.
    Aconselho vivamente que se decidam a ir ao cinema por este, quer seja para rever os bons velhos tempos dos primeiros filmes com a namorada nova (para os adultos) ou para conhecer um pouco mais deste património cultural maravilhoso que é o cinema e perceber que há mais do que efeitos especiais e óculos 3D num bom filme (para os jovens).

    David Bernardino

    Um filme que nos deixa genuinamente felizes


    "The Artist"é um caso de estudo. Tudo começou quando foi vastamente aplaudido em Cannes, onde ganhou a palma de Ouro e o prémio para melhor actor. Sobre o filme pouco se sabia. Apenas rumores de que seria um filme mudo a preto e branco. Em Portugal poucas pessoas se mostraram interessadas e expectantes em ver este Artista, também por culpa do filme que tardava em chegar às nossas salas. Pois bem, chegou na hora "h". Com os Óscares à porta e 10 nomeações, e a arrecadar tudo o que é prémio em tudo o que é cerimónia, pode-se dizer que "The Artist" tem finalmente a atenção merecida.

    Sim, "The Artist"é um filme mudo a preto e branco. Mas tudo isso tem razão de ser. A acção decorre em 1927 em Hollywood. George Valentin é um galã do cinema mudo que vê o nascimento do cinema falado mas que se recusa a acreditar nele. Um pouco como hoje muitos se recusam a acreditar no cinema em 3D. Poder-se-ia entrar por aí e elogiar "The Artist"por fazer um paralelismo com o presente mas vou-me deixar de pretensiosismos... Poder-se-ia também dizer que "The Artist"pretende demonstrar que não é a tecnologia que faz o cinema mas sim dois actores e uma câmara. No entanto essa é uma argumentação fácil que não nos interessa. "The Artist"é bem mais que isso.

    De facto o que o francês Michel Hazanavicius pretende é fazer uma homenagem ao cinema mudo, mas também a Hollywood e à sua, não diria pré-história (essa seria o final do séc. XIX), mas sim semi-infância. E curiosa homenagem já que parte de França e não de Hollywood, ensinando mesmo até ao próprio Hollywood aquilo que, e repito, Hollywood já foi.
    Estão inseridas todas as grandes temáticas do Hollywood comercial (que no fundo era o único Hollywood que existia) da época como a ascensão de uma nova estrela no Mundo do cinema , a depressão do "Artista" que perde o spotlight, o romance, e, acima de tudo, o excelente humor do cinema mudo. "The Artist"não esconde a utilização destes clichés mas fá-lo sempre à distância. Fá-lo porque é assim que deve ser feito. Não os revolta e vomita, antes os aborda com classe e muita finesse.

    "The Artist"é de facto um filme muito especial e uma experiência algo única. Não pelo simples facto de ser mudo e a preto e branco mas mesmo pelo sentido de humor e suas interpretações, com expressões faciais propositadamente exageradas e hilariantes. O Artista consegue verdadeiramente viciar e conectar-se com o espectador que continua a querer mais deste Mundo que aparentemente já não existe. Tem mesmo cenas particulares de um brilhantismo invejável, o cão de George Valentin, os trejeitos de Peppy Miller (Bérénice Bejo), as expressões de John Goodman, as coreografias, toda a simplicidade claramente falsa de um filme mudo está perfeitamente transposta para o ecrã. E que bom que é!

    Pois bem, a moral da história dada por França a Hollywood e ao espectador neste Artista é, no nosso entender, que o cinema é algo de uniforme onde a história não é realmente história pois com uma câmara qualquer coisa se pode fazer independentemente da época. Recusamos a ideia de que "The Artist"se pretende refugiar numa falsa saudade do passado que agora está tão na moda ressuscitar, com tanto indie e tanta coisa retro que por aí se vê. "The Artist"é um filme puro, na verdadeira acepção da palavra, com todos os ingredientes da época que consegue com toda a genuinidade deixar-nos felizes. Este é, talvez, o único grande filme de 2011.

    P.S. - A banda sonora de "The Artist"é algo de verdadeiramente genial e que merece uma análise própria, já que nos acompanha ao longo dos 100 minutos de silêncio mudo. Músicas clássicas dignas da época e talvez algumas décadas mais à frente. Vale realmente a pena ouvir à parte.

    Critica originalmente publicada no blog retroprojeccao

    Natália Costa

    Homenagem ao Cinema

    Este é um daqueles filmes que entrou de imediato para a minha top list (aquele espacinho infinito onde cabem sempre mais).

    Se eu fosse um dos membros da Academia estaria com sérias dificuldades em decidir-me entre este genial "The Artist" e esse magnífico "The Tree of Life". Dois filmes bem distintos, mas igualmente geniais.


    "The Artist" é primeiro e, acima de tudo, uma homenagem ao cinema. A Sétima Arte é uma das mais vastas e ricas invenções do Homem. O cinema tal como o conhecemos hoje, nem sempre assim foi. Até ao deslumbramento pela tecnologia houve longos passos na história, o som e a cor, dados adquiridos hoje em dia, não nasceram com o cinema. Surgiram mais tarde, enriquecendo e enaltecendo essa arte de deuses.

    Usei os verbos enriquecer e enaltecer, mas nem por isso o cinema era mais pobre durante a época do mudo. Um dos mais interessantes filmes que vi chama-se "A Boceta de Pandora" de Pabst, com uma deslumbrante Louise Brooks e é nada mais nada menos do que um fascinante filme. É mudo: sim! Mas não deixa de ser uma obra grandiosa que ultrapassa em larga escala muitos filmes coloridos e bem sonoros.

    Este "The Artist" é uma lufada de ar fresco na habitual oferta das salas. Temos tido filmes bastante bons: é certo; mas "The Artist" é um adorável e invulgar trabalho que deixa qualquer um sorridente. É uma experiência de magia, na qual se vive o cinema em todo o seu esplendor.
    A música, um dos veículos mais poderosos de sempre, é explorada de forma genial.
    Os actores (suspiro)... O que se pode dizer de pessoas tão expressivas e talentosas que parecem ter nascido para a arte de representar? Qualquer um dos papéis assenta que nem uma luva aos respectivos artistas.

    E a história, bom, a história é duma singularidade ímpar. À semelhança de Crepúsculo dos Deuses também este filme se debruça sobre a viragem duma época no mundo da sétima arte, bem como os consequentes impactos nas vidas dos que davam/dão vida a essa mesma arte.
    E, claro, o amor! O amor como veículo único de redenção/salvação.
    Se há eternidade essa existe no amor.
    E se há maneira de a captar por um instante, o cinema existe para isso mesmo.
    Genial!!!

    Silvares

    Coisa de artista!

    Bonito, perfeito e certinho, como a dentição dos actores principais. Tão surpreendente na forma quanto previsível no conteúdo. A ver, sem hesitações.
    André Olim

    Um fantástico filme

    É um grande filme que certamente ficará na memória de todos. Mais do que recomendável, é obrigatório!