Pesquisar este blog
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Tú y yo tenemos amaneceres pendientes
Me preguntaste con qué momento del día me quedaría. En ese instante me levante de la cama dejándote con un halo de intriga y me acerque a la ventana. Tenias que haber sabido la respuesta, muchos momentos compartidos. El reloj marcaba las 6:00 de la mañana y justo entonces decidí contestarte, ¿sabes cuál? con este. Me quedo con el amanecer y ¿quieres saber porque?. Porque es cuando el mundo está lleno de promesas.
Me miraste sorprendido, supongo que esperabas una respuesta más simple. Pero lo cierto es que lo amaba, amaba despertarme con el amanecer para observarlo desde todas sus perspectivas mientras me tomaba una tostada con mermelada de fresas de esa que tanto me gustaba... Buscando infinitas posibilidades al nuevo día y dejando atrás otras tantas noches de placer.
Me miraste sorprendido, supongo que esperabas una respuesta más simple. Pero lo cierto es que lo amaba, amaba despertarme con el amanecer para observarlo desde todas sus perspectivas mientras me tomaba una tostada con mermelada de fresas de esa que tanto me gustaba... Buscando infinitas posibilidades al nuevo día y dejando atrás otras tantas noches de placer.
Ir e vir / Vir e ir

Significação
Quero o olhar vago
a imagem fora de foco
Ir e vir
Desprender-me da consciência
Tirar os pés do chão
Vir e ir
Mergulhar em sonhos
Voltar à tona
Voar
Sentir
(Re)significar:
a existência.
- Bianca Velloso -
http://poesiacotidianabia.blogspot.com.br/
Lançamentos Setembro


Leya Brasil
Grande personalidade da vida cultural brasileira, a obra de Vinicius de Moraes escancara sua máxima de vida - a paixão pela mulher, seja em poesia, seja em letra de música. Na poesia, Vinicius foi admirado e festejado pela sua geração e pelas seguintes, sendo o poeta brasileiro mais traduzido no mundo. Na música, unanimidade entre seus parceiros, teria sido o letrista que mais perfeitamente encaixava as palavras, ou melhor ainda, graças à sua musicalidade aliada a habilidade com as palavras, descobria a sílaba exata para cada nota musical, como se traduzisse o som que ela pede. A palavra de Vinicius na música popular foi definitiva, influenciando, a partir da bossa nova, todas as gerações posteriores. No palco, Vinicius contava espontaneamente a história das suas canções e parcerias. Este volume da coleção História de Canções traz algumas delas para ilustrar que poesia era o próprio Vinicius, independente da forma.
Este trabalho que tenho em mãos

O ambiente é a alma das coisas.
Cada coisa tem uma expressão própria, e essa expressão vem-lhe de fora. Cada coisa é a interseção de três linhas, e essas três linhas formam essa coisa: uma quantidade de matéria, o modo como interpretamos, e o ambiente em que está. Esta mesa, a que estou escrevendo, é um pedaço de madeira, é uma mesa, e é um móvel entre outros aqui neste quarto. A minha impressão desta mesa, se a quiser transcrever, terá que ser composta das noções de que ela é de madeira, de que eu chamo àquilo uma mesa e lhe atribuo certos usos e fins, e de que nela se refletem, nela se inserem, e a transformam, os objetos em cuja justaposição ela tem alma externa, o que lhe está posto em cima. E a própria cor que lhe foi dada, o desbotamento dessa cor, as nódoas e partidos que tem — tudo isso, repare-se, lhe veio de fora, e é isso que, mais que a sua essência de madeira, lhe dá a alma. E o íntimo dessa alma, que é o ser mesa, também lhe foi dado de fora, que é a personalidade.
Acho, pois, que não há erro humano, nem literário, em atribuir alma às coisas que chamamos inanimadas. Ser uma coisa é ser objeto de uma atribuição. Pode ser falso dizer que uma árvore sente, que um rio “corre”, que um poente é magoado ou o mar calmo (azul pelo céu que não tem) é sorridente (pelo sol que lhe está fora). Mas igual erro é atribuir beleza a qualquer coisa. Igual erro é atribuir cor, forma, porventura até ser, a qualquer coisa. Este mar é água salgada. Este poente é começar a faltar a luz do sol nesta latitude e longitude. Esta criança, que brinca diante de mim, é um amontoado intelectual de células — mais, é uma relojoaria de movimentos subatômicos, estranha conglomeração elétrica de milhões de sistemas solares em miniatura mínima.
Tudo vem de fora e a mesma alma humana não é porventura mais que o raio de sol que brilha e isola do chão onde jaz o monte de estrume que é o corpo.
Nestas considerações está porventura toda uma filosofia, para quem pudesse ter a força de tirar conclusões. Não a tenho eu, surgem-me atentos pensamentos vagos, de possibilidades lógicas, e tudo se me esbate numa visão de um raio de sol dourando estrume como palha escura umidamente amachucada, no chão quase negro ao pé de um muro de pedregulhos.
Assim sou. Quando quero pensar, vejo. Quando quero descer na minha alma, fico de repente parado, esquecido, no começo do espiral da escada profunda, vendo pela janela do andar alto o sol que molha de despedida fulva o aglomerado difuso dos telhados.
(58) L.D." B.S.
"Série: Imagens do Desassossego"
Autor: Marcos Girão
Técnica: Tempera / Viochene / Goma laca
Base: Contraplacado de madeira
Dimensões: 393 x 452 m/m
Acompanha: Registo de © Direitos de Autor
Propriedade de: — with @FernandoPessoa, Fernando Antônio Nogueira Pessoa, Álvaro de Campos, Arquivo Fernando Pessoa, Álvaro De Campos Heterónimo De Fernando Pessoa, Centro Fernando Pessoa and A Lisboa de Fernando Pessoa.
Tags: Fernando Pessoa
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
SE HOUVESSE LUA

Nei Duclós
Se houvesse lua, eu lembraria. Mas foi no escuro. Quando acordei, já tinhas ido.
Joguei fora, achando que permanecia. Mas a ausência se vinga.
Nem tudo o verso conserta. Preciso do sentimento, bálsamo da diferença.
Vieste em busca da poesia mas descobriste que só existe alguém enredado na tua teia.
Tens a natureza do vime, que perdura e toma a forma da cesta que guarda meu coração cativo.
Nada me inspira, já tenho dito antes de te vir sozinha. Formato o verso te imaginando minha.
Nunca vens diretamente. Fazes uma volta, como as andorinhas antes de mergulhar no precipício.
Tenho a palavra exata para este momento. A que desata o nó do teu vestido.
Ninguém notou o assombro de tua passagem junto ao vento. Confundiram com a brisa e era apenas o leve ondular do teu seio.
Vamos nos reencontrar no dia perfeito, gravado nas nuvens esparsas de uma primavera ainda tímida.
Eternidade é quando nossa consciência migra, da porção terrena para um lote do paraíso.
A linha do tempo costura e depois desfaz a biografia, para que o mistério persista.
Escrevi a profecia para desenhar o futuro, mas o tempo passa borracha no caderno de desejos.
O que significa essa mensagem que me sopraste? perguntou o médium. Sei lá, disse o anjo. É ao portador. Depende de quem receber. Muito cômodo, disse o medium. Sopras o que não adivinhas. Sou poeta, disse o anjo.
Essa cara de quem não se importa, de deixar a morte fazer o serviço e aguardar o que vem depois, se o Nada ou um solo de Frank Sinatra
http://outubro.blogspot.com.br/
Se houvesse lua, eu lembraria. Mas foi no escuro. Quando acordei, já tinhas ido.
Joguei fora, achando que permanecia. Mas a ausência se vinga.
Nem tudo o verso conserta. Preciso do sentimento, bálsamo da diferença.
Vieste em busca da poesia mas descobriste que só existe alguém enredado na tua teia.
Tens a natureza do vime, que perdura e toma a forma da cesta que guarda meu coração cativo.
Nada me inspira, já tenho dito antes de te vir sozinha. Formato o verso te imaginando minha.
Nunca vens diretamente. Fazes uma volta, como as andorinhas antes de mergulhar no precipício.
Tenho a palavra exata para este momento. A que desata o nó do teu vestido.
Ninguém notou o assombro de tua passagem junto ao vento. Confundiram com a brisa e era apenas o leve ondular do teu seio.
Vamos nos reencontrar no dia perfeito, gravado nas nuvens esparsas de uma primavera ainda tímida.
Eternidade é quando nossa consciência migra, da porção terrena para um lote do paraíso.
A linha do tempo costura e depois desfaz a biografia, para que o mistério persista.
Escrevi a profecia para desenhar o futuro, mas o tempo passa borracha no caderno de desejos.
O que significa essa mensagem que me sopraste? perguntou o médium. Sei lá, disse o anjo. É ao portador. Depende de quem receber. Muito cômodo, disse o medium. Sopras o que não adivinhas. Sou poeta, disse o anjo.
Essa cara de quem não se importa, de deixar a morte fazer o serviço e aguardar o que vem depois, se o Nada ou um solo de Frank Sinatra
http://outubro.blogspot.com.br/
sábado, 14 de setembro de 2013
Marcos Valle - 70 anos de Bossa
Compositor de grande obra plural, Marcos Valle chega jovial aos 70 anos

Em 2009, quando Zélia Duncan lançou Pelo sabor do gesto, excelente álbum de tom pop romântico, Os dentes brancos do mundo reluziu como joia moderna escondida no baú dos irmãos Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle. Para grande parte do público, a bela canção soou como inédita, mas tinha sido lançada há 40 anos, em 1969, em gravações quase simultâneas de Marcos Valle e das cantoras Claudette Soares e Evinha. Os dentes brancos do mundo é a prova de que o Brasil ainda precisa se debruçar com mais atenção sobre a obra plural de Marcos Kostenbader Valle, cantor, compositor e pianista natural do Rio de Janeiro (RJ) que veio ao mundo em 14 de setembro de 1943. Consagrado em escala mundial já em 1966, quando seu carioquíssimo Samba de verão (Marcos Valle Paulo Sérgio Valle, 1964) obteve exposição planetária a partir do estouro nos Estados Unidos, Valle chega aos 70 anos de vida com ar jovial como seu cancioneiro. Os 70 anos de vida coincidem com os 50 de carreira fonográfica, iniciada em 1963 com a edição de seu álbum Samba "demais" (Odeon) e com a gravação pelo conjunto vocal Os Cariocas de duas músicas inéditas do então estreante compositor, Vamos amar (Marcos Valle e Edu Lobo) e Amor de nada (Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle), ambas incluídas no álbumMais bossa com Os Cariocas (Philips, 1963). Imersa na onda modernista da Bossa Nova, a obra inicial de Marcos Valle esteve sempre em movimento ao longo desses 50 anos. Mesmo quando revisita seus clássicos, Valle os repagina com novos timbres e climas, tornando sua bossa sempre nova. Aliás, enquadrar a música de Marcos Valle no escaninho da Bossa Nova é reduzir seu cancioneiro à magistral fase inicial. O sucesso de Samba de verão foi tsunami que nunca conseguiu arrastar o compositor na maré da repetição. Ícone da segunda geração da Bossa Nova, Valle deu tom engajado à parte de seu cancioneiro já em 1965, desaguando involuntariamente no subgênero rotulado como música de festival - vertente da qual a toadaViola enluarada (Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, 1968) se impôs instantaneamente como obra-prima, ganhando as vozes politizadas de cantores como Milton Nascimento e Beth Carvalho. E Valle seguiu em frente. Em Mustang cor de sangue (Odeon, 1969), o compositor esboçou nova virada com este álbum em que seu cancioneiro ganhou moldura pop e explicitou a influência dos ritmos nordestinos, latente desde o primeiro disco do artista. Na sequência, o álbum Marcos Valle (Odeon, 1970) consolidou a virada pop - com as adesões do grupo Som Imaginário e dos mineiros Nelson Ângelo e Novelli - e Garra (Odeon, 1971) refinou esse enquadramento pop, com soul e suingue, dando vida a clássicos como Black is beautiful e Com mais de 30. Já Vento sul (Odeon, 1972) direcionou a música de Valle para rota progressiva com boa dose de lisergia. Abertas todas as portas da percepção musical na primeira metade dos anos 70, Valle partiu para outra viagem, rumando para os Estados Unidos e voltando ao Brasil somente no início dos anos 1980, década em que se lambuzou com o tecnopop em voga na época. Estrelar (Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, 1983) foi a trilha da malhação praticada pelos carioca da geração saúde - sucessores da turma que pegou a onda do sal, céu, sol e Sul em fins dos anos 50. Nos anos 90, Valle viu sua música ser jogada nas pistas mais antenadas da Europa em nova onda de sucesso mundial que alcançou o Brasil e fez com que sua discografia fosse revitalizada em solo nacional, motivando reedições de sua discografia e os lançamentos de discos feitos para o exterior. Neste ano de 2013, o recém-lançado CD Marcos Valle & Stacey Kent ao vivo (Sony Music) - gravado com a cantora norte-americana de jazz Stacey Kent - passou em revista, com frescor, obra já cinquentenária que ainda cheira à real modernidade. Parabéns, Marcos Valle, por seus 70 ensolarados verões!!
Postado por Mauro Ferreira
Assinar:
Postagens (Atom)
