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sexta-feira, 13 de abril de 2012

gatas extraordinárias - Cássia Eller


O amor me pegou
E eu não descanso enquanto não pegar
Aquela criatura
Saio na noite à procura
O batidão do meu coração na pista escura
Se pego, ui...
Me entrego e fui
Será que ela quererá
Será que ela quer
Será que meu sonho influi
Será que meu plano é bom
Será que é no tom
Será que ele se conclui
E as gatas extraordinárias que
Andam nos meios onde ela flui
Será que ela evolui
Será que ela evolui
E se ela evoluir, será que isso me inclui
Tenho que pegar, tenho que pegar
Tenho que pegar essa criatura
Tenho que pegar, tenho que pegar
Tenho que pegar

“Quero Ser John Malkovich”

O efeito “Quero Ser John Malkovich” dos blogs

10abr
Em verdade, só escrevi este post para compartilhar esta ilustração do artista Ho Ryon Lee, que eu não conhecia e me foi apresentado pelo designer mineiro Leonardo Freitas. Clique para ver mais


David Remnick, editor da New Yorker, disse certa vez que “a revista que publicamos toda semana reflete o que eu quero ler ou o que as pessoas à minha volta — este grupo de editores — considera impressionante ou profundo, ou engraçado, ou inteligente ou o que seja.”
É mais ou menos o que penso quando alimento este blog com as inutilidades que você está acostumado a ver.
Para mim, o blog é um monólogo interior. Uma caixa preta de impressões passageiras e algumas confissões. Ler blogs como este é acompanhar o fluxo de pensamentos de alguém; é a coisa mais próxima que temos de telepatia.
Ou, para citar mais explicitamente uma passagem do artigo de Mark Dery, autor que me foi apresentado por Gunter Axt (confesso que queria ter escrito isso):
“Os blogs são o equivalente pós-moderno do gabinete de curiosidades do período barroco — um aglomerado idiossincrático de objetos encontrados (ideias, imagens, fatos e ficções recolhidas do fluxo midiático global) que refletem nossas próprias tentativas de assimliar a abundância de dados imateriais despejados sobre nós pela descoberta da vida em rede.”
Mark prossegue:
“Alguns dos melhores blogs oferecem um mundo estranho como alternativa à grande mídia. Seu conteúdo não é determinado por formadores de opinião, que dizem o que você deve saber, ou por editores que querem vender sua atenção para anunciantes que desejam falar com você. Pelo contrário, eles dizem o que nem você mesmo sabia que deveria saber.”
“Alguns dos meus blogs favoritos deixam o visitante casual espiar os pensamentos mais recônditos de um estranho para enxergar o mundo por meio dos olhos de outra mente. É o que eu chamo de Efeito John Malkovich.”
Bem simpático.

http://epimenta.wordpress.com/2012/04/10/o-efeito-quero-ser-john-malkovich-dos-blogs/

La vida es lo que te pasa mientras estás encerrado en un baño

Madrid13 ABR 2012
Una imagen de 'Madrid, 1987'
 
“En 1987 entré en la facultad de periodismo”, comienza a explicar el cineasta, escritor y periodista frente a una taza de té. “Aunque no tiene nada que ver con la nostalgia. Lo que pasa es que me gusta que las películas estén contextualizadas; me gusta sentir que transcurren en un momento y un lugar reconocibles”. Aquel año, además, no solo marcó un hito en lo personal. “Tengo la sensación de que en el 87 España cambió. Fue entonces cuando entró en el mercado común, y cuando empezó a sentirse satisfecha de sí misma, a pensar que ya éramos Europa, cuando en realidad faltaban muchas cosas por cambiar. Esa sensación de satisfacción me hizo sentir tristeza, y esa frustración está reflejada en la película”.
Con el realismo siempre en mente, Trueba compone en su guion personajes arquetipo manufacturados como un collage de nombres históricos, especialmente el que interpreta Sacristán, el imponente e intocable cronista. “No quería que fuera una caricatura de nadie, pero sí una amalgama. Desde los tiempos de Larra, el articulismo ha tenido una importancia social y literaria muy grande en España, desde Julio Camba o González Ruano a Paco Umbral, Vázquez Montalbán... y sí que me he basado en algunos de ellos, pero no quería que fuera uno solo”. El oficio del periodismo que se muestra en el filme remite a unos tiempos en el que el güisqui corría a gogó por las redacciones, los artículos se escribían a máquina desde un bar, y los periodistas hablaban de su vida sexual en sus columnas. “Cada época tiene su manera de vivir y su tecnología, en todo proceso se pierde y se gana algo. De todos modos, lo cierto es que los protagonistas podrían haber tenido otra profesión”.
David Trueba junto a los protagonistas de 'Madrid, 1987', María Valverde y José Sacristán
Y es que por encima de las circunstancias, la historia que Madrid, 1987 quiere contar es la de las personas que la componen: un viejo y una chica; un hombre y una mujer que se ven obligados a compartir una intimidad impropia de dos desconocidos. “El elemento de conquista, de seducción, me interesaba porque es con lo que tenías que lidiar entonces”, dice Trueba. “La seducción es un mecanismo humano imprescindible, en el que uno coloca todo el carbón que tiene, sea este el físico, la autoridad… Eso es de lo que trata la película”.
Más allá de la carne, el abismo temporal que separa a los protagonistas es igualmente definitorio: “Siempre me ha interesado el reconocimiento de que la vida es una cadena, donde tú eres el producto de un tiempo, de un pasado, y que tú vas a serlo para los siguientes”. La desnudez de Sacristán y Valverde a lo largo de buena parte del filme, mira en esa misma dirección: “Lo que me interesaba era enseñar la piel de un viejo y una joven. Los medios de comunicación de hoy solo permiten la belleza, que siempre se equipara con la juventud. Tenemos que luchar por hacer presente que eso no es real, y que el cuerpo viejo sigue teniendo necesidades”.
Lo más provocador de la película, cree el cineasta, no son los cuerpos, sino las ideas que albergan. “Hablan de literatura, de arte… algo que en el mundo del cine actual está proscrito”. Y si eso espanta al público, qué le vamos a hacer. “Es un proyecto no comercial. El cine ve al público como un mercado, y quieren obligarte a hacer las cosas como ellos quieren. Pero en mi vida profesional, el público siempre ha estado ahí. Yo creo que no debes traicionarte, y tienes que contar las cosas lo mejor que puedas”. Lo que él narra, se ha construido además con pocos recursos. “Es un filme que tampoco necesita mucho presupuesto. Como me dijo Pepe Sacristán, en esta película hay exactamente lo que se necesita. Aunque eso no significa que no eche de menos una campaña de publicidad mayor, o la distribución de un mayor número de copias”.
Rodada en trece días, Madrid, 1987 ya ha salido de la ciudad para conocer mundo. En enero, compitió en festival de cine independiente de Sundance, en EE UU, y en el Festival Cinematográfico del Uruguay ganó el premio del público al mejor filme internacional. “Pensé que era una película muy localista, y que no se entendería fuera de España, porque los diálogos hablan de Adolfo Suárez, de ETA, de Franco... Cuando comenté esto en la presentación de la película en Uruguay, una mujer me preguntó: ‘¿Por qué dice semejante estupidez? Tampoco conozco el código samurái, y eso no significa que no pueda comprender Rashomon”.

Love Me Tender - Norah Jones

Um Tempo Sem Nome

 

Com seu cabelo cinza, rugas novas e os mesmos olhos verdes, cantando madrigais para a moça de cabelo de abóbora, Chico Buarque de Holanda vai bater de frente com as patrulhas do senso comum.
Elas torcem o nariz para mais essa audácia do trovador. O casal cinza e cor de abóbora segue seu caminho e tomara que ele continue cantando "eu sou tão feliz com ela" sem encontrar resposta ao "que será que dá dentro da gente que não devia".
 
Afinal, é o olhar estrangeiro que nos faz estrangeiros a nós mesmos e cria os interditos que balizam o que supostamente é ou deixa de ser adequado a uma faixa etária. O olhar alheio é mais cruel que a decadência das formas. É ele que mina a autoimagem, que nos constitui como velhos, desconhece e, de certa forma, proíbe a verdade de um corpo sujeito à impiedade dos anos sem que envelheça o alumbramento diante da vida.
Proust, que de gente entendia como ninguém, descreve o envelhecer como o mais abstrato dos sentimentos humanos. O príncipe Fabrizio Salinas, o Leopardo criado por Tommasi di Lampedusa, não ouvia o barulho dos grãos de areia que escorrem na ampulheta. Não fora o entorno e seus espelhos, netos que nascem, amigos que morrem, não fosse o tempo "um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho", segundo Caetano, quem por si mesmo, se perceberia envelhecer? Morreríamos nos acreditando jovens como sempre fomos.
A vida sobrepõe uma série de experiências que não se anulam, ao contrário, se mesclam e compõem uma identidade. O idoso não anula dentro de si a criança e o adolescente, todos reais e atuais, fantasmas saudosos de um corpo que os acolhia, hoje inquilinos de uma pele em que não se reconhecem. E, se é verdade que o envelhecer é um fato e uma foto, é também verdade que quem não se reconhece na foto, se reconhece na memória e no frescor das emoções que persistem. É assim que, vulcânica, a adolescência pode brotar em um homem ou mulher de meia-idade, fazendo projetos que mal cabem em uma vida inteira.
Essa doce liberdade de se reinventar a cada dia poderia prescindir do esforço patético de camuflar com cirurgias de botoxes - obras na casa demolida - a inexorável escultura do tempo. O medo pânico de envelhecer, que fez da cirurgia estética um próspero campo da medicina e de uma vendedora de cosméticos a mais rica mulher do mundo, se explica justamente pela depreciação cultural e social que o avançar na idade provoca.
Ninguém quer parecer idoso, já que ser idoso está associado a uma sequência de perdas que começam com a da beleza e a da saúde. Verdadeira até então, essa depreciação vai sendo desmedida por uma saudável evolução das mentalidades: a velhice não é mais o que era antes. Nem é mais quando era antes. Os dois ritos de passagem que a anunciavam, o fim do trabalho e da libido, estão ambos, perdendo autoridade. Quem se aposenta continua a viver em um mundo irreconhecível que propõe novos interesses e atividades. A curiosidade se aguça na medida em que se é desafiado por bem mais que o tradicional choque de gerações com seus conflitos e desentendimentos. Uma verdadeira mudança de era nos leva de roldão, oferecendo-nos ao mesmo tempo o privilégio e o susto de dela participar.
A libido, seja por uma maior liberalização dos costumes, seja por progressos da medicina, reclama seus direitos na terceira idade com uma naturalidade que em outros tempos já foi chamada de despudor. Esmaece a fronteira entre as fases da vida. É o conceito de velhice que envelhece. Envelhecer como sinônimo de decadência deixou de ser uma profecia que se autorrealiza. Sem, no entanto, impedir a lucidez sobre o desfecho.
"Meu tempo é curto e o tempo dela sobra", lamenta-se o trovador, que não ignora a traição que nosso corpo nos reserva. Nosso melhor amigo, que conhecemos melhor que nossa própria alma, companheiro dos maiores prazeres, um dia nos trairá, adverte o imperador Adriano em suas memórias escritas por Marguerite Yourcecar.
Todos os corpos são traidores. Essa traição, incontornável, que não é segredo para ninguém, não justifica transformar nossos dias em sala de espera, espectadores conformados e passivos da degradação das células e dos projetos de futuro, aguardando o dia da traição. Chico, à beira dos setenta anos, criando com brilho, ora literatura, ora música, cantando um novo amor, é a quintessência desse fenômeno, um tempo da vida que não se parece em nada com o que um dia se chamou de velhice. Esse tempo ainda não encontrou seu nome. Por enquanto podemos chamá-lo apenas de vida.
 
Rosiska Darcy de Oliveira é escritora.
 

 
 
 Ai, ai, ai que ciúme!!!!!!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

The Glory of Love

Big Bill Broonzy


The Glory Of Love


You've got to give a little, take a little,
And let your poor heart break a little.
That's the story of, that's the glory of love.

You've got to laugh a little, cry a little,
Until the clouds roll by a little.
That's the story of, that's the glory of love.

As long as there's the two of us,
We've got the world and all it's charms.
And when the world is through with us,
We've got each others arms.

You've got to win a little, lose a little,
Yes, and always have the blues a little.
That's the story of, that's the glory of love.
That's the story of, that's the glory of love.


Peggy Lee, Benny Goodman & Ella Fitzgerald

Balaio de Ideias: O “órum” está em festa

Mãe Stella fala sobre "imortais" que partiram em março, como Ederaldo Gentil. Foto: Arquivo A TARDE
Maria Stella de Azevedo Santos

Órum é o nome dado pelo povo yorubá ao que normalmente costumamos chamar de céu. Para lá seguiram em um mesmo mês, março: Cidália de Iroko, uma das poucas sacerdotisas do Brasil consagrada ao orixá Iroko, filha de Mãe Menininha do Gantois, que como diziam os antigos fazia parte da guarda-velha, pois ela era depositária de grandes conhecimentos relativos ao candomblé; o mestre Chico Anysio que, sutilmente, nos fazia lembrar que podemos ser muitos em um só; Millôr Fernandes que, sabiamente, tinha em si os fundamentos de várias religiões e filosofias, sem se deixar prender a nenhuma; e, por último, seguiu para o “órum” um dos maiores poetas da música brasileira, Ederaldo Gentil, que compôs o que costumo chamar de “minha música” – O ouro e a madeira –, através da qual somos alertados de que sendo menos, podemos ser muito mais. Ele assim cantava:
“Não queria ser o mar, me bastava a fonte; muito menos ser a rosa; simplesmente o espinho; não queria ser caminho, porém o atalho; muito menos ser a chuva, apenas o orvalho. Não queria ser o dia, só a alvorada; muito menos ser o campo, me bastava o grão; não queria ser a vida, porém o momento; muito menos ser concerto, apenas a canção. O ouro afunda no mar, madeira fica por cima, ostra nasce do lodo, gerando pérolas finas”.
Ederaldo Gentil não morreu, ele apenas desistiu de viver em uma sociedade onde a grande luta é pelo poder e pela fama; onde as pessoas correm e pisam umas nas outras visando alcançar o primeiro lugar, e quando lá conseguem chegar continuam pisando; onde as pessoas se esqueceram da sabedoria do segundo lugar, posicionamento que nos mantém olhando sempre para o alto, lembrando-nos que o primeiro lugar é um horizonte perdido como Shangri-la, uma espécie de paraíso que creio precisa ser encontrado, primeiro, dentro de si mesmo.
A humildade do segundo lugar guiou a caminhada de Ederaldo Gentil, que mais uma vez a enalteceu quando cantou: “Sou o menor dos pequeninos, o mais pobre dos plebeus, o alheio inquilino, o mais baixo pigmeu, o comum do singular, o último dos derradeiros, viandante e peregrino, o mais manso dos cordeiros. Eu sou maior em lampejos de brandura, de angélica candura dos mistérios do amor. Sou bem maior que os pinheirais da humildade, pelos campos da bondade, eu sou a felicidade”.
Ederaldo Gentil guardava em seus olhos a tristeza dos que estão vendo o que quase ninguém consegue ver e por isto são tomados por uma síndrome que acomete os grandes poetas. Confundida muitas vezes com depressão, a síndrome dos poetas revela um estado quase que permanente de melancolia, que nosso Ederaldo Gentil soube demonstrar através de uma composição onde a dor da constante dor ganha uma leveza que só os poetas conseguem transmitir. Ele canta:
“Depois que Maria da Graça foi embora, não tenho graça na vida. A vida pra mim é sem graça, toda hora escuto um cadê a Graça que eu tinha na vida, a graça que eu tinha em meu ser. Como posso eu viver sem Graça, se já não tenho graça em meu viver? Um dia aparece Aparecida, no outro Maria José, Maria das Dores da vida, Maria dos Prazeres de Nazaré. Assim eu vou vivendo nessa vida uma farsa, pois minha vida sem Graça não tem graça”.
Seria até lógico dizer que Ederaldo Gentil foi acometido pela depressão em virtude de seus poemas melodiosos não mais encontrarem espaço na mídia e por isto não atingirem o sucesso almejado por todos. Seria lógico, mas não provável. Quem teve o prazer de conhecê-lo ou de ver uma imagem sua da época em que explodia nos meios de comunicação, pode observar a tristeza já presente em seus olhos, os quais já espelhavam seus profundos sentimentos. Porém, são imortais todos que fazem de sua vida uma grande obra. Como Jorge Amado, Cidália de Iroko, Chico Anysio, Millôr Fernandes, Ederaldo Gentil não morreu. Parafraseando Gustavo Corção, digo: “Os seus acordes finais não são um fim. O silêncio que os segue não é um vazio. Os acordes finais anunciam que a beleza se consumou. E o silêncio que se segue é para que o encantamento não seja quebrado”.

Maria Stella de Azevedo Santos é Iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá. A cada 15 dias, artigos de sua autoria são publicados no jornal A TARDE, sempre às quarta-feiras.

http://mundoafro.atarde.uol.com.br/

Conversa de Botequim (Gravação Original) - Noel Rosa

Comida de Buteco

Comida de Buteco: Começa a temporada de comes e bebes em Salvador

Desta sexta-feira, 13 de abril (De 13 de abril a 13 de maio), o Comida di Buteco escolhe os melhores petiscos da capital baiana. Tem tira-gosto a partir de R$ 4,99

12.04.2012
Linda Bezerra
linda.bezerra@redebahia.com.br

Por 30 dias, Salvador é dos "botequeiros". Está aberta a sessão da conversa fiada, dos goles gelados e da petiscagem. Começa nesta sexta-feira (13), em 30 bares da capital, mais uma edição do Comida di Buteco, maior concurso de tira-gostos do país, que acontece em 15 cidades, simultaneamente. Funciona assim: o cliente prova a comida inscrita (de R$ 4,99 a R$ 28,80) e vota numa cédula com os seguintes critérios: sabor, atendimento, temperatura da bebida e higiene do local. Um júri de discretos degustadores também avalia.

Por onde passa, o concurso valoriza a culinária de raiz, despertando agradáveis lembranças. Delícias com carne de fumeiro, queijo coalho, chumbinho, cachaça, manteiga de garrafa; farofa d´água e de beiju; molho lambão, aipim, bolinho de arroz...

Para os donos dos botecos, o concurso não é pouca coisa. Jô da Bahia, cozinheiro de São Caetano, construiu sua casa com os lucros do petisco Piriguete, de tanto que vendeu na edição do ano passado: eram uns 50 todo dia, a R$ 5. Para o cliente é garantia de atendimento mais cuidadoso. Pelo menos nesse período, de olho na visibilidade, proprietários ficam mais espertos com o serviço prestado.

Alguns, vale a ressalva, não precisam dessa motivação. Seus bares são como divãs e eles, psicólogos pacientes, aturam as inconveniências do álcool. Boteco bom, afinal, é quando o dono te chama pelo nome, tolera seus gritos, traz aquela cerveja do fundo do freezer, serve o melhor tira-gosto e não tem essa de fechar quando a festa está começando.

Normélia Ribeiro, do Boteco do Sabor, biboquinha de Pituaçu, chama todo mundo, seja homem ou mulher, de "delícia" - no dia em que o casal vai, ela engole o gracejo, mas os clientes exigem o tratamento. Essa espontaneidade, aliás, é um dos critérios de escolha, assegura o organizador do Comida, Eduardo Maya.

Doido pra entrar no clima, o designer gráfico Peterson Sitônio já conseguiu o livrinho com a lista dos concorrentes. Promete cumprir o ritual de ir em todos. Sua marca está em 17 bares em 15 dias, mas isso porque soube tarde demais, na edição passada.

Este ano, artistas que adoram botecar pongaram na farra e vão fazer um circuito de artes, de bar em bar (nesse domingo acontece às 14h, na Cantina do Julliu´s). Pintura de quadros, instalações, música, um pouco do clima da Belle Époque: comer, beber, conversar e se inspirar. O cantor J. Velloso e o artista plástico Roney George estão empolgadíssimos. "É uma forma de ocupar o lugar que foi perdido", filosofam em tom de discurso. Toda a arte produzida, entre copos e petiscos, será exposta no grand finale, no dia 22 de maio, em local a definir, quando a festa Saideira apresenta o melhor tira-gosto.
Até lá, haja Sonrisal.

Mais informações no www.comidadibuteco.com.br

Tô dentro!!! regina


Casablanca 70th Anniversary Edition - Politics

Major Strasser: We have a complete dossier on you: Richard Blaine, American, age 37. Cannot return to his country. The reason is a little vague. We also know what you did in Paris, Mr. Blaine, and also we know why you left Paris.

Major Strasser: Don't worry, we are not going to broadcast it.

Rick: Are my eyes really brown?