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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Ah! se eu fosse você! - Claudia Barroso ( ao vivo )

Versão Feminina

Baseada em um texto de Luis Fernando Veríssimo, escritora Tati Bernardi faz sua crônica


O novo livro de Luis Fernando Veríssimo, Em Algum Lugar do Paraíso, traz uma ótima coletânea de textos – sob o ponto de vista mais que masculino do autor. Em homenagem a Veríssimo, convidamos a roteirista e escritora paulistana Tati Bernardi para se inspirar em “Versões”, uma das crônicas do livro, sobre arrependimentos, e fazer a “versão” feminina do tema. Quem nunca olhou para trás, ainda que o passado seja curto, e pensou: “Ah, se eu tivesse...”
***
Vivo cercada por lembranças, por paixões que eu poderia, com alguma sabedoria, não ter vivido. Mas que se tornaram grandiosas e dilacerantes única e exclusivamente porque o tédio em não ter um foco amoroso me soa ainda mais tolo do que inventar amor.
Ah, se eu tivesse dito não para aquele mineiro safado ou para aquele playboyzinho de Higienópolis. Não para aquele falso sensível comedor de modeletes drogadas. Não para aquele carioca sempre me pedindo R$ 4 pra inteirar a grana do cigarro. Não para o rapaz casado, que tinha dó da esposa. Não para o brocha que só ficava nervoso porque “era a nossa primeira vez”… primeira vez que durou dois anos.
Agora mesmo neste café metido a francês de São Paulo um deles se sentou na minha frente e me provocou:
– Você adorava transar comigo.
– É, eu adorava. Mas isso foi até eu transar com outro. Você não tinha a menor noção do que é um sexo oral.
Ao lado dele, surge outro rapaz inesquecível de meu passado. Demoro um tempo pra recordar seu nome, pois assim que ele deixou de ser inesquecível eu o esqueci.
– Você adorava conversar comigo.
– Eu adorava. Mas isso foi até eu conversar com outro. Nunca foi troca de almas o que tivemos, apenas de fluidos. E fluidos sem alma é pior do que ir sozinho e cedo pra cama, numa sexta-feira quente.
Só então reparei que todos eles estavam no café. Todos tão especiais e tão descartáveis. Eu era o centro daquele universo tão errado chamado “meus amores”. Quer dizer, eu achava que era, porque na verdade eles desencanaram de minha existência e se tornaram, todos, melhores amigos. Riam, brindavam e se amavam. Todos eram o mesmo que não é nenhum. Chamei o garçom pra pedir a conta e fugir dali o mais rápido possível. Mas o garçom era gatinho. Vai começar tudo de novo.
***
Veja aqui a crônica original:
Versões
Vivemos cercados pelas nossas alternativas, pelo que podíamos ter sido. Ah, se apenas tivéssemos acertado aquele número (unzinho e eu ganhava a sena acumulada), topado aquele emprego, completado aquele curso, chegado antes, chegado depois, dito sim, dito não, ido para Londrina, casado com a Doralice, feito aquele teste…
Agora mesmo neste bar imaginário em que estou bebendo para esquecer o que não fiz — aliás, o nome do bar é Imaginário — sentou um cara do meu lado
direito e se apresentou:
— Eu sou você, se tivesse feito aquele teste no Botafogo.
E ele tem mesmo a minha idade e a minha cara. E o mesmo desconsolo.
— Por quê? Sua vida não foi melhor do que a minha?
— Durante um certo tempo, foi. Cheguei a titular. Cheguei à seleção. Fiz um grande contrato. Levava uma grande vida. Até que um dia...
— Eu sei, eu sei… — disse alguém sentado ao lado dele.
Olhamos para o intrometido… Tinha a nossa idade e a nossa cara e não parecia mais feliz do que nós. Ele continuou:
— Você hesitou entre sair e não sair do gol. Não saiu, levou o único gol do jogo, caiu em desgraça, largou o futebol e foi ser um medíocre propagandista.
— Como é que você sabe?
— Eu sou você, se tivesse saído do gol. Não só peguei a bola como me mandei para o ataque com tanta perfeição que fizemos o gol da vitória. Fui considerado
o herói do jogo. No jogo seguinte, hesitei entre me atirar nos pés de um atacante e não me atirar. Como era um herói, me atirei… Levei um chute na cabeça. Não
pude ser mais nada. Nem propagandista. Ganho uma miséria do INSS e só faço isto: bebo e me queixo da vida. Se não tivesse ido nos pés do atacante…
— Ele chutaria para fora.
Quem falou foi o outro sósia nosso, ao lado dele, que em seguida se apresentou.
— Eu sou você se não tivesse ido naquela bola. Não faria diferença. Não seria gol. Minha carreira continuou. Fiquei cada vez mais famoso, e agora com fama de sortudo também. Fui vendido para o futebol europeu, por uma fábula. Oprimeiro goleiro brasileiro a ir jogar na Europa. Embarquei com festa no Rio…
— E o que aconteceu? — perguntamos os três em uníssono.
— Lembra aquele avião da Varig que caiu na chegada em Paris?
— Você…
— Morri com 28 anos.
Bem que tínhamos notado sua palidez.
— Pensando bem, foi melhor não fazer aquele teste no Botafogo…
— E ter levado o chute na cabeça…
— Foi melhor — continuou — ter ido fazer o concurso para o serviço público naquele dia. Ah, se eu tivesse passado…
— Você deve estar brincando.
Disse alguém sentado a minha esquerda. Tinha a minha cara, mas parecia mais velho e desanimado.
— Quem é você?
— Eu sou você, se tivesse entrado para o serviço público.
Vi que todas as banquetas do bar à esquerda dele estavam ocupadas por versões de mim no serviço público, uma mais desiludida do que a outra. As consequências de anos de decisões erradas, alianças fracassadas, pequenas traições, promoções negadas e frustração. Olhei em volta. Eu lotava o bar. Todas as mesas estavam ocupadas por minhas alternativas e nenhuma parecia estar contente.
Comentei com o barman que, no fim, quem estava com o melhor aspecto, ali,era eu mesmo. O barman fez que sim com a cabeça, tristemente. Só então notei que ele também tinha a minha cara, só com mais rugas.
— Quem é você? — perguntei.
— Eu sou você, se tivesse casado com a Doralice.
— E...?
Ele não respondeu. Só fez um sinal, com o dedão virado para baixo.
***
Vai lá: Em algum lugar do paraíso, de Luis Fernando Veríssimo


Pra eu parar de me doer - Milton Nascimento

 

A Luz de Tieta - Caetano Veloso

De Caetano por Caetano & Amigos


"Toda essa gente se engana
Ou então finge que não vê que
Eu nasci pra ser o superbacana"
(Superbacana)



"Caetano é uma luz, um dos artistas mais importantes de minha geração e do Brasil de sempre. Essa luz não iluminou apenas a música brasileira, mas também os nossos cinema, teatro, poesia e até a vida cotidiana dos brasileiros".
Cacá Diegues, cineasta


“Quando eu nasci, meu pai tinha 30 anos.
Agora eu tenho 30 e ele faz 60. Hoje, eu
fico olhando para as coisas que ele me ensinou e vejo ele é tão bom pai quanto professor e artista”.
Moreno Veloso, músico e filho de Caetano

"Nos conhecemos há sete anos, desde que fiz a novela Explode Coração com a Paula Lavigne. Nessa época, ele passou a ser meu amigo e eu aprendi a respeitá-lo muito. Acompanho o trabalho do Caetano desde que era jovem. Antes de conhecê-lo, eu já o admirava muito. Depois que o conheci, passei a amá-lo.O Caetano é a expressão de uma comunicação muito forte
no nosso país, no nível cultural. Para mim, ele é uma expressão cultural, é um ser de luz e de amor. Tenho muito amor por ele". Paula Burlamaqui, atriz


"Não posso deixar de usar superlativos ao falar de Caetano Veloso. Pelo menos desde a morte de João Cabral de Melo Neto, passei a vê-lo como o maior artista brasileiro vivo.Conheci Caetano em Londres, em 1972 e, desde então, a nossa amizade e a minha admiração por ele só fizeram crescer. Caetano é a imagem do Brasil que dá certo, do Brasil feliz, do Brasil livre. Toda a sua vida e o seu trabalho têm um caráter maravilhosamente libertário.Acho que os inimigos mais ferrenhos que ele tem são os que, mais pelas caladas dos que às claras, sempre se opuseram à liberdade de criação e de comportamento que ele representa; nessa batalha, eles têm sido vencidos, mas, embora tenham recuado taticamente, jamais se conformaram com isso.Os intelectuais reacionários – de direita e de “esquerda” – jamais perdoaram a esse brasileiro de origem popular, moreno ou mulato (seria negro, nos Estados Unidos), ser mais corajoso, inteligente, sutil e requintado do que eles, além de escrever melhor e ter maior projeção nacional e internacional.Mas, para os homens e as mulheres de bem, é uma
alegria ser contemporâneo de Caetano.
Antonio Cicero, poeta e compositor


“O CD Circuladô de Fulô não sai do meu carro. Admiro muito as músicas do Caetano”.
Joana Prado, modelo

Caetano talvez seja o sessentão mais jovem do Brasil, porque faz 60 anos de carteirinha e de atividades artisticas, mas a cabeça dele está sempre na crista da onda, sempre antenada no que acontece. Ele é um dos músicos e um dos intelectuais mais importantes do Brasil e do mundo.
Acabei de chegar de uma turnê na Europa com ele.
O Caetano é cultuado por intelectualidades do mundo todo, como José Saramago, Bernardo Bertollucci, Pedro Almodóvar, Chema Prado, diretor da cinemateca de Madri. Nos Estados Unidos também. Artistas e escritores de todo mundo cultuam a personalidade e a intelectualidade do Caetano.Eu admiro sua avidez por saber o que está acontecendo não só na arte, mas na politica, na sociologia, e sua capacidade de aprender e filtrar as informações, transformado-as em uma crônica da atualidade Ele é uma pessoa iluminada. Considero-me uma das pessoas mais privilegiadas do mundo por estar há 10 anos trabalhando e convivendo com ele”.

 Jacques Morelembaum, músico e arranjador


 "Falar de Caetano Veloso é falar da música brasileira. É difícil separar uma coisa da outra e, se conseguissemos, a música brasileira sairia perdendo. Caetano Veloso é, sem dúvida, um dos maiores autores e interpretes que já conheci. E, cantando minhas composições, dá uma roupagem toda especial.
Sonhos, por exemplo, depois da sua interpretação teve gravações muito importantes no mundo todo. Pra citarmos um único caso, temos a cantora italiana Mina, que mostrou essa música para a Europa. Devo muito disso a ele. Sozinho, um dos seus maiores sucessos, que chegou a estar em primeiro lugar simultaneamente em vários estados brasileiros, teve uma vendagem de cerca de um milhão e meio de CD's.
Isso por sí só dá a dimensão de quem estamos falando. E, claro, uma música que consegue fazer um sucesso desses é super importante para qualquer compositor e, se gravado por Caetano Veloso, que também é compositor, melhor ainda. Suas obras são super especiais. Poderia ficar horas destacando várias das suas músicas que me marcaram muito, mas vou citar apenas duas:Um Índio e Queixa. Caetano: Parabéns, um beijo no seu coração, e que venham mais sessenta!"
Peninha, compositor de Sozinho


* depoimentos de 2007 quando ele completava 60 anos de idade.


 

Mário Quintana por ele mesmo...

"Olho em redor do bar em que escrevo estas linhas. Aquele homem ali no balcão, caninha após caninha, nem desconfia que se acha conosco desde o início das eras. Pensa que está somente afogando problemas dele, João Silva... Ele está é bebendo a milenar inquietação do mundo!"


Poeminho do Contra
Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!

(Prosa e Verso, 1978)



 "Amigos não consultem os relógios quando um dia me for de vossas vidas... Porque o tempo é uma invenção da morte: não o conhece a vida - a verdadeira - em que basta um momento de poesia para nos dar a eternidade inteira".

E, brincando com a morte: "A morte é a libertação total: a morte é quando a gente pode, afinal, estar deitado de sapatos".


Um argumento


A plea



A plea


Dear João Gilberto,
As opposed to Caetano Veloso, I’m sure that you’re sure that you’ve never met me. From what I understand, you don’t get out a whole lot. Or at all. But hear me out. Your music got me through one of the most difficult years of my life, including the sudden death of a friend. Even now I have trouble listening to Amoroso Brasil without crying, which is saying something. When I got to Rio, I was shocked to find that some of my new friends had never heard your 1961 or 1973 albums. Whenever we listened to them, all conversation halted. It was sacred.
When you announced a show in Rio, I was devastated by the absurd price of the tickets, and tried not to think about it. Then I was given a ticket, and I can’t tell you how happy it made me. I walked around for days relishing the knowledge that I was going to see João Gilberto in concert, taking the ticket out every so often to look at it and then reverently putting it back in its envelope. Then, at the last minute, you rescheduled your Rio show. December 21st, two days after my return flight to the United States. I know it wasn’t intentional, but it felt like a punch to the stomach.
“Reschedule your flight,” said a friend. “Yes, reschedule your flight,” said others. I looked into it. The new flight would have cost more than my first car. I gave up and gave the ticket back. Knowing that I could’ve gone to the show after all made it that much worse. Then, one of the strokes of absurd luck that have characterized my stay here, I got another ticket for your show in São Paulo, the day before my flight back. “Cautious optimism is the watchword,” I joked; but in the weeks that came, I let myself hope, and let myself start listening to your albums again. A legendary show on the eve of my flight: it would have been the perfect goodbye to a country I’ve come to call my own. A pilgrimage.
I almost bought my bus ticket to São Paulo today, João, before I saw that now you’re considering canceling the tour altogether. Now the promise of the show just kind of feels like a mean-spirited prank, one of the ones where the dollar bill is tied to a string and no matter how desperately you grab at it, it’ll be yanked from your fingers. You could show up and just sing one song. That’s all. I just wanted to have heard you before I went into exile, just once.
Have pity on a poor gringa, João.
Lest my life turn into that lovely Ary Barroso song:
 
Meu sabiá, meu violão
E uma cruel desilusão
Foi tudo que ficou
Ficou
Pra machucar meu coração
 
Um beijo,
Flora


http://revistapiaui.estadao.com.br/blogs/questoes-estrangeiras/geral/a-plea

Questões da Ciência

O experimento na era da sua irreprodutibilidade técnica




O experimento na era da sua irreprodutibilidade técnica

O desconforto ronda algumas áreas da ciência. Embora a possibilidade de replicação dos resultados por grupos independentes seja um dos pilares da ciência moderna, estudos de um número cada vez maior de campos se caracterizam pela impossibilidade ou inviabilidade de reprodução. O impasse atinge tanto disciplinas relativamente novas e dependentes de computadores – como a genômica e a proteômica – quanto áreas consolidadas há mais tempo, como a biologia de campo. Na semana passada, a revista Science dedicou à questão uma série de cinco artigos que discutem o problema e propõem possíveis soluções.
Os campos que dependem de ferramentas computacionais para a coleta e análise de dados estão entre os que enfrentam de forma mais dramática os desafios da replicação de dados, por um motivo simples: nem todos os laboratórios dispõem dos equipamentos necessários para refazer esses experimentos. “Seria necessário um volume extraordinário de recursos para replicar de forma independente o Sloan Digital Sky Survey”, exemplifica o bioestatístico Roger Peng num dos artigos da série, referindo-se a um projeto ambicioso de mapeamento do céu que já obteve imagens tridimensionais de quase um milhão de galáxias.
O problema se repete em campos emergentes da biologia molecular, como genômica, proteômica, metabolômica e outras disciplinas com o mesmo sufixo, nas quais os pesquisadores lidam com uma grande quantidade de dados que só podem ser analisados com ferramentas computacionais poderosas. A dificuldade para reprodução desses estudos pode levar a prejuízos importantes, como mostrou o exemplo citado por John Ioannidis e Muin Khoury. Eles evocaram o caso de um estudo segundo o qual assinaturas gênicas específicas poderiam ser usadas para prever a eficácia da quimioterapia contra alguns tipos de câncer. As conclusões do estudo motivaram a realização de testes clínicos dos marcadores em questão, mas os ensaios não foram adiante depois que se constatou que era impossível replicar os resultados do estudo.
Mas não é apenas o acesso à tecnologia que limita a possibilidade de reprodução dos estudos. Mesmo as pesquisas com animais de laboratório podem apresentar dificuldades sérias de reprodução. Num dos artigos da Science, dois especialistas no estudo da cognição de primatas explicam que, nesse campo de estudo, as conclusões dos experimentos com animais de laboratório dificilmente podem ser extrapoladas para animais selvagens ou mesmo de outros laboratórios. “Diferentes populações cativas podem ter tido diferentes experiências relevantes para uma tarefa cognitiva específica”, explicam.
Na maioria dos casos, a transparência é a melhor receita para facilitar a reprodutibilidade dos estudos. No caso das pesquisas que envolvem a observação do comportamento de animais selvagens, por exemplo, os cientistas podem ajudar seus pares tornando públicos os registros feitos em campo com a ajuda de câmeras de vídeo ou rastreamento por satélite. Em outro artigo da série, Michael Ryan, da Universidade do Texas em Austin, propõe que, ao submeter um estudo para publicação, os pesquisadores sejam obrigados a mandar também os dados primários colhidos na pesquisa.
Transparência é também a chave para a replicabilidade dos estudos que dependem de ferramentas computacionais. No caso das ciências -ômicas, muitos dos dados gerados já são depositados em repositórios de acesso público. Mas isso não impede a dificuldade de replicação dos resultados, como lembram John Ioannidis e Muin Khoury: “é um desafio verificar que os dados e protocolos completos foram de fato depositados, que os arquivos estão em condições de ser acessados e que os resultados são replicáveis”, ponderam.
Os dois autores acreditam que as agências de fomento à pesquisa têm um papel importante no sentido de tornar os dados acessíveis. Eles sugerem que essas agências ofereçam bônus aos pesquisadores que disponibilizarem os dados primários de seus estudos e apliquem punições aos grupos que não tornarem acessíveis as informações necessárias para a replicação do estudo.
Um papel importante cabe também aos periódicos que publicam os artigos científicos. Roger Peng sugere que essas revistas exijam dos pesquisadores que submetam, junto com os artigos que envolvam ferramentas computacionais, não só os dados usados na análise, mas também o código-fonte dos programas usados em seu tratamento. Em seu artigo para a Science, ele disse estar estimulando a transparência dos dados no periódico Biostatistics, de cujo corpo editorial ele faz parte. Sempre que os autores o permitem, a revista publica on-line o código e os dados usados em seus artigos, que recebem uma classificação indicativa da transparência dos dados.
De qualquer forma, não custa lembrar que a preocupação com a transparência e a replicabilidade não deve substituir o rigor na coleta e análise dos dados. Como ressaltou Peng “o fato de uma análise ser reprodutível não garante a qualidade, correção ou validade dos resultados publicados”.

Arte: Detalhe de 10 Marilyns, serigrafia de 1967 de Andy Warhol

http://revistapiaui.estadao.com.br/blogs/questoes-da-ciencia/geral/o-experimento-na-era-da-sua-irreprodutibilidade-tecnica

Ho! Ho! Ho!

por Caco Galhardo

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http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-63/cartuns/ho-ho-ho

"I have a chance to be normal" - Paris Jackson

Paris Jackson gives rare interview, talks film role

Shares behind-the-scenes stories of growing up with Michael Jackson for a father

IMAGE: Paris Jackson
 
Paris Jackson, the daughter of late singer Michael Jackson, talked with Ellen DeGeneres about wanting to be an actress, and of doing improv with her father.
 
 
Michael Jackson's daughter Paris gave a rare televised interview this week, during which she discussed life with her late father and a budding acting career.
The 13-year-old's appearance on "The Ellen DeGeneres Show" has already been taped and airs on Thursday.
According to a partial transcript released to publicize the show, Paris said that as a younger child she felt it was "stupid" wearing a mask when she went out in public with her famous father.
Jackson, who died aged 50 in 2009, would sometimes give his children masks to wear to protect them from the frenzy of media and public attention that accompanied their every appearance.
 
"Yeah, I'm like, 'This is stupid, why am I wearing a mask?'" Paris told show host Ellen DeGeneres.
"But I kind of realized the older I got, like, he only tried to protect us and he'd explain that to us too."
Paris, one of Jackson's three children who are now in the care of their grandmother Katherine, has gradually emerged from her father's shadow in recent months, and the DeGeneres show was billed as Paris's first "solo" interview.

The teenager is set to appear in a movie called "Lundon's Bridge and the Three Keys" based on a young adult fantasy novel.
Asked when she realized that she wanted to act, Paris replied: "When I was really little. My dad was in the movie 'Moonwalker' and I knew he could sing really well but I didn't know he could act. I saw that and I said, wow, I want to be just like him.
"We would do 'improv' together. He would give us little scenarios. He would (say) 'OK, in this scene you're going to cry' and I'd cry on the spot."
The movie's website, to which Paris's official Twitter page is linked, says she will star as Lundon O'Malley in a film combining live action and animation and which is described as "the war between the land and the sea."

It is based on a novel by Dennis Christen, and half the proceeds from the film and sales of the book will be donated to schools with insufficient funding.
There is no release date, although one of the production companies involved, Paralight Films, said on its website that "Lundon's Bridge" had been due to hit screens in 2010.
It listed the movie's production budget at $31 million and "prints and advertising" at $39 million.

Paris also said she was enjoying her time at school.
"I do have like a regular childhood," she said. "I mean, I'm treated the same. When I came to Buckley (School) they didn't know who I was. I was like, yes, I have a chance to be normal."
Copyright 2011 Thomson Reuters