Pesquisar este blog

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Do desejo

Publicado em 17 de abril de 2013 por Silvia Badim Eu não desejo nem preciso de navio. Depois de navegar com embarcação pesada, âncoras firmes e trajetos de bússola reta, eu não preciso mais. Navio pesado de muita carga enfrenta o mar com escudo. Adentra o desconhecido com certezas enraizadas, olhos vendados para o horizonte do acaso. Navio pesado quer ser terra no meio do mar. Quer levar para o mar bagagem densa de construção inabalável. Coitado do navio, ele também afunda. Diante do mar navio também é pequeno, porque o mar engole. O mar é desejo. Imensidão de ondas improváveis e arrebatadoras. O mar é susto. Impermanências e desafios de não saber onde se pisa o chão novamente. Beber o mar alimenta. — Fotografia de Simone Elias Ir no navio de guarda-chuva, bússolas e máquinas de controle do tempo? Não, eu não quero o navio. Lá fora tem o mar, e diante do mar não tem controle. Diante do mar tem mergulho e desaviso. Tem imensidão disforme e vento de liberdade. Tem a gente refletido onde não se enxerga com os olhos. Eu quero o mar. Sentir inebriada o cheiro de maresia fértil de vida. A nuvem que se ergue sem aviso e faz sombra e voo cego. O escuro azul que só se toca com os sentidos. Onde se guarda o desejo que não se vive? Sim, eu quero o mar. Uma canoa com direito a mergulhar em mar aberto é bonito. Uma canoa leve com remendos e a vastidão de poder ser. O acolhimento de depois é o vento. O vento quente, o mar e a pequenina embarcação consideram a precariedade bonita do amor. O espaço vazio. E nele tem dança. Danças de ondas e improváveis. Ir adiante no meio das águas revoltas. Porque ali tem movimento. E a vida é feita das impermanências e transformações dessas águas. Às vezes a gente afoga, mas não perde o ar. Quando a canoa vira a gente reinventa a travessia. Acha ar dentro d´água. No navio tem pouco ar. Oxigênio em lata. Como viver sem o ar puro e livre do desejo? Na canoa tem fome mas tem peixe fresco. Peixe que a gente pesca com as mãos. Não precisa de abridor de lata porque a gente pode colher fruta das gotas salgadas. E o horizonte, sim, o horizonte. Na canoa tem horizonte rosa que se toca com a pele. Tem frio gelado que pede uma toalha seca que não tem. Tem lábio rachado sem protetor solar. Tem dor de escamas. E tem a gente inteiro, ali, inteiro em contradições, dores, desacertos e humanidades. Em feio e bonito. Em tudo que é. Poder desejar e ser brisa de mar. Poder parar em qualquer lugar. Na canoa a gente pode acolher o próprio desejo. http://biscatesocialclub.com.br/tag/desejo/

domingo, 21 de abril de 2013

O Leite Derramado - Chico escritor

 em artes e ideias por em 19 de abr de 2013

 
Chico Buarque, famoso por suas composições, tem entrado no campo da literatura. As críticas têm sido ferozes, mas os prêmios recebidos não foram poucos. Nesse meio de prós e contras surge o livro "Leite Derramado", romance moderno homenageando passados...
 
 

chico-leite-derramado.jpg
"Jó Joaquim, genial, operava o passado - plástico e contraditório rascunho. Criava nova, transformada realidade, mais alta. Mais certa?"
O trecho acima do conto "Desenredo" - do grande Guimarães Rosa - veio me à cabeça logo que acabei a leitura do "Leite Derramado", de Chico Buarque de Hollanda. Explicarei.
Chico já ganhou seu prestígio como compositor - que é inegável -, mas no campo da produção literária ainda enfrenta resistências. Sua obra tem aceitação dual: uns amam, outros queimariam na fogueira todos os exemplares. Bem... Eu devo confessar que o Chico-compositor é mais genial que o Chico-romancista, ele acostumou-nos mal, mas representa o que de melhor se produz hoje no Brasil.
0,,43802737,00.jpg
O livro - publicado em 2009 - foi bem aceito pela crítica - não em unanimidade, claro. Ganhou prêmios de peso: Livro do Ano (polêmico, oferecido pelo Jabuti) em 2010; Prêmio Portugal Telecom de Literatura de 2010; e a tradução para o espanhol - "Leche derramada" - ganhou recentemente o Prêmio de Narrativa José Maria Arguedas.
O livro é uma tentativa de retratar as memórias do velho Eulálio d'Assumpção - sim, esse é o nome. Um monólogo que toma todo o livro a fim de convencer-nos que seu passado glorioso - que transpõe o Atlântico e atravessa o império - reverbera a ponto de trazer tal glória ao seu estado atual: um velho pobre, esclerosado, esquecido num leito de hospital, esperando a morte chegar.
E onde é que o "passado plástico" de Jó Joaquim entra nessa história?
Na mente cansada e desordenada do pobre - mas orgulhoso - Eulálio, passados misturam-se e a ordem dos fatos não possui sentido. Ao longo do livro, os fatos retificam-se frequentemente - nem sempre com aviso.
"Quando eu sair daqui, vamos nos casar na fazenda da minha feliz infância, lá na raiz da serra. [...] a fazenda na raiz da serra, acho que desapropriaram em 1947 para passar a rodovia."
Lembranças da infância e da adolescência misturam-se e repetem-se. Com humor sempre presente advindo do absurdo das histórias, dos preconceitos do protagonista - que não são poucos -, da repetição dos fatos, das releituras. O passado de Eulálio torna-se plástico, pois nem ele próprio sabe bem como contá-lo e defini-lo.
0,,19859955,00.jpg
"[...] e era natural que me causasse espécie entrar comigo no elevador um grandalhão com cara de nortista, nariz chato, pele grossa. Indiquei-lhe o elevador de serviço, mas ele me deu as costas e apertou o botão do meu oitavo andar."
Os detalhes de um passado que mistura esplendor e contos da vida privada são expostos sem vergonha. As garçoniéres de Paris, os ímpetos incontíveis, tudo é descrito com detalhes horrorizantes ou cômicos.
"Matilde repetiu, coragem, Eulálio, e já agora, em sua voz ligeiramente rouca, parecia que meu nome Eulálio tinha uma textura. Falou meu nome como se o arranhasse um pouco, e quando num volteio se retirou, tive como temia novo arrebatamento obsceno. [...] Se desejo era aquilo, posso dizer que antes de Matilde eu era casto."
A morte de Matilde é o ponto que mais possui versões. Por ser um episódio doloroso, talvez. Ela é apresentada como tuberculosa, esquizofrênica, mãe irresponsável, esposa infiel e mulher de pouca saúde. Cabe ao leitor escolher a melhor história ou ficar no maravilhoso ponto da dúvida.
A linguagem adaptada a um homem que chegou ao século XXI sem sair do século XIX foi bem colocada. A pontuação é utilizada de modo peculiar. A(s) história(s) é(são) bem contada(s).
livro.jpg
O livro merece, sim, os prêmios e elogios que recebeu. Num tempo de literatura de mercado, precisamos valorizar os que ainda se põem a descrever a vacuidade das nossas vidas.
O livro termina com a descrição da morte de um Assumpção - "que já não dizia nada com nada" - numa espécie de sugestão de "não há nada novo debaixo do sol".
Os eulálios continuariam existindo - inclusive literalmente, pois os netos, bisnetos, trinetos tiveram o mesmo nome do orgulhoso Eulálio.
Viva Chico! - Eu indico!

http://lounge.obviousmag.org/a_razao_singular_do_segredo/2013/04/chico-escritor-e-o-leite-derramado.html



sexta-feira, 19 de abril de 2013

O Indio



“... As Terras Brasileiras eram habitadas e amadas por mais de três milhões de Índios: Proprietários Felizes da Terra Brasilis, pois todo dia era dia de Índio! Todo dia era dia de Índio, mas agora eles só têm o dia 19 de Abril...”


Um Índio
Caetano Veloso
De: Caetano Veloso

Um índio descerá de uma estrela colorida e brilhante
De uma estrela que virá numa velocidade estonteante
E pousará no coração do hemisfério sul, na América, num claro instante

Depois de exterminada a última nação indígena
E o espírito dos pássaros das fontes de água límpida
Mais avançado que a mais avançada das mais avançadas das tecnologias

Virá, impávido que nem Muhammed Ali, virá que eu vi
Apaixonadamente como Peri, virá que eu vi
Tranqüilo e infalível como Bruce Lee, virá que eu vi
O axé do afoxé, filhos de Ghandi, virá

Um índio preservado em pleno corpo físico
Em todo sólido, todo gás e todo líquido
Em átomos, palavras, alma, cor, em gesto e cheiro
Em sombra, em luz, em som magnífico

Num ponto equidistante entre o Atlântico e o Pacífico
Do objeto, sim, resplandecente descerá o índio
E as coisas que eu sei que ele dirá, fará, não sei dizer
Assim, de um modo explícito

(Refrão)

E aquilo que nesse momento se revelará aos povos
Surpreenderá a todos, não por ser exótico
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto
Quando terá sido o óbvio



An Indian
Maria Bethania
Composition: Caetano Veloso

An Indian fall from a star bright colored
Of a star that is coming at an alarming speed
And dwell in the heart of America nor clear time
After the last exterminated indigenous nation
And the spirit of the birds, the sources of clear water
More advanced than the most advanced of the most advanced technologies
Come, undaunted that neither Mohammed Ali
Will come when I saw how passionately Peri
I've seen will come, calm and infallible as Bruce Lee
Will come that I saw, the ax of afoxé Filhos de Gandhi
Will come
An Indian preserved in full body physical
In any solid, liquid and all gas all
In atoms, words, soul, color, gesture, smell, in shadow, light, sound, magnificent
At a point equidistant between the Atlantic and Pacific
The object rather bright, descend the Indian
And the things I know he will say, do not tell you
Thus, in an explicit way

Come, undaunted that neither Mohammed Ali
Will come when I saw how passionately Peri
I've seen will come, calm and infallible as Bruce Lee
Will come that I saw, the ax of afoxé Filhos de Gandhi
Will come
And what that moment will prove to people
Surprised everyone by not being exotic
But because she could always have been hidden when the obvious has been




segunda-feira, 15 de abril de 2013

SEM ARREPENDIMENTOS



Non, je ne regrette rien

Non, rien de rien
Non, je ne regrette rien
Ni le bien qu'on m'a fait
Ni le mal; tout ça m'est bien égal !
Non, rien de rien
Non, je ne regrette rien
C'est payé, balayé, oublié
Je me fous du passé !
Avec mes souvenirs
J'ai allumé le feu
Mes chagrins, mes plaisirs
Je n'ai plus besoin d'eux !
Balayées les amours
Et tous leurs trémolos
Balayés pour toujours
Je repars à zéro
Non, rien de rien
Non, je ne regrette rien
Ni le bien qu'on m'a fait
Ni le mal; tout ça m'est bien égal !
Non, rien de rien
Non, je ne regrette rien
Car ma vie, car mes joies
Aujourd'hui, ça commence avec toi

No, I have no regrets

No, nothing at all
No, I have no regrets
Neither the good that made ​​me
Nor evil, all that I care!
No, nothing at all
No, I have no regrets
It is paid, swept away, forgotten
I care about the past!
With my memories
I lit the fire
My sorrows, my pleasures
I no longer need them!
Swept the loves
And all their tremors
Swept away forever
I start from scratch
No, nothing at all
No, I have no regrets
Neither the good that made ​​me
Nor evil, all that I care!
No, nothing at all
No, I have no regrets
Because my life, because my joys
Today, that begins with you

Não, eu não me arrependo de nada

 

Não, nada de nada
Não, não me arrependo de nada
Nem do bem que me fizeram
Nem do mal, isso tudo tanto faz para mim
Não, nada de nada
Não, eu não me arrependo de nada
Tudo já foi pago, varrido, esquecido
Pouco me importa o passado
Com minhas lembranças
Eu acendi o fogo
Minhas tristezas, meus prazeres
Não preciso mais deles
Os amores varridos
E todos os tremores
Varridos para sempre
Eu começo novamente do zero
Não, nada de nada
Não, não me arrependo de nada
Nem do bem que me fizeram
Nem do mal, isso tudo tanto faz para mim
Não, nada de nada
Não, não me arrependo de nada
Pois minha vida e minhas alegrias
Começam hoje contigo

O que você faria?

 - Suzana Singer

OMBUDSMAN
SUZANA SINGER ombudsman@uol.com.br @folha_ombudsman  
in folha de são paulo
O que você faria?
Foto de um homem prestes a ser atropelado pelo metrô levanta discussão ética sobre frieza da imprensa
Reprodução/New York Post
Empurrado para os trilhos, Ki-Suck Han, momento antes de morrer
Empurrado para os trilhos, Ki-Suck Han, momento antes de morrer
A imagem de um homem prestes a morrer atropelado por um trem de metrô está rendendo uma grande discussão sobre ética jornalística no mundo. O fotógrafo não deveria ter ajudado o homem em vez de ficar clicando? Faz sentido publicar uma imagem tão trágica?
Tudo aconteceu em 22 segundos. Na noite de segunda-feira passada, na estação de Times Square, em Nova York, um homem parecia discutir com um mendigo na plataforma. De repente, houve uma espécie de suspiro coletivo. Ki-Suck Han, 58, tinha sido empurrado pelo mendigo para os trilhos.
O fotógrafo freelancer R. Umar Abbasi estava lá, esperando a condução para cumprir uma pauta. Viu Han caído e começou a clicar. O trem se aproximava. A vítima tentou sair, mas não deu tempo.
A foto foi a capa do tabloide "New York Post" no dia seguinte, com a manchete, de extremo mau gosto, "CONDENADO", seguida de "Este homem está prestes a morrer".
Choveram críticas à atuação do fotógrafo e do jornal. Abbasi foi a um programa de TV para se explicar. Disse que não estava preocupado em fotografar o acidente, apenas usava o flash para chamar a atenção do condutor do trem. Desfiou outras justificativas: não teria dado tempo de ajudar Han, teve medo de ser empurrado também, não teria forças para puxá-lo.
Havia outras pessoas na estação, mas ninguém se mexeu.
A polêmica lembra a que envolveu a famosa fotografia da criança famélica espreitada por um abutre, tirada no Sudão em 1993. A imagem premiada, símbolo da luta contra a fome, tornou-se motivo de orgulho e tormenta para seu autor.
Kevin Carter era um dos quatro membros do Clube do Bangue-Bangue, apelido que a trupe de destemidos fotógrafos recebeu por seu trabalho na África do Sul, no período violentíssimo entre a libertação de Nelson Mandela (1990) e sua eleição para presidente (1994). O grupo registrou toda sorte de tragédias e ganhou fama internacional.
Questionado sobre por que não ajudara a criança moribunda, Carter deu diferentes versões: disse que não era preciso porque havia um centro de distribuição de alimentos perto dali, que enxotou o abutre, que ela se levantou sozinha... Um ano depois de ter produzido a imagem, Carter, que tinha vários problemas, inclusive com drogas, matou-se.
Como regra geral, repórteres e fotógrafos não devem intervir nos acontecimentos. O papel deles é registrar os fatos, o que não é pouco, principalmente em situações extremas como guerras e epidemias.
Mas existe, é claro, a linha da solidariedade humana, o momento quando se age por instinto para tentar salvar quem está ali.
Colega de Carter no Bangue-Bangue, João Silva estava no Afeganistão em 1994, quando ouviu uma explosão. Viu emergir da poeira um pai carregando o filho ferido. Em vez de clicar, correu para ajudar. A criança morreu no hospital.
Fotografar teria levado segundos, não mudaria o destino do garotinho e poderia ter rendido uma cena que comovesse o mundo. "Eram imagens de guerra muito boas, mas decidi não bater. Nunca tinha feito isso. Mas a morte da criança acabou tornando meio sem sentido o gesto humanitário", escreveu o fotógrafo no livro "O Clube do Bangue-Bangue" (Companhia das Letras, infelizmente fora de catálogo).
Casos extremos como o de Nova York ou do Sudão alimentam a imagem de frieza da imprensa, de jornalistas como "eunucos éticos", nas palavras de David Carr, colunista de mídia do "New York Times".
Diante da imagem arrepiante do homem sem esperanças nos trilhos, a reação usual é apontar culpados: não apenas o sujeito que provocou o acidente, mas aquele que registrou tudo e ainda quem teve o sangue-frio de publicar. A foto incomoda porque transporta o leitor até a cena e o faz se perguntar "eu teria me arriscado a ajudar o homem?"
A melhor opinião veio de um "herói do metrô de Nova York". Em 2009, o ator Chad Lindsey pulou da plataforma para retirar um homem que tinha caído na linha do trem. Em vez de condenar a atitude do fotógrafo, Chad lembrou o medo que aqueles trilhos provocam e disse: "Você nunca sabe como suas pernas vão reagir até serem testadas".
 
 

Mais indie impossível(Wilson das Neves)-


Baterista Wilson das Neves dá maior visibilidade ao lado compositor no CD Se me chamar, ô sorte, do MP, B Discos


Ailton Magioli

Estado de Minas: 15/04/2013 

“É o disco independente mais dependente do mundo”, constata, divertindo-se, o sambista Wilson das Neves, de 76 anos, a respeito de Se me chamar, ô sorte, que ele está lançando pelo selo MP, B Discos, depois da campanha crowdfunding, em que o interessado adquire o produto antes mesmo de sua existência. Quarto trabalho solo do cantor, compositor e baterista que ganhou notoriedade desde que passou a tocar com Chico Buarque, há mais de 30 anos, o CD traz a elegância característica de Das Neves no quesito interpretação, acompanhado, na faixa Ao nosso amor maior, parceria com Luiz Carlos da Vila, da não menos elegante Áurea Martins.

“Eu já era músico quando Áurea apareceu no programa A grande chance, de Flávio Cavalcanti, em que eu tocava na orquestra do maestro Cipó. Gravei inclusive o primeiro disco dela, uma das melhores cantoras do mundo”, afirma Wilson, que gravou Ao nosso amor maior depois de a composição ter sido registrada pelo parceiro Luiz Carlos da Vila, já falecido, e pela mineira Ângela Evans, de cuja gravação ele participou.

Distante da denominada faixa de trabalho que as gravadoras costumam impor aos artistas, Wilson das Neves diz que faz discos para que todas as faixas cheguem ao público. “São todas filhas do mesmo pai. Têm de tocar”, defende o sambista, consciente de que o Samba para João, que o parceiro Chico Buarque letrou em homenagem ao bisneto, tem potencial suficiente para ganhar mundo. “Venho compondo desde 1970”, diz ele ao justificar o crescente aparecimento do compositor, em detrimento do baterista famoso.

“Sempre que surge a oportunidade de mostrar o trabalho do compositor a gente tem de aproveitar, já que o do músico já mostrei”, justifica o cantor, compositor e baterista. Sem demonstrar preferência pelo ato de compor, cantar ou tocar, Das Neves lembra ter passado pelo menos a metade da vida em estúdio.

Além de estrear parceria com o mineiro Toninho Gerais (O dono da razão) e Toninho Nascimento (Limites), Wilson volta a exercitar a reconhecida musicalidade ao lado de poetas como Paulo César Pinheiro, com quem divide a maioria das faixas do novo CD: Cara de queixa, Trato, Jeito errado, Peão de obra, Máscara de cera e Licor, sereno e mágoas.

E mais: o compositor tem parcerias também com Claudio Jorge (a faixa título do disco), Nelson Sargento (Fragmentos do amor), Vitor Bezerra (Feito siameses) e Délcio Carvalho (Não existe mais saudade), enquanto os arranjos foram entregues a mestres do formato como o próprio Cláudio Jorge, Zé Luiz Maia, João Rebouças, Vittor Santos, Jorge Helder, Bia Paes Leme e Luis Cláudio Ramos.

Depois do lançamento no Sesc Copacabana, com direito à presença ilustre do parceiro Chico Buarque, Wilson se prepara para fazer show do clássico instrumental Som quente é das neves, no em 19 de maio, no Sesc Belenzinho. A turnê nacional do novo disco, produzido por ele em parceria com Paulo César Pinheiro e Berna Ceppas, já está sendo agilizada pela produção do artista.

Nascido para o samba

Autor de divertidas frases de efeito, o cantor, compositor e baterista comenta o atraso no lançamento do documentário O samba é meu dom, sobre a sua trajetória, produzido em Belo Horizonte pelo diretor Cristiano Abud: “A gente acaba correndo o risco de transformá-lo em E o vento levou... Wilson das Neves”, afirma, sorridente.

“Com mais de 30 horas gravadas, o desafio agora é selecionar o material que vai compor o longa”, explica o diretor, sem ocultar as dificuldades de fazer um filme sobre um artista carioca em Minas.

“Não estamos na Lei Estadual de Incentivo à Cultura, nem no programa Filme em Minas”, lamenta, comentando restrições impostas pela regionalização do mercado. Segundo Abud, até o momento ele e o parceiro Alexandre Segundo já investiram R$ 90 mil no documentário, cujo orçamento integral é de R$ 800 mil, aprovado pela Agência Nacional de Cinema (Ancine). “Estamos em fase de finalização do filme”, garante Abud, que acompanhou a vida de Wilson das Neves ao longo de mais de quatro anos, pegando inclusive parte importante da carreira solo do artista.

Além da gravação e lançamento do disco anterior, O samba é meu dom registra os bastidores da mais recente turnê de Chico Buarque, com direito a entrevista do parceiro maior do sambista, além da participação de Wilson no desfile deste ano da Império Serrano, escola de coração dele, na Sapucaí. “Estamos fazendo tudo sem leis e sem patrocínio”, afirma o diretor, justificando o atraso.
 
http://beneviani.blogspot.com.br/2013/04/mais-indie-impossivelwilson-das-neves.html
 

domingo, 14 de abril de 2013

Eu não existo sem você - Maysa






No empenho de querer te esquecer

durmo

acordo

como

lavo

passo

canto

danço

vejo outros sorrisos

faço ginástica

canto 

danço

rego as plantas

reparo no por do sol

e na alvorada

escrevo

leio

grito

choro 

e riu

mas, nada ocupa teu lugar... 


RS 04/14/13

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Você Vai Me Seguir - Chico


You don't know me - Ray Charles & Diana Krall -

You don't know me

You give your hand to me and then you say "hello", and I can hardly speak, my heart is beating so. And anyone can tell, you think you know me well... but you don't know me.

No, you don't know the one who dreams of you each night, and longs to kiss your lips, and longs to hold you tight. To you I'm just a friend, that's all i've ever been. No, you don't know me.

I never knew the art of making love, though my heart aches with love for you. Afraid and shy, I let my chance go by... the chance that you migh love me too.

You give your hand to me and then you say "goodbye", and then I watched you walk away beside the lucky guy. I know you'll never know the one who loves you so... no, you don't know me.

But I never knew the art of making love, though my heart aches with love for you. Afraid and shy, I let your chance go by... the chance that you migh love me too.

You give your hand to me and then you say "goodbye", and then I watched you walk away beside the lucky guy.

You'll never ever know the one who loves you so... no, you don't know me. I said: YOU'LL NEVER EVER KNOW THE ONE WHO LOVES YOU SO... no, you don't know me.