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terça-feira, 10 de julho de 2012

"Chulé de Apolo", "Flor-de-lis"



Um livro cataloga os apelidos dos escritores brasileiros

 CLAUDIO CEZAR
 
Estudando a sociedade brasileira através dos apelidos

Carlos Drummond de Andrade é o “Urso polar”, Clarice Lispector é a “Flor-de-lis”, Mário de Andrade é a “Boneca de piche” e Dalton Trevisan, como é mais notório, é o “Vampiro de Curitiba”.

Claudio Cezar Henriques, professor da Uerj, está lançando um livro que entrega um lado pitoresco da intelectualidade pátria. É o “Dicionário de apelidos dos escritores da literatura brasileira”. A edição, em capa dura, é da curitibana Appris.

Cada apelido é acompanhado com verbete explicativo. Augusto Frederico Schmidt é o “Gordinho sinistro” porque desde o início da carreira tinha obsessão pela morte. Consta também quem deu o apelido. O do “gordinho” foi dado pela crítica Cecília Prado.

Claudio Cezar acha que apelidos podem ser uma boa maneira de se estudar a sociedade brasileira. “Se observarmos os apelidos de escritoras, veremos revelada a forma como nossa sociedade trata as mulheres. Praticamente todos os apelidos femininos são de reverência e endeusamento”, diz.

Os apelidos de Ledo Ivo e Oswald de Andrade saíram de um bate-boca entre eles. “Você é o ‘Calcanhar de Aquiles do Modernismo’. Oswald: “Você é o ‘Chulé de Apolo da geração de 45’”.


APELIDOS PARA UBALDO, FERREIRA GULLAR E OUTROS


Anjo disfarçado: Mário Quintana

Bandeirante de livro: Monteiro Lobato

Coitado orangotango: Caldas Barbosa

Balzac brasileiro: Laurido Rabelo

Dândi carioca: João do Rio

Doutor tristeza: Augusto dos Anjos

Gedeão do modernismo: Menotti del Picchia

Gogol brasileiro: Lima Barreto

Guarda-noturno da literatura: Osório Duque-Estrada

Hemingway da Bahia: João Ubaldo

Rasputim da linha justa: Jorge Amado

Ratazana ao molho pardo: Cassiano Ricardo

Noivo da morte: Álvares de Azevedo

Periquito: Ferreira Gullar

CL. Gente Boa
O Globo
10/07/2012

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