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sábado, 6 de abril de 2013

Meu nome é GAL


Gal Costa
 
Gal fala. Se, adolescente, fugia das conversas, ressabiada das palavras que não encontrava nas canções, aos 67 anos aplica som nos encontros fortuitos. Despejava em verbos cotidianos - no café, no banco, na escola do filho Gabriel - um pouco da voz que a fez ícone. Porque Maria da Graça, então com 17 anos para 18 anos, era devota tímida de João Gilberto com um desejo irredutível: seria cantora. Ali, a coisa mais importante que poderia lhe acontecer era conhecer pessoas com quem dividir planos. Vieram Caetano, Gil, Bethânia; veio Gal, fatal, musa dos lábios lascivos, intérprete que o próprio Caetano explicou tão bem na contracapa do Domingo (1967), o debut musical dos dois. "Não há defasagem de tempo entre a composição e o canto: cada interpretação sua tem a mesma idade da canção". Gal fala por que, como diz à Muito, o momento traz a "disponibildade mais aguçada" e ela quer ser "uma velha de 80 anos subindo ladeiras". De Salvador e de São Paulo, onde hoje mora. Das miudezas e dos trabalhos - no último, Recanto (2001), disco que também é de Caetano, esgrimiu seu timbre com acordes de softwares. Fala por que, agora, numa esquação da história, encontra a rima total.
No livro Verdade Tropical, Caetano escreve sobre hétero, homo, bissexualidade. Hoje, essas classificações parecem ser menos importantes...
(Pausa) Pode ser. Mas também pode haver um grande retrocesso, existem muitos movimentos religiosos que apontam exatamente na direção oposta. Agora, claro, acho que houve uma ampliação do entendimento da sexualidade. Somos sexuais, e não heterossexuais ou homossexuais. Mas esse olhar vem de algum tempo, era uma reivindicação nossa.
Mas você não era um ímã para olhares preconceituosos?
Na cabeça das pessoas caretas, quem tinha cabelo grande era quem tinha piolho e não tomava banho. (O diretor) Antônio Carlos Fontoura fez um filme comigo, nunca esqueço, e nós fomos filmar no centro do Rio de Janeiro. Eu fiquei dentro de um carro enquanto ele ajeitava a luz. Começou a juntar gente, muita gente, e começaram a me chamar de macaco, cabeluda, piolhuda. Do nada. A gente teve que sair de lá. Não era fácil andar pelas ruas do Rio, até porque eu andava a caráter (ri). Preconceito sempre houve, mas quando falo dessa questão das etiquetas, dos rótulos, é porque sinto hoje uma coisa perigosa no ar. Posso estar enganada, mas percebo um olhar careta da sociedade sobre as coisas.
E onde foi parar, então, aquele esprítio libertário da Tropicália?
Acho que continua com a nova geração de músicos, artistas, mas de outro modo. Hoje, o negócio é fazer música bonita. Há uma preocupação estética maior. Isso não significa que não seja revolucionário, libertário. Há um aspecto libertário no próprio ato de fazer música, arte. Há uma luta implícitia. Mas aquela coisa política, combativa, de um discursio mais direto e forte não existe mais; acabou, nem nós fazemos mais.

Leia neste domingo (7), a matéria completa na edição de 5 anos da Muito

=..PARA OS ALIENADINHOS que NÃO SABEM QUEM É GAL !!
..sorry periferia....*
.............
- REVISTA MUITO - A TARDE - Ba.

A Muito completa cinco anos neste domingo (7) e traz Gal Costa na capa. Em conversa com o repórter Eron Rezende, ela fala sobre sua trajetória como artista, desde quando conheceu João Gilberto e se descobriu cantora, do espírito revolucionário da Tropicália e do seu gosto por novidades. O design é de Marcelo Campos e a foto de capa, de 1973, é de Antônio Guerreiro. A Muito deste domingo é um presente especial ao leitor que acompanha a publicação desde o seu lançamento.

VIVA GAL !!!...*
=..PARA OS ALIENADINHOS que NÃO SABEM QUEM É GAL !!
..sorry periferia....*
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- REVISTA MUITO - A TARDE - Ba.

... A Muito completa cinco anos neste domingo (7) e traz Gal Costa na capa. Em conversa com o repórter Eron Rezende, ela fala sobre sua trajetória como artista, desde quando conheceu João Gilberto e se descobriu cantora, do espírito revolucionário da Tropicália e do seu gosto por novidades. O design é de Marcelo Campos e a foto de capa, de 1973, é de Antônio Guerreiro. A Muito deste domingo é um presente especial ao leitor que acompanha a publicação desde o seu lançamento.

VIVA GAL !!!...*

http://atarde.uol.com.br/muito/materias/1495155-sempre-quis-ser-a-cantora-que-sou

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