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sábado, 28 de janeiro de 2012

mulheres de chico buarque de holanda


"Januária"

"Madalena"

"Ligia"

 "Carolina"

"Ana de Amsterdam"

"Teresinha"

 
"Mulheres de Atenas"

"João e Maria"

 

retrato da substância

ensaiando reproduzir a essência das coisas; alcançáveis ou não.

Todos Buarque de Hollanda

em música por Tatiani Távora em 21 de jan de 2012

Seu Francisco Buarque de Hollanda. Aquele que, dizem as boas línguas, tem alma de mulher. É feito de mulher da cabeça aos pés, também artista na descrição das dores e confusões inerentes ao ser humano. Das amplitudes aos mais do que devidamente cabidos partos. Talvez o único dos homens premiado a sentir em amplitude a confusão bélica feminina.
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Mesmo nascido em berço de ouro, fala de uma vivência de humanidade e subjugo que vai além de uma comum capacidade. Mesmo acreditando que sua mais feroz intenção fosse apenas a de "malandrear" e pisotear uma (desde sempre) sociedade insana e desleal.
O amor e Chico Buarque. Fala sempre de amor como quem consegue conjugar, em único verbo, as tensões das palavras 'guerra' e 'paz'. A seu modo e sob uma aparência pacata, burlou as armadilhas de uma sociedade escrota, criticando a guerra moral e ditadura como quem apenas buscasse a solução para um mal de amor. Talvez daí também advenha boa parte da sua significância para o universo da música.
Sinceridades nos interessam, Chico Buarque parece mentir como quem jura às verdades existentes. Mas só e, justamente, porque possui um jeito único de deixar explícito o que quer dizer sem precisar quase nada mover, enquanto a maioria de nós vive a divagar em longas justificativas.
Ah, este azul! Se os olhos azuis que nem precisamos ver para saber de sua força, assinalados pela dureza do tempo, soubessem do bem que já fizeram ao feminino (de nascimento ou não), descansariam em paz em meio a estas mesmas entranhas e, vislumbrariam ali, o verdadeiro gozo litero-musical d'alma. Uma "santa" Budapeste!

Salve, Chico.
"Eu não sei se ela sabe o que fez, quando fez o meu peito cantar outra vez. Caminhando na ponta dos pés como quem pisa nos corações que rolaram dos cabarés. Nunca será de ninguém, mas eu não sei viver sem, e fim. Arrasa o meu projeto de vida: querida, bandida, santa, artista, demente, egípcia, vadia, espinho, penélope, filha, fada, esfinge, lebre, o meu projeto de vida... a falsa, a gueixa, a rosa. Você vai pagar e é dobrado, cada lágrima rolada nesse meu penar. Imagina hoje à noite a gente se perder, a lua se apagar? Tinha cá pra mim que agora sim, eu vivia enfim um grande amor. Pra quem você tem olhos azuis, e com as manhãs remoça? No sonho de quem você vai e vem com os cabelos que você solta? Eu nunca sonhei com você, Lígia."


Leia mais: http://lounge.obviousmag.org/retrato_da_substancia/2012/01/elas-todas-buarque-de-hollanda.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+OBVIOUS+%28obvious+magazine%29#ixzz1kmTmZrcV

Mulheres inspiradoras

Livro identifica quem são as musas por trás de algumas das mais famosas canções do mundo e revela a história de cada uma

Ivan Claudio

Confira, em vídeo, trechos de alguns clássicos e suas musas :
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ESCÂNDALO
Brigitte Bardot pediu ao amante Serge Gainsbourg uma música: ele fez “Je T’aime”
Não existe nenhuma estatística a respeito, mas é sabido que a maior parte das canções fala de amor e que, dessa parcela, não são poucas aquelas cujos versos são endereçados a mulheres. Trata-se de uma tradição que remonta à origem da poesia e da própria música popular – as pessoas encaram esse fato com tanta naturalidade que nunca questionaram quem são as Diana, Michelle, Angie, Carol e outras beldades cantadas em estrofes e rimas. Agora o livro “Músicas e Musas”, dos autores ingleses Michael Heatley e Frank Hopkinson, revela a inspiração de 50 das mais conhecidas canções do mundo e desnuda bastidores movidos a confissões, acessos de ciúmes, traições e até rompimentos raivosos. O que era cifrado ganha dedicatória pública.

Entre as baladas mais escandalosas já feitas, “Je T’aime (Moi non Plus)” é conhecida na voz do cantor Serge Gainsbourg e de sua mulher, a atriz e cantora Jane Birkin. Sempre foi vista como uma voluptuosa declaração de amor mútuo. Na verdade, a musa dos versos era outra: a atriz Brigitte Bardot, então casada com o industrial alemão Gunther Sachs. Ele ficou tão furioso ao ouvir o dueto registrado por ela com Gainsbourg que mandou tirá-lo de circulação – no que foi apoiado pelo Vaticano e pela dona da gravadora Philips, a rainha Juliana da Holanda. Outro recado amoroso em forma de canção que acabou com um casamento foi o de Eric Clapton para a modelo Pattie Boyd, a primeira mulher do ex-beatle George Harrison. Clapton fez para ela o blues “Layla”, baseado no relato persa de um relacionamento adúltero, mas não conseguiu conter o impulso de tornar público o romance. Numa festa em Londres, encontrou o amigo Harrison e contou tudo à queima-roupa. Já casado com Pattie, passou a chamar o ex-beatle de “husband-in-law” (marido cunhado).
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BELEZA NO ROCK
Mick Jagger fez para Marianne Faithfull “Let’s Spend The Night Together”
Músicas são boas por si próprias, independentemente do contexto em que foram compostas. Algumas, contudo, perdem um pouco do brilho ao terem os bastidores revelados. É o caso de “Every Breath You Take”, do Police, cuja letra, aparentemente sobre um homem cego de paixão, mostra na realidade a tirania conjugal de Sting sobre a mulher Frances Tomelty. O ciúme do músico era tão intenso que inspirou o refrão: “A cada respiro seu/ A cada passo seu/ Estarei de olho em você.” Não menos cruel foi o relacionamento que esteve na origem do rock “Under My Thumbs”, criado por Mick Jagger para a namorada da época, a modelo Chrissie Shrimpton, chamada por ele de “cão indomável”. O romance terminou com a tentativa de suicídio da modelo, abandonada pelo roqueiro no dia de Natal. Nessa época, ele já fazia sucesso com “Let’s Spend the Night Together”, homenagem à nova conquista, a cantora Marianne Faithfull.

Jagger é o maior colecionador de musas do livro e, na falta de inspiração, chegou a roubar uma música do parceiro Ron Wood, verdadeiro ­autor da melodia de “Hey Negrita”, para colocar a mulher Bianca Jagger no pedestal. Mas nem tudo são baixarias no livro. Os casos mais cor-de-rosa também estão lá, a exemplo de “Sweetest Thing”, presente de Bono para a sua mulher Ali Stewart – a canção foi feita como um pedido de perdão do cantor por ter se esquecido do aniversário dela. Outro caso de reconciliação: “The Prettiest Star”, que David Bowie fez para Angie e tocou para ela ouvir numa ligação internacional para o Chipre, onde a sua então namorada se refugiou depois de uma briga.
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http://www.istoe.com.br/reportagens/188356_MULHERES+INSPIRADORAS?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage

Samba na Garoa



Os anos 90 ficaram marcados pelo 'boom' do pagode. No especial Samba na Garoa, Diogo Nogueira canta e conversa com Netinho de Paula e Salgadinho para matar a saudade dos clássicos do Negritude Júnior e do Katinguelê.

Juntos, eles contam a história de quem nasceu na Cohab e de lá foi para o mundo, ou de quem descobriu o samba com um cavaquinho, arriscou-se no choro e aos 12 anos já fazia pagode com a turma. No repertório, clássicos como Beijinho geladinho, Timidez, Cohab City e Compasso do criador.

Cinema e Literatura - André Setaro

 



Dei-me, noutro dia, a pensar, ao reler Memorial de Ayres, de Machado de Assis, a derradeira obra deste gênio da literatura brasileira, que é meu livro de cabeceira, como seria possível adaptá-lo ao cinema. Se, nos romances da fase inicial, e, mesmo, nos outros, há uma possibilidade, ainda que remota, de adequar o discurso literário ao discurso cinematográfico (Memórias póstumas de Brás Cubas, de André Klotzel, por exemplo), mas sempre com um resultado bastante inferior à fonte inspiradora, no caso de Memorial de Ayres não existe propriamente uma ação progressiva, mas uma, por assim dizer, inação. EmHelena, do mesmo autor, o mais bem acabado do ponto de vista da estruturação dos elementos da fábula, com um crescendo surpreendente que acaba por atingir o trágico, em Memorial de Ayres não existe uma progressão do elemento fabulístico. Alguém disse, e muito bem, que a obra revela, sim, uma progressão, mas uma progressão da intimidade entre os personagens.

David Wark Griffith, o pai da linguagem cinematográfica, inspirou-se na estrutura narrativa dos romances de Charles Dickens para estabelecer a sua montagem narrativa. Nos anos 50, principalmente com Roberto Rossellini e Michelangelo Antonioni, procedeu-se a um cinema anti-narrativo, sem se fundamentar na lei de progressão dramática griffithiana: um cinema da inação no qual nada acontece. Machado de Assis, neste particular, em Memorial de Ayres, já estava, na literatura, procedendo como um Antonioni avant la lettre. Em Machado de Assis se configura exemplarmente que o valor de uma obra (seja ela cinematográfica ou literária) se encontra na maneira de articulação dos elementos da sintaxe, no estilo, em suma. São as reflexões que estabelecem a curiosidade e a sabedoria das linhas machadianas, reflexões, diga-se de passagem, ditadas pelo seu estilo soberbo, pela sua escrita magnífica.

Machado de Assis, antes de dar início a Memorial de Ayres (o original é com y), faz uma advertência, "Quem me leu Esaú e Jacó talvez reconheça estas palavras do prefácio: Nos lazeres do ofício escrevia o Memorial, que, apesar das páginas mortas ou escuras, apenas daria (e talvez dê) para matar o tempo da barca de Petrópolis. Referia-me ao Conselheiro Ayres. Tratando-se agora de imprimir oMemorial, achou-se que a parte relativa a uns dous anos (1888-1889), se for decotada de algumas circunstâncias, anedotas, descrições e reflexões - pode dar uma narração seguida, que talvez interesse, apesar da forma de diário que tem. Não houve pachorra de a redigir à maneira daquela outra - nem pachorra, nem habilidade. Vai como estava, mas desbastada e estreita, conservando só o que liga o mesmo assunto. O resto aparecerá um dia, se aparecer algum dia."

O poeta e intelectual Francisco Barbosa assim se manifesta em relação aMemorial de Ayres: "A temática da velhice é apresentada, ainda na cena do cemitério, não apenas de maneira literal, mas também metafórica, através das reflexões de Ayres sobre o túmulo familiar:

"Não é feio o nosso jazigo; podia ser um pouco mais simples, - a inscrição e uma cruz, - mas o que está é bem feito. Achei-o novo demais, isso sim. Rita fá-lo lavar todos os meses, e isto impede que envelheça. Ora, eu creio que um velho túmulo dá melhor impressão do oficio, se tem as negruras do tempo, que tudo consome. O contrário parece sempre da véspera."

Se o conselheiro, no trecho acima, aponta para a necessidade de se assumir a velhice, não o faz, no transcorrer do romance, sem certa dose de melancolia. "se os mortos vão depressa, os velhos ainda vão mais depressa que os mortos... Viva a mocidade!" diz ao amigo desembargador. E o parágrafo final do romance é um dos mais pungentes lamentos já escritos sobre a mocidade perdida:

"Ao fundo, à entrada do saguão, dei com os dois velhos sentados, olhando um para o outro. (...) Ao transpor a porta para a rua, vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro; digo o que me pareceu. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. Consolava-os a saudade de si mesmos."

O romance filmado é uma utopia. Havendo, como há, duas linguagens autônomas e especificas, como se pode efetuar a transferência da linguagem literária - signos verbais - para a linguagem cinematográfica - signos icônicos? De fato, quando ocorre a adaptação de uma obra literária para o cinema há, apenas, o aproveitamento da fábula, dos personagens, das situações, desaparecendo, com isso, a narrativa, considerando que o que faz o estilo de um escritor é sua capacidade de reger as palavras numa determinada sintaxe, e o estilo de um cineasta está na sua capacidade de manejar os elementos da linguagem fílmica - os planos, os movimentos de câmera, as angulações, a montagem etc.

Por outro lado, alguns cineastas se valem de subliteratura para, aproveitando a eventual engenhosidade da fábula, transformá-la em filme. Neste caso, a narrativa, se tende para o grau zero de conotação no plano literário, pode se transformar numa narrativa convincente, e plena de poeticidade, no aproveitamento da fábula da subliteratura. É o que faz, por exemplo, Alfred Hitchcock, cujos filmes, com raras exceções, foram sempre baseados em fábulas da chamada pulp fiction (literatura barata), investindo o cineasta nelas como mero pretexto narrativo, o conteúdo estando sempre a serviço da forma/discurso/narrativa.

Temerária é a adaptação de um monumento da literatura universal. King Vidor empreendeu a conquista de Guerra e Paz para o cinema. Com um resultado desanimador se comparado o filme à obra que lhe deu origem, pois Vidor aproveitou somente os personagens, a intriga e as situações. Em uma palavra: a fábula. A narrativa de Leon Tolstoi foi diluída pela narrativa do cineasta, despersonalizando o fluxo do texto específico e da linguagem do escritor em função de outro fluxo linguístico.

O cineasta, portanto, ao adaptar uma obra literária empreende uma transferência de linguagem que se poderia situar no terreno da utopia. Em O processo, baseado em Franz Kafka, Orson Welles, com sua narrativa barroca, faz desaparecer a narrativa kafkiana (baseada em signos verbais) em função de uma narrativa wellesiana. Restam, é verdade, a fábula, os personagens, as situações. O filme, entretanto, é mais Welles do que Kafka. Também em Madame Bovary, de Claude Chabrol, apesar deste cineasta não possuir a exuberância estilística de Welles e ter querido uma fidelidade exemplar ao texto literário de Gustave Flaubert, a despersonalização se faz presente, porque em Madame Bovary, o filme, não se localiza o estilo flaubertiano e, pela fidelidade extremada, também se evapora o estilo chabroliniano. Neste caso, duas as despersonalizações: a do escritor e a do cineasta. Há ainda a considerar que o leitor do livro imagina a sua Bovary, existindo tantas Emas quantos os leitores da obra literária. No filme, Ema é Isabelle Huppert. Ou Jennifer Jones, caso da versão para o cinema do grande Vincente Minnelli.

E, como pensar, então, num filme extraído de Memorial de Ayres, que tem no estilo machadiano a sua grande força?


James Franco's new college show upsets students

James Franco<BR><A href="/celebs/gallery.aspx?gallery=20235" 
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© Dan Steinberg/AP
James Franco's new college show upsets students
WENN

James Franco has upset students at the University of Southern California over a new Internet reality show he produces, which features the wild side of college life in Los Angeles.
Bing: James Franco, renaissance man
The actor, who studied at rival UCLA, was hoping to focus on USC's parties and students' run-ins with the law in "Undergrads," which debuted on Thursday night.
It follows a pack of students coping with life off campus and features boozy scenes of debauchery and excess and footage of police officers shutting down out-of-control parties. But while the kids on camera appear to be having a good time, several other students are disgusted by the idea and think Franco should be ashamed of himself.
Junior cinematic arts major Travis Newhouse tells the Los Angeles Times, "It's irresponsible."
And junior Ellie Newcomer Smith adds, "It so undermines the strides the school has made academically."
Reports suggest protests are planned as students and university officials attempt to shut down the show.

http://tv.msn.com/tv/article.aspx?news=699088&gt1=28103&wa=wsignin1.0