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sábado, 14 de janeiro de 2012

La prisión de Michelle Obama

El presidente Obama comparte confidencias con su esposa, Michelle

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El presidente Obama comparte confidencias con su esposa, Michelle, en el hotel Waldorf Astoria de Nueva York durante un descanso de la Asamblea General de la ONU, en septiembre de 2011.- PETE SOUZA

Fascinó al mundo con su carisma, pero ocultaba una gran frustración por su difícil encaje en la Casa Blanca. Un retrato de la primera dama a través de más de 30 entrevistas a su círculo de amigos y colaboradores revela fuertes convicciones políticas, tensiones con los asesores de su marido y dudas. Siempre despreció el papel entrometido de otras primeras damas, pero nada ni nadie le obligarían a ejercer de florero.

 En privado, Michelle Obama echaba chispas, estaba furiosa no solo con el equipo del presidente, sino también con su marido. Después de que los demócratas perdieran el escaño de Edward Kennedy en el Senado, en enero de 2010, Obama seguía mostrándose en las reuniones tan comedido como siempre, negándose a profundizar demasiado en el fracaso o a arremeter contra su equipo. Sin embargo, según algunos de sus asesores actuales y antiguos, la primera dama no alcanzaba a comprender cómo la Casa Blanca había permitido que se le escapara ese escaño tan crucial, necesario para que se aprobara la reforma sanitaria y el resto del programa del presidente.

*Sigam lendo esse longo e interessante reportagem em: http://www.elpais.com/articulo/Revista/sabado/prision/Michelle/Obama/elpepirsa/20120114elpepirsa_1/Tes

Nora Hendrix: 'não sabia que havia tanta música nele'

 
Uma entrevista fofa concedida pela senhora Nora Hendrix, em 1968, apareceu no YouTube esta semana.

Nora era avó parterna de Jimi Hendrix e comenta o talento musical do filho para o entrevistador Jack Webster, de Seattle.
Ela fala sobre a primeira vez que viu Jimi tocar, no Vancouver Pacific Coliseum naquele ano. A vovó estava sentada bem em frente ao palco e foi resgatada pela cunhada, que dizia "Mamãe, você tem que sair daqui, é muito barulhento para a senhora".

"Eu respondi, 'sim, eu já estava saindo se você não viesse me buscar'", conta, "O barulho era demais para mim, toda aquela bateria e a forma como ele tocava a guitarra, meu Deus, não sei como ele aguentava todo aquele barulho".

Apesar do estilo pesado de Jimi não ser o seu favorito, Nora reconhece o imenso talento do neto. Ela lembra quando seu filho - e pai de Jimi - deu a ele uma guitarra (possivelmente um ukelele) quando o garoto ainda era novo e como ele se divertia tocando com os amigos.

"Eu sabia que ele era musical, mas não sabia que havia tanta música nele."





A partir da metade do vídeo, o assunto muda da música para as drogas. Respondendo a pergunta de Webster, Nora fala como gostava de ver o neto no show business, mas via nas drogas o grande perigo e esperava que ele "não estrasse nessa muito cedo, pois ele entraria, todos estavam nessa, não havia como escapar".

Segundo o pessoal do Dangerous Minds, que publicou o vídeo, Nora também teve um passado musical, tendo participado como dançarina de uma trupe de vaudeville na juventude. Ela morreu em 1984, aos 100 anos.



QUE A PAZ REINE ENTRE OS HOMENS!



* Colaboração de Clara Diana

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Poesia na noite...

My warmth, your fire




My lips, your kisses
my tongue, your neck
my flavor, your aroma
my body, your hands
my fingers, your back
my warmth, your fire
my naked chest
your perfect body
your skin that caresses
slides over my body
my belly, your belly bottom
You own me, I own you.
Your lips, my kisses
your body, my hands
your tooth, my nails
your warmth, my fire
my naked chest
your perfect body
your belly, my belly bottom
you pour, I come.

Mi calor, tu fuego



Mis labios, tus besos
mi lengua, tu cuello
mi sabor, tu aroma
tus manos, mi cuerpo
mis dedos, tu espalda
mi calor, tu fuego
mi pecho desnudo
tu cuerpo perfecto
tu piel que acaricia
desliza en mi cuerpo
mi vientre, tu ombligo
me tienes, te tengo.
Tus labios, mis besos
mis manos, tu cuerpo
tus dientes, mis uñas
tu calor, mi fuego
mi pecho desnudo
tu cuerpo perfecto
mi vientre, tu ombligo
te viertes, me vengo.


Gentle Lunatic

FACE A FACE - Simone -

O Brasil precisa frear os EUA

 

 

 

 


Colunista do New York Times pede ajuda ao Brasil para conter imbecilidade dos EUA



Por Mark Weisbrot - economista, co-diretor do Centro de Pesquisas Econômicas e Políticas, de Washington, e destacado colunista do New York Times e do inglês The Guardian.
Título original: O Brasil precisa frear os EUA

É como se não tivessem aprendido nada com as mentiras e a sede imperial de poder que nos arrastaram para uma guerra assassina com o Iraque que consumiu trilhões de dólares. Na sexta, o conselho editorial do “New York Times” aplaudiu as ameaças militares dos EUA contra o Irã e pediu “pressão econômica máxima” contra o país.
E esse é o mais influente jornal “progressista” da América. A imprensa de direita, com um discurso de ódio que alcança milhões de pessoas por dia, é ainda pior.
O Irã vem reagindo com ameaças próprias de fechar o estreito de Hormuz -por onde passa um sexto do petróleo do mundo- se os EUA cortarem suas exportações de óleo. Não surpreende, já que o governo americano tenta estrangular economicamente o Irã. O enorme esforço diplomático e de propaganda internacional dos EUA pode não levar imediatamente a uma guerra -como foi o caso com a Guerra do Iraque, o timing de qualquer ataque será sujeito a considerações eleitorais.
O problema é que essas pessoas deitam as bases para uma guerra que ocorrerá quando o presidente decidir que convém. Quando essa hora chegar, é provável que seja tarde demais para impedir a guerra. Foi o que ocorreu no Iraque.
A marcha em direção à guerra acelera-se agora devido às eleições de 2012 nos EUA. A primária presidencial republicana é em sua maior parte um circo, com todos os candidatos, menos o libertário Ron Paul, lançando chamados por guerra e criticando Obama por não ser “suficientemente duro”. Como Obama tenta arrebatar votos dos republicanos, sua reação é mostrar-se o mais aguerrido possível sem de fato iniciar uma guerra real.
Enquanto isso, o Congresso, com a Câmara controlada por republicanos e o Legislativo inteiro fortemente pelo lobby de Israel, soma mais pressão em favor da guerra.
Mas que ninguém se engane, imaginando que essa promoção da guerra em um ano eleitoral reflete a vontade dos eleitores americanos.
Os pré-candidatos republicanos estão competindo na primária pelos votos dos eleitores mais de direita, mais extremistas pró-guerra no mundo, e Obama os está seguindo.
E o lobby de Israel está seguindo o governo israelense de direita, pró-guerra. Mas dados de pesquisas indicam que, a despeito da lavagem cerebral diária, a imensa maioria dos americanos não deseja uma guerra com o Irã.
Como a mídia americana não reconhece a vontade da sociedade civil independente no que tange questões de política externa, a voz do povo americano passa sem ser ouvida. E não ajuda o fato de o governo americano ter usado sua influência na ONU para nomear um chefe submisso da Agência Internacional de Energia Atômica. Isso pode explicar a mudança recente de tom da agência, que adotou discurso mais aceitável pelo lado favorável à guerra.
Por isso tudo, apelamos ao Brasil e a outros governos que não querem essa guerra que nos ajudem a impedi-la. Quando, em maio de 2010, o Brasil e a Turquia propuseram um acordo de troca de combustível nuclear do Irã, isso funcionou como freio temporário da máquina de guerra. Precisamos de mais ajuda diplomática desse tipo. (By: Sintonia Fina)

Fonte: opensanti


*Colaboração de Marco Lino

“unrecognized force”

Michelle Obama fires back at book’s allegations

Published On Wed Jan 11 2012

A new book claims Michelle Obama's strong opinions have led to conflicts with presidential advisers. Obama dismisses the claims about her.
A new book claims Michelle Obama's strong opinions have led to conflicts with presidential advisers. Obama dismisses the claims about her.
YURI GRIPAS/REUTERS file photo
Michael WoodsStaff Reporter
 
A controversial new book about the Obama presidency characterizes first lady Michelle Obama as an “unrecognized force” in her husband’s presidency whose strong views have led to conflicts with the president’s advisers.
The Obamas, by New York Times correspondent Jodi Kantor, was released Tuesday. It has drawn a sharp rebuke from the White House and a response from the first lady.
The book says Michelle Obama clashed frequently with former White House chief of staff Rahm Emanuel, especially over the push for health-care reform. It says Emanuel barred her chief of staff from a morning meeting of top staffers and that he found her reluctance to campaign for the 2010 midterm elections “maddening.”
The first lady also drew the ire of former press secretary Robert Gibbs, according to The Obamas. After a French book claimed Obama had told French first lady Carla Bruni-Sarkozy that her life in the White House was “hell,” Gibbs went on a mission to find out if the quote was true and produce a denial from the French.
Told that Obama was dissatisfied with his handling of the incident, Gibbs cursed her out to senior adviser Valerie Jarrett at a staff meeting, the book says.
In an interview with CBS News broadcast Wednesday, Obama said she has not read the book and no matter what she does, “there will always be people who don’t like me.”
“I guess it’s just more interesting to imagine this conflicted situation here,” she said. “That’s been an image people have tried to paint of me since the day Barack announced, that I’m some kind of angry black woman.”
Obama said when questions or conflicts arise involving her and the White House staff, her East Wing staff resolves the issue with her husband’s staff in the West Wing.
The book is based on four years of research and interviews with more than 200 people, including 33 current and former White House officials. Neither the president nor the first lady agreed to be interviewed for the book.
The book also recounts instances in which aides tried to downplay public signs of the first couple’s celebrity and privilege.
Kantor tells of a lavish Halloween party at the White House in 2009 that included an Alice in Wonderland-themed State Dining Room, decorated by director Tim Burton and featuring Johnny Depp in character as the Mad Hatter.
“White House officials were so nervous about how a splashy, Hollywood-esque party would look to jobless Americans — or their representatives in Congress, who would soon vote on health care — that the event was not discussed publicly and Burton’s and Depp’s contributions went unacknowledged,” Kantor writes.
In a scathing blog post on the White House website on Monday, titled “Gossip in Wonderland,” White House spokesman Eric Schultz called Kantor’s account a mischaracterization of the event.
“This was an event for local schoolchildren from the Washington, D.C., area and for hundreds of military families, and certainly nothing that the White House was ashamed of,” he wrote.
Schultz called the book “an overdramatization of old news” and noted that Kantor last interviewed the Obamas in 2009 for a magazine piece.
“The emotions, thoughts and private moments described in the book, though often seemingly ascribed to the President and First Lady, reflect little more than the author’s own thoughts,” he wrote.
On Monday, Kantor defended her work on NBC’s Today, saying the White House hasn’t disputed any of the facts in the book.
“I’m one of the only people to get access to the East Wing and the first lady’s staff there,” she said. “What I found is that aides and friends were able to tell stories that the Obamas don’t talk about.”

With files from Star wire services
 
 

"Obamas"

 

Jodi Kantor on "Obamas" book reaction: "You are at risk of being attacked" if you write "honest portrayal"




Jodi Kantor's upcoming biography "The Obamas" has been criticized for not being entirely accurate by some, but one thing is certain about the book: It's certainly generating its share of headlines.

Though the book isn't due for release until Tuesday, "The Obamas" -- written by New York Times correspondent Cantor and published by Little, Brown & Company -- has already generated an avalanche of media coverage, along with a sharp refutation from White House press secretary Eric Schultz.

In the book, Kantor claims that First Lady Michelle Obama has experienced numerous tensions with the West Wing staff. Per Kantor, Obama has refused to to attend events and once became so enraged with former White House chief of staff Rahm Emanuel after he said that she would campaign at an event for the 2010 midterm elections -- which promised to be difficult for the Democrats -- that she refused to campaign at all. (Ultimately Obama agreed to attend only a few campaign events, the book claims.)

The First Lady also reportedly drew the ire of former press secretary Robert Gibbs, according to "The Obamas." Kantor's book claims that, infuriated by a quote in a French book claiming that Obama had told French First Lady Carla Bruni-Sarkozy that life in the White House was "hell," Gibbs went on a furious mission to find out if the quote were true. Frustrated by the lack of response from Michelle Obama's staff, Gibbs was reduced to cursing out the First Lady during an early-morning meeting with an adviser.

In a strongly worded blog post published on the White House's web site Monday, Schultz criticized "The Obamas" for its reliance on second-hand accounts and Kantor's own interpretation of events.

“The book, an overdramatization of old news, is about a relationship between two people whom the author has not spoken to in years. The author last interviewed the Obamas in 2009 for a magazine piece, and did not interview them for this book," Schultz's statement reads. "The emotions, thoughts and private moments described in the book, though often seemingly ascribed to the President and First Lady, reflect little more than the author’s own thoughts. These second-hand accounts are staples of every Administration in modern political history and often exaggerated.”

One particular claim has stirred Schultz's ire: That, on Halloween 2009, the Obamas attempted to cover up a lavish "Alice in Wonderland" bash -- complete with Johnny Depp in full costume as the Mad Hatter -- for fear that the recession-strapped public would be enraged by the extravagance.

“White House officials were so nervous about how a splashy, Hollywood-esque party would look to jobless Americans—or their representatives in Congress, who would soon vote on health care—that the event was not discussed publicly and Burton’s and Depp’s contributions went unacknowledged," the book claims.

However, in his blog post, Schultz calls B.S. on Kantor's interpretation of the party.

"This was an event for local school children from the Washington DC area and for hundreds of military families, and certainly nothing that the White House was ashamed of," Schultz wrote. "

Addressing Kantor's suggestion that the White House took steps to keep the party out of the media, Schultz wrote, "We would invite all readers to read that extremely detailed and colorful pool report, or the stories that emerged from the party, and decide for themselves. In addition, the event was previewed in the official White House Daily Guidance and discussed by then-Press Secretary Robert Gibbs on camera from the podium -- before he dressed up as Darth Vader at the party of course."

Kantor defended her book on NBC's "Today" on Monday, asserting that the White House hasn't "disputed any of the facts" in the book. Asked by host Matt Lauer if she had interviewed President or First Lady Obama for the book, Kantor hedged, "The book is mostly reported through top aides and close friends of the president and First Lady. I’m one of the only people to get access to the East Wing and the First Lady’s staff there. What I found is that aides and friends were able to tell stories that the Obamas don’t talk about.”

Visit msnbc.com for breaking news, world news, and news about the economy

A New York Times review of "The Obamas" gives the book high marks -- perhaps not surprising, given Kantor's affiliation with the paper -- but even reviewer Connie Schultz acknowledges Kantor's tendency to intersperse her own impressions with facts.

"Cue the groans," Schultz writes, after reproducing a section of the book in which Kantor attempts to divine First Lady Obama's thoughts. "What kind of journalist presumes to know Michelle Obama’s mind?"

Nonetheless, Schultz ultimately gives Kantor a pass on her attempt at psychic journalism.

"In lesser hands 'The Obamas' would be an act of astonishing overreach, but Ms. Kantor ... has earned the voice of authority," Schultz writes. "A meticulous reporter, Ms. Kantor is attuned to the nuance of small gestures, the import of unspoken truths."

http://www.reuters.com/article/2012/01/09/idUS257553240120120109

¿Se cansó Obama del Nobel de la Paz?

Ilustración publicada en The Economist.
Suenan cada vez más fuerte los tambores de guerra, o de conflicto militar, con Irán. Además de los asesinatos y extraños accidentes que rodean el programa nuclear de los ayatolás, están las bravatas de Teherán: amenaza de cierre del estrecho de Ormuz (por donde navega gran parte del petróleo mundial) si EEUU y sus aliados bloquean sus exportaciones de hidrocarburos.
The New York Times informa de que la Casa Blanca ha hecho saber el Guía Supremo de la Revolución, Ali Jameneí, patrocinador de Mahmud Ahmadinetad, de que un eventual cierre de esa ruta estratégica es un línea roja, es decir para atacar. The Economist se pregunta si Barack Obama, que es premio Nobel de la Paz, da por perdida tan pronto la vía diplomática en las complejas relaciones con Irán,
El Telegragh, que cita fuentes rusas, asegura que la OTAN tiene un plan de intervención militar en Siria, que comenzaría con una zona de exclusión aérea y la participación activa de Turquía.
The Christian Science Monitor se pregunta por el objetivo de unas eventuales negociaciones con los talibanes afganos, desveladas el día anterior. La mayor parte de la presa estadounidense recoge la rápida reacción del jefe del Pentágono, Leon Panetta, y de la secretaria de Estado, Hilary Clinton, en el caso del vídeo de los marines orinando sobre cadáveres.

Otra información procedente de Afpak, la zona más peligrosa del mundo, es la creciente tensión entre el presidente civil paquistaní y sus militares. Asif Ali Zardari se marchó a Dubai para pasar unos controles médicos, lo que disparó las especulaciones. Zardari ya ha regresado a Islamabad.

Las Fuerzas Armadas de Pakistán tienen un amplio historial de golpes de Estado. Las relaciones entre EEUU y los militares paquistaníes se encuentran en el peor momento desde hace décadas. La muerte de Osama bin Laden, la guerra en Afganistán -los servicios secretos paquistaníes favorecen a los talibanes-, y varios incidentes fronterizos han creado un clima de desconfianza y tensión.

Por: | 13 de enero de 2012
http://blogs.elpais.com/aguas-internacionales/2012/01/se-canso-obama-de-ser-premio-nobel-de-la-paz.html

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Lavagem do Bonfim





A principal festa religiosa da Bahia e segunda maior manifestação popular do Brasil, a Lavagem do Bonfim, acontece na segunda quinta-feira, depois do Dia de Reis. Em 2012, a festa será comemorada no dia 12 de janeiro. As homenagens tiveram início em 1754 quando a imagem do Senhor Crucificado - trazida em 1745 pelo Capitão do Mar e Guerra da Marinha Portuguesa, Teodózio Rodrigues - foi transferida da Igreja da Penha, em Itapagipe, para a sua própria igreja, na Colina Sagrada.
Baianas vestidas com trajes típicos dão início ao ritual, carregando vasos com água de cheiro (mistura de seiva de alfazema com água de flores) para lavar as escadarias e o adro do templo. Milhares de pessoas participam da celebração, vestidas de branco em homenagem a Oxalá, divindade do Candomblé que é associada ao Senhor do Bonfim. Enquanto as baianas lavam os degraus da escadaria, os fiéis cantam o hino de louvor ao Senhor do Bonfim.
A tradição de lavar o adro da igreja com água de cheiro nasceu do trabalho dos escravos que faziam a preparação do local para a novena em louvor ao Senhor Crucificado. A lavagem foi proibida pela Arquidiocese de Salvador, em 1889, mas voltou a ser realizada nos anos 1950, com a participação de adeptos do Candomblé. Hoje, reúne fiéis de todas as crenças e credos.
O cortejo sai da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, na Cidade Baixa, seguindo até o alto do Bonfim, em um percurso de oito quilômetros. Paralelamente às atividades religiosas, acontecem festas profanas, em locais particulares, com shows de artistas baianos ligados a Axé Music.

Sejam devotos de Senhor do Bonfim ou de Oxalá ou amantes do lado profano da festa, cerca de um milhão de baianos e turistas celebram a Lavagem do Bonfim nesta quinta-feira (12). A segunda maior festa popular da Bahia, atrás apenas do Carnaval, começou às 8h, com a celebração do Culto Interreligioso no adro da Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia, situada no bairro do Comércio.

A cerimônia, que agrupa representantes de diversas religiões, foi iniciada pelo vigário da basílica, Padre Valson Santos Sandes, com uma mensagem de acolhimento. Logo após, o canto “Oração de São Francisco” foi entoado pelo Coral da Basílica, regido pelo Maestro David Alvas Tourinho. A celebração continuou com a proclamação da Palavra do Livro do Profeta Isaias por Anorailton Conceição Santos, juiz da Irmandade do Santíssimo Sacramento e Nossa Senhora da Conceição da Praia.

Em seguida, os representantes de diversos cultos religiosos emitiram uma mensagem de paz. Estavam presentes Marcel Mariano Cadidé (representante da Federação Espírita da Bahia), o Pastor Charleston Soares (Igreja Batista Avivamento Profético), Aristides Mascarenhas (presidente da Federação do Culto Afro Brasileiro) e Ida Meireles (da Organização Brahma Kumaris, representando o do Hinduísmo). Após a Oração do Pai Nosso, a cerimônia foi encerrada com Hino ao Senhor do Bonfim, cantado pelo Coral.

Por volta das 9h, o cortejo saiu da Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia em direção ao alto da Colina Sagrada, no Bonfim, com previsão de chegada às 12h. Como quem tem fé, vai a pé, os devotos percorrerão o tradicional trajeto de 8km, a maioria vestida de branco, acompanhando cerca de 300 baianas e 35 entidades, dentre elas o Muzenza, o Ilê Aiyê, os Filhos de Gandhy, grupos de samba e grupos políticos. O resultado é muita música, devoção, dança e alegria.

Ao chegar à Igreja do Bonfim, acontece o ponto alto dos festejos. Com muita água de cheiro, vassouras, flores e fé, as baianas lavarão as escadarias e o adro da igreja, assistidas por baianos e turistas, no ritual que acontece desde o século XVIII. Na ocasião, os devotos recebem também a benção do pároco do Bonfim, Padre Edson Menezes, que erguerá a imagem do Senhor do Bonfim pela janela. Depois do ritual religioso, a festa cede lugar ao profano e os participantes continuam a festejar nas barracas, nas ruas e nos outros eventos programados para a mesma data.