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sábado, 6 de abril de 2013
sigo o poeta....
RADIANTE
Não tem dia que eu não te chame. Compareço em tua janela logo que o sol levanta. Sou o pássaro que imaginas radiante.
Alguma coisa está errada. Não h...á Lua.
Você se repete muito. Aproveita para dizer que me ama, ela falou.
Estou dividido. Metade para a flor, metade para o espinho.
O que é importante num homem? ele perguntou. Timing, ela respondeu.
Vê se chega logo. Não suporto a solidão que tua ausência inventa
Não diga eu te amo na frente dos outros. Basta se aproximar o suficiente, sem deixar espaço para um fio de cabelo.
Não é para ti que eu canto, mas para o sentimento, que és tu, voo sem volta.
Dizes que não compreendes tanta insistência. É simples. Na vida não cabe mais do que um sonho verdadeiro.
Amor não tem ressaca de outras noite. Tudo é um tempo só, de espantos.
Não conte para ninguém que sou louco por você. Vão querer encher.
Aguarde que meu coração está chegando. Ele foi treinado para perder tempo, mas mudou desde aquele instante.
Agora caiu a ficha de todo mundo. O que era meu assombro assumiu proporções gigantescas: tua beleza impôs-se, obviamente.
Tua beleza está no comando, abusada.
Nei Duclós
NOTA: Sigo o poeta, fazendo de sua palavras minhas....
Não tem dia que eu não te chame. Compareço em tua janela logo que o sol levanta. Sou o pássaro que imaginas radiante.
Alguma coisa está errada. Não h...á Lua.
Você se repete muito. Aproveita para dizer que me ama, ela falou.
Estou dividido. Metade para a flor, metade para o espinho.
O que é importante num homem? ele perguntou. Timing, ela respondeu.
Vê se chega logo. Não suporto a solidão que tua ausência inventa
Não diga eu te amo na frente dos outros. Basta se aproximar o suficiente, sem deixar espaço para um fio de cabelo.
Não é para ti que eu canto, mas para o sentimento, que és tu, voo sem volta.
Dizes que não compreendes tanta insistência. É simples. Na vida não cabe mais do que um sonho verdadeiro.
Amor não tem ressaca de outras noite. Tudo é um tempo só, de espantos.
Não conte para ninguém que sou louco por você. Vão querer encher.
Aguarde que meu coração está chegando. Ele foi treinado para perder tempo, mas mudou desde aquele instante.
Agora caiu a ficha de todo mundo. O que era meu assombro assumiu proporções gigantescas: tua beleza impôs-se, obviamente.
Tua beleza está no comando, abusada.
Nei Duclós
NOTA: Sigo o poeta, fazendo de sua palavras minhas....
Meu nome é GAL
Gal Costa
No livro Verdade Tropical, Caetano escreve sobre hétero, homo, bissexualidade. Hoje, essas classificações parecem ser menos importantes...
(Pausa) Pode ser. Mas também pode haver um grande retrocesso, existem muitos movimentos religiosos que apontam exatamente na direção oposta. Agora, claro, acho que houve uma ampliação do entendimento da sexualidade. Somos sexuais, e não heterossexuais ou homossexuais. Mas esse olhar vem de algum tempo, era uma reivindicação nossa.
Mas você não era um ímã para olhares preconceituosos?
Na cabeça das pessoas caretas, quem tinha cabelo grande era quem tinha piolho e não tomava banho. (O diretor) Antônio Carlos Fontoura fez um filme comigo, nunca esqueço, e nós fomos filmar no centro do Rio de Janeiro. Eu fiquei dentro de um carro enquanto ele ajeitava a luz. Começou a juntar gente, muita gente, e começaram a me chamar de macaco, cabeluda, piolhuda. Do nada. A gente teve que sair de lá. Não era fácil andar pelas ruas do Rio, até porque eu andava a caráter (ri). Preconceito sempre houve, mas quando falo dessa questão das etiquetas, dos rótulos, é porque sinto hoje uma coisa perigosa no ar. Posso estar enganada, mas percebo um olhar careta da sociedade sobre as coisas.
E onde foi parar, então, aquele esprítio libertário da Tropicália?
Acho que continua com a nova geração de músicos, artistas, mas de outro modo. Hoje, o negócio é fazer música bonita. Há uma preocupação estética maior. Isso não significa que não seja revolucionário, libertário. Há um aspecto libertário no próprio ato de fazer música, arte. Há uma luta implícitia. Mas aquela coisa política, combativa, de um discursio mais direto e forte não existe mais; acabou, nem nós fazemos mais.
Leia neste domingo (7), a matéria completa na edição de 5 anos da Muito

=..PARA OS ALIENADINHOS que NÃO SABEM QUEM É GAL !!
..sorry periferia....*
.............
- REVISTA MUITO - A TARDE - Ba.
... A Muito completa cinco anos neste domingo (7) e traz Gal Costa na capa. Em conversa com o repórter Eron Rezende, ela fala sobre sua trajetória como artista, desde quando conheceu João Gilberto e se descobriu cantora, do espírito revolucionário da Tropicália e do seu gosto por novidades. O design é de Marcelo Campos e a foto de capa, de 1973, é de Antônio Guerreiro. A Muito deste domingo é um presente especial ao leitor que acompanha a publicação desde o seu lançamento.
VIVA GAL !!!...*
..sorry periferia....*
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- REVISTA MUITO - A TARDE - Ba.
... A Muito completa cinco anos neste domingo (7) e traz Gal Costa na capa. Em conversa com o repórter Eron Rezende, ela fala sobre sua trajetória como artista, desde quando conheceu João Gilberto e se descobriu cantora, do espírito revolucionário da Tropicália e do seu gosto por novidades. O design é de Marcelo Campos e a foto de capa, de 1973, é de Antônio Guerreiro. A Muito deste domingo é um presente especial ao leitor que acompanha a publicação desde o seu lançamento.
VIVA GAL !!!...*
http://atarde.uol.com.br/muito/materias/1495155-sempre-quis-ser-a-cantora-que-sou
sexta-feira, 5 de abril de 2013
quinta-feira, 4 de abril de 2013
all or nothing at all
All Or Nothing At All
Songwriters: TINTURIN, PETER / LAWRENCE, JACK
All or nothin' at all
Half a love never appealed to me
If your heart, it never could yield to me
Then I'd rather, rather have nothin' at all
I said all, nothin' at all
If it's love, there ain't no in-between
Why begin then cry for somethin' that might have been
No I'd rather, rather have nothin' at all
Hey, please don't bring your lips close to my cheek
Don't you smile or I'll be lost beyond recall
The kiss in your eyes, the touch of your hand makes me weak
And my heart, it may grow very dizzy and fall
And if I fell under the spell of your call
I would be, be caught in the undertow
Well, you see, I've got to say "No, no, no"
All or nothin' at all
[instrumental]
And if I fell, fell under the spell of your call
Don't you know I would be caught in the undertow?
So, you see, I just got to say "No, no"
All or nothin' at all
All or nothin' at all
Half a love never appealed to me
If your heart, it never could yield to me
Then I'd rather, rather have nothin' at all
I said all, nothin' at all
If it's love, there ain't no in-between
Why begin then cry for somethin' that might have been
No I'd rather, rather have nothin' at all
Hey, please don't bring your lips close to my cheek
Don't you smile or I'll be lost beyond recall
The kiss in your eyes, the touch of your hand makes me weak
And my heart, it may grow very dizzy and fall
And if I fell under the spell of your call
I would be, be caught in the undertow
Well, you see, I've got to say "No, no, no"
All or nothin' at all
[instrumental]
And if I fell, fell under the spell of your call
Don't you know I would be caught in the undertow?
So, you see, I just got to say "No, no"
All or nothin' at all
All or nothin' at all
O AMOR ACABA

PAULO MENDES CAMPOS
“O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova Iorque; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.”
(Paulo Mendes Campos)
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Maria Bethânia - Caetano Veloso (1971)
Everybody knows that our cities were built to be destroyed
You get annoyed, you buy a flat, you hide behind the mat
But I know she was born to do everything wrong whith all of that
Maria Bethânia, please send me a letter
I wish to know things are getting better
Better, better, Beta, Beta, Bethânia
Please send me a letter I wish to know things are getting better
She has given her soul to the devil but the devil gave his soul to God
Before the flood, after the blood, before you can see
She has given her soul to the devil and bought a flat by the sea
Maria Bethânia, please send me a letter
I wish to know things are getting better
Better, better, Beta, Beta, Bethânia
Please send me a letter I wish to know things are getting better
Everybody knows that its so hard to dig and get to the root
You eat the fruit, you go ahead, you wake up on your bed
But I love her face cause it has nothing to do with all I said
El Facebook de Julio Cortázar
Por: Iván Thays | 03 de abril de 2013
Foto: irëne
Esta semana he andado mucho en el Facebook. He leído a una amiga que pide que le recomienden libros distópicos en portugués y a otra que pregunta cuál es el método más eficiente para quitar una mancha de grasa del pantalón. He cruzado por la selva de fotografías con frases cristianas para compartir, bromas ingeniosas, chistes absurdos y las anécdotas divertidas, tristes y dulces al mismo tiempo, de un amigo que se está despidiendo así de su hermana enferma. He desplazado lecturas y películas planeadas, y no me arrepiento. El Facebook es un universo que se extiende y se renueva; somos muy afortunados de haber participado desde sus inicios de este momento.
Se me ocurre pensar qué hubiera pasado si este fenómeno hubiera sucedido a fines de los 50. Ahora, los sobrevivientes del Boom Literario miran con recelo e incluso menosprecio a las redes sociales, pero de haber sucedido cuando empezaban sus carreras literarias sin duda hubieran participado. Gabriel García Márquez tendría una página casi sin actividad, etiquetado en muchas fotos y textos de sus amigos, contestando con ironía alguna que otra frase. Jamás pondría "Me Gusta". A nada. Eso no va con él. Carlos Fuentes, por el contrario, sería un heavy user. Constantemente actualizaría su página con enlaces a lecturas, en francés, inglés y castellano, a noticias internacionales sobre política, cultura, economía. Colgaría largos, interminables estatus -cuando no "notas"- con posturas políticas (la literatura también ocuparía un lugar, pero menor) y crearía ábumes con fotografías donde se le vería, inevitablemente elegante y sonriente, en países remotos o sitios célebres. ¿Sería quizá un adicto al Foursquare? Probablemente, pero de ninguna manera al Twitter. Mario Vargas Llosa, por su parte, tendría un perfil parecido al de Carlos Fuentes, quizá más combativo pero menos frecuente. A diferencia de García Márquez y de Fuentes, sería muy selectivo al aceptar amistades, colgaría muy pocas fotos y antes que escribir estatus -que, sin duda, escribiría- se dedicaría a comentar en las páginas de los demás. Sería un argumentador feroz, culto e ingenioso, siempre con la última palabra y dispuesto a discutir incluso con los troll. De vez en cuando, algún familiar lo saludaría y Vargas Llosa no podría evitar poner debajo una frase amable y doméstica, siempre en plural: "Ha empezado el frío y es difícil acostumbrarse, pero estamos bien. Patricia y yo los recordamos siempre". Tampoco tendría Twitter.
¿Y Julio Cortázar? Ninguno como él para aprovechar al máximo las redes sociales. No solo tendría una cuenta de Facebook o Twitter, sino de cualquier plataforma que apareciese, aunque solo fuera por curiosidad. Incluso, se me ocurre, tendría varias cuentas de Facebook, y aprovecharía la cuentas falsas para crear conversaciones y situaciones absurdas, cómicas o complejas en su cuenta real. ¿Quién escribe esto y contesta lo otro? Intervendría en todas las conversaciones (incluso en el consejo sobre el mejor método para sacar manchas de grasa), pondría centenares de "Me Gusta", colgaría videos de YouTube de jazz, situaciones extrañas, bromas y gatos. Compartiría memes divertidos. Hablaría de todo, incluso de deporte. Sus estatus políticos serían serios pero también escribiría textos divertidos, con el humor del libro de cronopios, o mostrando el lado ridículo de la seriedad como en Último round. Obviamente, lo suyo sería el juego de palabras. Sería adicto al Instagram. Subiría fotos de objetos, carteles, personas, paisajes, animales, todos fotografiados con su iPhone mientras pasea y acompañados por textos breves o titulados con ingenio. Su cuenta de Pinterest sería, simplemente, espléndida, de visita obligatoria, como un museo maravilloso donde cada foto es un hallazgo. Sus enlaces seguirían la misma lógica del asombro ante el absurdo del mundo. "Juegos de la imaginación, dice el señor cuerdo que nunca falta entre los locos" dijo alguna vez Cortázar, arrastrando las erres. Juegos de la imaginación también los míos, sin duda. El Facebook de Cortázar. ¿A quién se le ocurre?
Se me ocurre a mí y no sin razón. Se cumplen este año el cincuentenario de la primera edición de Rayuela y aunque el ambiente entre los lectores es festivo, los escritores -me incluyo- somos más escépticos. He leído varias declaraciones contra Rayuela, algunas incluso de inusitada violencia, y reconozco que estoy dispuesto a aceptar como válida la mayoría de críticas. En especial aquellas que sostienen que Cortázar es mejor cuentista y que Rayuela es una novela desigual. Lo es, aunque ¿qué novela de más de 300 páginas no es desigual? Nada puede impedir que el mundo de Rayuela haya envejecido tan rápido, mientras envejecían o se trivializaban sus preocupaciones. La filosofía zen, el pensamientos budista o las Mandalas se han convertido ahora en tema de libros de auto ayuda. Los hipervínculos, del que fue casi un precursor, son ahora cosa de todos los días y por eso Rayuela, en medio de la tecnología actual, parece un mamotreto inmanejable y tan anacrónico como solo puede serlo lo que fue alguna vez modernísimo. Además, la afición de Cortázar por las frases ingeniosas o entrañables, aforismos o grafitis que pintados en paredes cambiarían el mundo, ahora se frivolizan en memes o tuits para etiquetar y compartir.
Sin embargo, no tengo duda de que Rayuela sobrevivirá nuestro escepticismo no solo porque es una novela que dice cosas, sino porque las dice de una manera lúdica (por encima de la pomposidad de algunas escenas o ideas) que no se ha desactualizado sino, al contrario, se ha convertido en una marca registrada en las redes sociales. No es gratuito que el libro se titule como un juego de niños ni que, incluso en sus momentos más solemnes, aflore el lado divertido, la sonrisa que se ríe de sí mismo y celebra la travesura, el malentendido o el absurdo. Como ninguno, Cortázar consiguió captar una instantánea de su tiempo, aunque esa fortuna siempre pasa la factura. Aún así, lo lúdico se alza sobre cualquier hoguera prematura para decirnos que puede haber envejecido el mundo que originó Rayuela, pero jamás Rayuela.
http://blogs.elpais.com/vano-oficio/2013/04/el-facebook-de-julio-cortazar.html
Mujeres para todos los gustos
'La muerte de Cleopatra' (1892), de Reginald Arthur.
Hay mujeres mentirosas, con rostros alegres, con miradas impactantes... El escritor Héctor Abad Faciolince (Medellín, 1958) demuestra en su libro Tratado de culinaria para mujeres tristes (Alfaguara) su amplio conocimiento de la mente femenina. Mientras pasas las hojas descubres que el autor colombiano es capaz en 120 páginas de describir los sentimientos de algunas mujeres con una escritura impecable. La lectura de este libro que escribió en 1996 y que se reedita ahora en España es rápida y te incita a llegar hasta el final casi sin pausa. Su obra fue valorada en Colombia desde sus primeros trabajos, además de escritor es un reconocido columnista en su país. Posee en Medellín una pequeña librería de no más de 12 metros cuadrados inundada de libros que recorren toda la estancia y que solo Héctor Abad es capaz de encontrar. Con su novela Basura obtuvo en España el primer Premio Casa de América de Narrativa Innovadora en 2000, y en abril de 2005 logró en China el premio a la mejor novela extranjera del año por Angosta. En septiembre de 2010 le fue otorgado el Premio Casa de América Latina de Portugal por El olvido que seremos, como mejor obra latinoamericana.
Faciolince ha elegido nueve relatos de Tratado de culinaria para mujeres tristes por los que tiene especial apego y que recomienda a los lectores:
La coliflor en nieblas que, explica, "es una flor triste, una flor que nunca se regala y que jamás se coloca en un florero. En la comida, por triste que sea gusta".
El vaso de agua: "Cuando no hay solución para nada es lo único que sirve", puntualiza el escritor desde Colombia.
Rostro de mujer: "Cuando peor estás, si ves la cara de un amigo o de una amiga te mejoras", señala.
La mujer adúltera: "¿Quién es capaz de lanzar la primera piedra contra nadie?".
Enfermar de palabras: "Elegir la poesía como única receta para sanar de la enfermedad de las palabras es la única manera de curarse de un mal tan profundo".
Soltería: "Una lotería a veces no tan mala, a veces puede ser como ganarse el gordo". Esa es la receta que ofrece este creador de palabras.
Niega: "En las relaciones personales no podemos convivir con un exceso de verdad".
Inmortalidad: "¿Quién no ha soñado alguna vez con no morirse nunca?".
http://cultura.elpais.com/cultura/2013/04/02/actualidad/1364912016_433925.html
La coliflor en nieblas que, explica, "es una flor triste, una flor que nunca se regala y que jamás se coloca en un florero. En la comida, por triste que sea gusta".
El vaso de agua: "Cuando no hay solución para nada es lo único que sirve", puntualiza el escritor desde Colombia.
Rostro de mujer: "Cuando peor estás, si ves la cara de un amigo o de una amiga te mejoras", señala.
La mujer adúltera: "¿Quién es capaz de lanzar la primera piedra contra nadie?".
Enfermar de palabras: "Elegir la poesía como única receta para sanar de la enfermedad de las palabras es la única manera de curarse de un mal tan profundo".
Soltería: "Una lotería a veces no tan mala, a veces puede ser como ganarse el gordo". Esa es la receta que ofrece este creador de palabras.
Niega: "En las relaciones personales no podemos convivir con un exceso de verdad".
Inmortalidad: "¿Quién no ha soñado alguna vez con no morirse nunca?".
http://cultura.elpais.com/cultura/2013/04/02/actualidad/1364912016_433925.html
Leila Guerriero rompe las fronteras del periodismo
Madrid 2 ABR 2013
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La escritora Leila Guerriero.
Cuando te adentras en los circuitos poéticos de Leila Guerriero, la sobresaliente periodista argentina, no tiene más remedio que subrayar esta frase, que viene al encuentro tan solo unas páginas más allá del comienzo de su libro Plano americano (Universidad Diego Portales, Chile, 2013): no es verdad que el periodismo tenga fronteras, ni que trate exclusivamente de la actualidad.
Tampoco es cierto que el periodismo trate tan solo de la realidad: es sueño, investigación, rabia, incertidumbre, duda. Al periodismo le fabricaron fronteras (no solo las de los libros de estilo, estas son las menores) para dejarlo seco. Guerriero se revuelve contra eso como una niña muy bien malcriada; acude a las citas de los asuntos que trata desnuda de equipaje, va a beber de las fuentes de la curiosidad y cuando acaba su excursión, en la que lo acompaña el lector ávidamente, no es porque haya terminado de investigar, de adentrarse en el alma de sus sujetos, sino porque se retira para que uno se reclame ya parte del texto. Y para siempre.
Este es un libro ejemplar, el reflejo de un estilo que mejora al lector y que pone en su sitio la escritura periodística salvaje: ella escribe sin contemplaciones, no se recrea sino que recrea la respiración, el aliento de personajes como Nicanor Parra, Juan José Millás o Fogwill, los universos misteriosos e inéditos de Roberto Arlt, la vida desgraciada y sublime de Idea Vilariño, el amor violento de Juan Carlos Onetti...
El libro está lleno y salpicado de hallazgos de una enorme intensidad, a los que ella llega desde un espíritu indómito, no existe respiro en su pesquisa; hasta el ruido de los orines al caer (en Fogwill), hasta las dudas metódicas y sardónicas (en Parra), hasta esa investigación insólita sobre el alma de Arlt son como elementos físicos que trascienden el propio ámbito de las metáforas para convertirse en piedras en el ojo, en la física realidad que ella persigue. No hay pasado para estas páginas, todo está escrito como si estuviera sucediendo y siguiera sucediendo una vez que uno dejó el libro a un lado. Gente viva, y para siempre, es el resultado de la visita de Leila Guerriero.
El periodismo no trata de la actualidad, o no siempre, o no necesariamente. Ese es el corsé en el que nos han servido el oficio para que piquemos y hagamos solo lo que aparece en la agenda de los actos, de los hechos o de los sucesos. Leila Guerriero ha ido a visitar a Arlt cuando ya no está, a Homero Alsina Thevenet cuando ya no es noticia, a Idea Vilariño (¡qué reportaje, qué poema!) cuando ya nada puede decir porque está muerta… Pero en todos esos reportajes del más allá de las almas hay más realidad, y más periodismo, que en muchas de las notas marcadas por la urgencia de lo que nos toca cubrir porque acaba de ser noticia.
Lo cuento. Cuando iba terminando el capítulo Arlt (acaso, con el de Idea, lo más ejemplar, de ejemplos, del libro), escribí un mensaje a un amigo canario, contándole que estaba en la playa; por los avatares del abecedario táctil, salió plata y no playa, y este amigo, creyéndome en La Plata, me aconsejó que buscara libros de una escritora que yo desconocía, Aurora Venturini. Ah, no me di cuenta de la trasposición playa-plata en mi propio mensaje, así que no presté atención a la inquietante sugerencia de lectura que me hacía este amigo, así que seguí leyendo la inquietante ascensión de Leila hacia el alma de Robert Arlt. Hasta que terminé el capítulo y me dispuse a leer el siguiente. El siguiente era sobre Andrea Venturini.
Este es un libro obligatorio para periodistas, jóvenes o viejos; pero es imprescindible, sobre todo, para periodistas que dejaron de creer en el oficio como una de las bellas artes. Manuel Vicent dice que el periodismo es la literatura del siglo XX. Si algún día el maestro Vicent tuviera que demostrarlo con textos que no sean suyos, este libro de Leila Guerriero le puede ayudar decisivamente. A mí me ha servido para creer que el oficio no tiene fronteras, o estas están en el horizonte.
http://cultura.elpais.com/cultura/2013/04/02/actualidad/1364928280_219690.html
Tampoco es cierto que el periodismo trate tan solo de la realidad: es sueño, investigación, rabia, incertidumbre, duda. Al periodismo le fabricaron fronteras (no solo las de los libros de estilo, estas son las menores) para dejarlo seco. Guerriero se revuelve contra eso como una niña muy bien malcriada; acude a las citas de los asuntos que trata desnuda de equipaje, va a beber de las fuentes de la curiosidad y cuando acaba su excursión, en la que lo acompaña el lector ávidamente, no es porque haya terminado de investigar, de adentrarse en el alma de sus sujetos, sino porque se retira para que uno se reclame ya parte del texto. Y para siempre.
Este es un libro ejemplar, el reflejo de un estilo que mejora al lector y que pone en su sitio la escritura periodística salvaje: ella escribe sin contemplaciones, no se recrea sino que recrea la respiración, el aliento de personajes como Nicanor Parra, Juan José Millás o Fogwill, los universos misteriosos e inéditos de Roberto Arlt, la vida desgraciada y sublime de Idea Vilariño, el amor violento de Juan Carlos Onetti...
El libro está lleno y salpicado de hallazgos de una enorme intensidad, a los que ella llega desde un espíritu indómito, no existe respiro en su pesquisa; hasta el ruido de los orines al caer (en Fogwill), hasta las dudas metódicas y sardónicas (en Parra), hasta esa investigación insólita sobre el alma de Arlt son como elementos físicos que trascienden el propio ámbito de las metáforas para convertirse en piedras en el ojo, en la física realidad que ella persigue. No hay pasado para estas páginas, todo está escrito como si estuviera sucediendo y siguiera sucediendo una vez que uno dejó el libro a un lado. Gente viva, y para siempre, es el resultado de la visita de Leila Guerriero.
El periodismo no trata de la actualidad, o no siempre, o no necesariamente. Ese es el corsé en el que nos han servido el oficio para que piquemos y hagamos solo lo que aparece en la agenda de los actos, de los hechos o de los sucesos. Leila Guerriero ha ido a visitar a Arlt cuando ya no está, a Homero Alsina Thevenet cuando ya no es noticia, a Idea Vilariño (¡qué reportaje, qué poema!) cuando ya nada puede decir porque está muerta… Pero en todos esos reportajes del más allá de las almas hay más realidad, y más periodismo, que en muchas de las notas marcadas por la urgencia de lo que nos toca cubrir porque acaba de ser noticia.
Colección de reportajes
El libro es, obviamente, una colección de reportajes o notas, en el decir latinoamericano; pero el estilo Leila o la técnica Guerriero convierte esa sucesión en una unidad inquietante, que se ofrece como un continuo, como un crescendo en su voluntad simétrica y poética. A veces ese tono en alza tiene sus misteriosas aventuras personales para el lector, pues el libro contiene azares que uno abraza como coincidencias marcadas por esta mujer cortazariana que es Leila Guerriero.Lo cuento. Cuando iba terminando el capítulo Arlt (acaso, con el de Idea, lo más ejemplar, de ejemplos, del libro), escribí un mensaje a un amigo canario, contándole que estaba en la playa; por los avatares del abecedario táctil, salió plata y no playa, y este amigo, creyéndome en La Plata, me aconsejó que buscara libros de una escritora que yo desconocía, Aurora Venturini. Ah, no me di cuenta de la trasposición playa-plata en mi propio mensaje, así que no presté atención a la inquietante sugerencia de lectura que me hacía este amigo, así que seguí leyendo la inquietante ascensión de Leila hacia el alma de Robert Arlt. Hasta que terminé el capítulo y me dispuse a leer el siguiente. El siguiente era sobre Andrea Venturini.
Este es un libro obligatorio para periodistas, jóvenes o viejos; pero es imprescindible, sobre todo, para periodistas que dejaron de creer en el oficio como una de las bellas artes. Manuel Vicent dice que el periodismo es la literatura del siglo XX. Si algún día el maestro Vicent tuviera que demostrarlo con textos que no sean suyos, este libro de Leila Guerriero le puede ayudar decisivamente. A mí me ha servido para creer que el oficio no tiene fronteras, o estas están en el horizonte.
http://cultura.elpais.com/cultura/2013/04/02/actualidad/1364928280_219690.html
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