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sexta-feira, 27 de abril de 2012

"Abaixo o Celular"

27/04/2012

Reino Unido põe à venda suas tradicionais cabines telefônicas


DA EFE, EM LONDRES

As tradicionais cabines telefônicas vermelhas que ainda existem em algumas ruas do Reino Unido poderão ser adquiridas por qualquer cidadão pelo preço de 1.950 libras (R$ 5.881), informa nesta sexta-feira o diário "The Times".
Segundo o periódico, a companhia BT planeja desfazer-se de 60 cabines do modelo "K6", produzido em 1936 para comemorar o 25º aniversário da coroação do rei George 5º.
É a primeira vez desde a década de 1980 em que a antiga empresa pública, privatizada nessa década, põe à venda as clássicas cabines, que foram desenhadas pelo arquiteto inglês Giles Gilbert Scott.

Alessandro Abbonizio - 18.jun.04/France Presse
Transeunte passa diante das cabines telefônicas vermelhas em Londres, símbolo da vida britânica para os turistas
Transeunte passa diante das cabines telefônicas vermelhas em Londres, símbolo da vida britânica para os turistas
Embora Scott odiasse a cor vermelha com a qual foram pintadas, seu design se tornou muito popular entre o público, e atualmente algumas destas velhas cabinas em desuso, algumas doadas pela BT a entidades sem fins lucrativos, são reutilizadas como centros de informação, "esculturas" ou pequenos estabelecimentos comerciais.
"Agora se pode comprar um ícone do design do século XX para a casa ou o jardim, ou ainda como presente para alguém que já tem tudo", disse ao periódico a diretora do departamento de cabines telefônicas da multinacional, Katherine Ainley.
Nos anos 60, havia 70 mil cabines do modelo "K6" no Reino Unido, que progressivamente foram substituídas por novos modelos.
Atualmente, restam 11 mil dessas cabines vermelhas no país, e há outras 51 mil de um tipo mais moderno, muitas das quais geram prejuízo pela queda do uso

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1082274-reino-unido-poe-a-venda-suas-tradicionais-cabines-telefonicas.shtml

Que pena!!!!!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

GAL Costa ao vivo




O amor nos é entregue‏


[Picasso.Amor.(doc.1)]

26 de abril de 2012

Arte: Picasso
Por Marina Colasanti

A moça apaixonou-se por um moço. Para ela, o mais bonito e o melhor da cidade. Para seus pais, se não o pior, quase. O namoro foi proibido, o casamento estava fora de questão. Ela tingiu suas roupas de preto e pelo resto da vida vestiu luto fechado. Nem saiu mais de casa, a não ser para ir à igreja.
Sua irmã, temendo cair em igual sofrimento, escolheu tanto entre os possíveis pretendentes, avaliando-os não só com os seus olhos, mas também com os dos pais, que acabou ficando sem nenhum, solteira eterna.
E a caçula, tendo aprendido que escolher cedo demais era muito arriscado e que demorar demais era perigo certo, casou no meio do seu próprio percurso. Foi silenciosamente infeliz, apanhando do marido dali em diante, sem coragem de confessar à família que errara na escolha.
Um homem se apaixonou pela companheira do seu melhor amigo. Pensou que ela também o amasse, já que havia cedido com tanto entusiasmo que nem parecia ceder. Mantiveram o caso longamente. Ele, sempre mal consigo mesmo porque traía o amigo, mal com o amigo de quem evitava o olhar. O amigo, mal com o outro porque sabia que estava sendo traído, mal consigo mesmo por deixar-se trair, mal com a mulher, que amava e não queria deixar. Os dois esperando que ela decidisse. Depois, o caso acabou. O amigo casou-se com ela. Os dois homens mantiveram a amizade esfriada, em que um muro se havia erguido.
Do alto da janela de um quarto de hotel, olho os dois casais que tomam banho na piscina lá embaixo. Os homens estão de pé, encostados na parede de ladrilhos, a piscina naquele ponto é rasa. Um deles tem a mulher sentada num dos joelhos dobrados, o outro abraça pela cintura sua mulher, que lhe dá as costas. Que tão brancas são as duas mulheres! E gordas, fofas e generosas, os seios debruçados no decote colorido, a barriga entornando por cima da calcinha do biquíni. Movem-se lentas, mas sem sair do lugar, na água que talvez esteja morna, na tarde quente. Braços e pernas se abrem e fecham mais para sentir o deslizar acariciante da água, do que tentando nadar. E aquele mover-se de polvo, de boto, aquele ondear de carnes, repercute em ondas gentis contra o peito dos homens que, parados, conversam. Quanta sensualidade nessa cena. Os quatro sabem que quando começar a escurecer – e a hora já se aproxima – sairão da piscina buscando as toalhas, irão para o quarto e farão amor, antes ou depois do banho. Ou antes e depois. Para isso vieram passar o fim de semana nessa cidade, nesse hotel.
Histórias de amor nos chegam a todo momento, de toda parte. Estava eu sentada na poltrona, depois de uma palestra, autografando livros. Ela veio, me estendeu o seu exemplar e acocorou-se ao meu lado. Chamava-se M. Xingjan, me disse. Chinesa, acrescentou. E no breve tempo em que eu escrevia “Para M. Xingjan, com carinho” e assinava, ela me contou que estava naquela cidade porque, em Pequim, havia-se apaixonado por um nordestino, e por ele havia deixado sua pátria, sua cultura, sua família e seus hábitos. Para ele havia vindo viver naquela cidade tão diferente da sua. E, afinal, ele a havia deixado por uma jovem de 17 anos.
Com doçura, ressentimento, dor ou alegria, o amor nos é entregue. E a cada entrega nos toca e nos comove, como se fosse parte do nosso próprio amor.

http://www.substantivoplural.com.br/o-amor-nos-e-entregue%e2%80%8f/#more-43337

O problema das cotas é complicado


 
Saiu na Folha de hoje (25/4/12):
“STF retoma hoje julgamento das cotas em universidades
O Supremo Tribunal Federal deve retomar hoje a discussão sobre a constitucionalidade de reserva de vagas em universidades brasileiras, as chamadas cotas. Três ações diferentes, com o mesmo tema de fundo, estão na pauta.
A primeira delas questiona dispositivo do ProUni (Programa Universidade para Todos) que reserva bolsas de estudo em universidades privadas a pessoas com deficiência e aos autodeclarados indígenas, pardos ou negros (…)
Na ocasião, o relator do caso, ministro Carlos Ayres Britto, votou pela constitucionalidade do programa, entendendo se tratar de uma forma ‘eficaz’ de combater situações de desigualdade e promover o ‘reequilíbrio social’.
‘A verdadeira igualdade consiste em tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais’, disse à época.
As outras duas ações, relatadas pelo ministro Ricardo Lewandowski, questionam o sistema de cotas da UnB (Universidade de Brasília) e da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) (…)
O estudante Giovane Pasqualito Fialho foi reprovado no vestibular para o curso de administração, mesmo com nota superior a dos alunos aprovados pelas cotas, e entrou na Justiça. Ele argumentou que o sistema da universidade era, na realidade, um ‘pacto da mediocridade’, além de prática de racismo
”

O problema das cotas é complicado não só porque não há resposta certa, mas também porque não há resposta errada. Você acha bons argumentos tanto a favor quanto contra nos dois lados. Argumentos tanto jurídicos quanto sociológicos.

Há argumentos contrários que precisam ser escutados, como o apresentado pelo estudante no último parágrafo da matéria, e outros como o de que, nos EUA (onde esses programas já existem há décadas), os negros beneficiados pelos programas de cotas passaram a formar um grupo cultural – o de negros ricos e bem educados –pouco conectado com o grupo que se pretendia beneficiar (negros pobres); ou que empregadores acabam discriminando todos os negros formados em tal universidade porque acham que eles entraram não por mérito, mas por caridade.

E há argumentos a favor que têm o mesmo valor, como o de que a razão pela qual pessoas com notas mais baixas devem ser admitidas é justamente porque elas não tiveram a oportunidade de estudar em boas escolas que lhes possibilitariam competir de igual para igual com pessoas brancas que estudaram em escolas privadas, ou o de que brancos ricos também não fazem parte do mesmo grupo cultural que os brancos pobres.

O problema é pior no Brasil porque, como as iniciativas desse tipo são muito novas no país, não temos uma base de dados que possibilitem análises mais sólidas.

Do ponto de vista jurídico, há também argumentos a favor e contrário. A Constituição estabelece que todos somos iguais perante a lei, mas apenas na medida de nossa igualdade. Programas de cotas em concursos públicos para deficientes ou equiparação de renda como o bolsa família ou prender um criminoso enquanto se protege a pessoa de bom caráter são exemplos de como pessoas diferentes são tratadas de formas diferentes pelas nossas leis.

O problema é que elas precisam ser tratadas de formas diferentes apenas na medida de sua desigualdade, e precisamos estabelecer critérios para determinar quais desigualdades devem ser reequilibradas. Por que cotas para deficiente em concursos públicos e não para negros? Por que cotas para negros em faculdades e não para mulheres? Por que cotas para mulheres nas eleições e não para índios? Por que inimputabilidade para índios e não para idosos? Por que filas especiais para os idosos mas não para as crianças? E assim por diante.

Levadas às últimas consequências, teríamos uma cota para cada atividade para cada pessoa no país (afinal, somos todos, no fundo, únicos), o que não é possível ou justo. E tampouco é justo todo mundo ser tratado da mesma forma, independente de suas diferenças. Em algum lugar precisa haver um limite, e é aí que está o verdadeiro problema nesse debate.

Sociedade diferentes têm sensos de justiça diferentes. O que é justo para mim, não é justo para você. Eu posso achar que é justo escolher uma pessoa para carregar toda a infelicidade do mundo em seus ombros. Essa seria a pessoa mais infeliz do mundo, carregando todas as injustiças, dores, angústias, doenças e chagas em nosso nome. Mas, em contrapartida, todo o resto da humanidade – incluindo nossos filhos, amores e pais – seria absolutamente feliz. Mas você pode achar que é mais justo que todos sejamos iguais. Ninguém jamais seria feliz, mas também jamais seria infeliz. Seríamos todos blasés.

No mundo real, cada sociedade escolhe um ponto entre esses dois extremos, e o que o STF está decidindo no sistema de cota é justamente qual é esse nível.

A questão é especialmente polêmica porque o STF não foi eleito para isso e não representa a sociedade. Na verdade, dos três poderes, o Judiciário é o único que não representa ninguém exceto a si próprio. Dos três poderes, ele é o único que é – e deve se manter – insensível às vontades políticas. Mas, ainda assim, terá que tomar uma decisão que, na prática, determinará o que nós, como sociedade, entendemos como justiça.
 

Mulher, sua origem e seu fim



Existem várias lendas sobre a origem da Mulher. Uma diz que Deus pôs o primeiro homem a dormir, inaugurando assim a anestesia geral, tirou uma de suas costelas e com ela fez a primeira mulher.
E que a primeira provação de Eva foi cuidar de Adão e agüentar o seu mau humor enquanto ele convalescia da operação.
Uma variante desta lenda diz que Deus, com seu prazo para a Criação estourado, fez o homem às pressas, pensando "Depois eu melhoro", e mais tarde, com o tempo, fez um homem mais bem-acabado, que chamou Mulher, que é melhor" em aramaico.
Outra lenda diz que Deus fez a mulher primeiro, e caprichou nas suas formas, e aparou aqui e tirou dali, e com o que sobrou fez o homem só para não jogar barro fora.
Em certas tribos nômades do Meio Oriente ainda se acredita que a mulher foi, originariamente, um camelo, que na ânsia de servir seu mestre de todas as maneiras foi se transformando até adquirir sua forma atual.
No Extremo Oriente existe a lenda de que as mulheres caem do céu, já de kimono.
E em certas partes do Ocidente persiste a crença de que mulher se compra através dos classificados, podendo-se escolher idade, cor da pele e tipo de massagem.
Todas estas lendas, claro, têm pouco a ver com a verdade científica.
Hoje se sabe que o Homem é o produto de um processo evolutivo que começou com a primeira ameba a sair do mar primevo, e é descendente direto de uma linha específica de primatas, tendo passado por várias fases até atingir o seu estágio atual - e aí encontrar a Mulher, que ninguém ainda sabe de onde veio.
É certamente ridículo pensar que as mulheres também descendem de macacos.
A minha mãe, não! Mas de onde veio a primeira mulher, já que podemos descartar tanto a evolução quanto as fantasias religiosas e mitológicas sobre a criação?
Inclino-me para a tese da origem extraterrena.
A mulher viria (isto é pura especulação, claro) de outro planeta. Venho observando-as durante anos - inclusive casei com uma, para poder estudá-las mais de perto - e julgo ter colecionado provas irrefutáveis de que elas não são deste mundo.
Observei que elas não têm os mesmos instintos que nós, e volta e meia são surpreendidas em devaneio, como que captando ordens de outra galáxia, embora disfarcem e digam que só estavam pensando no jantar.
Têm uma lógica completamente diferente da nossa.
Ultimamente têm tentado dissimular sua peculiaridade, assumindo atitudes masculinas e fazendo coisas - como dirigir grandes empresas e xingar a mãe do motorista ao lado - impensáveis há alguns anos, o que só aumenta a suspeita de que se trata de uma estratégia para camuflar nossas diferenças, que estavam começando a dar na vista.
Quando comentamos o fato, nos acusam de ser machistas, presos a preconceitos e incapazes de reconhecer seus direitos, ou então roçam a nossa nuca com o nariz, dizendo coisas como "ioink, ioink" que nos deixam arrepiados e sem argumentos.
Claramente combinaram isto. Estão sempre combinando maneiras novas de impedir que se descubra que são alienígenas e têm desígnios próprios para a nossa terra. É o que fazem quando vão, todas juntas, ao banheiro, sabendo que não podemos ir atrás para ouvir.
Muitas vezes, mesmo na nossa presença, falam uma linguagem incompreensível que só elas entendem, obviamente um código para transmitir instruções do Planeta Mãe.
E têm seus golpes baixos. Seus truques covardes. Seus olhos laser, claros ou profundamente escuros, suas bocas. Meu Deus, algumas até sardas no nariz.
Seus seios, aqueles mísseis inteligentes. Aquela curva suave da coxa quando está chegando no quadril, e a Convenção de Genebra não vê isso! E as armas químicas - perfumes, loções, cremes.
São de uma civilização superior, o que podem nossos tacapes contra os seus exércitos de encantos?
Breve dominarão o mundo.
Breve saberemos o que elas querem.
E depois de sair este artigo eu for encontrado morto com sinais de ter sido carinhosamente asfixiado, com um sorriso, minha tese está certa.

Luis Fernando Verissimo

amo-te e pronto.


amo-te porque danças as palavras num infinito de beleza. amo-te porque desejas a perfeição e agrides o rude, o mau, o vil. amo-te porque conservas o passado sem guardares a amargura. amo-te porque me fazes rir. e pensar. amo-te e pronto.


Tu me tomas
Eu te sigo
Tu me olhas
Eu te fito
Tu me beijas
Eu te como
Tu desejo
Eu reflexo...
RS 04/26/12

Dicas do Jo.....



CURIOSIDADES DO NOSSO CORPO (algo que precisamos saber)


1. Se você estiver com a garganta doendo, aperte seu ouvido:
Pressionando os nervos do ouvido, ele vai gerar um reflexo imediato nos espasmos da garganta e alivia o desconforto

... 2. Para ouvir melhor utilize apenas um lado da orelha:
Se você está em um clube e não ouvir bem o que as pessoas estão dizendo, vire a cabeça e use apenas a orelha direita, uma vez que ela distingue melhor as conversações, enquanto a esquerda identifica músicas de som.

3. Para resistir à tentação de ir ao banheiro pense em sexo:
Quando não resistir à vontade de urinar e não tiver um banheiro por perto, pense em sexo. Isso vai entreter o seu cérebro e reduzirá o estresse.

4. Provoque tosses para reduzir a dor:
Um grupo de cientistas alemães descobriram que quando você espirra, aumenta a pressão no peito e coluna vertebral, inibindo, assim, dores na coluna.

5. Se você estiver com o nariz entupido:
Pressione o céu da boca e o nariz. Toque o céu da boca firmemente com um dedo, segurando o nariz abaixo das sobrancelhas. Isso permitirá que as secreções possam se mover e você volta a respirar.

6. Quando você tiver com azia, durma sobre seu lado esquerdo:
Isto cria um ângulo entre o estômago e do esófago, de modo que o ácido não pode passar para a garganta.

7. Quando um dente dói esfregue um cubo de gelo em sua mão:
Você deve passar um pedaço de gelo na área, em um "v" que tem entre o polegar e o dedo indicador contra a palma da mão. Isto reduz em 50% a dor, pois este setor está ligado aos receptores da dor da face.

8. Quando você se queimar, pressione o ferimento com um dedo:
Após a limpeza da área afetada, pressione com a mão sobre a queimadura, assim ela retornará a temperatura inicial e evitará bolhas. (Para pequenas queimaduras, apenas)

9. Quando você estiver bêbado:
Repouse a mão sobre uma mesa ou superfície estável. Se você fizer isso, seu cérebro vai recuperar o sentido de equilíbrio e evitará que tudo gire ao seu redor.

10. Ao correr, respire quando o pé esquerdo pisar o chão.
Isto irá prevenir sentimento de comichão no peito, porque se você respirar quando você coloca o pé direito, fará pressão no fígado.

11. Se sangrar o nariz, empurre com o dedo:
Se você deitar com o sangue escorrendo poderá se sufocar, por isso é melhor pressionar o dedo sobre o lado do nariz quando você tiver sangramento.

12. Para controlar o batimento cardíaco quando você está nervoso
Coloque o polegar na boca e assopre, isso irá ajudar seu coração parar de bater tão rápido a partir da respiração.

13. Para aliviar uma dor de cabeça quando você bebe água gelada:
Quando você beber algo congelado, resfria o paladar e o cérebro interpreta. Então você deve colocar a língua no céu da boca para retornar à temperatura normal.

14. Previna a falta de visão quando você está na frente do PC:
Quando você coloca seus olhos em um objeto próximo, como um computador, a vista fica cansada e não consegue enxergar direito. Por isso, feche os olhos, contraia o corpo e prenda a respiração por um momento. Então, relaxe. Remédio santo.

15. Desperte suas mãos e pés adormecidos movendo sua cabeça:
Quando você dorme, um braço ou uma mão, gire a cabeça de um lado para o outro e sentirás a dormência passar dentro de 1 minuto. Os membros superiores adormecem pela pressão sobre o pescoço. Igualmente para pernas e pés, leva alguns segundos.

16. Uma maneira fácil de prender a respiração debaixo d'água:
Antes de mergulhar, fazer respirações muitos rápidos e fortes para fazer o sangue ácido desaparecer, pois isso é que causa a falta de ar.

17. Memorize textos à noite:
Tudo o que você ler antes de dormir, o mais fácil de lembrar ...

Quando alguém COMPARTILHA algum valor, Você se beneficia.
Então você tem a obrigação moral de compartilhar com os outros.
 
 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Bons Amigos - Toninho Horta

NUNCA SE RECOMEÇA. SEMPRE SE CONTINUA.

Image Detail

Uma borboleta voa e você levanta a cabeça para segui-la. Tenta acompanhá-la com olhares, não somente pela graça do seu voo, mas por seu significado físico e poético. A borboleta é o símbolo mais perfeito do ócio artístico e da liberdade criadora. Fascina porque é bela e livre. As borboletas são independentes. Não existe ciúme entre elas, nenhuma controla o voo da outra, não existe desenho prévio para o tipo de voo que vão voar quando saem a passeio. Não fazem planos para os voos do dia seguinte, não acumulam coisas, não carregam nada nas costas, não se casam nem se prometem coisas absurdas. Por isso as borboletas fascinam. Por isso as pessoas querem seguir as borboletas. Voar como elas. Ser como elas.Teoria do Acaso - página 13.EdsonMarques

http://www.edsonmarques.com/

Tulipa desabrocha

Texto por Flora Paul

Tulipa Ruiz fala sobre crise dos 30, panelinha musical e de como mudou sua vida para cantar
Imagem: Divulgação
Tulipa e uma tulipa inflável

Filha do jornalista e guitarrista Luiz Chagas, a história por trás do nome de Tulipa Ruiz não tem segredo: seus pais gostavam muito da flor. Quando pequena, não teve muitos problemas: “Acho que a flor não era tão comum antes”, contou, na varanda de seu apartamento, em São Paulo, ao site da Tpm. Às vezes, alguém confunde e fala algum outro nome de flor. Mas quem conhece a cena de novos músicos brasileiros, como Tatá Aeroplano e Mariana Aydar, provavelmente já ouviu falar e não deve criar confusão ao pensar em Tulipa.

Nascida em São Paulo, mudou-se com a mãe e o irmão para uma cidade pequena em Minas Gerais, São Lourenço. “Quando eu sai de lá, em 2000, devia ter uns 40 mil habitantes. Hoje deve ter uns 60 mil, chutando”, calcula. A cantora cresceu entre brincadeiras no mato, cachoeiras e rodas de violão à beira da fogueira. Na adolescência, com a influência do ambiente musical da família, trabalhou numa loja de discos da cidade. “Todos os meus amigos ficavam lá o dia inteiro, eu gastava o meu salário todo em disco, gravava fitas para amigos, namorados”. Mesmo assim, demorou para assumir seu lado cantora.

Depois que voltou para a capital paulista, trabalhou quase dez anos como jornalista. No último ano, passou a abraçar os desenhos – outra paixão de criança – e, ao criar seu Myspace, resolveu defender sua vocação para música e colocou algumas canções na página. Foi o suficiente para abraçar a ideia, começar a fazer shows e já está em pré-produção de seu primeiro álbum.

Conversamos com Tulipa sobre o que ela pensa de dividir sua banda com outras cantoras da nova geração, sua paixão por capas de disco, a chegada de seus 30 anos e como foi jogar o “horário comercial” para o alto para virar cantora.
Você passou sua infância na cidade de São Lourenço. Como era?
Fui para São Lourenço com uns três anos, eu, meu irmão e minha mãe. E ela sempre gostou muito de música, então na minha casa sempre teve festas de amigos, mil discos, roda de violão na fogueira. Minha infância foi uma delícia, agradeço minha mãe por ter ido para Minas. Acho que se eu e o Gustavo tivéssemos crescido em São Paulo seria muito diferente. Crescemos no meio do mato, com cachoeira, brincando, livres.

Então essa relação familiar com a música sempre foi natural.
Acabou sendo. Minha mãe se separou do meu pai, músico, e a gente foi para Minas, mas ela levou todos os discos dele. Então a gente foi criado pelo repertório musical dele, que tocava na vanguarda paulistana, do rock'n'roll, e da minha mãe, que tinha uma coisa mais mineira, mais erudita. Desde pequeno o Gustavo sempre quis tocar, pegava guitarrinha de brinquedo. Então minha mãe resolveu educar musicalmente. Ela me colocou em aula de piano quando eu era pequena, mas eu logo desisti. Mas desde pequena fiz coral, então a música em casa sempre foi uma coisa normal e muito incentivada pela minha mãe.

Alguma vez você sentiu vontade de reprimir essa coisa musical, aquela fase de adolescente de ser do contra?
Eu acho que não, porque ao mesmo tempo que tinha essa coisa da educação musical, meu pai era jornalista de cultura e ele sempre mandava revista atualizada, as matérias que fazia. Lembro que um dia eu estava, sei lá, na quarta série, e cheguei à escola toda empolgada porque meu pai tinha entrevistado o Slash. Então sempre foi uma coisa radical na minha vida, eu nunca me rebelei contra porque sempre foi um elemento meio radical.

E mesmo assim, você virou ilustradora. Por que não resolveu ser cantora?
Eu nunca tinha pensado na música como profissão. Fiz faculdade de comunicação e multimeios, trabalhei como jornalista um tempão. A música e o desenho sempre foram as coisas que eu mais gostei de fazer, mas que eu nunca pensei em ganhar dinheiro. Aí elas começaram a entrar no meu horário comercial, então resolvi dar uma chance. Sempre brinquei de ilustrar, de fazer cartaz pra show, peça, panfleto. Ganhar grana com isso que tá sendo uma coisa atual. Passei para ilustradora, depois a música foi invadindo, mais este ano, ano passado um pouquinho.

E como é que você virou cantora?
Desde que mudei para São Paulo, em 2000, eu cantava informalmente. Comecei a cantar em bandas de amigos, na faculdade tinha uma banda bem de brincadeira. Comecei a participar de shows de amigos, gravação de discos. Aí fiz meu Myspace, ano passado ou retrasado, e o “cantora” surgiu com ele. Começou essa onda, resolvi fazer o meu com algumas coisas que eu tinha gravado com o Gustavo, em casa. Na hora de escrever quem sou eu, formalizei a história, resolvi defender o que tinha publicado.

Você faz parte dessa nova onda de músicos brasileiros que surgiram na internet. O que você acha disso? Como é sua relação com a internet?
Demorei para baixar coisa na internet porque quando eu morava em São Lourenço trabalhei em uma loja de discos e eu sempre fui muito apaixonada por essa coisa física, plástica. Meu sonho sempre foi fazer capa de disco, encarte, sempre fui apaixonada por isso. Então baixar música, parecia que faltava um pedaço na história, eu não tinha a imagem do som. Demorei um pouco por causa disso. Hoje em dia eu baixo para caramba, não tenho mais apego e acho que nem tem como ter, as coisas mudaram tanto. Meu som, por exemplo, é só no virtual, ainda não gravei. Então eu tento colocar desenhos, ilustrar bem a música quando publico.

Você é muito amiga de músicos como o Tatá Aeroplano, a cantora Mariana Aydar, com a Anelis Assumpção. Como aconteceu essa união?

Eu acho que foi acontecendo. Quando eu estudava na PUC, conheci o Dudu Tsuda e o Tatá, eu e o Gustavo. Desse encontro já nasceu o Jumbo Elektro, o Cérebro Eletrônico. A Dona Zica aconteceu meio nessa época, várias bandas foram acontecendo a partir daí. E ao mesmo tempo as pessoas foram ficando amigas. Então eu acho que essa “cena” tem a ver não sempre pelo som, mas porque virou um grupo, as pessoas foram ficando amigas, vão ao cinema, viajam juntas.

Mas não existe um certo medo de ficarem restritos? Você divide músicos da sua banda com a Mariana Aydar, por exemplo. Não tem nenhum receio?
Meu irmão tocava com a Mariana. Agora o baterista e marido dela toca comigo também. Acho que não tem receio. Quando eu vou a show da Mariana, aprendo, é superlegal. A gente troca mesmo, tá todo mundo caminhando junto. Os músicos são os mesmo mas os sons são diferentes. Tem essa coisa de troca de figurinhas total e constante. É muito legal saber que posso fazer música para a Mariana, ela pode fazer uma para mim, eu posso fazer vocal para um disco da Tiê, fazer uma letra e pensar no Thiago Phetit. A gente sempre pensa muito um no outro.

E seu irmão também faz parte do grupo. Você sempre teve essa ligação forte com o Gustavo?
Temos a diferença de idade de um ano e dois meses. Até os meus 15, 16 anos eu tinha minha galera e ele era o pirralho, meu irmão menor. Quando fiz uns 16, de repente, os nossos amigos eram os mesmos. Acho que isso facilitou muito, a gente virou brother. Assim que nossos amigos viraram os mesmos, a gente passou de amigo para brother! Viagem de Ano-novo, balada, acampamento, todas as trips começaram a ser comuns aos dois. Acho que a parceria começou aí.
Imagem: Tulipa Ruiz
Ilustração de Tulipa
Ilustração feita por Tulipa
E como está sendo a pré-produção do seu primeiro disco?
Estamos em pré-produção e este ano foi muito legal porque fiz muito show. Acho que, se eu fosse gravar meu disco no começo do ano, ele seria uma outra coisa. Talvez um pouco imaturo até. Fazer esse monte de show durante o ano serviu para cristalizar o repertório. As músicas que nasceram de um jeito depois de 18 shows acabaram tendo outra cara. Acho que gravar agora vai ser muito mais consciente, amadurecido. E que gravar, Valendo!, vai ser mais fácil.

Mudou muita coisa no seu som? Você jogou muita coisa fora?
Eu não joguei muita coisa fora, mas eu não sei. Acho que o trabalho começou muito doce, muito singelo, tímido e foi ficando mais ácido, acho que ele está mais danadinho. [Risos.] Tá na puberdade, todo saidinho!

Quais são seus planos para o álbum? Já pensou em participações dos amigos?
O disco vai ser gravado pela minha banda. Meu irmão vai produzir e foi meu parceiro em várias músicas. E tem meu pai na guitarra. Ainda não sei direito quais vão ser as participações específicas, mas eu quero ter muitos cantores. Quero chamar muito amigo para fazer backing vocal masculino e quero muita guitarra. Então você, amigo guitarrista que ler essa matéria, prepare-se porque você vai gravar no disco.

Você faz letras com narrativas. Como é seu processo de criação?

Acho que cada música é uma nova experiência. Eu gosto de experimentar no processo criativo. Não sei tocar muito, mas às vezes eu pego violão e penso nos acordes, primeiro penso em uma harmonia, para depois fazer a letra. Fiz uma música com meu pai, nossa primeira parceria, Sushi. Me arrisquei a fazer a harmonia. Mandei para ele e falei: "Olha, você tem duas horas para me fazer uma letra". Aí ele fez. Nossa primeira parceria, foi muito legal.

E como é na hora de escolher sobre que temas escrever?
Às vezes os momentos são terapêuticos, às vezes são momentos catárticos e eu espirro tudo que está dentro de mim, às vezes penso em outra pessoa. Pedrinho, por exemplo, escrevi pensando se eu fosse um homem e curtisse outro amigo meu. Então eu fiz para um homem cantar. Agora eu estou numas de não escrever sobre amor. É minha nova onda.

Está sendo difícil não escrever sobre amor?
Acaba sendo. Como a gente escreve sobre amor, né? É impressionante. É lindo. Mas ao mesmo tempo parece que é só isso. Então nesses últimos dias eu tô tentando não falar sobre amor, não me venha com esse papinho [risos]. É engraçado, eu mando a letra para meu pai fazer e ele me manda uma letra de amor. Tudo acaba no amor, sabe? Queria fazer uma música sobre alguma coisa específica, sem sentimento. Tô conseguindo aos pouquinhos. Já tenho quase todas as músicas do álbum prontas, mas quem sabe não pinta alguma coisa nova? É um exercício de hoje. De repente amanhã vou estar pensando outra coisa. Mas a próxima eu vou tentar não falar de amor.

E quais são suas influências artísticas?
Eu sempre gostei dos desenhos do Robert Crumb, da Yoko Ono, tinha um livro chamado Grapefruit em casa, foi com ele que aprendi a ler. Sempre gostei de Manoel de Barros, Joni Mitchell, Ná Ozete, o Grupo Rumo e a capa dos seus discos. Tudo isso sempre influencia minha música. Acho que as coisas que eu admiro são as coisas que me inspiram.

E seu pai?
É uma influência, claro. Meu pai que me apresentou a maioria do meu repertório, é meu guitarrista predileto, é uma influência total.

Você está com 30 anos. Bateu alguma crise?
As pessoas falam sobre o retorno de saturno aos 28 [fenômeno astrológico que acontece entre os 28 e os 30 anos, que significaria o amadurecimento na vida de uma pessoa], né? O meu foi aos 30. Enlouquecidamente. Em aula de roteiro eles chama de turning point, o ponto de virada. Meu ponto de virada foi aos 30. Até os 29 eu trabalhava em uma agência de comunicação como jornalista, morava com meu pai, meus dramas eram menores. Aos 30 tudo mudou. A página virou mesmo: parei de trabalhar, meu horário comercial mudou, mudei para minha casa, comecei a assumir esse meu lado de fazer música. Acho que eu tomei posse da minha. dos meus plug-ins.

Você tem essa crença em astrologia, horóscopo?

Na verdade eu não saco muito. Acho que sou ligada, mas ao mesmo tempo eu não sou. Sou mais de reparar nas características dos meus amigos, fazer um divisor comum. Mais isso. Não sou muito acadêmica do horóscopo.
Tulipa e sua banda
Tulipa e sua banda, com seu pai na guitarra
E na época dessa virada na sua vida você teve medo? Ou foi tranquilo? Sua família te apoiou?
Não foi tranquilo. Demorei, inclusive, para tomar essa decisão de desenhar e só cantar. Porque eu canto informalmente desde que eu mudei para São Paulo, com 22 anos. Demorei para assumir esse lado. Acho que a comodidade, a estabilidade da carteira assinada e do salário todo mês, acaba te tornando dependente. Demorei para arriscar porque eu tinha tudo meio certo, no piloto automático. Sem muito drama. E minha família apoiou super, sempre. Pai e mãe, qualquer coisa que a gente fizer, sendo feliz, tá valendo.

Como é um dia comum na sua vida, sem trabalhar em horário comercial?
Eu não trabalho em horário comercial mas continuo cortando dobrado! Hoje acordei e fiquei numa correria de comprar nota para mandar para um freelance de ilustração, de uma apostila de educação ambiental. Fui almoçar com minha sobrinha, que veio de Minas passar a semana, provavelmente devo alugar um filme de princesa com ela, assistir no meio da tarde. O não horário comercial me dá essa liberdade de ver um filme de princesa às duas da tarde. Coisa que no ano passado nunca imaginei [risos]. Mas ao mesmo tempo eu posso passar a madrugada inteira no computador, desenhando enlouquecidamente, que é o que vai acontecer hoje, na verdade. Tenho que entregar uns desenhos, vou ter que pari-los.

E dá para se manter no fim do mês?
Quando eu parei e saí da agência, resolvi dar uma chance, ver o que acontece. Tenho feito bastante desenho e a música tem acontecido aos pouquinhos. Ainda não consigo sobreviver com a música, dependo dos desenhos. Mas eu tenho desenhado bastante e as coisas estão dando certo. Tô muito mais feliz.

Voltando para a questão dos 30 anos, já começou a bater um sentimento maternal?
Sempre gostei de música para criança. Quando o grupo Rumo lançou Quem quer passear?, meu pai chegou em casa com esse disco, dentro da capa do Paralamas do Sucesso. Cresci sem saber qual era a capa. Eu, superligada em capa. Quando ouvi pela primeira vez pensei que era demais fazer música para criança. Cresci com isso, achando muito legal. Gerenciei o museu de Acalantos no parque do Ibirapuera, recolhendo canções de ninar do mundo inteiro. Então eu me interesso muito por esse universo. Minha sobrinha está passando a semana aqui comigo, a gente fica desenhando muito, escrevendo, faz música.

Mas você não pensa em ser mãe tão cedo?
Agora, aos 30, começou um pouco. Eu vejo criança e meu olho brilha um pouquinho, sabe? Antes esse raiozinho não existia. Mas eu não sei, ainda tenho um tempo de curtir o filho dos outros, não chegou a hora do meu. Mas vai chegar.

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